Garotos
30 Capítulo 25 . O Garoto de Pele Pálida
Notas iniciais
Esse tema foi um pedido de duas leitoras ASDFGHJKLÇÑ obrigada por pedirem! Quem mais pediu, por favor, pode me relembrar? Eu provavelmente me esqueci da maioria deles HAHAHAHA /lerda.
E uma notícia: ANIME DE LOVE STAGE GUUUYS! ♥ Love Stage é um mangá yaoi com trap+crossdresser e é bem bonitinho e no último capítulo que saiu teve lemon e eu estou até hoje sonhando com aquele lemon FINALMENTE! E vai ganhar um anime! ♥ Tão animada!
Então, boa leitura!
Tema: Seme de tapa-olho + uke albino.
Havia dois tipos de turno da noite na Academia Saint John: um era um segredo de todos os alunos e professores da instituição, algo que devia ser mantido fechado pelo próprio bem daquelas crianças, e frequentado por apenas um aluno; o outro, porém, era formado por três turmas, uma para cada ano do ensino médio e frequentado por alunos com problemas de pele.
O diretor resolvera abrir essas vagas quando viu, por algum motivo, o número de casos de albinismo ou os raros casos de Xerodermia pigmentosa. Esses jovens não podiam ficar expostos ao Sol forte por tanto tempo, o que fez os pais preocuparem-se com o estado de saúde de seus filhos. Alguns meses depois, eles foram transferidos para o turno da noite, que tomava um dos prédios após o pôr do sol.
Minki era um desses garotos. Apesar de seu nome, ele não era coreano – talvez sua mãe fosse fascinada pela cultura coreana e, por isso, tivesse esse nome. O fato era que ele nascera com albinismo, impedindo-o de expor-se ao Sol por muito tempo. Para ele, era um caso grave: seus cabelos volumosos eram quase brancos, brilhando sob o luar, os olhos azuis eram como o mais claro céu e a pele era terrivelmente branca.
Minki não gostava de sua pele. Não gostava de seus cabelos, de seus olhos, daquela doença ridícula, que o fazia sensível sob o brilho do Sol. Seu sonho era passar uma tarde sob sua luz, observando a Academia repleta de alunos de diversas raças e tipos. Estava cansado de sempre observar aqueles mesmos garotos claros que frequentavam sua sala. Minki queria ver o diferente.
No entanto, por mais que insistisse aos pais, estes não o deixavam sair durante o dia.
- Você pode ter uma insolação! – era sua mãe quem dizia. – Não quero que se machuque quando está longe de nós.
Minki pensou que sua vida naquela academia fosse mudar, pois estaria longe dos pais e de toda a superproteção deles. Bem, estava realmente longe deles, mas parecia que todas as preocupações com sua saúde vieram juntas, atormentando-o ainda mais.
Estava deveras cansado daquilo tudo. Sentia uma tristeza ainda maior tomar-lhe o corpo a cada dia. Desejava não ter que ir à escola; queria apenas ficar no dormitório, observando a lua tão pálida quanto ele. Não via motivos, afinal! Só iria ficar trancafiado dentro de um cubículo com mais vinte pessoas iguais a ele, enquanto todos os outros garotos dormiam e sonhavam com o dia seguinte. Um dia que ele nunca podia ver, vivendo na noite.
Então, uma noite, decidiu fugir.
Não sairia da cidade comercial, porém. Decidiu apenas ficar naquele lugar até o Sol sair, banhar-se sob sua luz amarelada e, então, voltar par a Academia, a fim de observar o turno da tarde.
Furtivamente, Minki pegou sua mochila escolar e jogou dentro dela uma muda de roupas e alguns lanches que comprara na noite anterior, durante um passeio com os amigos na cidade comercial. Então, saiu da escola rapidamente para que os outros não o vissem.
Passou correndo pelos campos, pelos pátios, por prédios, escondendo-se, às vezes, atrás de alguns deles ou de árvores. O portão ainda estava a certa distância, a alguns metros à sua frente. Respirou fundo, alegrando-se com a ideia de poder estar sob o sol no dia seguinte.
E correu. Correu o mais rápido que pôde, pisando forte na grama verde recém cortada, sentindo o ar da liberdade invadir-lhe os pulmões, estufando-lhe o peito. Mais alguns passos, e estaria livre da prisão do turno da noite.
Ou assim pensava, até sentir sua camisa sendo puxada para trás fortemente.
Minki assustou-se, sentindo o tecido puxar-lhe o peito e a gola quase sufocar-lhe. Rápido, virou-se para trás a fim de entender o que acontecera. Então, viu-o. Era um homem muito mais alto que ele; os cabelos escuros caíam ondulados por seus olhos, quase lhe alcançando os ombros; usava um chapéu também e roupas tão escuras quanto a noite ao redor, além de um tapa-olho sobre o olho esquerdo; entre os lábios, queimava um cigarro, cuja fumaça subia até perder-se no céu.
Minki observou-o assustado por incontáveis segundos, sem saber como reagir àquela aparição. Quando tentou gritar por socorro, uma das mãos enluvadas do homem colocou-se sobre sua boca. O cigarro caiu para, então, ser apagado com a sola do sapato, e o estranho sorriu para o garoto.
- Pensando em fugir, pirralho? – perguntou. – Sinto muito, mas você tem que estar ou dormindo ou em aula agora.
A mão afastou-se da boca do menino, que, ligeiramente ofegante, gaguejou uma pergunta sobre a identidade do estranho.
- Já ouviu falar do Caçador de Monstros da Academia Saint John? – ele indagou.
Minki lembrava-se vagamente de, uma vez, ouvir um garoto contar-lhe sobre um homem estranho que vagueia pelos pátios da Academia à noite. Chamavam-no de Caçador de Monstros, ou Van Helsing, por causa de suas roupas e de sua aparência. Minki fez que sim com a cabeça.
- Pois é, eu sou ele – disse o homem. – Mas acontece que sou apenas um segurança da Academia.
De fato, sob os olhos claros da criança, aquela pessoa mais parecia um daqueles caras da televisão que matavam vampiros e lobisomens do que um segurança de uma escola para garotos.
- Meu nome é Dominik – ele continuou, ainda segurando a camisa de Minki. – Qual é o seu, garoto?
O menino ficou calado por severos minutos, apenas a observar o olho escuro que lhe mirava o rosto com dureza. Desviou seus orbes, sem coragem de encarar por tanto tempo uma face tão assustadora sob a lua.
- Minki – disse com uma voz quase inaudível. – E eu não estava fugindo da escola apenas por futilidades.
Dominik arqueou uma sobrancelha, sem, de fato, entender o que o garoto queria dizer. Por que, então, estava fugindo tão desesperadamente? Normalmente, os garotos que ele capturava só queriam passear pela cidade comercial durante a noite.
- Por que estava fugindo, então? – o aperto dos dedos na camisa de Minki afrouxou, e o garoto engoliu em seco, a fim de acalmar seu coração acelerado de medo.
- Não é da sua conta – bufou, com os olhos virados para a grama sob seus pés.
As palavras fizeram o rosto de Dominik fechar-se em uma expressão zangada. O homem soltou o tecido da camisa do menino e empurrou-o para trás, em direção aos prédios da Academia.
- Então, volte para a aula, logo, pirralho.
- Não sou um pirralho! – Minki reclamou. – Já estou no último ano!
- Parabéns para você – Dominik disse sarcasticamente, voltando sua atenção aos pátios vazios da Academia. – Agora, volte logo. Não quero vê-lo fugindo mais uma vez, entendeu?
Minki bufou, postando-se a caminhar a passos firmes de volta à Academia, reclamando entre um tom baixo e outro alto para que Dominik pudesse ouvi-lo e, ao mesmo tempo, não entendê-lo. Seu plano falhara naquela noite, mas ele ainda tinha o resto do ano para tentar.
De alguma forma, a aparência macabra de Dominik só assustara Minki no princípio. Após ouvir as palavras do homem naquela noite, o garoto passou a sentir por ele apenas um sentimento de raiva. Queria vencê-lo a todo custo naquelas tentativas de fuga. Então, todas as noites, Minki tentou fugir da Academia.
Durante os dias, ele planejava, escrevia, desenhava em mapas do campus e sorria enquanto pensamentos positivos invadiam-lhe a mente. À noite, ele colocava em prática tudo o que havia imaginado. Uma vez tentou passar pela área próxima ao portão, mas Dominik o achou com muita facilidade. Imaginou, então, que o segurança ficava naquela região e foi para o outro lado. Mas, de alguma forma, Dominik logo o achou, mais uma vez.
As noites passaram a ter esse caráter de perseguição entre os dois. Às vezes, Minki tentava sair mais tarde para a tentativa de fuga, assistindo a algumas aulas. Outras vezes, nem aparecia na sala, correndo de uma vez para o pátio.
Talvez houvesse passado a achar interessantes aquelas noites. Não, certamente esse advérbio não deve ser usada nesse caso. Minki passara a gostar daquelas noites. Passara a gostar de tentar escapar e nunca conseguir. Passara a imaginar quando aquele homem perderia.
Dominik havia dado uma razão à vida do garoto.
E, após a captura, eles conversavam. Dominik indagava sobre a escola, as provas e os professores; e Minki respondia às vezes, em outras bancava o garoto mimado, resmungando palavras como “não é da sua conta” ou “isso não te interessa”. No entanto, o fato era que Minki e Dominik haviam, de alguma forma, criado um laço entre eles.
O homem parecia gravar quais perguntas tinham sido respondidas com palavras mimadas, pois, na noite seguinte, ou algumas noites depois, ele repetia-as, insistindo na resposta, e Minki, sem perceber, dizia a verdade. Logo, Dominik conhecia a vida do garoto, como ele próprio.
Ainda havia uma pergunta sem resposta, porém, e o segurança da escola, uma noite, resolveu perguntá-la. Era algo que o interessava. Ele estava sentado encostado em uma árvore, soltando a fumaça de seu cigarro para o lado esquerdo, já que Minki se sentava à sua direita.
- Ei, pirralho – chamou-o, fazendo aqueles olhos claros mirarem-no instantaneamente. – Por que estava tentando fugir naquela primeira noite?
Minki levou seus olhos para o horizonte além, perdido em alguns pensamentos antigos que borbulharam em sua mente por causa da pergunta de Dominik. Quase não se lembrava dos motivos para aquelas fugas. Na verdade, esquecera-se inconscientemente de como tudo aquilo começara. Suspirou.
- Eu... – engoliu em seco, limpando sua garganta. – Eu queria passar um dia sob o Sol e ver as crianças diferentes da Academia.
Aquilo dito em voz alta soava extremamente bobo. Minki tentou sorrir daquele sonho idiota, mas algumas lágrimas caíram de seus olhos. O coração batia em seu peito de forma oca, ecoando por todo seu corpo. Ele mesmo surpreendeu-se com aquelas lágrimas e precisou levar a mão ao rosto para perceber que chorava.
- Ah, eu... Por que estou chorando? Que idiota, eu chorando por uma coisa dessas, por... – fungou, o corpo inteiro tremendo. – Desculpe, eu...
Ele não conseguia parar. As lágrimas caíam sem que ele quisesse em uma resposta automática de seu corpo pelo sonho nunca realizado. Fazia quanto tempo desde sua primeira tentativa? Mais de um mês. Ele queria tanto estar sob o sol; ele queria tanto estar com outras pessoas diferentes dele. Passara mais de um mês e não fizera nada por seu sonho. Talvez tudo isso fizesse seu corpo reagir daquela forma.
Dominik assustou-se primeiramente com aquela reação, com aquelas lágrimas transparentes que caíam daqueles olhos claros. Então, comoveu-se. Aquela criança estivera muito triste por causa de uma doença. Aquela criança sofrera durante anos, pois não tinha a liberdade que teria ter. Repentinamente, Dominik entendeu toda aquela dor e abraçou o garoto, apertando-o contra seu peito.
Minki deixou que o choro continuasse. Dessa vez, ainda mais forte. Ele deixou que toda a dor daqueles anos preso entre quatro paredes e livre apenas sob a luz pálida da lua esvaísse de seu corpo e se chocasse contra as roupas escuras de um homem diferente do padrão em forma de lágrimas tristes.
- Minki – aquela era a primeira vez que Dominik o chamava pelo nome, mas não passou disso. Era apenas uma certeza que o homem queria dar ao garoto de que estava ali, ao seu lado.
Ficaram, então, assim, abraçados, por horas sem fim, com Minki a chorar fortemente no peito forte de Dominik.
Quando o garoto voltou ao seu dormitório, seu colega de quarto já dormia, mas deixara a luz da escrivaninha de Minki ligada para quando ele voltasse. Nem mesmo tomou banho; as forças restantes em seu corpo, após passar horas chorando, só o levaram até a cama, onde desabou e dormiu por um dia inteiro.
Na noite seguinte, Minki não apareceu no pátio, nem foi para a aula. O garoto ficou deitado em sua cama, coberto por seus lençóis claros até o topo da cabeça. Seu colega de quarto ainda tentou fazê-lo levantar, mas ele não quis. Disse apenas que não se sentia bem e pediu que ele avisasse o professor.
Dominik sentiu falta do garoto ligeiramente mimado a tentar fugir da escola. Tentou não se preocupar muito, levando sua mente a qualquer outro lugar. Mas, por onde ele passava, imaginava ver a figura pequena do garoto correndo em direção ao portão. De alguma forma, aquilo o machucava.
Na outra noite, Minki levantou-se. Mas não teve coragem de sair do prédio do dormitório. Quando colocava os pés na entrada, as lágrimas pareciam voltar aos seus olhos claros, e ele voltava para o dormitório.
Assim continuou por três noites.
Os professores estavam preocupados com o estado de saúde do garoto. Sempre alegava estar se sentindo mal e não comparecia a aula alguma. Suas notas cairiam se continuasse dessa forma, fugindo da sala de aula e do exterior. Queriam entender o motivo para o garoto estar assim. Mas talvez a razão não fosse facilmente entendida.
Minki estava com medo de enfrentar a realidade em que vivia e voltar para sua prisão.
Certamente o tempo que passara com Dominik o fez esquecer-se momentaneamente da tristeza que vinha sentido naquelas noites. Da tristeza de não poder realizar um pequeno sonho de banhar-se na luz amarelada do sol. Então, ela voltara para ele ainda mais forte, depois de ter se lembrado do motivo de toda a perseguição ter começado. Minki ficara ainda mais triste do que estava antes, e essa tristeza o assustava a ponto de fazê-lo desejar não sair do quarto eternamente.
Estava começando a mostrar sinais de depressão.
Uma semana após o acidente, ele ouviu batidas na porta quando o relógio marcava fim das aulas do turno noturno. Levantou-se com dificuldade para abri-la e, para sua surpresa, quem estava parado ali não era seu colega de quarto ou um professor. Era Dominik.
Sob a luz artificial do quarto, ele parecia menos amedrontador, apesar de seu tapa-olho e suas roupas escuras ainda assustarem qualquer outra pessoa. Em sua face, havia uma expressão deveras séria, voltada unicamente para Minki.
- Ei, pirralho, não vai mais sair desse quarto, não? – perguntou com a voz grave. – Pensei que tinha um sonho para realizar.
Minki sentiu seu lábio inferior tremer sob a menção do seu maior temor: aquele sonho estúpido que o fizera criar esperanças e expectativas, para depois ser jogado em um abismo de depressão.
Não respondeu. Apenas abaixou os olhos, sem coragem de mirar o rosto do homem.
Dominik fechou ainda mais sua expressão, levando sua mão ao braço de Minki de forma a quase arrastá-lo para fora do quarto. O garoto surpreendeu-se com o modo como o outro agia com ele. Tentou reclamar, porém sua voz saiu baixa e fraca demais, quebrada, de forma que não conseguiu dizer nada e ficou apenas a indagar-se internamente aonde o homem o levava.
Então, Minki viu a entrada do prédio de dormitórios e fixou os pés no chão, resistindo às puxadas fortes em seu braço.
- Não – ele murmurou, tentando impedir Dominik. – Eu não quero ir lá fora...
O homem continuou puxando-o com força, mas parecia que o garoto pesava centenas de quilos, sendo quase impossível arrastá-lo. Essa era a força de vontade de Minki contra ir ao lado de fora.
- Minki, você vai voltar para aquela prisão! – Dominik gritou, assustando o garoto. – Não entende que, se não fizer nada, vai continuar preso na noite? Você não me disse que queria ser livre, que queria ficar sob o sol? Então, por que está fazendo isso?
Minki sentiu as lágrimas voltarem a seu rosto e abaixou a cabeça, deixando-as fluírem e atingirem o chão sob ele.
- Eu nunca vou conseguir fazer isso, Dominik. Eu nunca vou ser capaz. Eu sou doente, tenho albinismo, não posso ficar muito tempo sob o sol, eu sei disso! Então, eu prefiro ficar no meu quarto a ter que sair apenas durante a noite – Minki levantou seus olhos marejados, mirando Dominik. – Talvez você não entenda o que é ser incapaz de realizar um sonho, porque você é livre. Então, queria que me deixasse em paz.
O homem passou um tempo em silêncio, apenas observando aquele garoto choroso que se recusava a sair do prédio.
- Talvez eu não entenda mesmo, Minki. Mas sei o quanto sonhos são importantes e o quanto realizá-los é difícil – suspirou, segurando com ainda mais força o braço de Minki. – Difícil não é o mesmo que impossível, pirralho. Então, não diga que é incapaz ou que nunca conseguirá realizar seu sonho, entendeu?
Dessa vez, Dominik puxou o garoto para fora repentinamente, de forma que este não teve tempo de reagir contra. Logo, os dois estavam do lado de fora do prédio de dormitórios, sob o luar pálido. O homem levou o garoto até um pequeno prédio mais ao longe.
- É o dormitório dos seguranças – explicou.
Eles foram ao quarto de Dominik, e Minki foi jogado dentro do aposento. O homem vasculhou por seus armários e, enfim, achou o que procurava, jogando uma roupa sobre a cama em que o garoto se sentara.
- Vamos esperar mais algumas horas apenas. Por enquanto, quer conversar?
Minki primeiramente mantinha sua expressão confusa em relação às ações do outro. Mas, logo, deixou-se levar pela conversa, esquecendo-se às vezes da confusão interna que estava vivendo, da depressão que sentia. Depois, sentiu o sono atingi-lo, e Dominik deixou-o dormir em sua cama.
O garoto foi acordado algum tempo depois pela voz grave de Dominik. Do lado de fora, o céu clareava, anunciando o início do dia. Eram cinco e meia da manhã. O homem pegou a roupa que jogara sobre a cama e pedira para Minki vestir. Ainda hesitante pelas atitudes do outro, o garoto a vestiu e viu que era uma roupa de proteção, como aquelas utilizadas em casos de radiação.
Quando já estava pronto, Dominik o levou para fora do prédio. Eles correram pelos pátios ainda vazios da Academia Saint John e, então, o esplendor do sol nascendo no horizonte. Minki arregalou os olhos claros, surpreso com tudo aquilo, e voltou-se para Dominik.
- Não é impossível, Minki.
O garoto sentiu seu lábio inferior tremer, mas não chorou. Dessa vez, ele abriu um sorriso de orelha a orelha, para depois correr em direção à luz. Era tão bonito poder ver a grama verde ser banhada por uma luz amarela. Era tão interessante ver, ainda que poucas, pessoas diferentes dos alunos claros do turno da noite. Ainda que não pudesse sentir a luz em sua pele, Minki conseguia sentir a presença mais quente do astro no céu.
Dominik vinha mais atrás, sorrindo com a felicidade do mais novo. Minki parou e, quando o outro já estava mais próximo, agradeceu. O homem, então, levantou um pouco a proteção transparente do rosto do garoto, para deixar seu rosto descoberto por alguns segundos, e tomou-lhe os lábios em um selar.
- Eu quis por muito tempo fazer isso com você – Dominik admitiu, limpando a garganta em vergonha. – Eu... Acabei me apaixonando por você durante o tempo em que passamos juntos e queria que seu sonho se realizasse. Passei algum tempo fazendo essa roupa, imaginando que você ficaria feliz em usá-la para realizá-lo, mas você não apareceu mais. Tive que trazê-lo à força.
Minki sentiu seu coração bater mais forte com aquelas palavras e as maçãs de seu rosto enrubescerem. Então, ele levantou a proteção mais uma vez e roubou outro beijo de Dominik.
- Obrigado, Dominik. Desculpe por ter agido daquela forma... Eu fiquei deprimido por algum tempo, mas... Sabe, você tem razão: nada é impossível.
Então, eles se abraçaram, beijando-se mais uma vez, profundamente, sob a luz amarelada do sol que nascia, com a felicidade extrema a encher-lhes os peitos e acelerar-lhes o coração.
Notas finais
Anyway, o nome do Minki OMFG É CULPA DO MEU NOVO VÍCIO. Eu decidi por o nome dele de Minki, apesar de ele não ser coreano, por causa do Choi Minki (ou Ren) de NU'EST. Ele é lindo e loirinho e bonitinho e parece uma menina e é a garota do JR ♥
Então, até a próxima!
Takoyaki.
Próximo: O Garoto com Ego Grande Demais.
Fale com o autor