G.a.y.s.
1 - K
— K
— Não claro que não, não mãe, agente vai voltar depois de amanhã, é, oshe, é, não ele nem tá saindo, avisa pra mãe dele, que ele fica o dia inteiro no celular, tá tchau, também te amo, tchau, ahan, não vou esquecer, se faltar eu te ligo, é mãe, eu preciso ir, tá, tchau... – desligo o telefone.
— Aconteceu alguma coisa? – pergunta Tales na cama de solteiro ao lado da minha.
— Sua mãe, não consegue falar com você, mandou um testamento para mim te dizer... – iniciei.
— Começa então. – Se ajeitou na cama, colocando sua maçanzinha (Como chamamos o Iphone 6) no canto.
— Tá... não é pra você sair do hotel sem protetor solar,labial e bacteriostático
— Existe isso? Quando ela falou, achei que fosse brincadeira. – articulou as mãos como quem querendo saber.
— Me deixa continuar a parte engraçada ainda tá para chegar... Nada de transar sem camisinha, e se ela souber de alguma coisa que envergonhe a família vai te mandar pra um orfanato. – contei sorrindo no finalzinho.
— Talvez seja melhor, um orfanato, daí lá sou livre – respondeu sorrindo pegando a maçanzinha do canto. — Vai tomar banho?
— Vou sim, agora mesmo, se quiser pode vir junto.
— Não, amor... – sorriu. — Toma logo, pra assistirmos Pretty Little Liars, juntinhos, como você gosta!
— Tá bom! – corri para os lábios dele. – Vou lá.
— Assistirmos Pretty Little Liars juntos? Tem coisa ai. – pensei.
Por incrível que pareça eu e Tales somos apenas amigos, MELHORES amigos, somos desde que nascemos minha mãe virou a melhor amiga da mãe dele, quatro meses antes de nascermos, as duas não paravam de falar sobre os nomes, pelo que minha mãe me contou, quando pensaram em Tales, acredite foi porque tinha uma ligação com Téo, daí veio Tales e Téo, não Teodoro, Téo, mesmo, me pouparam nessa.
Sai do banheiro, com o cabelo molhado, secando com a toalha, e sentei na cama dele, peguei sua maçanzinha e fiquei vendo o Insta, novidade ele nem se mexeu, apenas deu Play no episódio, Pretty Little Liars, é nossa paixão, algo que compartilhamos desde o lançamento, ele leu todos os livros em uma semana, enquanto eu estou no segundo ainda, ás vezes comparo Spencer a ele.
— Vai começar. – anunciou.
Tirei imediatamente os olhos do telefone bloqueando a tela e colocando do meu lado, Tate não assistiria um minuto se estivesse com ele.
Ah gente esqueci de dizer, Tate foi a junção que eu fiz, Téo e Tales, Tate, mas qual a graça de juntar nomes se apenas nós dois podemos saber, pois eu digo, que o legal é chamar ele , como ele me chama.
— Spencer me lembra você Tate. – disse Tales sorrindo.
— Digo o mesmo.
Deixa-me explicar uma coisa universalmente feita e universalmente desconhecida pelos praticantes, existe um SORRISO que eu chamo de sorriso infernal, é assim, algumas pessoas têm um sorriso lindo e sexy, e mal sabem disso, por isso, eu evito essas pessoas, Tales é uma delas apesar da nossa ligação, seu sorriso é muito “convincente e por sorte ele não notou ainda, é como um sorriso de canto, mas consegue superar o sorriso de canto e ser um sorriso de frente lado, tudo”...
O episódio passava, quando ele começou a me tocar, Como assim? Agora, em pleno dia, que deu nele? Não, sem chance, não mes. Mas tá tão bom, mesmo assim, vou ser forte, pelo menos hoje, foque em PLL, esqueça-se da mãozinha dele, Ele vai desistir.
— Tá afim não? – perguntou.
PUTA QUE PARIU, esse cara me ganha com as palavras, e pior o sorriso infernal tá com ele.
Nem respondo abaixo a tampa do notebook, e a última coisa que escuto do episódio é a Ária lendo – A...
Nossa que medo, coincidência do caralh... Assim é muito bom, ele tira a parte de cima, a blusa especificadamente, passa a mão sobre todo meu corpo, mas foca no perseguido, risos, é agora tá na hora de eu ser quem vai comandar isso aqui, jogo ele contra a cama, seus olhos fitam em mim me encarando.
— Vai mandar hoje?
Calo a boca dele com meus lábios.
— Você faz muitas perguntas...
Ele morde minha orelha, à esquerda, nossa ele é muito gostoso, meu Deus, tiro toda sua roupa e permaneço com a minha calça, Tate não tem o corpo malhado, isso por mais estranho que pareça é muito sexy, claro ele tem tanquinho, não aqueles de lavar roupa que homens de academia têm, mas um tanquinho considerável.
— Tira a sua...
Sua voz, ouvi gemidos, estava chegando pertinho do seu membro, que estava em pé, prontinho, como se acabasse de acordar, beijo ele, e engulo completamente, deixo por dez segundos até sentir ânsia de vômito, enquanto empurro a cabeça dele para trás, uma dica era sentar em cima dele sem deixar que ele me veja o que estou fazendo agora, tiro minha calça e jogo na cama do lado, prontinho, estávamos nus, minha cueca saiu junto da calça a dele estava no fim da perna, engulo o membro dele novamente, e me sento nele, sem nenhuma camisinha sem nenhum lubrificador, um sexo imprudente não mata ninguém na verdade mata sim, mas tava nem ai continuei sentando, ele forçou tanto que as veias apareceram, as artérias também, tirei a mão do seu rosto, e beijei sua boca, ainda sentando, em movimentos de sobe e desse, tão levemente que era o que estava irritando ele, tadinho, continuei, beijando sua língua, até que apenas descansei no seu peitoral,ele colocou a mão em mim, aquela mão quente e grande, fina e leve, tocou tudo até chegar no meu membro, mas eu não queria que ele me fizesse sentir prazer, queria mostrar pra ele que sei lá, gosto muito dele, o que fiz, levantei e sentei novamente, dessa vez empurrei suas mãos, sentava e descia rapidamente, e apenas ouvia seus gemidos.
— Ohhh... Tate....nossssaaa.....Ahhhh..ohhhh
Atingi o ponto, estava em ponto de gozar, não pararia de forma alguma, isso o machucaria, e estava tão apegado a ele, que se doesse nele doía três vezes pior em mim, continue, mas parei, bem na hora, senti sua mão apertando minhas coxas, as suas unhas (que eram pequenas) me perfurando como prego, ai me abaixei em um instante, levantei e abocanhei seu membro, indo rapidamente, caçando o gozo que viria, ele colocou as mãos na minha cabeça e começou, forçando pra baixo subindo forçando e subindo, até que senti ele gozar,na minha boca, não era o esperado, MEU DEUSSSS tá gozando de mais, ele levantou o corpo, senti que foi bom pra ele, continuei indo e subindo até que, ele já tinha terminado, então enxuguei minha boca e apreciei o gosto, era bom, o gosto era meio que, de cola, sei lá, grudava um pouco, e então estava mastigando bem devagarzinho, apreciando seu gosto na minha boca, até que engoli.
Assim que engoli, vi seu sorriso, e em seguida me beijou.
— Agora é a sua vez.. – disse sorrindo, e eu me derretendo.
Quando o relógio despertou, eram onze horas, hora de descer, para se encontrar com a turma, não seria agora Tate.
— Te devo uma... hoje a noite... me aguarde..
Cerca de dez minutos depois, já estávamos vestidos, abrimos as cortinas das janelas, e demos o último beijo, ele desceu primeiro, dois minutos depois eu desci, espera, minha maçanzinha deixei ela na escrivaninha, voltei no quarto e peguei ele, 3 chamadas não atendidas, e no instante que peguei uma mensagem, de número bloqueado, odeio isso, deslizo o dedo nas mensagens e leio:
— Mamãe vai ficar triste em saber que o filho único não vai dar netinhos....
— K
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