Garotos

19 Capítulo 14 . O Garoto de Chapéu


Notas iniciais
GUYS eu errei o nome desse capítulo duas vezes! Eu já tinha decidido que o nome era esse, mas esqueci e coloquei outro. ANYWAY tá consertado, esse é o título oficial. Espero que gostem dele e que não odeiem o Natsuki, HAHAHAHA
Boa leitura!
Tema: Garoto pegador + rape

Os professores não gostavam da forma como Natsuki agia. Ele se recusava a vestir o uniforme da Academia, a retirar o chapéu em sala de aula e a respeitar qualquer autoridade, além de haver inúmeros boatos sobre ele. Muitos não eram verdade, como o de ele ser filho de um guitarrista famoso, mas havia um que era simplesmente a mais pura verdade: Natsuki pegava todos os vocalistas de sua banda. Com apenas duas exceções: Dylan, o antigo vocalista, que já tinha um namorado, e Elliot, o vocalista atual.

Elliot era um garoto bonito. Seu cabelo negro caía ao redor do rosto, como uma moldura para a pele clara. Seus olhos azuis brilhavam, como duas lindas safiras, acima de suas bochechas coradas naturalmente. Seus lábios rosados partiam-se constantemente a fim de deixar fluir pelo auditório aquela voz angelical. Na noite em que Dylan deixara a banda, ele apareceu no quarto de Natsuki e pedira para fazer parte do grupo. O japonês deixava a maior parte dos garotos entrarem para banda, apenas para transar com eles – muitos deles, em verdade, entravam só para isso -, e quando percebia que eles não tinham talento algum, mandava-os embora.

Mas Elliot era diferente. Ele queria apenas cantar; não queria ficar com Natsuki, o que irritava profundamente este. Odiava garotos que se faziam de difícil. Preferia aqueles que, enquanto pediam para entrar na banda, já tiravam as roupas, esperando pelo corpo belíssimo de Natsuki.

Porque era um ninfomaníaco.

O ensaio daquele dia acabou com o som prolongado da voz serena de Elliot, que respirou fundo ao final e voltou-se com um sorriso para os outros membros da banda. Natsuki ajeitou o chapéu em sua cabeça e se aproximou sugestivamente do moreno. Sempre que era possível tentava conquistar aquele garoto, mas este apenas virava seu rosto para o outro lado e conversava com os outros.

O baixista pôs sua mão robusta sobre o ombro magro de Natsuki enquanto ria do japonês, que lançou um olhar irritado para o amigo. Era vítima de muitas piadas dos amigos porque, finalmente, havia aparecido alguém que não desejava seu corpo nu.

- Não desista, Natsuki – comentou, com um riso ao fim. – Mas também não faça nada que faça o garoto desistir. Não existem tantos como ele nessa escola.

Natsuki repetiu um “tá, tá” várias vezes enquanto, com um gesto da mão, pedia que ele se afastasse. Ele nunca desistiria; nunca o fez, por que o faria naquele momento? As palavras desistir e impossível não existiam em seu dicionário; e nunca chegariam a existir.

Com um sorriso gentil nos lábios, Natsuki apoiou seu braço sobre o ombro de Elliot e pediu que ele ficasse, enquanto os outros partiam. O moreno parecia ter uma expressão irritada no rosto enquanto concordava com o que o japonês pedira. Natsuki puxou o garoto pela mão e o sentou no palco enquanto colocava-se ao seu lado.

- Então, Elliot, o que está achando da banda? – iniciou uma conversa.

O garoto sorriu.

- Divertida. Eu gosto muito de todos os membros da banda, Natsuki.

O sorriso que se desenhou nos lábios do japonês era pura malícia. Sua mão foi de encontro ao cós da calça de Elliot, que engoliu em seco com aquela ação. Seus orbes encaravam o rosto de Natsuki ligeiramente assustados.

- Então, por que não aceita ficar comigo, Elliot? Por que sempre foge?

Atrapalhado, o moreno tentou levantar-se e se afastar do garoto, mas uma mão forte segurou-o pelo pulso e o impediu. Ele lançou um olhar inconformado para Natsuki e puxou sua mão. Contudo, o japonês era com certeza mais forte que ele.

- Me solte – pediu, a voz firme.

- Não quero – respondeu.

Com um movimento rápido, Natsuki empurrou Elliot contra o chão de madeira do palco e se pôs sobre ele. Seus olhos miravam o garoto com determinação, enquanto sua mão alcançava a pele pálida do rosto do menino.

- Todos os garotos desse colégio me querem. Por que você quer bancar o difícil?

A expressão no rosto de Elliot era de puro medo. Tinha medo de que Natsuki fizesse algo com ele. Conhecia os rumores sobre o guitarrista da banda, mas resolvera correr o risco. Em verdade, não imaginava que fosse atrair a atenção daquele garoto, mas, naquele momento, sabia que era diferente. Disseram para ele, mas preferiu esquecer. Natsuki fazia sexo com qualquer um. Ser vocalista daquela banda ou não era apenas uma desculpa.

Os lábios do japonês alcançaram o pescoço alvo do menino e beijaram-no, morderam-no, sua língua o lambeu. Ele não poderia mais escapar de Natsuki. Dissera a si mesmo que estava preparado para aquele momento, que todos aqueles boatos não o impediriam de fazer parte de uma banda, de tornar seu sonho realidade. Mas era mais difícil não ligar quando aquilo estava acontecendo.

As mãos de Natsuki puxaram a camiseta de Elliot com violência e a retiraram de seu corpo. O peito desnudo do garoto subia e descia em uma respiração amedrontada. Todavia, aquele medo não impediria Natsuki de continuar. Ele queria sexo; ele queria adentrar um corpo; ele queria Elliot. Seus dedos foram de encontro aos mamilos do garoto, a fim de excitá-lo.

Aquilo estava ficando deveras perigoso para Elliot. Ele não queria ser estuprado pelo guitarrista da banda em um auditório escolar!

- Natuki, pare! – gritou, mas as mãos do japonês não cessaram suas ações; apenas aprofundaram-nas. – Pare, por favor!

Diante daqueles pedidos suplicantes para que parasse, o membro de Natsuki mostrava-se apenas cada vez mais rijo. Excitava-se com aqueles pedidos, com aquela voz, com aqueles gestos. Talvez os garotos difíceis fossem ainda melhores que os atirados. Seus lábios logo tomaram os dois botões cor-de-rosa do peito de Elliot, fazendo o garoto arfar ainda mais. Apesar dos protestos, seu corpo reagia, o que causava mais raiva no moreno. Era apenas aquele instinto animalesco idiota. Elliot não queria Natsuki.

O japonês levantou o tronco após um longo tempo e mirou o corpo nu abaixo de si com desejo. Em um único movimento, conseguiu tirar a calça e a cueca do garoto, o que economizou tempo para Natsuki, que logo seguiu seu caminho por Elliot. Sua língua deixava um rastro de saliva pela pele clara e havia um sorriso em seus lábios; sorriso este que o moreno odiava.

- Natsuki... Pare, por favor – insistia.

Havia lágrimas nos olhos azuis de Elliot. Mas nada faria o japonês parar naquele momento. O desejo estava estampado em seu rosto, e o moreno não podia negar que seu pênis esbanjava luxúria, por estar tão excitado.

Natsuki colocou a parte de trás dos joelhos do garoto em seus ombros e penetrou com dois dedos. Aquela era a primeira vez de Elliot, e ter dois dedos em seu ânus, alargando-o, era extremamente doloroso e desconfortável. Seu corpo moveu-se instintivamente para trás, mas as mãos fortes de Natsuki seguravam-no contra o corpo deste.

Não havia escapatória.

Após algum tempo, Natsuki retirou seus dedos, abriu o zíper e pôs seu pênis para fora da calça. Estava rígido e doía. Então, a fim de saciar seus desejos, o japonês penetrou Elliot, que gritou de dor. Parecia que estava sendo dividido em dois por causa daquele volume. Os dedos de seus pés contorciam-se, e suas mãos procuravam algo para se agarrar, mas nada vinha ao seu alcance.

Natsuki, logo, estava completamente dentro de Elliot. Não deu tempo para o outro respirar e, com os protestos e gritos de dor a encher-lhe os ouvidos, começou a mover-se, sem se importar em como aquilo era doloroso. Movia-se com força e rápido, procurando unicamente seu prazer.

- Não! Natsuki, isso dói! Pare! – Elliot gritava.

As mãos do japonês seguravam uma das pernas e o quadril do garoto enquanto ele se movimentava e deixavam marcas avermelhadas onde apertavam. As costas de Elliot arranhavam-se contra o palco de madeira, e havia cortes superficiais nelas.

Contudo, ainda com tudo isso, havia um sorriso no rosto de Natsuki; um sorriso de puro prazer.

Logo, o japonês gozou dentro do garoto e saiu de dentro dele, arfando. Seu sêmen, misturado ao sangue do garoto, escorreu pela entrada de Elliot, cujo peito subia e descia, cujos olhos derramavam lágrimas grandes e miravam vazios o teto do auditório. Natsuki arregalou os olhos e levou sua mão à boca quando percebeu o que fizera. Seu coração acelerou de medo, e ele tentou consertar aquilo. Mas não sabia o que fazer. Elliot estava machucado, fora estuprado, e Natsuki não podia fazer nada.

Fora ele que causara isso ao menino.

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Elliot não aparecera nos ensaios nos dias que se seguiram. Em verdade, os garotos nem mesmo o viram durante as aulas. Natsuki estava desanimado e mal conseguia tocar sua guitarra, o que preocupou todos os membros. O baixista apareceu atrás do japonês e tocou-lhe o ombro magro, chamando sua atenção.

- Natsuki, o que você fez com o Elliot?

Ele não conseguia dizer. Sempre que se lembrava do que fizera aquele dia, a dor consumia seu coração. Odiava-se pelo que havia feito e não podia apagar seu passado. Apenas tentava esquecer-se a cada dia do rosto de Elliot, do sangue que escorria de seu corpo.

Alguns dias depois, havia rumores na escola de que um garoto do segundo ano pedira transferência por problemas com um aluno. Mas nenhum dos garotos sabia dizer qual era o nome do menino. Eram rumores que deixavam Natsuki assustado, pois ele sabia que havia uma possibilidade de que era Elliot o aluno a ser transferido. Havia também um boato de que Natsuki era filho do diretor da Academia Saint John, e este era verdade. Por isso, ele não era expulso por não usar o uniforme da escola. Então, ele correu desesperadamente ao escritório do diretor e abriu a porta em um estrondo.

- Pai, quem é... – mas não completou a frase.

Seus olhos encontraram um surpreso Elliot sentado em frente à mesa do diretor, que mirava surpreso seu filho. Natsuki sentiu seu coração acelerar e lágrimas formarem-se em seus olhos. Elliot estava ali e, provavelmente, estava pedindo os papéis de transferência.

- Elliot...

Os olhos azuis do moreno viraram-se para a direção oposta. Natsuki podia ver as lágrimas a banhá-los. A passos rápidos, o garoto aproximou-se da mesa do diretor e mirou seu pai.

- Pode me punir, pai. Eu fiz algo muito errado e estou preparado para as consequências. Eu não quero mais ser seu protegido, pode me punir! – exclamou, as lágrimas a deixar um rastro em seu rosto. – Mas não deixe que Elliot se transfira para outra escola. Tudo menos isso, por favor.

Elliot lançou seus olhos sobre Natsuki que chorava sobre a mesa do diretor. Seu corpo tremia a cada soluço. Estava arrependido, era o culpado de tudo aquilo e odiava-se por isso. As sobrancelhas do homem arquearam-se, e ele olhou para Elliot confuso. Não entendia o que estava acontecendo ali, mas sabia que os dois alunos entendiam.

- Quer falar a sós com ele? – indagou.

O moreno engoliu em seco. Tinha medo de ficar a sós com Natsuki, mas aquelas lágrimas, aqueles soluços, aqueles tremores em seu corpo. Não podia ser tudo mentira para que ele abusasse de seu corpo mais uma vez, certo?

O homem retirou-se da sala, e Elliot levou uma de suas mãos às costas do japonês, acariciando-as levemente. Natsuki levantou seu rosto e mirou o moreno, surpreso. Ele tomara a iniciativa de tocá-lo, o que deixava a dor no coração dele ainda pior. Elliot tentava não demonstrar a raiva que sentia por Natsuki.

- Elliot, me desculpe, por favor – pediu. – Eu fiz algo terrível! Eu me odeio por ter feito aquilo, Elliot! Por favor, me perdoe.

Aquelas palavras eram verdadeiras. Mas Elliot não conseguia simplesmente perdoar Natsuki. Fora machucado, estuprado e ferido. Ele não podia simplesmente dizer “tudo bem” e voltar à sua vida normal com os membros da banda. Ainda tinha medo de Natsuki, ainda tinha pesadelos com aquele dia.

- Natsuki, eu não posso...

Mas não conseguiu continuar. Seu corpo foi abraçado pelo japonês, que pôs sua cabeça contra o pescoço do garoto. Ele se importava com Elliot, porque havia algo de diferente em seus sentimentos para com ele e para com os outros garotos com quem ficara. Elliot era especial. Ele era o garoto de quem Natsuki possivelmente gostava.

- Eu gosto de você, Elliot. Sua voz é incrível, você tem que voltar para a nossa banda! Não estou te pedindo para ser meu namorado nem nada. Mas se eu pudesse recomeçar do zero, Elliot. Por favor, fique na academia.

O moreno limpou seus olhos e envolveu o corpo de Natsuki com seus braços finos.

- Certo. Eu vou ficar na escola. Mas só porque eu gosto muito da banda! Saiba que eu ainda não te perdoei completamente, Natsuki.

Então, o japonês chorou de pura felicidade contra a pele pálida de Elliot. Chorou e chorou, até não aguentar mais e adormecer com os olhos doloridos e avermelhados. O diretor apareceu em seguida e perguntou o que havia acontecido. Elliot respondeu que apenas brigara com Natsuki, não era nada para ele se preocupar.

Elliot continuou a ser o vocalista da banda, o que deixou todos os membros, sem exceção alguma, felicíssimos. Natsuki, a cada dia, tentava aproximar-se do garoto. Fazia tudo pelo bem dele, tratava-o com carinho e amor, tão bem que Elliot chegava a corar quando Natsuki fazia demasiadamente carinhoso. Aos poucos, o japonês conseguia conquistar o perdão e o coração daquele que mais prezava. Aos poucos, Elliot conseguia retribuir os sentimentos de Natsuki, que não seria mais conhecido por pegar todos os vocalistas da banda, mas por amar o vocalista da banda.

Notas finais
Então, o que acharam?
Espero que tenham gostado do capítulo!
Sei que não é um especial de natal - ainda mais porque não tem nada a ver com o natal - mas decidi postar no natal só para desejar um FELIZ NATAL para todo mundo!
Ano que vem eu faço especiais comemorativos 8D Que tal um de dia dos namorados com o casal favorito dos leitores? 8D O que acham?
Anyway, muito obrigada por ler, e até a próxima!
Takoyaki.
Próximo: O Garoto com um Laço no Cabelo