Garras de Uma Maldição
5 Capítulo 5
Como ela sabia tanto sobre lobisomens? Meu Deus, nem sei se arrisco a contar, mas, já que já comecei a contar a minha história mesmo, por que não contar a dela também?
Ela me disse que quando era mais nova, vivia no interior da Itália, um pequeno vilarejo, afastado do \"movimento\" das cidades grandes. A família vivia feliz: o pai e o irmão pescavam e caçavam o alimento, a mãe os preparava, e seguiam vivendo a vida deles. A fonte de renda do pai, era uma criação de ovelhas, que tinham a lã retirada, para que o pai e o filho teassem roupas. Ela, já estava aprendendo a tear também, e sempre que podia, ajudava ao pai e ao irmão. Não era grande coisa, mas os sustentava. Uma noite, o irmão de seu pai, chegou em casa, totalmente ferido, chagas pelo corpo inteiro. Mal o pai de Louisie abriu a porta, o homem caiu no chão, esgotado. O pai de Louisie insistiu para que seu irmão falasse o que acontecera, mas ele apenas dizia \"fujam!\". O pai e o irmão de minha anfitriã levaram o homem para um dos quartos, tiraram suas roupas, e começaram a cuidar de suas feridas, mas era tarde demais. O pai de Louisie não sentia o coração do irmão bater, e logo, começou a chorar.
Estavam tão tristes com aquele acontecimento, que nem se preocuparam em logo retirar o cadáver de dentro da casa, e com certeza, aquilo foi o problema. Um bando de lobisomens, de repente, atacou a casa, destruindo tudo que viam pela frente, e...quem viam pela frente. A família de Louisie fora dilacerada por quatro lupinos...e Louisie não estava em casa. Tinha ido à casa de sua amiga, para ver seu vestido novo, e quando estava voltando com a mãe da menina, ambas viram a cena horrivel. A mãe da amiga puxou Louisie para um canto na sombra, e disse para ela ficar quieta ali, enquanto ela procurava por ajuda.
Depois da parte em que ela se escondeu, Louisie não conseguiu me contar mais nada. Estava quieta, chorando. Aquela cena deve ter sido extremamente traumatizante...eu não sabia se continuava com minhas perguntas, ou se agia como foi criado, ou seja, de maneira cavalheira, e tentava consolar a moça. E quando eu estava nesse dilema, o sangue galanteador de meu pai, entrou em ação, pois eu, por abaixar a cabeça, na tentativa de \"achar uma solução\", acabei vislumbrando o belo decote da moça. Acho que depois disso, vocês presumem o que fiz.
Fui consolar a moça...e...aproveitei, para jogar meu charme. Eu só não sabia que a situação seria mais fácil do que pensei...
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