Garotos

2 Capítulo 2 . O Garoto de Muitos Outros


Notas iniciais
Acabei de escrever o capítulo. De madrugada.
Anyway, aqui está o capítulo sobre o Aoi! (:
Espero que gostem, pois eu amo esse louro de coração.
Tema do capítulo: Slutty boy.

O garoto que se afundava dentro de Aoi naquela tarde cursava o terceiro ano. Ele era alto e forte, havia um sorriso sedutor nos lábios sempre que olhava garotos interessantes. Aoi gostava desse tipo: homens fortes que demonstravam dominância. Os cabelos negros do veterano grudaram em sua testa molhada de suor. O louro lançava-lhe olhares luxuriosos com os olhos semicerrados; a boca entreaberta soltava gemidos altos de prazer; suas mãos pousaram nas costas largas do garoto e arranharam-na vagarosamente.

Estavam em um dos laboratórios de ciências. O mais novo estava deitado sobre uma das enormes mesas para oito pessoas. Após algum tempo, Aoi sentiu o garoto chegar ao seu ápice. Bufou. Ele próprio não havia chegado ao seu prazer. O veterano deixou o corpo cair sobre o de Aoi, arfando. As mãos espalmadas do mais novo empurraram-no carinhosamente, e ele virou-se de costas para o garoto, empinando a parte baixa de seu corpo. Com uma voz manhosa, Aoi pediu que ele continuasse. O veterano aceitou prontamente. Então, mais uma vez, eles continuaram a fazer sexo, até que o louro conseguiu afinal gozar.

Eram seis horas da tarde quando Aoi deixou o laboratório de ciências. Suas roupas estavam arrumadas novamente, e seu rosto não apresentava nenhum resquício do que estivera fazendo. De alguma forma, sua expressão demonstrava raiva. Aoi estava decepcionado, na verdade. O garoto daquela vez não lhe dera tanto prazer quanto o do dia anterior, e aquilo o frustrava. Aquele garoto já estava riscado de sua lista mental de possíveis amantes.

O louro foi direto para seu dormitório, como em todas as outras tardes, mas parou na porta. Podia ouvir murmúrios vindos de dentro do quarto. Ruki provavelmente estava namorando Kim lá dentro; não como Aoi estivera, possivelmente Ruki estaria nos braços do coreano, enquanto Kim sussurrava frases bobas em seu ouvido. Aoi sentia uma dor no coração todas as vezes que via seus amigos daquele jeito. Ele nunca tivera um amor bobo como o daqueles dois. As relações que Aoi mantinha com as outras pessoas, excluindo-se aquelas com quem ele tinha apenas amizade, sempre terminavam em sexo.

Suspirou. O que estava pensando? Ele era o garoto mais desejado de toda a escola! Por que estava com ciúmes de dois garotos que haviam acabado de perder a virgindade? Balançou a cabeça a fim de afastar aqueles pensamentos da cabeça e levantou o queixo. Tinha que se lembrar de que muitos garotos caíam aos seus pés nessas horas, ou provavelmente descontaria sua frustração de nunca ter tido um namorado verdadeiro no casal dentro do quarto.

Ele bateu na porta duas vezes antes de entrar. Era uma mania que aparecia todas as vezes que ia entrar em algum cômodo. Ela surgira quando ele era bem mais novo e morava com a mãe em Tóquio. Seu irmão mais velho sempre levava suas amigas para casa com a desculpa de fazer trabalhos escolares. Aoi descobriu o que eram esses famosos trabalhos quando entrou no quarto do irmão sem bater na porta e pegou a garota com metade das roupas no chão, deitada na cama. Ele soube, a partir desse dia, que tinha que bater na porta sempre, para não ter que ver coisas que não queria ver.

O casal estava exatamente como Aoi imaginara. Seu coração, como sempre, pareceu apertar-se de uma forma terrível, mas não demonstrou. Não queria demonstrar. Ele não era do tipo de demonstrar esse tipo de sentimento doloroso. A expressão de descontentamento continuou em seu rosto, e ele jogou sobre sua cama. Ruki encarava-o com os olhos escuros banhados em preocupação. Com um selo tímido nos lábios de Kim, ele pediu baixo que o coreano fosse para seu quarto.

Quando a porta bateu sem muito barulho, Ruki sentou-se ao lado do seu amigo e mexeu nos seus cabelos alourados. Um sorriso iluminava sua face delicadamente. Aoi mirou com um de seus olhos azulados o garoto.

- Isso me lembra do dia em que você veio me ajudar com o Kim — comentou. — Agora, você tem que me dizer o que aconteceu, Aoi.

Ele não era de demonstrar aqueles sentimentos dolorosos, e não seria naquele dia que os demonstraria.

- É o mesmo de sempre, Ruki. Não se preocupe — disse enquanto se sentava na cama, com um meio-sorriso. — Quer saber com detalhes como foi a minha tarde?

O garoto riu levemente e negou rápido. Aoi riu junto mesmo que não tivesse vontade alguma. De fato, o louro sabia esconder muito bem suas verdadeiras opiniões. Era algo sobre ter que manter sua personalidade idêntica desde o início. Se ela não lhe permitira demonstrar sentimentos dolorosos no começo de sua amizade com Ruki, por que os demonstraria naquele momento?

Dessa forma, os garotos continuaram conversando. Aoi tomou um banho rápido e dormiu quase que instantaneamente, enquanto seu amigo fora namorar por mais algum tempo.

Na manhã seguinte, a turma do louro estava agitada de uma forma fora do comum. Ouviam-se aqui e ali comentários sobre um professor de literatura novo. O antigo havia pedido demissão porque precisava cuidar de um problema de saúde que o impedia lecionar. Aoi não quis saber dos detalhes, só esperava que o professor fosse bonito, já que o outro era apenas um senhor de idade. No entanto, quem entrou naquela sala barulhenta não foi simplesmente um professor bonito, mas o homem mais belo que o louro já havia visto em sua vida.

Os cabelos de um tom escuro de castanho caíam em ondas por sua cabeça e morriam na altura de seu pescoço. Um semblante sério decorava sua face quadrada, acentuado pelas sobrancelhas grossas. Os olhos de um azul-claríssimo miravam cara um dos rostos surpresos de seus novos alunos, gravavam cada feição, cada face. O professor era alto e forte, inundava quem o via com a certeza de que, numa luta, ele seria o vencedor, o dominante; e Aoi gostou do que viu. Já sabia qual seria seu próximo alvo.

- Bom dia — sua voz era grave, alta. O corpo do louro arrepiou-se por inteiro com aquele som. — O senhor O'Connor, que lecionava literatura, está com alguns problemas pessoais, e eu vou substituí-lo. Meu nome é Dimitri Mikhailkov.

Os alunos cumprimentaram-no com um bom dia uníssono, faltando apenas uma voz: a de Aoi. Ele fora cativado pela aparência, pelas feições, pela voz, por tudo de seu novo professor. Não conseguia parar de pensar como seria bom tê-lo para si, o que tentaria fazer acontecer após a aula.

Aquele foi um dos dias mais maçantes para Aoi. Só porque ele tinha planos para quando as aulas terminassem, o tempo pareceu querer ir mais devagar, os professores resolveram falar mais devagar, o Sol quis percorrer seu caminho mais devagar, o mundo parecia mover-se mais devagar. Apressado, o garoto saiu da sala no momento em que ouviu o professor dizer dispensados. Ele jogou-se no mar de corredores do prédio de aulas da academia, rumo à sala dos professores, pois sabia que todos eles ficavam até mais tardes presos naquele cubículo cheio de mesas. Correu o máximo que pôde, chegando lá em um recorde de alguns minutos, e bateu na porta.

- Entre — era a voz de Dimitri.

Aoi não pensou duas vezes antes de adentrar a sala. Ele não estava só; um professor de matemática estava sentado em um das cadeiras desconfortáveis. O louro conhecia-o muito bem; era um dos únicos professores de quem Aoi tinha dado em cima e conseguido alguma coisa. Cumprimentou-o com um belo sorriso e um aceno de cabeça e foi igualmente retribuído.

O garoto dirigiu-se ao homem com quem ansiava falar e tocou o seu ombro levemente para fazer com que ele o olhasse. O coração de Aoi, por algum motivo, falhou uma batida quando aqueles olhos límpidos miraram-no.

- Boa tarde, professor. Meu nome é Hanabusa Aoi, do segundo ano — apresentou-se com um sorriso. — Eu estou com muitos problemas na sua matéria, desde que tínhamos aulas com o outro professor. Mas eu nunca conseguia entender o que ele explicava. Será que o senhor poderia tirar minhas dúvidas?

- Mas é claro. Quais são as partes em que você tem dificuldade? — indagou o professor, atenciosamente.

- Não. Por que não estudamos com calma em outro lugar? Podemos ir a uma das salas de aula depois das atividades extracurriculares e estudar com mais calma — o louro sugeriu.

Dimitri não viu problema algum nisso. De fato, era uma boa sugestão. Na sala de aula, eles teriam mais espaço e mais conforto para estudar com mais calma. Ele concordou prontamente e pediu que Aoi o encontrasse na sala de literatura depois que o sinal tocasse. O garoto, então, deixou a sala com um sorriso enorme nos lábios.

O professor de matemática levantou-se de sua cadeira assim que a porta bateu. Ele caminhou até Dimitri e tocou seu ombro, chamando sua atenção. Um sorriso estranho brincava em seus lábios.

- É o seu primeiro dia, e você já atraiu a atenção de Aoi. Muito bem, professor Dimitri.

- O que quer dizer com isso? — indagou, lançando um olhar confuso, misturado ao seu semblante sério, ao homem à sua frente.

O professor de matemática riu.

- Hanabusa Aoi, o garoto que veio pedir ajuda a você, é a maior puta desse colégio. Provavelmente, ele já pegou todos os garotos do terceiro ano e alguns professores — o homem aproximou-se. — Não se acha sortudo, Dimitri, em conseguir um brinquedinho desses logo em seu primeiro dia?

O russo levantou-se, furioso. Seus olhos miravam o outro com ódio.

- Como consegue falar assim de um de seus alunos? — Dimitri vociferou, assustando o professor. — Com certeza, ele deve ter dúvidas sobre a matéria. Como pode tirar conclusões apressadas dessa forma, baseando-se em boatos?

- Boatos? Eu vi com meus próprios olhos. Hanabusa Aoi já deu em cima de mim, e eu transei com aquela putinha. Ele é muito bom nisso, Dimitri. Por que não comprova hoje à noite?

Ele não podia aceitar isso. Dimitri odiava professores que não se preocupavam com seus alunos. Apesar de seu olhar sério, era um homem carinhoso com aqueles que dependiam; seus alunos eram exemplos dessas pessoas. Antes que socasse o professor à sua frente, Dimitri deixou à sala, uma veia saltando de raiva em seu pescoço. Ele não acreditava naquilo. Aoi parecia ser um aluno tão bom, tão esforçado. Por que ele tinha que ouvir aquilo sobre um estudante desse tipo?

Estava irritado e precisava se acalmar antes de se encontrar com o garoto. Então, foi a passos pesados em direção à biblioteca, procurar algum livro interessante.

O sinal bateu às cinco horas da tarde, e todos os alunos dirigiram-se para seus dormitórios; com exceção de Aoi. O louro entrou novamente no mar de corredores da escola e adentrou a sala de literatura. Dimitri estava lendo um livro escrito em letras que Aoi nunca vira antes. Ele aproximou-se curioso.

- Está escrito em russo — disse o homem quando lhe foi perguntado em que língua estava aquele livro. — A língua te interessa?

O louro negou rapidamente, rindo em seguida. Ele apenas achara aquelas letras estranhas.

- O japonês também é um pouco estranho para as pessoas de outros países, não acha?

Teve que concordar. Sua língua, naquela escola, parecia ainda mais estranha.

Em vez de tirar suas dúvidas que, na verdade, não existiam -, Aoi sentou-se sobre a mesa do professor e continuou a falar sobre assuntos banais, sobre curiosidades, sobre a escola, todos os assuntos possíveis saíram pelos lábios velozes do garoto. Dimitri ria de quando em quando e comentava com muita frequência, adorando a companhia daquele louro. Em algum momento, Aoi perguntou:

- Você deixou alguma garota com saudades de você na Rússia?

Dimitri balançou a cabeça com um sorriso.

- Eu preferia programar minhas aulas a sair com garotas. Preocupo-me bastante com meus alunos.

Aoi apoiou as duas mãos sobre a mesa e jogou o corpo em direção ao professor, aproximando-se perigosamente. Seus olhos encaravam-no sedutoramente enquanto ele falava com pausas exageradas:

- Sempre se preocupou com seus alunos? Ora, então, o que acha de sair com um deles?

Nesse momento, Aoi lançou-se de uma vez sobre Dimitri e roubou-lhe um beijo. Sua língua habilidosa pediu espaço entre os lábios cerrados do homem, mas ele não lhe cedeu. As mãos grandes e fortes do professor seguraram os ombros de Aoi e empurraram-no para trás.

- O que pensa que está fazendo?

- Beijando você, oras. O que há de errado?

- Aoi, eu sou seu professor! — Dimitri estava indignado com aquilo.

- Isso não é problema, Dimitri. Eu já fiquei com muitos professores também, nessa escola.

- Muitos? — os olhos do homem arregalaram-se, e, imediatamente, ele lembrou-se das palavras do professor de matemática.

Aoi concordou, e sua expressão parecia demonstrar orgulho de alguma forma. Mas como poderia se orgulhar daquilo? Aoi realmente queria ter aquela fama de puta no colégio? Aquilo tudo foi uma escolha dele? Dimitri irritou-se.

- Não acredito — murmurou. — Você me enoja. Como pode se orgulhar de ser um brinquedo de outros homens?

O professor levantou-se em um salto, assustando o garoto, que já estava perplexo com o que ele havia dito.

- Você gosta realmente de ser chamado de puta? Você gosta tanto assim de dar para os outros?

- Não, eu... Dimitri... — Aoi não sabia o que falar. Ninguém jogara isso na sua cara antes. Doía. Doía muito. Lá estavam aqueles sentimentos dolorosos que ele odiava. Quis chorar, mas segurou por mais algum tempo. Fazia muito tempo que não sentia aquela vontade.

O professor desabou sobre sua cadeira e suspirou. Aquilo o cansara.

- Por favor, saia — pediu.

- Dimitri! Desculpe, eu...

- Saia! Por favor.

Aoi abaixou a cabeça. Não havia nada que ele podia fazer. Conseguira o ódio do professor em seu primeiro dia de aula. Era terrível. Ele era um aluno horrível. O pior de todos. Ele não conseguia ouvir nada que não fosse a batida acelerada de seu coração. Sentia-se mal. Sentia nojo de si mesmo.

Como um robô, ele caminhou até a porta e saiu da sala. Que sensação era aquela? De que estava errado, de que era sujo. As lágrimas desceram pelas maçãs de seu rosto involuntariamente. Assim que alcançou o pátio externo, desabou. Aoi soluçava alto, enquanto mais água banhava seu rosto e o chão. Todas as lágrimas acumuladas desde a última vez que havia chorado caíram, inundaram-no. Ele não conseguia parar.

- Ora, se não é Aoi — uma voz conhecida alcançou o garoto caído no chão. Ele levantou seus olhos e encontrou um de seus veteranos e mais dois amigos.

- Não sabia que nosso brinquedinho conseguia chorar — comentou o outro.

- Ei, Hanabusa, o que acha de uma rapidinha com nós três?

- É, tenho certeza que aguenta vários de uma vez mesmo.

Os garotos aproximaram-se de Aoi com sorrisos maliciosos estampados em seus lábios. Não se importava mais. Podiam fazer o que quisessem com ele. Era sujo, nojento, maculado. O que adiantava tentar mudar agora? Não havia nada a ser feito, apenas continuar o mesmo garoto sujo, que merece o ódio de outros.

Aoi fechou os olhos ao sentir seis mãos tocarem-lhe o corpo. Preparava-se para o pior quando, repentinamente, os três garotos afastaram-se. O que estariam fazendo? Discutindo quem iria primeiro ou se iriam todos juntos?

O louro abriu um de seus olhos e encarou um corpo alto e forte à sua frente. Um homem de cabelos castanhos e ondulados o protegia.

- Saiam daqui! — vociferou Dimitri. — Nem pensem em fazer qualquer coisa com um dos meus alunos.

A expressão no rosto do professor e sua voz extremamente grave fizeram os veteranos correrem o mais rápido que podiam, em direção ao portão da escola. Dimitri virou-se para Aoi com um semblante preocupado, o que surpreendeu o louro.

- Desculpe-me pelo que disse. Eu não podia ter falado aquilo — pediu, ajoelhando-se no chão.

O professor envolveu o garoto em seus braços e deixou que o fino queixo de Aoi se apoiasse em seu ombro. O louro chorou ainda mais; seu corpo tremia nos braços fortes de Dimitri, enquanto este pedia perdão a cada minuto. O choro alto de Aoi podia ser ouvido a uma longa distância, mas isso não importava; estavam sozinhos na escola.

Depois de um tempo, eles voltaram para a sala de literatura. Aoi sentou-se em uma das carteiras e mirou o professor com os olhos vermelhos e fundos. Seu rosto inteiro doía de tanto chorar. Ele fungou mais uma vez quando o professor lhe estendeu mais um lenço.

- Por que... Por que me seguiu? — indagou.

- Depois de pensar um pouco, acho que entendi os seus sentimentos, Aoi. Já li muitos livros e, em alguns, vejo esse tipo de personagem que nunca achei que encontraria na vida real. Uma personagem que nunca vivenciou o amor e acha que vai conseguir senti-lo através do sexo. Você é assim, não é?

Aquilo atingiu o coração de Aoi em cheio. Então, era por isso que aqueles sentimentos dolorosos apareciam quando via Ruki e Kim; era ciúmes de não possuir um amor real. Era por isso que seu coração doera quando o professor disse tudo aquilo; a verdade realmente dói. Aoi abaixou a cabeça.

- Sim, eu sou assim mesmo — sua voz tremia, assim como seu corpo. — Eu sou horrível. Nunca fiquei com nenhum garoto por amor. Fui sempre levado pelo meu corpo. E... eu me odeio por isso.

- Não! — Dimitri ajoelhou-se no chão e segurou o rosto de Aoi com as duas mãos. — Você apenas não conheceu alguém que te mostrasse o que é carinho, amor, gentileza.

O professor aproximou-se do garoto à sua frente e selou seus lábios, sem aprofundá-lo. Ele sorriu quando se afastou e viu a expressão surpresa de Aoi.

- Eu me preocupo muito com meus alunos. Você me deixaria te ensinar esses sentimento?

O louro riu. Era óbvio que deixaria. Em algum momento daquele dia, sem nem ao menos perceber, ele se apaixonara por Dimitri. Seu coração batia forte no peito de alegria. O professor desalinhou levemente os fios louros de seu aluno e envolveu-o em seus braços mais uma vez.

Não levaria muito tempo para Aoi descobrir o que era ser amado realmente.


Notas finais
Então, o que acharam? Comentários são muito bem vindos!
Até a próxima! õ/
Takoyaki.
Próximo: O Garoto de Vestido de Babados.