Garotos

26 Capítulo 21 . O Garoto com Paladar Doce


Notas iniciais
YOYOYOYO mais um capítulo de Garotos ♥
Então, capítulo retrasado, a YuukiPark me pediu para fazer um uke com o nome Julie. Curiosamente, eu tinha acabado de ler Wide Awake, em que, por acaso, também tem um personagem com nome de garota. SUE ♥ Ah, um pequeno quote do livro do qual eu ri muito:
Jimmy: Você dormiu com os membros da banda?
Duncan: Com os membros da banda e os membros deles.
jsgakdhskdhaldhalhd Duncan é amor gente ♥ adoro ele.
De qualquer forma, eu aceito fazer qualquer pedido de vocês, guys, então podem me pedir qualquer coisa. Aceito qualquer fetiche de vocês e //apanha.
Esse capítulo, então, tem o pedido dela e espero que ela goste dele :3
Boa leitura!
Tema: Doces.
Ah, nada melhor do que escrever um capítulo recheado de doces com um prato de doce de leite ninho + leite condensado da minha irmã~ :3

Julie sabia que seu nome era feminino e que, provavelmente, muitas crianças zombariam desse fato. Contudo, ele não se importava. Amava seu nome, porque foram seus pais que o deram a ele. Seu pai morrera de um acidente de carro pouco depois de ele nascer, quando ia ao trabalho, e sua mãe falecera de câncer, cerca de dez anos depois do nascimento do garoto. Julie ficou com sua tia, a irmã de seu pai, a qual ainda não era casada e mal sabia cuidar de uma criança. A mulher, porém, sabia do que meninos e meninas amavam: brinquedos, televisão, videogames e, principalmente, doces. Ela dava tantos doces a Julie, que era surpreendente o garoto não ter desenvolvido diabetes. As pessoas diziam que ele tinha um metabolismo rápido que acabava com tudo o que ele ingeria facilmente, mas ele não se importava com isso também. Tudo o que importava na vida de Julie era tudo o que era doce. Ele os amava com todo seu coração infantil. Diziam, também, que ele tinha o paladar doce.

Quando completou dezessete anos, nada havia mudado. Quer dizer, em relação aos doces. Julie estava estudando em outra escola, na chamada Academia Saint John, havia dois anos e, no primeiro destes, conseguiu um namorado. Os cabelos negros de seu garoto caíam volumosos e ondulados até os ombros, e os olhos também escuros pareciam seduzir Julie cada vez mais todos os momentos em que o miravam. Ele chamava-se Kyle e também amava Julie com todo seu coração. Conheceram-se assim que o garoto novo adentrou a sala do primeiro ano, com seu cabelo castanho-claro, liso, com algumas mechas alouradas naturais, curto. Seus olhos se encontraram nesse instante também, orbes escuros em olhos verdes. Mas não foi amor à primeira vista. Estava mais para desejo ou interesse mútuo. Não demorou a tornarem-se amigos, porém. As primeiras palavras com que se cumprimentaram até mesmo simples:

– Julie? – Kyle sorriu, divertido. – É um nome de garota, não é?

Julie balançou a cabeça positivamente e estava quase para perder seu interesse naquele garoto – por causa do que falara – quando Kyle completou.

– Que legal! Nunca tinha visto um menino com esse nome!

Foi a conquista. Julie sorriu para ele, sentou-se na cadeira vazia da sala e passou o resto do dia trocando bilhetes com o outro. Kyle mandara o primeiro papel, preenchido pela letra apressada dele, e o garoto não se recusou a responder. Foi assim que descobriu o fato de que Kyle também amava doces.

Um mês depois, eram namorados e melhores amigos. Era o tipo de amor que era impossível quebrar, destruir, acabar. Eram como uma única pessoa e não tinham medo de demonstrar isso.

Naquele dia, faziam dois anos de namoro. Julie queria dar alguma coisa especial ao seu namorado, algo de que ele se lembraria, de que ele gostaria. Não queria um objeto, mas algo que lhe tocasse o coração, que fosse guardado em seu peito e de que ele sorriria ao lembrar-se. Então, Julie foi parar na loja de doces, onde um homem sorridente vendia tudo o que contivesse açúcar.

Julie comprou um tubo de chantilly, uma caixa de morangos, chocolate em calda, uma lata de brigadeiro, cerejas e, por fim, alguns doces para ele próprio. No caminho de volta à Academia, Julie devorou todos os bombons que comprara, sem remorso, sem problemas. Afinal, eram seus preciosos containers de açúcar.

Ele queria surpreender seu namorado. Logo, escapara para o quarto dele enquanto ele estava na aula (Julie dissera ao professor que estava doente e pediu ao enfermeiro que confirmasse). Em pouco tempo, retirou suas roupas, jogou-as próximas à cama e começou a se preparar. A música perfeita, perfume, chantilly sobre algumas partes do corpo, brigadeiro nos lábios, espalhado pela pele. Então, deitou-se sobre a cama de seu namorado.

Faltavam dois minutos para o fim das aulas do dia.

Julie sentiu seu coração bater forte. Seu presente de aniversário de namoro seria perfeito. Ele daria sua primeira vez a Kyle, a qual ele guardaria com todo seu coração, em um canto de seu peito reservado unicamente ao amor.

Pôde ouvir o sinal do prédio das salas avisar que o dia letivo acabara. Em pouco tempo, passos apressados encheram seus ouvidos e seu coração acelerou ainda mais. Sabia que um conjunto deles pertencia a Kyle. Houve uma pausa nas batidas aceleradas quando ouviu a maçaneta ser movida, para, logo em seguida, senti-las voltar ao seu máximo. Julie mordeu um de seus dedos e colocou sua mão sobre uma parte da pele desnuda enquanto gemia da forma mais tentadora que conseguia o nome de Kyle.

Fora, então, que percebeu que seu namorado não adentrara o quarto sozinho. Jamie estava com ele. Seu colega de quarto estava com ele. Ligeiramente corado, com os olhos arregalados, uma expressão de susto no rosto, Jamie desculpou-se com uma voz levemente mais fina do que a sua verdadeira.

– Oh, deuses, me desculpe, Ju. Eu não sabia que... Desculpe – e bateu a porta do quarto com força.

Julie levantou-se da cama rapidamente, lançando um olhar completamente constrangido a Kyle que o olhava com certa surpresa. Houve um momento de silêncio entre eles. Os lábios de Julie, em pouco tempo, começaram a tremer, e ele correu para suas roupas.

– Julie – Kyle o chamou, indo em sua direção.

Aquele era o aniversário deles. Estavam completando dois anos. Julie daria um presente perfeito a ele e eles seriam felizes. Era para aquele ser um momento perfeito, mas estava estragado. Tudo fora estragado. Tudo fora por água abaixo. Estava envergonhado; ficara nu em frente a outro garoto, que, provavelmente, estava tão envergonhado quanto ele. Então, deixou que suas lágrimas caíssem.

– Julie – Kyle chamou-o mais uma vez, pondo seus braços ao redor do corpo magro de seu garoto. Seu uniforme ficou sujo dos doces que cobriam o corpo, mas ele não se importava -, não chore, meu amor. Por que está chorando?

Julie fungou e passou suas mãos sobre seus olhos com certa raiva.

– Era para ser perfeito! – exclamou. – Era para esse momento ser perfeito, porque tinha que ser perfeito. Por que Jamie tinha que vir com você para o dormitório? Por que ele não podia ficar na enfermaria hoje? Ele não sempre vai para lá?

– O que quer dizer com perfeito, Julie? – indagou. – Aliás, por que está usando isso no corpo e nu?

– Hoje é nosso aniversário de dois anos – o garoto respondeu, fungando mais uma vez. Ele lançou um olhar triste ao seu namorado. – Eu queria te dar a minha primeira vez e doces, Kyle.

– Julie... – o garoto virou-o para si e lambeu o brigadeiro de seus lábios, como se houvesse acabado de perceber que ele estava ali. – Por que não se esquece do que aconteceu há cinco minutos. O importante não é que estamos sozinhos agora e podemos fazer o que quisermos?

– Não! Você não entende, Kyle, era para ser perfeito! Era para dar certo e-- — Julie não pôde terminar, os lábios de seu namorado cobriram os seus repentinamente.

As bocas amassaram-se por alguns momentos, as línguas dançaram juntas naquele beijo deliciosamente doce. Então, afastaram-se.

– Eu não quero ter que devolver meu presente antes mesmo de recebê-lo – Kyle sussurrou rente ao ouvido de Julie.

Kyle, então, levantou seu namorado em seus braços, jogando-o na cama logo em seguida. Após tirar suas roupas sujas, como Julie já o havia feito, pôs-se sobre o corpo adocicado do outro, e beijaram-se mais uma vez. Os lábios do menor não estavam doces apenas por causa do brigadeiro, mas por ele mesmo. Julie era uma pessoa doce, deliciosa e viciante, como açúcar, e Kyle o amava por causa de seu paladar doce.

Kyle amava comer coisas doces.

As mãos do maior passearam pelo corpo abaixo de si, apertando a pele suja de chantilly, sentido a maciez dela enquanto o fazia. Logo, seus lábios desceram ao pescoço alvo e mordiscaram-no, beijaram-no, chuparam-no. Julie gemia a cada uma dessas ações, esquecendo-se momentaneamente do fato de Jamie tê-lo visto nu e estragado seu momento perfeito.

A boca de Kyle, então, dedicou-se aos mamilos avermelhados em seu peito. Eles ainda estavam manchados de chantilly, mas o garoto não se importava. Ficava mais delicioso assim, não?

Atacou-os, sua língua brincando com o doce, enquanto seus dentes arranhavam os botões vermelhos. Julie deixou que sua mão brincasse com os fios de cabelo escuros de seu namorado, puxando-os ligeiramente.

Então, Kyle levantou sua cabeça, e Julie lançou-lhe um olhar de puro desejo. Encararam-se por alguns minutos, e o menor, então, sorriu.

– Os doces estão debaixo da cama – disse.

Kyle sorriu de volta e saiu de cima do garoto, abaixando-se para pegar tudo o que seu namorado comprara. Precisava daqueles morangos e do chantilly principalmente.

O pênis de Julie já estava rijo, o que fez Kyle lamber seus lábios de excitação. Deixou que o tubo despejasse creme sobre aquela parte dura e necessitada. Então, abocanhou-o, lambendo mais o chantilly do que o próprio membro de seu namorado. Ainda assim, porém, o contato daquele creme ligeiramente frio com a pele do garoto fazia os gemidos saírem livremente pelos lábios entreabertos de Julie.

Kyle afastou sua boca do membro do garoto, mas deixou que sua mão continuasse a massageá-lo prazerosamente. Julie continuava gemendo, mirando seu namorado com luxúria. Com a mão livre, Kyle puxou uma das pernas de Julie e a colocou sobre seu ombro, deixando o caminho livre para certo fetiche seu. O fato era que Kyle não apenas tinha um paladar doce; ele sempre quis que seu namorado permitisse a ele brincar com doces durante o sexo.

Era exatamente isso que Julie fizera.

Com a perna apoiada em seu ombro, Kyle usou sua mão livre, mais uma vez, para pegar um dos morangos da caixa. Sujou-o de chantilly, lambeu-o ligeiramente e, então, colocou-o contra a entrada de Julie. Após um sorriso malicioso, Kyle empurrou-o para dentro, fazendo o garoto gemer ainda mais alto, tanto pela invasão, quanto pelo frio do creme contra as paredes de seu ânus.

– Nã-ão... Kyle, vai ficar... Isso é sujo! – Julie disse, mas Kyle parecia não ouvi-lo.

Mais uma vez, ele pegou um morango e fez o mesmo com ele. Julie gemeu mais uma vez com a entrada da fruta, mas muito pouco assemelhava esses sons à dor; Kyle ainda o masturbava, o que causava um prazer imenso ao menino. Tinha que admitir que seu namorado era bom naquilo.

Houve uma reclamação quando a mão de Kyle afastou-se do corpo de Julie. Então, mais gemidos quando as pernas do menor foram levantadas e colocadas sobre os ombros de Kyle. Este deixou que sua língua se aproximasse da entrada do menor e sentisse o sabor doce que se apoderava daquele lugar.

Lambeu-o, deixou que sua língua o penetrasse, conseguiu pôr mais chantilly no lugar e, então, seus dedos adentraram-no, preparando-o ao mesmo tempo em que retirava um pouco dos morangos. Quando percebeu que os gemidos de Julie não passavam de prazer, pôs seu pênis próximo à entrada e penetrou-o rapidamente, arrancando um grito de dor do menor.

A fim de ajudar Julie a suportar a penetração, deixou sua mão masturbasse-o e puxou para cima, retirando suas pernas de seus ombros. Beijaram-se mais uma vez, esperando que Julie permitisse a ele mexer-se. Kyle agarrou a lata de brigadeiro e começou a brincar com o chocolate, pegando-o com a língua, espalhando pelo rosto de Julie com um dos dedos da mão livre, beijando-o com gosto de brigadeiro.

Sorriram.

Julie rebolou sobre o colo de Kyle em um pedido mudo para ele mover-se, que fez instantaneamente. O quadril do maior mexia-se para cima e para baixo. Sentia seu pênis ser esmagado pelo ânus de seu namorado, ao mesmo tempo em que se deliciava com os gemidos que alcançavam seus ouvidos. Dor, prazer, amor, tudo misturado em uma sinfonia única.

Julie foi o primeiro a gozar e sujar ambos com seu sêmen. Kyle, então, segurou a cintura do menor e passou a puxá-lo contra si, em busca de seu próprio prazer. Os gemidos de Julie certamente o ajudavam em seu objetivo. Logo, deixou que sua semente preenchesse o interior de Julie e sentiu ambos os corpos estremecerem com isso.

Caíram contra o colchão macio e ficaram se encarando por algum tempo, olhos escuros em verdes, sorrisos, uma mão a acariciar o rosto do outro, suados, cansados. Não dormiram, porém. Kyle sussurrou que ainda precisava dar uma coisa a Julie e levantou-se.

O menor apenas sentou-se na cama, sentindo seu corpo reclamar por isso. Observou seu namorado caminhar pelo quarto, abrir seu armário e retirar uma caixinha de lá. Uma caixinha embrulhada em um papel cor-de-rosa decorado por cupcakes. Então, entregou-a a Julie.

– Feliz aniversário, meu amor – sorriu. – Sei que nem pode ser comparado ao seu presente, mas ficaria muito feliz se o aceitasse.

Julie soltou um sorriso alegre, agarrou a caixinha como uma criança que acabara de ganhar o brinquedo que mais queria e a abriu. Dentro, havia um bombom embrulhado em papel brilhante.

– Eu que fiz – Kyle disse, sentando-se ao seu lado. – Coma-o.

Julie amava bombons. Eram seus doces favoritos, principalmente os com recheio de chocolate. Ele pegou o doce, desenrolou-o do papel e deu a primeira mordida. Era delicioso. Um gosto adocicado e diferente de tudo o que já comera invadiu sua boca, enquanto ele sorria. Mas, então, sentiu algo duro. Não era crocante, muito menos biscoito. Tirou o que quer que fosse de sua boca com os dedos e deixou que seus olhos surpresos viajassem do que encontrara para seu namorado e vice-versa.

Um anel.

– Sei que é clichê, mas não resisto aos clichês.

Julie abriu o maior sorriso que conseguiu e jogou-se sobre o corpo de Kyle, abraçando-o, apertando-o, gritando seu nome, sussurrando contra sua orelha que o amava.

Um amor doce instalava-se entre aqueles dois. Um amor indestrutível, coberto de açúcar.

Notas finais
Então, o que acharam?
GOD! Minha parte favorita é, comcerveja, "Kyle amava comer coisas doces" por um único motivo: DUPLO SENTIDO DUPLO SENTIDO DUPLO SENTIDO no contexto *----*
Mas, ainda assim, eu sinceramente não gostei muito desse capítulo e peço desculpas à leitora por ter feito essa droga com o pedido dela D:
Vou melhorar, guys!
Ah, adivinhem quem começou FINALMENTE a ouvir Bump of Chicken! HAHAHAHAHA
Então, até a próxima!
Takoyaki.
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