Gasolina

16 Catástrofes Em Uma Simples Reunião


Notas iniciais
Muito obrigada Chely Emi!!!! Amei sua recomendação, muito obrigada!!!! Capítulo talvez tenha alguns erros, perdoem-me, quando voltar eu leio e corrijo, okay? Boa Leitura

Eu andei pensando e cheguei à conclusão de que a palavra desgraça é pouco perto da catástrofe que está por vir. É pior que o mundo acabar, é pior que um apocalipse Zumbi, é pior do que a Thereza Christina estar viva: É a reunião dos pais do terceiro ano do Ensino Médio.

Qual palavra você usaria para descrever essa "catástrofe", menina?Não é um substantivo simples, não é um adjetivo, não é um xingamento, é um nome próprio, um nome que consegue, em frações de milésimos de segundo, me deixar desnorteada, nervosa e desejosa por um beijo, e qual seria? Sasuke Uchiha.

Preparem os forninhos, os corações, segurem suas avós e as impeçam de ter um AVC, a porra agora vai ficar séria! E quando eu digo que a porra vai ficar séria, eu quero dizer que a porra vai foder geral.

Para você que está perdido no espaço-tempo, eu explico com poucas palavras: provas e trabalhos durante toda a semana. Ocasionando em uma Sakura louca e focada. Houve a palestra de Sasuke, eu fui sua digníssima assistente e paguei altos micos (como esquecer-me de me voluntariar na hora, todos terem ficado me zoando depreferida do professor — inocentes — por ele ter me escolhido, depois fui cumprimentar o professor dele e acabei tropeçando em uma formiga e acabei caindo no peito dele e... tá foda), depois a reunião dos pais do Segundo Ano, as malditas provas e os trabalhos (por falar em trabalho, nosso excelentíssimo gostoso divo professor de Física passou um trabalho na quarta para a sexta e porra, foi foda).

VOCÊ SABE QUE EU TÔ CAGANDO E ANDANDO — literalmente — QUANDO EU COMEÇO A XINGAR MAIS QUE TUDO NESSA PORRA DE VIDA! CARAÍ, EU NÃO ESTOU MENTALMENTE PREPARADA PARA MEU PAI CONHECER MEU PROFESSOR — /ficante -, NÃO!

Fechei meus olhos e respirei fundo, apertei os nós de meus dedos e sai do banheiro rumo à sala do Grêmio, quando ia fechar a porta um pé me impediu, me virei assustada e me afastei dando espaço para Sasuke entrar, ele fechou a porta e passou a tranca.

Desgraça, ele sabe que ta lindo? O que ele fez para ficar tão mais lindo? Alguém me ajuda, existe algum adjetivo que exprima mais que lindo? Magnífico? Perfeito, talvez? Pois é, ele estava nesse patamar.

Sorri torto e aproximei-me dele, dei-lhe diversos selinhos e matei minha saudade dos lábios proibidos do professor de Física. Que lindo, o casal lábios gostosos e proibidos, o mais intrigante é que se aplica para os dois.

Sasuke finalmente me tocou e agradeci internamente por aquilo, eu sentia falta dos espasmos e do nervosismo gostoso que ele me dava sempre que nos víamos.

Cara, foi uma semana! E o pior é que eu o vi na quarta, quinta e na sexta, sentei em frente a ele nos três dias, trocamos algumas poucas palavras, eu apresentei um trabalho e estou me dando o luxo de ter as mãos dele em mim agora.

Ganhei na loto, basicamente.

Levantei minhas mãos ao rosto dele e virei meu rosto encaixando nossos lábios e iniciando um beijo de verdade, um beijo que exprimisse toda a saudade que eu estava daquele professor, toda a falta que senti de seu toque e seu beijo.

O moreno afastou-se e me abraçou fortemente contra seu corpo, deu-me um beijo no pescoço e cochichou:

— O que houve que você ta fogosa?

Respirei fundo e deitei minha cabeça no ombro dele.

— Meu pai está vindo.

— E? Pensei que já estivesse acostumada à “reunião dos pais”...

— Claro, inclusive de meu professor, que eu costumo dar uns beijos na sala do Grêmio ou no sofá da casa dele, conhecê-lo.

Sasuke me afastou sorrindo de canto e tirou alguns fios desgraçados que já estavam bagunçados. Maldito frizz e minha loucura repentina de cortar meus longos cabelos rosados, na altura dos ombros.

—Seu cabelo ficou legal. — Murmurou.

Enterrei minha cabeça no peito dele e senti uma imensa vontade de chorar, se eu soubesse que ter cabelos curtos me causariam tantos problemas. QUE DESGRAÇA EU TÔ FALANDO? Meu cabelo ta divo! Sakura, meu amor, acorda, colocar a culpa da reunião dos pais + professor gostoso que você está abraçada no momento no cabelo, é coisa de louco.

— Eu vou ficar louca.

— Minha louca predileta, então. — Deu-me um beijo na testa e afastou-se. — Nos vemos depois.

Concordei e vi-o abrir a porta. Ao contrário do óbvio, que seria ele sair e fechar a porta me deixando sozinha lendo as informações que eu deveria passar para os pais, Sasuke ficou inerte ao solário da porta.

— Professor Uchiha. — A voz de Tsunade ecoou.

Aí. Eu. Morri. Aí eu caguei e andei. Aí eu tive um eminente AVC. Aí todas as desgraças do mundo poderiam ocorrer em mim naquele segundo, mas não, eu fiquei parada observando a DIRETORA TSUNADE entrar na sala e fechar a porta.

A loira cruzou os braços e respirou fundo alternando o olhar entre eu e o professor:

— Quem vai me explicar o que eu estava ouvindo?

Ainda dava tempo de ter algum problema cardíaco, pressão cair e eu desmaiar, alguma artéria estourar devido a meu nervosismo, qualquer coisa, mas não. Abri a boca para tentar explicar, quando Sasuke foi direto:

— Sakura e eu estamos nos envolvendo, senhora Tsunade.

Um lado meu gritava que era meu homem, que era o melhor professor, super corajoso, disposto a enfrentar a fera por mim, perder o emprego. O outro berrava que ele era burro! POR QUE DIABOS ELE FOI ENTREGAR ASSIM DE MÃO BEIJADA?! Esse meu lado, o mais nervoso e que temia que ambos saíssem prejudicados, ainda me fazia perguntar o porquê dele não ter inventado qualquer coisa.

— Sakura... Sasuke... — Tsunade soltou os braços e suspirou nos olhando.

— Tsunade — Tentei iniciar um argumento, mas recebi um olhar negro de Sasuke que me fez me encolher e preferir ficar calada.

— Vocês sabem que não é certo, não sabem? — Concordamos. Tsunade me olhou e levou as mãos à cabeça. — Sakura, se seu pai sonhar com isso.

Desesperou-se. Eu já estava vendo a hora de juntar as palmas, olhar para o céu e suplicar para que um meteoro caísse em minha cabeça.

Meu pai... ahh meu Deus, meu pai não poderia nem pensar que eu estava criando laços maiores com meu professor. Puta que o pariu, eu estava muito fodida, e não do jeito bom, lembremos.

— Vocês não podem deixar isso chegar a mais ninguém, entenderam?

— O quê? — Perguntei incrédula.

— Pode deixar, senhora Tsunade. — Respondeu Sasuke me olhando, posteriormente, em repreensão.

Calma. Eu me perdi. Ela ta... o que está?... alguém me sintoniza no canal porque eu me perdi legal.

Tsunade respirou fundo e olhou para Sasuke:

— Depois converso com o mocinho direito, saia daqui. — Mandou e ele saiu sorrindo de canto.

COMO ALGUÉM ACABOU DE SER PEGO PELA CHEFE AGARRANDO, praticamente, UMA DAS ALUNAS E SAI SORRINDO?! É preciso uma autópsia avançada para entender o que se passa na cabeça de Sasuke Uchiha.

Tsunade olhou para mim, me olhou de cima abaixo e sorriu maliciosa.

— E eu te achava uma sem sal — Declarou e riu -, estou toda à ouvidos para saber como essa proeza aconteceu, senhorita Haruno.

Eu vou bater em Tsunade! Porra, eu pensava que fosse morrer agora! Ouvir poucas e boas! E ela faz isso comigo?

— Não vai brigar?

Ela fechou a cara, e foi uma péssima ideia ter perguntado isso:

— Vou sim. Sakura você é a presidente do Grêmio, é seu dever dar o exemplo a todos os alunos do KHS, e eu acho seriamente que namorar um professor não está no melhor dos exemplos. — Declarou e continuou. — Eu não vou dizer que acho que é certo esse relacionamento, sei que vocês são jovens e vão errar muito ainda pela frente, sei que é normal essas aventuras loucas, os relacionamentos perigosos e proibidos são deliciosos, — Acabei concordando levemente corada e ela riu baixo.

"Contudo, não vou proibir e obrigar vocês a acabarem com isso, mas vou pedir a maior discrição possível para os dois, entendeu? Se esse assunto chegar a outros alunos e então aos pais deles, o murmurinho vai começar e eu não quero nem pensar na quantidade de pais que vão estar em minha porta exigindo saber como eu autorizei a presidente do Grêmio e um professor a se relacionarem."

A expressão cansada de Tsunade exprimiam o quanto a loira repudiava todo o trabalho que era encontrar os pais e ouvir suas ladainhas, sorri e cruzei meus braços.

— É sério, Sakura, alguém sabe sobre isso?

Contei das meninas e de Naruto, Tsunade pôs as mãos nas têmporas e murmurou:

— Naruto é burro, mas não é idiota ao ponto de entregar a amiga dele.

Concordei e ouvi-a suspirar:

— O estágio de Sasuke termina em quatro meses, aí você pode postar foto à vontade, vai fazer um favor a comunidade que quer ver aquele garoto mostrando os dentes.

Forcei um riso e juntei as mãos em frente ao rosto.

—Juízo, okay? Vou torcer por vocês. — A loira deu uma piscadela e saiu.

Sakura ficou inerte, eu fiquei inerte, todos ficamos inertes. Ao menos ainda estou viva e não vou presenciar o bonitão ser cortado do time dos docentes do colégio.

Tudo está rosa, Sakura, Murphy não vai te perseguir hoje.

Respirei fundo e arrumei meu terninho, passei a mão em minha saia e peguei minha pasta com as anotações e alguns comunicados aos pais. Saí da sala e caminhei para o auditório, entrei e vi alguns pais conhecidos, como os de Hinata, Ino, Shikamaru e o meu pai.

Tomei uma dose de confiança e dei uma mordida de auto-estima.

Sentei-me em uma cadeira mais reservada aos fundos e cruzei minhas pernas e desprendi a caneta de minha pasta, ouvi os saltos de Tsunade e levantei meu rosto vendo-a ser seguida pelos professores.

— Bom dia, senhores. — Tsunade saudou.

Os professores sentaram-se um pouco próximos a mim — eu estava no fundo, e era onde haviam cadeiras vagas -, Sasuke entrou fechando a garrafa de água e caminhou em minha direção sentando-se na cadeira atrás de mim.

Olhei para os pais, as mães em especial, e as vi seguirem, sem desconfiança alguma, o professor bonitão moreno, novato e jovem. Abaixei meu rosto segurando a risada e a vergonha alheia que sentia por ele, virei meu tronco e chamei Sasuke, ele aproximou-se de mim, coloquei a pasta em frente a nosso rosto escondendo o que cochichávamos.

— Você não fica envergonhado com todos os olhares que recebe?

Ele revirou os olhos e encostou-se na cadeira, ri e voltei meu tronco a frente onde Tsunade falava olhando para mim a cada segundo. Escorreguei na cadeira e engoli em seco.

Poxa vida, não vou nem poder conversar com o professor? Sério?! Eu só fiz uma pergunta bestinha e retardada!Faça por onde, Sakura, faça por onde.

— Além disso, a presidente do Grêmio Estudantil, Sakura Haruno, irá fazer algumas explanações. Senhorita Haruno.

Levantei-me e caminhei para frente, coloquei a pasta na mesa e fiz um coque em meus cabelos, levantei meu rosto e meus olhos foram justamente em Sasuke. Ele estava incomodado? O moreno passou as mãos no cabelo e depois no rosto olhando para a parede, ele ta bem?

Enfim, foco Sakura.

— Desculpa! — Ino invadiu a sala e me olhou. — Graças a Deus, você não começou, temos um bigproblema.

Murphy... corre.

— Quebig problema? — Perguntei temendo o pior, alguém caiu durante os preparativos para o baile? O orçamento apertou? O DJ furou?

Ino sorriu e se virou para os pais:

— Bom dia, pais lindos do mundo! — Eu vi os pais de Ino sorrindo largamente e respondendo o "bom dia". — Como todos estão cientes, esta noite ocorrerá o Baile de Outono e minhas fontes me informaram que nossa querida presidente do Grêmio, essa moça de cabelos róseos adorável, NÃO possui um par.

Em minha cabeça, eu puxei uma pistola .380 de minha cinta liga, dobrei a perna sensualmente, joguei meus cabelos para trás e mirei na cabeça de Ino explodindo todos os miolos que restavam daquela criatura.

— Senhorita Yamanaka! — Repreendeu Tsunade tomando posição da situação, pisquei algumas vezes saindo de meus pensamentos. — Estamos ocupados aqui, não percebeu?

— Mas Tsuna! A situação é séria! Sabe o Sasori? Ele comprou ingresso e vai fazer declaração para a Sakura no meio do baile! Isso não pode em meu baile! Além disso, Sakura está comprometida — Eu vou vomitar — com a Medicina! — Ela tem juízo ainda, amém, nem tudo está perdido.

Ergui uma sobrancelha e falei:

— Pois mande ele vir fazer porra de declaração, vai receber um salto no cu.

— Sakura! — Meu pai recriminou.

— Ahh pai, sabe o que ele fez? — EU VOU FALAR O QUE AQUELE FILHO DA PUTA FEZ! A MERDA JÁ TA COMEÇANDO, VAMO TERMINAR! — Ele...

— INO CUIDADO, UMA ARANHA! — Sasuke alarmou me interrompendo, e a loira gritou histérica, subiu em uma poltrona e ficou chorando.

— Obrigada bonitão, é uma honra saber que você sabe minha fobia.

Uma vez Ino Yamanaka, sempre Ino Yamanaka.

— Onde? — Perguntei olhando ao redor, levantei meus olhos e vi Sasuke massageando as têmporas em uma súbita forma de me chamar de retardada indiretamente.

— O que Sasori fez, Sakura? — Meu pai insistiu.

Eu não acredito que iria abrir a boca para falar das merdas que Sasori fez para todos os pais dos alunos do terceiro ano, para os professores e para MEU PAI! Que... eu tenho um anjo da guarda, que feliz.

Suspirei e neguei:

— Esquece.

Expulsei Ino e a mandei voltar a coordenação dos preparativos do baile junto a Temari, continuei minha parte na reunião após me desculpar por todo aquele vexame. Terminei minha parte após explanar todos os ocorridos no terceiro ano, todo o foco da turma com os vestibulares e ter enchido uma linguicinha alegando que somos excelentes alunos.

— Sakura, quanto por cento disso é mentira? — Sasuke me perguntou em meu ouvido.

— 99...? — Virei-me para ele e dei de ombros.

Tsunade terminou falando algumas coisas que não dei a mínima ousadia e depois anunciou o momento da manhã:

— Bom, os professores estarão à disposição para quaisquer dúvidas e para falarem sobre seus filhos, caso haja interesse, assim como Sakura.

Aplausos e pronto. Fodeu. Levantei-me e aproximei-me de meu pai, ele cruzou os braços e perguntou:

— O que Sasori fez?

Revirei os olhos e vi Orochimaru caminhando em nossa direção.

— Senhor Haruno, uma honra encontrá-lo. — Cumprimentou o cara mais bizarro de todo colégio. E eu nunca mais vou reclamar das aulas do esquisitão por ter me livrado do interrogatório de Kizashi aparecendo agora.

Afastei-me deles e me aproximei dos de Naruto, conversei um pouco com eles e depois com os pais de outros colegas, expliquei o sistema do Grêmio para alguns e comentei sobre o baile com outros, alguns até se apiedaram a me arranjar um par e eu fiquei com a cara no chão.

Sabe aquele pressentimento ruim que vem quando você tem quase certeza que vai ter um AVC a qualquer instante? Exato, esse sentimento me fez me virar e procurar meu pai.

Amores, meus leitores lindos, pessoas que ainda me aturam, fodeu cambada. FODEU! F.O.D.E.U!

Arregalei meus olhos e aproximei-me correndo de Kizashi:

— Pai? — Chamei a atenção dele. — Não tem o que fazer não? — Ele franziu, porra Sakura tantas formas menos constrangedoras e óbvias de parar aquilo e você ta estragando. — Sei lá... um juiz tão ocupado... nenhum papel pra assinar? Ninguém pra pren... eu vou ali.

— Não, fique Sakura, estava conversando com o Professor Sasuke sobre seu desempenho na matéria de Física.

A única coisa que minha mente foi capaz de processar foi o quanto fodida eu estava nas mãos de Sasuke, não desse jeito que todos queremos, por quê? Ele iria falar da prova em que eu tirei zero (0), lembra dela? Aquela mesma que eu corrigi com o Sasuke, na casa dele e depois descobri que ele se segurou para não me levar para o quarto, lembrou? Pois eu nunca esqueci... santo dia.

Prendi minha respiração esperando os dois falarem algo:

— Foi? — Perguntei em um fio de voz.

— Sim, não sabia que você havia estava indo mal em Física, filha.

E eu tô indo? Ah claro, quem esqueceu daquela prova surpresa que Sasuke fez e depois me carregou para ser sua escrava de correção de provas, enquanto eu queria ser de outra coisa e logo depois descobri que ele queria me levar para o quarto? O zero que ele me deu devido a uma troca de símbolos. Vamos repetir porque foi um trauma para o resto da vida.

Como se não bastasse ter zerado minha prova, INJUSTAMENTE, ele ainda abre a boca para me esculachar que eu fui mal naquela porra para meu pai? Porra Sasuke, se eu quiser te colocar na justiça eu tenho o melhor juiz da cidade ao meu lado. Beijinhos, amore.

Olhei para o moreno e ele sorriu de canto maliciosamente, fodeu, ele quer me foder — não desse jeito, amigas, se acalmem-, ele quer estragar a minha reputação! Ele quer me lascar!

Enfiou as mãos nos bolsos da calça e pigarreou:

— E eu estava falando com seu pai sobre a hipótese de te dar umas aulas extras de Física, potencial elétrico, campo gravitacional, relação entre dois corpos de cargas inversas — PAI, VOCÊ NÃO TA VENDO QUE EU VOU SER ESTUPRADA EM UM SEXO GOSTOSO?! CARALHO, ALGUÉM ME AJUDA QUE TA CALOR! A TEMPERATURA DESSA BAGAÇA SUBIU! Depois dessa frase eu vou me ajoelhar, levantar meus braços e agradecer a Deus por não ter tido um ataque quando ouvi o boca gostosa—, os assuntos desse trimestre.

— É uma ótima ideia, Sakura.

Isso mesmo pai, leve sua filha para a cama do professor, ela tá adorando!

Fiz um coque e depois tirei meu blazer, abanei minhas mãos e franzi:

— Ta calor. — Murmurei olhando para Kizashi que negou olhando para o ar-condicionado em cima de nós, EM CIMA! E eu soando, delirando já imaginando as aulas de atrito e troca de calores, só espero que não sejam teóricas. — Pode ser, vai ser ótimo para as provas finais. — E eu entrei no balanço das mentiras porque hoje eu tô pro crime!

Sasuke concordou e olhamos para meu pai, o loiro, inocentemente, sorriu concordando e falou:

— Sakura quer Medicina e precisa ir bem nos Vestibulares, será ótimo o reforço, professor Sasuke.

LIGA MADONNA QUE EU VOU NA BASE DO GIRL GONE WILD!

— Acho que ela já comentou que quer esse curso. — comentou o moreno, Hollywood precisa conhecer Sasuke Uchiha, nem Di Caprio.

— Neurologia. — Legal é que meu pai já escolheu a área que eu quero me especializar, eu vou deixar porque tô dançando GGW mentalmente e rebolando muito e em uma boate bem anos 80. Tô arrasando. — Então professor, poderia me deixar seu número para entrarmos em contato sobre as aulas?

E foi assim que meu pai conseguiu o número do professor primeiro que eu. Porra, será que ele só ta me usando para um sexo casual qualquer? Nem o número dele eu tenho!

— Pensando bem — Voltei atrás e voltei mesmo. Se ele estiver só me usando? Porra, eu não quero ser usada não! — Eu acho que posso conversar com Neji, ele é ótimo em Física, não precisa se incomodar, professor.

Sasuke franziu o cenho me olhando, fechei a cara para ele e senti meu celular vibrar no bolso de meu blazer.

—Mas o que houve, Sakura? — Papai perguntou.

Peguei meu celular e vi a mensagem de Karin, escondi o celular deles e falei:

—Nada não, apenas acho melhor o Neji, eu tenho o número dele e posso falar com ele a qualquer hora, não se incomode professor.

Afastei-me e sai do auditório rumando à sala do Grêmio, respondi a Karin e peguei a fita adesiva, virei-me e vi Sasuke encostado ao batente da porta com as mãos no bolso da calça, ele olhou para mim, respirou fundo e recitou meu número de telefone.

ASSIM VOCÊ ME FODE, CARA, ELE TEM MEU NÚMERO? ONDE TA ANOTADO E ONDE ELE TA COLANDO?!

— ...mas o quê?

— Eu sei o seu número, Sakura, só não tive coragem para ligar ou mandar mensagem até agora.

— Por quê? — Perguntei cruzando os braços. Ele entrou e fechou a porta, aproximou-se de mim e falou:

— Porque eu tenho medo que isso fique mais sério — franzi -, nós estamos com uma puta atração, Sakura, nossos corpos desejam o toque um do outro. — meu estômago estava gelado, apertei meus dedos e ouvi-o — Já parou para pensar no que pode acontecer caso nós comecemos a ter outros sentimentos?

Aí que alívio, algum de nós é calculista. Peguei em meu rosto e balancei a cabeça em negativa:

— Como vou saber que não está apenas me usando?

— Pelo quê? — Perguntou franzido. Cada uma de suas vibrações vocais roucas e grossas atravessaram todo meu corpo, cruzei meus braços sentindo-me completamente arrepiada.

— Sexo.

Ele levantou meu queixo com sua mão e sorriu de canto, o sorriso alargou mais e eu vi seus dentes perfeitamente brancos e alinhados, que sorriso é esse mundo?! ABENÇOAI O DENTISTA DE SASUKE UCHIHA!

— Sakura, eu não faria sexo com você. — Ergui uma sobrancelha, eu sou tão repugnante a esse nível? — Digo, faria, muito — Ele olhou para o lado levemente rubro —, bastante! — Eu não sei se fico agradecida ou o beijo aqui loucamente.

"Mas não é assim, você é virgem, eu não posso tirar sua virgindade só para me satisfazer, eu não sou homem disso. Caso as coisas entre nós tomem outro rumo, quem sabe? Contudo, por mais que eu queira você completamente, Sakura, eu não posso tirar isso de você."

Minha boca saiu rolando pelo colégio enquanto meu corpo ameaçava pular em cima dele e o abraçar.

Sasuke acariciou minha bochecha e então se afastou um pouco, nossa distância era perigosa, tanto pelo lado de alguém entrar e nos ver tão próximos quanto para nós mesmos.

Eu não acredito que ele disse isso mesmo!

— Se... — ele ergueu as sobrancelhas, esperando —, eu quisesse perder com você? — Eu preciso saber, preciso limpar os pratos. — Você estaria disposto?

— Sakura, a virgindade é algo incrível... e tosco — Sorri torto. —, quando você sentir que encontrou o cara certo, simplesmente vai acontecer, não da pra premeditar essas coisas, só acontece.

Concordei. Só acontece. Não aconteceu com Sasori porque não era ele, se for para acontecer com Sasuke, que seja. Sorri e abracei aquele homem em minha frente, senti-o passar as mãos por minhas costas e aproveitar minha falta de atenção para enfiar a mão em meu cabelo desfazendo meu coque.

— Trocarmos de número não vai me fazer ficar apaixonada por você. — Comentei me afastando.

Sasuke sorriu de canto e concordou:

— Desculpe. — Murmurou e puxou o celular do bolso, mexeu um pouco e então me deu um beijo na testa antes de sair, ouvi meu celular vibrar na mesa e o peguei.

Número Desconhecido: Não pense que vai se livrar das aulas, senhorita Haruno.

Mordi meu lábio e dei uma rodada, adicionei o número de Sasuke e fui levar a fita durex a Karin. Só vai acontecer.

Notas finais
Espero que tenham gostado!!!! Beijoss!!