Garotos

23 Capítulo 18 . O Garoto com Orelhas Avermelhadas


Notas iniciais
DESCULPEM, eu mudei o nome do capítulo, porque ele acabou saindo diferente do que eu queria e-e' De qualquer forma, aqui está o novo capítulo. Espero que gostem.
UH HEY GUYS alguém assiste a Hakkenden Touhou Hakken Ibun? *-* A arte é tão linda! E o mangá é de uma mangaka yaoi - apesar de esse não ser yaoi - então dá pra esperar coisas bem gays dele! Ainda mais com um personagem principal que se vestia de garota porque era tradição na família os meninos se vestirem de garotas até os 15 anos, HAHAHAHA
Ah, e eu terminei O Falso Príncipe. RECOMENDADÍSSIMO! Muito bom, leiam leiam! *-* Só não roubem o Sage de mim, por favor. Agora, eu preciso de The Runaway King e-e'
Espero que gostem do capítulo e aproveitem homo + basuke.
Boa leitura!
Tema: Uke tsundere (algum dia, eu faço seme tsundere ;D)
PARA QUEM NÃO CONHECE! Tsundere é uma palavra japonesa que determina uma personalidade que inicialmente é agressiva (rude, fria), mas alterna com uma amável. Deriva de tsuntsun (onomatopeia para frio, brusco) e deredere (amoroso) :3

Na Academia Saint John, há o Festival Esportivo, em que as classes do ensino médio formam pequenos times e tentam vencer os clubes de esportes. Naquele momento, o clube de basquete estava ganhando da turma C do segundo ano, por vinte pontos. Enzo já esboçava um sorriso vitorioso, afinal faltavam menos de cinco minutos para o jogo acabar. Mais uma cesta, mais dois pontos, e o sinal tocou. Os garotos no ginásio gritaram em comemoração, e os membros do clube de basquete comemoraram juntos, enquanto os alunos do segundo ano saíam derrotados.

A voz do organizador do evento soou por todo lugar, avisando que haveria uma pausa de quinze minutos até o próximo jogo, que seria contra a turma A do primeiro ano. Enzo espreguiçou-se, o suor pingando de sua testa. Estava deveras cansado por ter jogado por tanto tempo. Pegou sua garrafa de água e uma toalha na mochila e caminhou em direção à saída. Precisava de um pouco de ar fresco.

Antes de sair, porém, seus olhos encontraram um garoto mais baixo que ele, a alguns metros da quadra. A pele era morena, os cabelos, negros como a noite, e os olhos, hipnotizantes, esverdeados, brilhantes, grandes. Não havia adjetivos suficientes para aqueles orbes. Sorriu. Zaki dissera-lhe que não assistiria ao jogo, nem torceria por ele, havia pouco menos de algumas horas, e, no entanto, lá estava ele, caminhando rapidamente e com a cabeça baixa para fora do ginásio.

Enzo alcançou-o na porta e segurou-lhe o braço firmemente. O garoto virou-se assustado para ele e, então, desviou o olhar visivelmente nervoso. Zaki continuou com os olhos voltados para o chão, quando Enzo abriu o mais sincero sorriso de todos e disse:

– Você não disse que não vinha me assistir?

Zaki virou seu rosto, coberto por uma coloração rubra e uma expressão indignada, para Enzo e exclamou:

– E-eu não vim assistir a você! Eu vim assistir ao jogo!

– Claro – sorriu. – Suponho que essa toalha e essa garrafa também sejam para o jogo, então.

Nas mãos de Zaki, havia os dois itens citados por Enzo. O menor escondeu-os nas costas e limpou a garganta. Em seu rosto, ainda permanecia a mesma expressão irritada.

– Eu só estava segurando isso para outra pessoa... Idiota... – a voz dele não passava de um murmúrio.

Enzo sorriu mais uma vez e desalinhou com a mão o cabelo escuro do garoto, que lançou-lhe novamente aquele olhar raivoso.

– Claro, claro, Zaki – disse, afastando-se. Então, pensou: “Talvez se ele fosse mais sincero”. – Vou tomar um pouco de ar lá fora. Quer ir?

A raiva nos olhos do menino acalmou-se um pouco, e ele balançou a cabeça positivamente, com um rubor na face. Fazia alguns anos que Enzo era amigo de Zaki. Conheceram-se em uma aula de francês; o moreno era de Congo, cuja língua materna era a mesma da França. Enzo, de alguma forma, gostou de conversar com o menino, ainda que este, de vez em quando, não fosse sincero com ele mesmo. Mas havia algo nele que o deixava deveras fofo.

Sem perceber, Zaki estava sempre onde Enzo estava e, depois, dizia que não era por causa dele que estava ali, arrumando uma desculpa qualquer, como se tivesse vergonha da maneira como agia. Adorável, o francês repetia diversas vezes para si quando conversava com Zaki. Acabou por se apaixonar pelo congolense, mas nunca havia lhe dito a verdade. Eram apenas amigos por enquanto.

Do lado de fora, o vento fresco lavou o rosto coberto de suor de Enzo, que respirou fundo, sentindo o ar limpar-lhe. Zaki admirava-o. O francês era um dos garotos mais bonitos que ele já conhecera – e esse era o principal motivo para sua vergonha, seu nervosismo, sua negação daqueles sentimentos. O garoto odiava-se por isso, mas não conseguia parar. Era algo de sua personalidade que, provavelmente, nunca mudaria.

– Enzo! – Nathan aproximou-se dos garotos, com um sorriso estampado no rosto.

Zaki não gostava de Nathan. Ele era demasiadamente mais bonito que o congolense, o que lhe dava uma sensação de perigo. Imaginava que, algum dia, Nathan roubaria Enzo de si – ainda que isso fosse impossível, já que o maior amava seu namorado incontrolavelmente.

Conversavam com sorrisos e piadas. Enzo gostava da companhia de Nathan; ele, certamente, era um ótimo amigo – mesmo com Lucas, o namorado perseguidor, com ciúmes demais, a quem já dissera que não estava interessado em Nathan. No entanto, havia muito tempo preparava uma conversa para ter com Zaki; era muito importante, e o que menos queria naquele momento era Nathan.

– Desculpe, Nate – disse. – Preciso resolver alguns assuntos com Zaki.

O moreno levantou um olhar surpreso para os dois e pôde constatar um estranho sorriso no rosto de Nathan. O que era aquilo? Seria malícia? Acaso sabia do que se tratavam os assuntos? Engoliu em seco.

Zaki foi puxado pela mão em direção a um dos bancos que ficavam próximos ao ginásio. Seu coração batia tão forte no peito que pensou que explodiria a qualquer momento. Puxou seu braço de volta, e uma expressão zangada tomou-lhe a face.

– O que pensa que está fazendo? – exclamou.

Enzo abriu um sorriso apenas.

– Por que não senta aqui comigo?

O francês sentou-se em um dos bancos de mármore e deu dois tapinhas ao seu lado, chamando o menor para sentar-se. Com as maçãs do rosto rubras, Zaki obedeceu-lhe, mas não lhe encarou o rosto; os olhos esverdeados estavam voltados para o chão.

– Queria conversar com você – começou Enzo. – Há muito tempo, já. Não sei por que nunca disse isso. Acho que era porque... Talvez eu estivesse com medo.

– Medo de quê? – a voz de Zaki, por sua vez, era um murmúrio, um sussurro quase inaudível.

– De que você não aceitasse. Mas eu não consigo mais me segurar, entende? É como se eu olhasse você e não quisesse fazer nada além de sentir o cheiro de seu cabelo, olhar o verde de seus olhos, ter você em meus braços – fez uma pausa, visivelmente envergonhado. – Zaki, entende o que eu quero dizer, não?

Sim, era óbvio que entendia. Por isso seu coração martelava seu peito. Por isso seus olhos ardiam para soltar lágrimas de felicidade – as quais ele segurou. Por isso suas pernas pareciam tremer. Por isso sua mente ficou completamente branca. Entendia que Enzo gostava dele, da mesma forma que ele mesmo gostava do francês. Não o encarou nos olhos. Na verdade, virou seu rosto para a direção oposta e disse:

– Faça... Faça o que quiser.

Enzo percebeu as orelhas do menino vermelhas e sorriu. Zaki aceitara seus sentimentos e retribuía-os de sua forma, de seu jeito envergonhado e insincero. Como aquilo era delicioso, ainda mais com seu coração batendo tão contente no peito.

– Então, torça por mim no próximo jogo, Zaki – Enzo disse, segurando a mão do garoto, a qual estava sobre o banco. — Vou ganhar com certeza se torcer.

Na partida contra o primeiro ano, Enzo foi o jogador que mais fez pontos, passes certos e cortes de bola. Talvez fosse treino, talvez fosse pura sorte. Ou talvez fosse aquele pequeno garoto congolense com um cartaz em que se lia: Je suis d'enracinement pour vous, Enzo. Bonne chance.

“Estou torcendo por você, Enzo. Boa sorte”.


Enzo dissera a Zaki, após o jogo, que fariam uma comemoração particular, apenas eles dois. Tal sentença deixou o coração do congolense a bater milhares de vezes por minuto. Estava tão nervoso quanto era possível quando o festival esportivo chegou ao seu fim e o francês o chamou para a sala de equipamentos. Ele ficara responsável pela guarda das bolas por um único motivo – e este tinha a ver com Zaki.

Enzo trancou as portas da sala atrás de si, enquanto o congolense postava-se em pé no centro daquele cômodo abarrotado de equipamentos esportivos. O francês colocou-se em frente a ele, com um sorriso brincalhão no rosto.

– Não acredito que veio sem reclamar – exclamou.

Zaki sentiu suas bochechas enrubescerem.

– Nã-não é o que está pensando. Só achei que seria inútil argumentar com você, Enzo – murmurou.

– Claro, Zaki, claro.

Enquanto concordava, os lábios do maior aproximavam-se cada vez mais da boca do menino, até que a selaram e as línguas passaram a dançar uma melodia muda. Zaki gemia entre o beijo – o melhor que já recebera em toda a vida – e deixou que suas mãos agarrassem a camisa do francês, que ainda estava suado, por causa do jogo.

– Desculpe por não tomar banho antes – sussurrou Enzo, quando, enfim, separaram-se. – Não consigo mais me segurar.

Zaki concordou com a cabeça, enquanto seus olhos miravam-no com luxúria. Nem mesmo ele conseguiria aguentar por muito mais tempo.

Seus lábios encontraram-se de novo, intensamente, como se aquela fosse a última vez em que se beijariam. Enzo empurrava o menor em direção à parede oposta à porta e prensou-o contra ela. O joelho do francês pôs-se entre as pernas do garoto passou a mexer-se lentamente, como em uma massagem, friccionando contra o membro do congolense. Zaki separou seus lábios dos de Enzo apenas para deixar um gemido escapar por eles.

A língua do francês deslizou para o pescoço do menino, e ele lambeu-o, mordeu-o, beijou-o, causando arrepios constantes pelo corpo de Zaki. Em um momento, estavam em pé, completamente vestidos, beijando-se apenas. No outro, sentavam-se no chão duro, com as camisas abertas e as mãos a passearem pelo corpo alheio.

Os dedos e as unhas de Zaki pareciam gostar das costas alvas do maior, de forma que, por ali, marcavam sua trajetória para cima e para baixo. Enzo gostava daquela carícia ligeiramente dolorosa, mas fazia a sua de maneira mais carinhosa. Seus dedos apertavam o mamilo direito de Zaki, enquanto seus lábios cuidavam do outro. Aqueles toques em seu peito faziam o congolense gemer um pouco mais alto. Enzo sorriu; provavelmente encontrara o ponto fraco do menor. O garoto, porém, nunca encontraria o seu ponto fraco.

Ou talvez sim.

Em um momento, uma das pernas de Zaki – as quais estavam abertas para que Enzo pudesse encaixar-se entre elas — esticou-se e, sem querer, seu pé pressionou a parte de trás do joelho do maior. Os lábios que beijavam o mamilo do congolense separaram-se e deixaram um gemido ecoar. Miraram-se assustados. Então, o menor abriu um sorriso ligeiramente malicioso. Deixou que os dedos do pé continuassem a massagear o ponto fraco de Enzo, e este gemia alto e forte com aquilo. Sim, era deveras estranho o lugar onde sentia mais prazer, mas ainda assim seu pênis respondia àquilo. Estava completamente ereto quando retirou, com alguma dificuldade, a calça do garoto, puxou a perna que estivera esticada e a colocara sobre o ombro.

Suas mãos deixaram o peito de Zaki e, rapidamente, desceram às nádegas do menino. Logo, encontraram sua entrada, e Enzo lançou-lhe um sorriso malicioso antes de penetrá-lo com um dedo. O congolense gemeu mais alto do que queria. Seu quadril se remexeu ligeiramente; estava incomodado com aquele pequeno volume. Incomodou-se ainda mais, porém, quando sentiu um segundo dedo invadir-lhe. As mãos foram aos ombros largos de Enzo, nos quais as unhas cravaram-se. Um terceiro dedo foi somado à quantia dentro de Zaki.

Os dedos mexiam-se no interior do garoto, alargando-lhe o espaço estreito. Os gemidos que deixavam a garganta do menino deliciavam Enzo incomparavelmente. A voz sedutora de Zaki enchia-lhe os ouvidos – e não estava carregada da insinceridade habitual.

Então, retirou seus dedos e segurou a base do próprio pênis, com o intuito de adentrar Zaki. Logo, estava envolto por paredes aveludadas, que pressionavam seu membro prazerosamente. Um gemido de dor ecoou pela sala, proveniente da boca do congolense.

– Desculpe – Enzo sussurrou. – Vou me... mover, agora.

O quadril do maior começou a movimentar-se para frente e para trás, estocando o corpo do menor rápida e fortemente. Assim, o que antes eram gemidos de dor tornava-se, a cada momento, um misto com prazer, que preenchia todo o cômodo, juntamente com o barulho dos corpos chocando-se.

Aquela dança sensual continuou por algum tempo, antes de Enzo gemer mais forte, deixando sua voz juntar-se à de Zaki, e derramar-se dentro do menino, que gozou logo em seguida após ter sua próstata atingida pelo jato de sêmen do maior. O francês, arfando, preparava-se para sair do corpo do congolense quando sentiu uma mão segurar-lhe o pulso. Zaki possuía um olhar luxurioso. Sua mão apontou para baixo, e Enzo percebeu que ainda estava duro.

– Ora, Zaki – disse, um sorriso brincando nos lábios -, quer que eu te chupe?

O menor enrubesceu e virou o rosto.

– Nã-não é que eu queira que... – mas não completou.

Um dedo de Enzo pôs-se sobre os lábios que insistiam em deixar espaçar palavras falsas.

– Seja sincero pelo menos uma vez, Zaki.

O moreno engoliu em seco, mas não virou seus olhos esverdeados para Enzo. Apenas seus lábios moveram-se em um murmúrio.

– Por favor, Enzo... me chupe.

O maior saiu completamente de dentro do garoto e fez com que este ficasse em pé enquanto ajoelhava-se. O pênis ereto do congolense apontava para o rosto de Enzo, que lambeu os lábios enquanto segurava a base do membro. Então, de uma vez, colocou-o na boca.

Zaki gemia enquanto sentia a língua do francês friccionar contra seu pênis, a cabeça movendo-se para frente e para trás, os lábios a sugarem-no, os olhos encarando-o com desejo, suas próprias pernas fraquejarem de prazer. Não podia mais aguentar; era demais para si. Em minutos, derramou-se na boca de Enzo, que sentiu grande parte do sêmen descer pela garganta e um filete cair pelo canto da boca.

O congolense desabou de joelhos no chão, em frente ao francês, e deixou que sua língua limpasse o próprio sêmen dos lábios de Enzo. Então, beijaram-se mais uma vez, apaixonadamente, com sorrisos bobos brincando nos cantos das bocas entre o selar de lábios.

Afastaram-se e deitaram sobre o chão, cansados, arfando. Zaki deixou que sua cabeça descansasse sobre o peito de Enzo, enquanto este colocava um de seus braços ao redor dos ombros do menor e o outro atrás da cabeça, como um travesseiro. O congolense fechou o punho e os olhos, mas o francês pôde ver suas orelhas vermelhas quando o menino disse:

– Vou tentar ser mais sincero daqui para frente, Enzo, e começarei com uma frase, que não vou repetir, então ouça bem! – respirou fundo e afundou o rosto no peito do maior enquanto murmurava: — Estou apaixonado de verdade por você.

Notas finais
Então, o que acharam? *-*
Espero que tenham gostado! :3
Eu queria ter focado no esporte nesse capítulo, MAS AÍ EU ME LEMBREI DE INAZUMA E DECIDI FAZER ALGUM CAPÍTULO LÁ NA FRENTE SOBRE SAKKA E E E E E deixei o esporte para esse capítulo.
Muito obrigada por ler, e até a próxima!
Takoyaki ~ Hakkenden = bishies + ação + sobrenatural + novos shipps yaoi + animação linda ♥
Próximo: O Garoto com Avental de Coelho (TENTEM ADIVINHAR! Ele já apareceu :3)