Notas iniciais
Crianças não tentem isso em casa! As técnicas a seguir necessitam de muito preparo, aparatos especiais, loucura e especialmente sangue frio.

Nos bastidores:

Passos.

Resmungos.

Mais passos.

– Onde diabos aquela louca se meteu!

– O que houve Hana-chan?

– Alice!! Pelamordedeus me diz que você sabe onde aquela louca da Kir se meteu?! – Hana pediu desesperada.

– Ué, achei que ela estava com você. – foi a resposta da outra morena.

– E ela estava! Eu estava mostrando a ela alguns detalhes que achei importante, mas, quando eu dei as costa por um segundo, ela desapareceu! Simplesmente desaparatou no ar e eu não consigo mais acha-la. E o programa vai já começar e nós não temos nada para mostrar aos leitores!!!! – Hana clamava entre rosnados.

– Achei que já estava tudo certo! – Alice se surpreendeu.

– Sim, mas faltou um pequeno detalhe de vital importância!

– Qual?

– Bem...

A explicação foi eficazmente interrompida por um forte “BOOOM!!!” que sacudiu os alicerces do prédio, assustando as duas jovens morenas. De repente, de uma porta discreta que não havia sido notada antes, surgiu uma figura envolta de fumaça cinza e coberta dos pés a cabeça com fuligem.

– Merda! Eu sabia que misturar purpurina de vampiro e hormônio de lobisomem não ia dar certo. – Kirjailija resmungava, tossindo e tentando limpar a fuligem do seu rosto.

– KIR!! – as duas morenas se apressaram para ajudar a sua amiga, preocupadas.

– Você está bem?

– O que diabos aconteceu?

– Onde você estava?

– Gente, gente! Eu tô legal. Estava terminando uns detalhezinhos de última hora com o meu convidado especial.

– Heim? – as outras duas perguntaram, sem entender.

Kirjailija sorriu e levou-as para dentro da sala que ainda estava ligeiramente coberta de fumaça. De pé no meio do aposento, a figura estoica de um belo moreno de olhos vermelhos as encarava, ligeiramente aborrecido. Um visível escudo a sua volta impedia que a fumaça e fuligem o alcança-se.

– Não é justo! Você poderia ter usado seu escudo em mim também! – Kir resmungou, cruzando os braços emburrada.

O homem se limitou a erguer uma sobrancelha, um sorriso de escárnio estampado em seu rosto.

– Am, Kir. O que ele está fazendo aqui? – Alice pediu, olhando insegura para o homem moreno.

– Um? Ah, eu pedi a ajuda dele para aprontar alguns detalhes de última hora.

– Você pediu ajuda para Voldemort?! – Hana olhou descrente para a sua amiga. – Pronto! É oficial. Você finalmente perdeu o juízo.

– Aí, deixa de drama! Ele só estava me ajudando a terminar isso aqui.

Com um movimento, Kir indicou a elas uma grande mesa de cirurgia, onde coleiras dos mais variados formatos e cores estavam espalhadas.

–Essa mesa sempre esteve aí? – Hana pediu, com um olhar de “What the Hell?”

– Aham! – a morena afirmou, sorrindo de orelha a orelha.

– Ann, e pra quê as coleiras? – Alice perguntou.

– Elas irão bloquear os poderes dos nossos convidados. Uma invenção brilhante, na minha humilde opinião.

– E pra quem é a coleira rosa com strass?

– Ahhh! Segredo de estado, minha amiga! Você logo irá descobrir.

–Tá, OK, só mais uma então. Onde, pela caridade, você vai enfiar esses vinte caras que a gente pretende sequestrar...abduzir...sei lá o quê! – Hana resmungou.

– Que bom que você perguntou, cara amiga. – a louca morena abriu um assustador sorriso cheio de dentes e puxou um controle remoto sabe-se lá de onde. – Vejam e aprendam com a Mestra!

E assim ela apertou um dos botões. Um barulho alto de engrenagens em movimento foi ouvido e logo uma gigantesca tela LED apareceu diante delas. Com mais um sorriso satisfeito, a jovem apertou outro botão e uma imagem foi projetada.

– Permitam que eu apresente uma de minhas mais brilhantes criações... A BBB House!!

– Sério Kir, nós realmente precisamos trabalhar com a sua capacidade de nomeação. – Hana suspirou, abanando a cabeça, mas ainda assim surpresa com a imagem que aparecia na tela.

Uma gigantesca mansão de paredes brancas apareceu. Era um prédio de arquitetura assombrosa e com certeza capaz de acomodar facilmente vinte pessoas.

– Ela possui cerca de trinta quartos, todos com banheiros, um ginásio, sala de estar, sala de jantar, cozinha, salão de jogos e um gigantesco jardim. – Kir enumerou, não notando os olhares assombrados de suas amigas.

– Como diabos você pagou por tudo isso?! – foi a pergunta assustada de Hana.

– Eu? Nada. Só tive que pedir um pequeno favor. – a morena respondeu, encolhendo os ombros.

– Que tipo de favor? – Hana pediu desconfiada.

– Ah, umas coisinhas aqui e ali. Nada de mais.

– E como você planeja manter todos eles dentro da casa? – Alice perguntou, ainda encarando as imagens que passavam na tela.

– Aí é onde o meu adorado Tom entra, minha cara. – Kirjailija respondeu, não dando a mínima atenção para o brilho mortal que recebeu do homem moreno. – Ele gentilmente se ofereceu para me ajudar a projetar as defesas da mansão. Nenhum humano, criatura, saiajin, detetive sobrenatural, youkai e etc., serão capazes de saírem de lá. Genial não?!

– O que ela fez pra te convencer a entrar nesse circo? – Hana perguntou ao lorde das trevas em um cochicho.

– Essa praga disfarçada de mulher de alguma forma explodiu no meu esconderijo, nocauteou todos os meus homens com uma estranha bomba de gás e passou um total de oito horas enchendo o meu juízo! Nem mesmo Nagini conseguiu detê-la. E a maldita continuava valsando irritantemente para longe de todo e qualquer feitiço que eu jogasse em sua direção. – o homem respondeu em um rosnado abafado. – No final eu acabei cedendo, com a condição de que eu poderei usar todos os apetrechos de tortura que ela projetar na minha batalha contra Dumbledore.

– Aummm!!! Eu sei que você esta doido para usar as coleirinhas no seu adorado Harry, não é Voldie? – Kir pediu, batendo inocentemente os cílios para o homem. – Se você quiser, eu ainda acrescento de brinde algemas e um chicote.

Com um urro irritado, o moreno começou a persegui-la pelo aposento, flashs de vermelho, roxo e verde voando em todas as direções. Pulando e piruetando para escapar dos feitiços, Kir apertou um novo botão em seu controle e imediatamente um grosso tubo de ar apareceu em cima do Lorde das Trevas. Um barulho de sucção se seguiu e logo o moreno havia desaparecido, sugado para Deus sabe onde.

– Tchauzinho, Tommy!! Depois eu te mando as encomendas! – Kir gritou, acenando com a mão para o tubo que desaparecia no teto.

– Pra onde você mandou ele?

– Em algum lugar entre o quarto e sexto livro... Ou seria o segundo? Enfim! Vamos começar?!! – a morena sorriu descaradamente para as amigas, que apenas suspiraram derrotadas.

BBB no ar:

– Bem vindos novamente, caros leitores, a mais uma edição do BBB! Como foi dito no programa anterior, estaremos selecionando um grupo dos 20 personagens mais gatos de 20 animes de sua escolha, para decidirmos qual deles merece o título de Gato do século. Hoje, estaremos trazendo para vocês os nossos cinco primeiros concorrentes! – Kirjailija saltava animada, o microfone quase pulando de sua mão.

Projetando o controle maldito de lugar nenhum, a morena apertou um botão (quantos botões tem essa coisa?!!). Um barulho de motores se seguiu e logo uma gigantesca nave espacial estacionou em cima da mansão. Apertando um novo botão, um facho de luz amarela saiu da nave em direção a casa com uma figura no centro, que flutuou suavemente até atingir o chão da sala de estar, onde as três mulheres malucas estavam reunidas.

Quando a luz se apagou, deixou em seu lugar um belo e alto homem de tez pálida, cabelos negros e olhos vermelhos. Vestia um sóbrio traje de mordomo, com um avental branco por cima, um chapéu de cozinheiro e uma colher de pau na mão direita. No seu pescoço, uma coleira preta em formato de gravata borboleta. Ele olhava ligeiramente confuso de um lado para o outro, sem conseguiu entender como ele havia parado ali.

– E aqui está ele, caros leitores! Nosso primeiro concorrente a Gato do Século. O mordomo que toda garota queria ter em casa para usar e abusar... Sebastian!!!!! – a voz da locutora louca ecoou por diversos locais da mansão.

– Desculpe-me senhorita, mas poderia me dizer onde eu estou e como vim parar aqui? – o moreno pediu educadamente, um pequeno sorriso em seu rosto, embora seus olhos vermelhos brilhassem com ligeiro aborrecimento.

– Ah, não se preocupe Darling! Eu já, já explico pra você. – a voz da morena estava extremamente divertida.

– E isso? – ele perguntou, apontando para a coleira em seu pescoço, sua veia pulsando perigosamente.

– Linda, não? – Kir comentou sorridente. – E nem adianta tentar tirar ou quebrar. As coleiras são indestrutíveis e tem um pequeno dispositivo de reconhecimento de impressões digitais e voz. Somente eu ou alguma das minhas cúmplices aqui podemos tira-las.

– Jura?! – Hana e Alice pediram ao mesmo tempo, seus olhos brilhando de contentamento.

– Sim, sim! Enfim, continuando. Com vocês o nosso segundo competidor...

– Deixa que é a minha vez!

– Oê! Meu microfone!!

Hana tomou o microfone das mãos da amiga com um sorriso gigante no rosto e os olhos brilhando loucamente. Alice deu um suspiro cansado, já antevendo o que a outra pretendia.

–E agora, exclusivamente para vocês, dois dos mais sexys, lindos, perfeitos (mas nem tanto) personagens que os meus olhinhos de fangirl já tiveram a honra de enxergar! – Hana exclamou, saltitando levemente.

Ela tira de dentro da blusa ( Kir: AKA, PEITOS!!!!) um tablet enorme, começa a apertar alguns botões pré-determinados para, em seguida, um vulto se materializar dentro da sala de estar da mansão onde todos eles estavam reunidos. A pobre figura estava confusa, mas a morena louca sorria de modo cruel e predatório.

– E com vocês o nosso segundo convidado, o lindo, sexy, genial, cujo único defeito na vida foi não ter destruído seu pequeno irmãozinho quando ele era apenas uma criança fofa ao invés de um vingador afeminado... Uchiha Itachi!!!

–O que está havendo? Onde está o Deidara? E quem são vocês?

–Er, acho que você esqueceu a melhor pergunta... – Alice apontou seu pescoço, fazendo o moreno corar de constrangimento.

Só então o Uchiha notou que, por debaixo de seu manto da Akatsuki, trazia presa ao pescoço uma coleira de couro azul escura, com o símbolo do seu clã pendurado em um delicado pingente de prata. Tentou arrancá-lo com as mãos, mas era inútil.

–Nananinanão, isso só vai sair quando EU quiser bebê. – Hana o encarava de um modo faminto. Nem mesmo Itachi tinha nervos para suportar aquilo sem dar um passinho para trás. – Ah, olha atrás do pingente, escrevi uma coisa em sua homenagem!

–“Nome: Uchiha Itachi. Em caso de perda, retornar a Hana, telefone 915...” Isso é ridículo!

–Concordo. Porque o SEU telefone, sua egoísta? Nem pra dividir com as amigas? – Alice protestou com um biquinho. Hana simplesmente deu de ombros. Kir se manteve calada, sentada em um dos sofás e maquinando seus próximos planos brilhantes.

–Isso é um genjutsu, não é? É a única explicação para tamanho absurdo!

–Claro, genjutsu...isso, fique pensando que é um genjutsu e senta bonitinho ali no sofá. Já, já tem comida pra vocês!

O sorrisinho fofo dela era tudo, menos confiável. No entanto, ele achou que era melhor obedecê-la. Aquelas três mulheres lhe davam arrepios.

– Falando em comida... Ei Kir, você é quem vai preparar a comida deles? – a pequena Alice perguntou inocentemente.

– Eu heim! Nem ferrando que euzinha vou cozinhar pra vinte marmanjos, eles que se virem! Pra isso eles tem o querido Sebastian aqui e o... – ela imediatamente engoliu suas palavras e começou a assobiar, encarando a parede como se nada de remotamente interessante estivesse passando pela sua cabeça.

–“O” quem, cara pálida? – Hana não estava mais sorrindo.

– Oi! “Cara pálida” são esses dois branquelos aqui. – Kirjailija apontou por cima do ombro para os dois homens da sala, que as encaravam com ares assassinos. – E depois eu conto. Continua com a tua narração aí, vai troço.

–Ok, mesmo porque agora é a vez... Dele! – A morena se se encostou à parede dramaticamente, escorregando de leve com um sorriso besta na cara.

– Ihh! Endoidou de vez, tadinha. – Alice suspirou.

– Só me faltava essa. – Kir resmungou e foi até a sua amiga caída, dando pequenos tapinhas em ambas as suas faces. – Vamos mulher, recomponha-se! Se você for ficar assim toda vez que a gente apresentar um novo competidor, essa fic não vai acabar nunca!

–Tá, chega, parei. – Hana se recompõe em segundos, arrumando o cabelo, o decote e desamassando insistentemente a blusa perfeitamente lisa (Kir: Sei! Lisa daonde criatura? Que eu saiba tem duas montanhas redondas se projetando aí!). – Tá bom assim?

–Avia troço! – Kir começava a perder sua não muito longa paciência.

–Ok. Vindo diretamente da Era Meiji, participante direto nas revoluções civis, assassino profissional mesclado com empregada eficiente na remoção de manchas difíceis... Himura Kenshin!!!

Kir e Alice corrigem a postura, esperando o participante seguinte surgir materializado, aparatado, expelido por algum tubo ou coisa parecida. Mas tudo o que a morena fez foi caminhar em direção à porta e abri-la com um sorrisinho bobo.

–Pode entrar, vamos, vamos!

O ruivo estava confuso, o que não era grande novidade. Segurava um papel na mão e trazia sua afamada sakabatou na cintura. As duas outras morenas começaram a ficar tão confusas quanto ele.

–Quié? – Hana questionou inocentemente. – Por que usar de força quando eles podem vir docilmente até você? Além disso, eu não ia conseguir bater nessa carinha fofa! – Ela apertou as bochechas do samurai, que reagiu apenas com um típico “oro?”.

–Mas eu sim. – Kir murmurou malevolamente. Hana apenas a fuzilou com um olhar característico de “Não. Ouse.”

–Este servo não entendeu bem o porquê de ter sido chamado até aqui...

–Depois eu te explico, senta ali com os gêmeos do mal. Mas cuidado, eles mordem!

Kenshin ainda não entendia nada e não tinha muita confiança nos presentes, mas percebeu que não era nada de muito perigoso ou arriscado e resolveu obedecer. Além disso, a sua anfitriã parecia ser uma pessoa doce e pacífica.

Pobre criança inocente.

–Ah, quase esqueci! – Ela bateu o punho fechado na mão esquerda, e tirou algo do bolso. – Kenshin, pode ficar de costas um pouquinho?

Ela não esperou resposta, se posicionando atrás dele e passando algo por seu pescoço. Três segundos depois, ele podia se orgulhar de ser o primeiro hitokiri batousai a ostentar no pescoço uma coleira de tecido laranja, com fecho prateado e diversas letras “K” desenhadas em preto com uma caligrafia elegante.

–Oro?

–Não se preocupe, é para sua segurança... Literalmente! Agora, pode se sentar.

Alice, já conhecendo a amiga que tinha, desconfiou do tom de voz baixo e grave.

–Hana, o que você fez com essa coleira?

–Nada de mais. Só algumas...alterações, huhuhu! – Kir olhou desconfiada. –Ah vai, Kir, ele é completamente inofensivo nesse modo Amélia, então eu tive de tomar uma ou outra medida pra, digamos, protegê-lo de ser morto...

Alice teve de concordar, mas Kir sustentava um olhar do mal que dizia claramente: “vou testar todos os limites dessa coleira”. Hana se arrependeu de ter dado com a língua nos dentes, mas a outra logo tratou de mudar de assunto:

–Anda, a gente ainda tem mais dois convidados pra apresentar. Passa o microfone pra Alice!

Alice saltitou, feliz por finalmente ter um pouco de atenção, e começou a falar.

– Oi gente! Finalmente eu vou ter uma participação maior nesse circo. Enfim, como todos já devem saber, eu sou Alice e vim arrastada para essa bagaç.... – ela para e engole em seco ao recebe um olhar mortal de Kir. – Para essa CASA tão especial! Não tenho palavras para dizer que apesar dos pesares estou feliz de não ter nenhum coelho esquisito me enchendo o saco por ai. (Kir: MUAHAHAHAHAHA! Me aguarde.)...Então, a pedidos, nosso próximo sacrifí... *cofcof* convidado, é um loiro hot, sádico, de olhos azuis da cor do céu em um lindo dia de primavera, corpo escultural digno de um Deus Grego, lábios rosados e convidativos, e ...

– Tá narrando um hentai ou apresentando um participante Alice? – Hana indaga, cruzando os braços e erguendo uma sobrancelha.

– Ehem! Com vocês... Eiri Yukii!!!

Alice se aproxima da parede mais próxima e desenha um círculo alquímico enquanto murmura palavras desconhecidas. Logo os símbolos se transformam em uma espécie de buraco negro interdimensional (Kir: É o que mano?! O.o) e ela coloca a mão, puxando o tão esperado participante, que, para variar só um pouquinho, se encontra atordoado e confuso, sem entender lhufas da situação.

– Mas que porra é essa? – ele pergunta em um rosnado.

– Nê, Nê, Eiri-kun. Eu sou Alice uma das apresentadoras e você foi votado por milhares de fãs leitoras, para participar do BBB e... – Alice começou a explicar, mas foi cortada por Kir.

– Sem muitos detalhes, Alice.

– Enfim *pigarro*, você ficará confinado por tempo indeterminado com outros rapazes aqui nessa linda e confortável mansão. Não poderá sair, não terá visitas, fará o que a gente pedir, ... – ela puxa uma folha de contrato quilométrica e começa a ler.

– Alice! – Kirjailija envia um olhar 3x4 para a amiga morena.

– Quié?!

– Sem detalhar!

– Tá bom, tá bom.

– Hey! Por que ele não está usando uma dessas também?! – Itachi as interrompeu revoltado, apontando para o adereço em seu pescoço.

– Ah, é mesmo! Eu esqueci. – com toda a agilidade e destreza que todo otaku que se preze adquire depois de um árduo treinamento intensivo, Alice puxou de seu bolso uma coleira azul turquesa, com pequenos coraçõezinhos pretos, e, em questão de segundos, a atou no pescoço do ainda atordoado escritor loiro. – Prontinho, bebê.

– Mas que merda é essa?!! – Yuki exigiu, tentando retirar aquela coisa do pescoço.

–Uma coleira, o que você acha? Céus, eu esperava mais esperteza de um escritor de renome! -Hana sorriu sarcástica para o loiro.

–Olha, realmente não entendo o que está havendo aqui, quem são vocês ou o que pretendem, mas já passei por mais sequestros do que imaginam, então escrevam o que eu digo... – Yuki sorria malicioso, sentando-se no sofá em uma posição sexy. – Não tenho medo de vocês.

–Perfeito, vai dar menos trabalho assim! – Kir abriu um sorriso satisfeito, mas logo grunhiu irritada quando percebeu que Alice parecia flutuar devido ao sorriso Colgate do escritor. – Ai, santa mãe. Se recomponha coisa! Vocês duas heim? Só me dão trabalho.

–Hey, tô quietinha aqui! – Hana bufou.

–OK, recupera a dignidade da outra e me dá o microfone pra eu poder acabar com as apresentações, pode ser?

–Tá tá, toma aqui...anda Alice, senão coloco uma aranha e uma mariposa no seu quarto mais tarde!

–Não, aranha não! Por favor!

Alice começa a correr e gritar feito uma louca. Hana balança a cabeça, suspirando exasperada, e Kir resolve ignorar completamente as duas. Pegando o bendito microfone, ela respira fundo e abre um enorme sorriso cheio de dentes, sua empolgação voltando a mil por hora.

– E por último, caros leitores, mas não menos importante... Aqui está ele! Vindo diretamente do Japão Feudal. Esbanjando sarcasmo, mau humor e violência! Nosso quinto concorrente. O todo gostoso... O todo poderoso... O irresistível... Looorde Sesshomaru!!!!! – Kir anunciou em um frenesi.

Uma grande jaula saiu da abertura da geringonça espacial que ainda estava estacionada em cima da mansão, caindo com um alto “BAAM!” no meio da sala. Dentro dela, um gigantesco cachorro estilo Cocker Spaniel, de pelagem branca e olhos vermelhos dilatados de ódio rosnava ameaçadoramente, tentando arrancar as barras da sua prisão. No seu pescoço cintilava uma fina coleira rosa, com strass em forma de patinhas e um pequeno pingente em forma de coração onde se lia “LADY”.

– Eu achei que você tinha dito que as coleiras iam conter os poderes deles? – Alice pediu, meio curiosa e meio assustada.

– Ah, foi mal. É que eu queria vê-lo de coleirinha na forma Dog Demon! – Kirjailija respondeu, com um sorriso maroto.

Ela apertou um botão no controle remoto dos infernos e logo um flash de luz rosa neon rodeou o canino. Quando o flash desapareceu, no lugar do grande cachorro estava um alto homem de longos cabelos cinzentos e belos olhos dourados, com marcas vermelhas no rosto pálido e uma meia-lua azul na testa, vestindo um tipo de quimono masculino branco com detalhes avermelhados. Seus caninos afiados estavam bem visíveis por entre seus lábios, enquanto um rosnado alto retumbava de seu peito. Antes que qualquer um pudesse detê-lo, Seshomaru avançou para cima de Kirjailija, suas presas a mostra. Esta nem sequer se mexeu, abrindo um sorriso que ia de um lado ao outro do rosto. Quando ele estava quase ao seu alcance, a morena pronunciou uma simples palavra:

– Senta!

Com um alto “BAM!”, o pobre Lorde Youkai caiu de cara no chão.

– Ah, Kir! Você imitou os efeitos do kotodama!!

– Não, não minha amiga. Esse é muito melhor e mais moderno. Veja. – Kir se voltou para o youkai, que estava tentando se levantar. – Senta!

“CABAM!”

– Deita!

“POF!”

– Rola!

“ZUPT!”

– E a honra do Sesshomaru foi toda pelo ralo. – Hana comentou irônica. – Aliás, ainda nem faço ideia de como é que você fez pra colocar essa coleira nele!

– Animal Planet, bem. Eles ensinam cada coisa que você nem imagina!!! – Kir respondeu com um sorriso Colgate.

– Ué, ele não dá a pata não? – Alice perguntou inocente.

– Mulher, se você quiser arriscar. Eu só não garanto que sua mão vá voltar. – Kir replicou, encolhendo os ombros com indiferença. – Então pessoal, o papo tá muito bom, mas a gente tem que ir. Vocês se divirtam achando os seus quartos e se fazendo confortáveis, que amanhã a gente volta, tá?

– As senhoritas não pretendem ao menos explicar para nós o que está acontecendo? – Sebastian pediu educadamente.

Kir encarou-o por um total de cinco segundos antes de sorrir e dizer na maior cara de pau:

– Não!

E assim dizendo ela agarrou as duas amigas e as arrastou rapidamente para fora da mansão, apertando todos os botões para ativar os vários alarmes, escudos, kekkais e armadilhas que serviriam para manter aos atordoados e sexys convidados (AKA: vítimas!) dentro da casa.

~Off: Nossos convidados, parte 01:~

Sebastian

Itachi

Kenshin

Yuki

Sesshomaru

Notas finais
E eis aí os nosso cinco primeiros concorrentes ao título de Gato do Século!!! Vamos lá gente! Ainda restam 15 vagas. Votem nos seus favoritos!!