Gatos Guerreiros/warrior Cats - Amores Opostos.
1 Prólogo - Lamentos
Notas iniciais
A neve atrapalha a visão da mentora e da aprendiz. Noite Selvagem, a mentora, amava Pata de castanheira – sua aprendiz – como se fosse sua filha.
-Você sabe caçar muito bem! – Noite Selvagem disse orgulhosa com a aprendiz castanha, com olhos dourados e manchas marrons escuras. Ela segurava um camundongo na boca nas suas pata tinham aves, coelhos e prezas frescas. – Muito bem! Agora vamos... – Ela foi surpreendida por um miado feroz.
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Pata de Castanheira largou a preza fresca – Noite Selvagem!! – Ela avisou quando um vulto preto de olhos vermelhos pulou em cima dela.
-Então você é a guerreira Noite Selvagem, né? – Disse o vulto, o miado estava rouco.
A guerreira já estava prestes a admitir e lutar, mas um miado fofo e preciso veio de trás dela:
-Não, eu sou Noite Selvagem! – Mentiu Pata de Castanheira, com a cabeça erguida e protegendo a mentora.
-U-uma aprendiz? – O gato rugiu – Se for assim...
Noite Selvagem – verdadeira – não viu mais nada por causa da nevasca que começara, só viu o tal vulto pulando na direção da aprendiz indefesa.
-Não!!! – Gritou a guerreira.
Minutos se passaram, e Noite Selvagem ficara em estado de choque. O vulto voltou ao normal, era um guerreiro especial, seu corpo podia ser invadido por espíritos. E havia um tempo que um espírito da Floresta Negra assassino havia tornado o corpo do guerreiro uma pousada de espíritos malignos.
O gato cambaleou para trás, ele é o guerreiro do Clã da Neve: Sangue Feroz. Tonto, ele olhou para a aprendiz morta, engoliu um grito de desespero. Mas ai notou as patas cobertas de sangue. E viu a gata que ele ama, Noite Selvagem, em estado de choque, olhando a sua aprendiz sem vida.
-O-oque aconteceu aqui? – Sangue Feroz disfarçou, ele sabia de tudo. O gato limpou as patas sujas de sangue na neve rapidamente. Noite Selvagem correu para a aprendiz morta e a colocou em seus braços. Lágrimas escorreram pelo rosto da guerreira. Ela notou que Pata de Castanheira estava sem cabeça.
-Pata de Castanheira? ... — Noite Selvagem se lamentou – Não... Não!! – Ela encostou a cabeça no que restou do corpo sem vida.
(...)
O clã todo já sabia da morte de Pata de Castanheira, mas quem mais estava acabada era a guerreira. Pata de Castanheira tinha uma vida quase parecida com a dela. – Pata de Castanheira fora abandonada pelo pai e sua mãe morreu, foi parar no Clã da Neve após ser encontrada por Noite Selvagem, as duas eram bem próximas, dividiam as prezas frescas entre si e eram quase melhores amigas. Mas isso tudo acabou depois disso – Agora, a guerreira andava solitária pela neve, que agora, chegava a cobrir suas patas. Fazia questão de descobrir quem matara a indefesa aprendiz. Tinha apenas algumas horas que essa tragédia aconteceu.
-Noite selvagem – Uma voz coberta de arrependimento soou atrás dela – Eu queria te contar uma coisa.
A gata olhou para trás e viu o velho amigo, que tinha uma quedinha por ele, os dois namoravam também, Sangue Feroz tentava descobrir um modo de contar a ela.
-O que foi?
-Eu... Eu sinto muito, sei que vai ser difícil para você ouvir isso... Eu... — Ele se enrolou todo – Eu matei Pata de Castanheira.
Noite Selvagem arregala os olhos, sabia que espíritos invadiam o corpo do namorado, mas não sabia que ele poderia fazer uma coisa dessas com ela.
-Saia daqui, agora. – Miou Noite Selvagem, ainda domada pelo horror.
-Por favor, me desculpe... Eu não tinha a intenção de... – Ele olhou para as próprias patas – Me perdoa?
-Não! – Grita Noite Selvagem – Sangue Feroz, eu poderia matar você!
-Por favor!! Me desculpe por tudo, eu fui um idiota!
-Eu nunca vou te desculpar! – Grito bruscamente – Avise ao Clã da Neve que eu estou indo embora. Já perdi a contagem de quantas vozes você me traiu com aquela vagabunda!! – Ela grita com nojo e lágrima nos olhos, só de pensar em Rosada, a gata que odiou sua chegada após ela ser exilada do Clã do Planalto, a gata que dava em cima de Sangue Feroz o tempo todo, a sua inimiga mortal. – E agora vem dizer que VOCÊ matou Pata de Castanheira!! – Pata de Castanheira fora sua aprendiz, era muito amada, mas por algum motivo, ela foi encontrada sem a cabeça, nesse mesmo dia.
Sangue Feroz tinha as patas cobertas pela neve abundante, o pelo do gato guerreiro era dourado e balançava com o vento. Seus olhos vermelhos sague lagrimejavam. – Meu mundo está acabado – Ele ficou cabisbaixo, a nevasca acertava seu rosto de modo desconfortável.
-Está tudo acabado – Noite Selvagem, a gata guerreira azul, com barriga, focinho e o algumas partes do rosto branco. Obtinha uma lua azul na testa e um dente de cachorro pendurado no seu colar, uma ultima lembrança de seu pai que faleceu por cachorros, a gata tinha um passado obscuro. Seus dedos da pata eram acinzentados. Tinha um olho azul celestial e o outro castanho. – Se esqueça de mim.
Noite Selvagem, ou Selvagem – seu nome de gatinha de gente – andou debilmente, com as patas prezas na neve e a nevasca atrapalhando sua visão. Então, rumou para o seu antigo Clã, deixando Sangue Feroz parado na neve.
-Se você ir, todo dia meu vai chover! – Gritou o guerreiro se lamentando.
Noite Selvagem ignorou o comentário, agora, voltava para o Clã do Planalto.
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