Notas iniciais
Bem, como eu disse, estou refazendo essa fanfic, yay

O pequeno gato cinza claro com patas brancas andava mansamente pela casa, uma pequena presa balançava em sua coleira. Ele podia ouvir o vento e a chuva batendo contra a janela, provavelmente fazia um imenso frio lá de fora.

Ele pulou na janela e a observou por um tempo, sua cauda balançando de um lado para o outro. Seria a primeira vez que veria neve em sua vida, mal podia esperar.

Seus novos humanos ainda estavam dormindo, ele já estava com fome, mas não havia nada em sua vasilha.

Então, ele também decidiu voltar a dormir. Enrolou-se em volta de si mesmo na cama que os humanos deram para ele e apreciou o barulho da chuva.

Acordou com um dos humanos colocando comida na vasilha, elas fazem um barulho estranho quando caem contra algo. Após ele terminar de comer, ouviu os humanos gritando “Grisalho”, o que o gato sempre pensou ser seu nome.

Ele então correu até eles, os fitando com seus olhos cor de âmbar, a espera de algo. Eles falaram algumas coisas na qual Grisalho não entendia perfeitamente.

Pegaram-no e o colocaram dentro de uma dessas máquinas de ferro que eles usavam para ir de um lugar para outro. O gato sabia disso pois ele veio da sua antiga casa pra essa com um desses. Ele até que sentia falta das suas irmãs, eles costumavam brincar, agora não tem quase nada de divertido nessa nova casa. Mesmo assim, Grisalho gosta de estar aqui, seus donos gostavam dele.

A máquina parou com um tranco. Grisalho teve que segurar com as garras para não ser lançado para frente. Logo, os humanos o pegaram novamente e o tiraram da máquina.

Ele estava em uma floresta. Sempre ouviu sua mãe falar delas e agora estava em uma de verdade. O ar era tão fresco e a grama estava molhada, ele podia sentir que estava mais vivo.

Ele ficou observando seus donos por um tempo, eles haviam jogado um tecido no chão e começaram a comer aquelas coisas estranhas deles.
Grisalho viu que eles pareciam não notar que ele estava ali, então observou sua volta. Imensas árvores cresciam a sua volta, arranhando o céu azul. Elas pareciam mais divertidas de escalar do que cortinas.

Ele ouviu algo vindo de um arbusto próximo e se aproximou devagar. Era um pequeno camundongo que comia algumas sementes no chão. O gato ao vê-lo, começou a persegui-lo.

O camundongo obviamente fugiu, pois Grisalho realmente não sabia como se caçava. Ele até que estava se divertindo, até que uma sombra pulou e agarrou o camundongo debaixo de suas garras.

Grisalho observou o imenso gato. Um gato preto pintado de cinza escuro em suas costas. Uma cicatriz cortava uma de suas bochechas e ele não tinha cauda, aparentemente fora cortada. Ele era quase duas vezes o seu tamanho, o filhote retraiu as orelhas ao ver que os olhos verdes dele o fitavam com raiva.

— Desprezível. Um gatinho de gente que mal sabe caçar afugentando nossa presa para o Clã da Neve.

— C-Clã da Neve? — Grisalho disse, enquanto recuava lentamente.

— Sim, mas quem se importa? Você está violando a fronteira do Clã da Neblina também. Violadores não ficam impunes. — O gato cheirou o ar. — Você trouxe seus Duas-Pernas estúpidos para cá também? Tsc tsc. Gatinhos de Gente não sabem fazer nada de útil mesmo.

— Me-Me desculpe... Não era a m-minha intenção... — Grisalho disse, com seu pelo eriçado do pescoço até a ponta da cauda.

— Agora já está feito. Não toleramos carniça de gatinhos de gente em nosso território! — O gato disse, pulando perto de Grisalho rosnando.

Grisalho observou suas opções. Ele não conseguiria contra atacar um gato assim. Bem, ele não tinha a mínima ideia de onde estava também, só sabia que estava perto desse tal Clã da Neve e Clã da Neblina. Ele estava encaixando no tal ditado "Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come"

Então, ele olhou para trás e correu. Correu o mais rápido que podia. Porém quando achou que havia despistado o imenso gato, sentiu algo o mordendo nas costas e o jogando para cima.

Grisalho tentou se equilibrar para não cair de costas no chão, mas isso não era necessário, já que o gato pulou em cima dele em pleno ar, arranhando uma de suas coxas profundamente. Grisalho foi jogado, arrastando pelo chão até bater em uma pedra. Ele tentou se levantar, mas sua coxa doía muito para isso. Sangue escorria dela, manchando sua pelagem prateada.

O gato se aproximou, pisando no pescoço de Grisalho, enquanto levantava a outra pata para corta-lo ao meio.

Grisalho fechou os olhos, esperando a morte. De repente, algo tirou o gato de cima dele, ele abriu os olhos para ver uma gata alaranjada que segurava o gato que quase o matou debaixo das patas.

— Vocês tem tanta sede de sangue assim para atacar um gatinho de gente no NOSSO território? — Ela grunhiu.

— O Clã da Neve é normalmente tão intrometido assim? — Ele golpeou a barriga da gata para que pudesse sair debaixo dela. Logo após de sair, deu um último olhar de ódio penetrante para a gata e fugiu para o lado onde o Clã da Neblina ficava.

Grisalho estava sonso. A única coisa que ele se lembra de antes de desmaiar era a gata alaranjada chegando perto dele e dando um suspiro de alívio ao ver que ele ainda estava vivo.

Quando acordou, se recusou a abrir os olhos por um tempo. Seu ferimento já não doía tanto quanto antes. Ele ouviu uma conversa próxima.

— O que acha, Estrela Noturna? — Era a voz da gata que havia o salvado.

— Ele vai ser um bom guerreiro, se treinado corretamente — Era uma voz feminina que havia respondido. — Chame Focinho de Carvão, ele precisa colocar mais ervas nesse ferimento, ele já esta começando a cicatrizar.

Grisalho começou a pensar sobre quanto tempo ele estivera apagado. Ele conseguia sentir que era de dia, mas o sol estava frio. Uma leve brisa batia contra seus pelos. Ele decidiu abrir os olhos. Estava debaixo de uma árvore, na frente de uma caverna.

Um gato marrom claro malhado estava sentado ao seu lado, com algumas raízes e folhas na boca. Ele tinha o focinho preto e seus olhos azuis fitavam o machucado de Grisalho.

— Eu não achei que acordaria tão cedo, pequeno. Você realmente foi forte em resistir a um ferimento desses quando ainda é um filhote. Como está se sentindo?

— Bem melhor, obrigado.

— Ótimo, mas preciso que descanse um pouco mais. Prazer, eu sou Focinho de Carvão, curandeiro do Clã.

— Huh? O que raios é um curandeiro?

— Um gato que cuida de outros gatos feridos, basicamente. Agora durma um pouco mais. Que o Clã das Estrelas esteja contigo.

— O que é Clã das Est-

— Nós responderemos todas as suas perguntas depois. Agora descanse, jovem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.