Garotos

18 Capítulo Especial . O Garoto de Semblante Sério


Notas iniciais
YOYOYOYOYO! GUYS! Eu escrevi uma fic nova! Para quem gosta de fantasia, se puder ler A Chave-estrela, eu vou ficar muito feliz.
AEAEAE Mais um capítulo de Garotos para vocês, meus amores! Hoje temos LIMONADA DUPLA! Hooraaay~ O casal é, tãdãdã, DioxPietro! Porque dupla personalidade nunca é demais. A Kaaryu acertou na sorte em um comentário dela, AUHEUAHEUAHEUH
Espero que gostem!
Boa leitura.

O único momento em que o semblante sério de Pietro deixava sua face era quando ele acordava mais cedo que Dio. Suas bochechas tomavam uma ligeira coloração avermelhadas e as pontas de seus lábios pareciam curvar-se levemente. Pensava que ver o garoto dormindo tranquilamente na outra cama era a melhor maneira de acordar. Então, após saciar-se da razão de seu bom-humor matinal, Pietro foi ao banheiro.

A camisa de seu pijama foi jogada no chão, e seus olhos miraram o espelho que ficava em cima da pia. O cabelo estava mais desalinhado que o normal, como se houvesse se revirado na cama a noite inteira. O menino estava deveras cansado; muito mais que o normal. Afinal, o que havia acontecido com ele? Então, mirou seu corpo e as marcas escuras que o cobriam.

Seus olhos arregalaram-se. O que era aquilo? O que era cada uma daquelas marcas em seu corpo? Tinha certeza de que, quando banhara antes de dormir, não havia nenhuma delas ali.

Os dedos passearam pelo peito marcado, pelo pescoço, pelos braços e, assustadoramente, pela virilha. Corou. Rápido, ele puxou uma das toalhas e cobriu seu corpo com ela. Então, saiu em disparada de volta para o quarto.

Dio estava acordado e olhou surpreso para a porta quando esta se abriu em um estrondo. Pietro adentrou o quarto com pressa, seus olhos presos ao garoto. Suas sobrancelhas franziram-se, enquanto procurava palavras para expressar o que queria. A toalha caiu no chão, e Dio visualizou as marcas sobre o corpo de Pietro. Excedera-se demasiadamente.

–Dio... O que é isso?

O garoto piscou várias vezes. Tentava arranjar uma desculpa, mas duvidava muito que conseguisse. Não queria que Pietro o odiasse. Sempre o amara e, agora, finalmente podia ficar com ele ainda que fosse com sua outra personalidade. Não, ele não estava com ele. Estava com uma pessoa totalmente diferente. Estava com outro Pietro e só tinha seu corpo. Dio lançou-lhe um olhar expressivo.

– Desculpe — disse apenas.

Pietro arregalou os olhos. Fora Dio. Fora Dio quem fizera aquilo com seu corpo. Mas por quê? Por que não o acordara? Por que não lhe disse seus sentimentos? Ou era apenas uma atração carnal? Pietro mexeu em seus cabelos, desconcertado. O outro aproximou-se o suficiente para alcançar-lhe o braço e segurá-lo com força. Os olhos encontraram-se.

– Você sabia que sofre de dupla personalidade? — indagou, sob o olhar surpreso do menino. — Eu conheço o outro Pietro. Ele... Ele me ama, e nós fizemos...

Ambos enrubesceram; Dio, por ter que admitir o que fazia com o corpo do garoto; Pietro, por perceber o que havia feito com Dio. Ele levou sua mão à boca, deveras assustado. Sempre gostara do garoto, mas o via como um alvo inalcançável, alguém superior. Nunca imaginara o que pudesse estar acontecendo, quando pensava estar dormindo.

– Desculpe... Eu não devia...

– Dio — Pietro mudou seu olhar. Sua surpresa transformou-se em uma leve dor -, você gosta do outro Pietro? Você o ama?

Dio franziu seu cenho, ligeiramente perturbado. O que ele queria dizer?

– Seria melhor para você... Se eu fosse ele?

Então, assustou-se com o rumo que as palavras tomaram. Nunca, em sua vida, pensara daquela forma. Da mesma forma, como Pietro achava que nunca o alcançaria, esse Pietro era o amor não correspondido de Dio. Ele o amava, assim como amava o outro, sem perceber.

– Porque se você ficar feliz... Tento colocá-lo para sempre como minha única personalidade.

Da mesma forma, como Dio se assustava com as palavras, Pietro surpreendia-se pela maneira como elas deixavam sua boca. O que estava dizendo? Aquilo era uma confissão de amor indireta. E se o garoto respondesse que seria melhor? Como poderia mudar totalmente sua personalidade? Como poderia, simplesmente, deixar de existir?

– Pietro... Você... — Dio limpou sua garganta e puxou o garoto para sua cama. Ele jogou-o sobre ela e pôs-se em cima, seu rosto sério a encarar Pietro. — E se eu dissesse que amo você?

O garoto arregalou os olhos. Seria muito mais plausível que Dio gostasse do outro Pietro, afinal não fora com ele que ele transara todas as noites? Talvez fosse seu corpo. Talvez Dio gostasse de seu corpo. Mas amasse, de fato, o outro Pietro. Doía-lhe acreditar nisso. Mas era a única resposta que seu cérebro conseguia processar.

– Não só seu corpo, Pietro — Dio disse, como se pudesse ler seus pensamentos. — Eu o amo por inteiro, ambas as suas personalidades. Sei que são completamente opostos, mas não consigo deixar de gostar de vocês.

Dio levou seus lábios aos do garoto e beijou-o, calma e levemente, sem forçar sua língua para dentro da boca do outro. Precisava ter paciência com Pietro. Quando afastou-se, seu coração retardou uma batida. Ele havia fechado os olhos; o garoto havia gostado de sentir o beijo.

– Eu também gosto de você, Dio. Há muito tempo.

Ele não poderia mais se segurar. Havia quanto tempo não esperava por aquele momento, em que teria a verdadeira personalidade de Pietro sob si, dizendo-lhe que o amava?

Beijou-o mais uma vez. Dessa vez, sua língua quente pediu passagem entre os lábios finos de Pietro, que correspondeu com sua própria. Elas dançaram da forma como eles quiseram. Aquela era a primeira vez daquele beijo. A primeira vez de muitas outras.

O rosto de Dio desceu para o pescoço do garoto, que inclinou sua cabeça para o lado a fim de deixar que o outro tivesse livre acesso à sua pele. Já havia marcas escuras naquele lugar. Mas Dio fez questão de deixar mais algumas. Pietro gemia levemente, sentindo o quanto era bom ter os lábios do garoto contra sua pele, contra seu corpo.

Ele levou suas mãos às costas do maior, arranhando-as ligeiramente com suas unhas. Agradecia mentalmente por Dio dormir apenas com a calça do moletom. De alguma forma, Pietro sentia necessidade de arranhar-lhe a pele, como se essa fosse sua forma de marcar o outro corpo.

Dio desceu ainda mais, em direção ao peito desnudo do menor. Marcou-lhe ainda mais a pele, deixou que sua língua passeasse livremente pelo corpo e, por fim, mordiscou-lhe os mamilos. Era como conhecer uma pessoa totalmente diferente. Era como descobrir os pontos sensíveis de uma pessoa com quem nunca havia ficado. Porque aquele Pietro era diferente do outro. Ele não ficava excitado em ver Dio masturbando-se, mas pelos seus mamilos. O garoto percebeu o quanto o pênis de Pietro aumentara por causa das sucções, das lambidas e dos beijos que Dio deixava pelo seu peito. Sorriu.

Sua mão correu em direção ao volume exposto do menor e começou a masturbá-lo. Os gemidos de Pietro cada vez mais fortes, mais altos. Estavam fazendo aquilo logo depois de acordar. Era um horário um tanto perigoso, pois muitos garotos não o faziam cedo de manhã. Os dormitórios ainda estavam demasiadamente ocupados.

– Dio... — Pietro mais gemeu do que falou. — Vou tentar me controlar mais.

O maior desceu sua mão e tocou os testículos do outro, fazendo seu corpo tremer.
Com a outra mão, agarrou a camiseta de seu pijama, a qual estava sobre a cama, e deu ao menor.

– Se quiser abafar os gemidos, pode mordê-la.

Pietro aceitou e a pôs próxima à boca. Tinha o cheiro de Dio, o que o excitava ainda mais. O maior logo alcançou o pênis do menor com a língua e começou a lambê-lo, enquanto sua mão brincava com os testículos dele. Pietro não conseguia aguentar por muito tempo. Mordia com muita força a camiseta do garoto, e o que o deixava eram apenas gemidos abafados de puro prazer.

Dio envolveu o membro do menor com seus lábios e, após pouco tempo, sentiu o sêmen do outro em sua boca. Não precisara esforçar-se muito. Aquela devia ser a primeira vez do outro, então estava consideravelmente mais sensível. Duvidava muito também que ele se masturbasse no chuveiro.

Ele lambeu seus lábios sujos e mirou o garoto, expressões luxuriosas em ambos os rostos. Dio subiu mais uma vez e beijou a boca do garoto, enquanto deixava que seus dedos resvalassem por suas coxas, para, então, empurrá-las ligeiramente para cima. Então, eles foram em direção ao ânus de Pietro, e, de forma lenta para que ele não sentisse um incômodo forte, um deles o penetrou.

Pietro mordeu levemente os lábios de Dio quando se sentiu penetrado. Era incômodo, mas algo o fazia bem. O maior voltou sua boca ao pescoço do garoto, enquanto penetrava-o com dois dedos.

Começou a doer, em verdade, quando Pietro sentiu o terceiro dedo adentrar-lhe. Seus dentes morderam com mais força a camiseta do maior, e o gemido que fora abafado foi deveras prolongado. Dio percebeu que o garoto estava excitado mais uma vez. Era a chance perfeita.

Deixou que seus dedos saíssem do menor e levantou seu tronco. Envolveu a base de seu pênis com os dedos e colocou próximo à entrada do garoto. Dio olhou-o como se pedisse permissão, que logo foi cedida pelo olhar suplicante de Pietro. Enquanto enterrava-se dentro do menor, sua mão foi em direção ao seu membro e começou a masturbá-lo. Talvez aquilo aliviasse a dor.

Pietro gemia abafado de dor e prazer misturados. Seus dedos apertavam a colcha da cama, até que os nós ficassem brancos. A mão experiente de Dio fazia movimentos de vai e vem sobre o pênis do garoto. Então, ao sentir que a dor estava menor no corpo de Pietro, começou a mover-se. Ele adentrava o corpo e saía dele, deixando que seus gemidos morressem na garganta.

Pietro descobriu que mexer seu quadril fazia os sons deixarem a boca de Dio com mais frequência e começara a fazer aquilo para ouvir a voz do garoto mais vezes. Continuaram a mover-se, o quarto impregnado pelo cheiro forte de sexo. Não demorou muito para Pietro gozar, contrair os músculos do ânus e, consequentemente, fazer Dio desmanchar-se dentro de si.

O menor ficou tonto, o quarto girando ao seu redor. Não sabia se era pelo prazer, ou por estar se sentindo mal. Apenas fechou os olhos e caiu no sono. Dio saiu de dentro dele, ligeiramente surpreso. Ele dormira depois de fazer sexo, e seu membro continuava desperto. Todavia, logo percebeu os olhos de Pietro abrir-se mais uma vez e um sorriso travesso formar-se em seu rosto. Era o outro Pietro.

– Ele não o satisfez, Dio? — o garoto levantou seu tronco e pôs-se sobre o colo do outro, sua bunda roçando contra o pênis. — Você nos ama igualmente, então não acha que é a minha vez de ser fodido?

Dio amava as palavras sujas que deixavam a boca do outro Pietro. Elas deixavam-no ainda mais excitado, ainda mais necessitado. Ele beijou os lábios do garoto, enquanto este mexia seu corpo em uma dança torturante contra o membro do maior.

– Vai, Dio — gemeu, quando seus lábios se separaram. — Me penetra bem forte!

O garoto não precisou ouvir duas vezes. Ele abaixou o corpo de Pietro sobre seu pênis, em sua posição favorita. Apesar de suas pernas tremerem, o menor ajudou-o, movendo-se para cima e para baixo, penetrando-se com o membro de seu amante. Diferente do Pietro verdadeiro, esse não tinha pudor algum e gemia alto a cada investida do garoto, sem se importar que os outros pudessem, possivelmente, ouvir.

Pietro contraía seus músculos a fim de aumentar o prazer de Dio, o que acontecia eficazmente. Todas as palavras sujas que deixavam a boca faziam seu pênis doer dentro daquele corpo. Ele gemeu forte contra o ouvido do garoto e gozou em seu interior, antes mesmo de Pietro chegar ao ápice de seu prazer.

Ora, Dio — comentou -, não pôde aguentar meu corpo. Antes você me fodia tantas vezes antes de gozar.

Pietro deixou que o pênis saísse de dentro de si e jogou seu corpo contra a cama, sentando-se. Ele pôs as costas contra a parede e abriu as pernas, levando sua mão ao pênis ereto. Pietro começou a masturbar-se, enquanto sentia o olhar de Dio sobre si. Era muito mais excitante e prazeroso quando alguém o observava enquanto se tocava. Seu corpo reagia muito melhor.

Sua outra mão dirigiu-se à sua entrada, e um de dedos o penetrou. Ele gemia alto e forte, seus olhos luxuriosos a observar as expressões no rosto de Dio, seu corpo a tremer de prazer.

– Dio, veja como meu corpo... Aanh... Reage a você — gemeu. — Vem, Dio, me fode mais uma vez. Você está tão duro.

O maior aproximou-se do corpo de Pietro e, após retirar a mão do menor do ânus, penetrou-o novamente. O garoto continuou a masturbar-se, enquanto sentia Dio mover-se dentro de seu corpo. Pietro o enlouquecia. O verdadeiro era deveras fofo, uma criatura inalcançável que, naquele dia, tornara-se sua, um anjo apenas seu. Mas esse, seu outro Pietro, era totalmente diferente; era quente, safado e travesso. Sabia de seus pontos fracos. Sempre se sentia ligeiramente fraco após fazer sexo com seu amante, pois dificilmente gozava apenas uma vez.

Pietro fora o primeiro a chegar ao ápice, dessa vez. Deixou que sêmen sujasse sua barriga, seu peito e a cama. O tremer do corpo do menor fez o prazer de Dio aumentar. Ele ainda movimentou-se para frente e para trás mais algumas vezes, antes de se desmanchar no corpo de Pietro.

Eles arfavam. Haviam gozado três vezes. Caíram sobre a cama de Dio e lançaram olhares amorosos um para o outro. Amavam-se e ambos sabiam que o Pietro verdadeiro também amava Dio. Beijaram-se uma última vez antes de cair no sono.

Eles não iriam à aula aquele dia.


Notas finais
Então, o que acharam do meu limãozinho duplo?
Espero que tenham gostado.
Os capítulos especiais enfim acabaram, e eu vou voltar a apresentar novos garotos pegáveis e sécsis para vocês. Algum dia, vou colocar um tsundere!
"Nã-não é que eu goste de você!" FOFO!
Anyway, até a próxima!
Takoyaki ~ será que eu devo pôr moitas na Academia Saint John?
Próximo: O Garoto de Chapéu