Garoto Sujo
4 Como tudo começou

Na manhã do dia seguinte, Drake acordou em sua casa com a ajuda do despertador. Não havia tido um sono muito bom graças a, no meio da noite, ter sido interrompido por Law, que apareceu em sua casa de surpresa depois de descobrir que estava quimicamente viciado na injeção usada com Joker.
Ele levantou da cama, ainda com sono e cara amassada, se dirigindo para a sala de estar e, posteriormente, até a cozinha, onde sua mãe, uma mulher loira de olhos castanhos, alta, estava, terminando de preparar o café da manhã, um pouco descabelada, com cabelo preso em coque e com ressaca.
— Bom dia, querido. – Ela diz, visivelmente cansada, preparando panquecas.
— Bom dia... – E ele responde do mesmo jeito, sentando na mesa e pegando o jornal, mas sem muita paciência pra leitura. – Que sono.
— O Law ainda tá dormindo?
— O Law? – Estranha um pouco. – O Law não dormiu aqui.
— Ah, não? Ele chegou aqui tarde ontem, imaginei que vocês fossem pra faculdade juntos de manhã.
— Não, nem dava... pelo que eu entendi, ele saiu sem que os pais soubessem.
— O que ele queria? – Ela termina de fazer as panquecas, levando até a mesa.
— Eu não.. sei.
— Ele fugiu de casa sem que os pais soubessem e chegou aqui três da manhã pra ir embora antes de amanhecer e você diz que não sabe? Filho, sério, isso é importante, eu fico preocupada porque ele mora longe. Você ao menos ligou pra saber se ele chegou bem em casa?
— Ele não tem celular, mas deve ter chegado, ninguém assaltaria um garoto em um cavalo... de qualquer maneira, eu falo com ele lá na faculdade.
— Diz que ele pode vir aqui sempre, tá? Só chegar mais cedo e avisar, de resto eu acho o relacionamento de vocês ótimo.
— Relacionamento?
— Amizade é uma forma de relacionamento.
— Que seja, pense o que quiser. Eu preciso sair cedo porque eu vou dar uma passada no laboratório.
— No laboratório do seu primo? – Sua mãe se assusta. – Filho, eu já te disse que eu não quero você andando com essa pessoa, ele é uma má influência.
— Eu não vou visitá-lo, eu preciso comprar umas coisas pra aula de química.
— Tem um laboratório na sua faculdade, você não pode usá-lo?
— Não pra esse tipo de coisa.
— Mas eu fico preocupada com você indo até lá. E se ele fizer alguma coisa contra você?
— Ele não vai fazer nada contra mim, aquele canalha não tem moral, é só eu ter dinheiro.
— Mesmo assim, você é só o meu bebêzinho inocente. – A mãe de Drake vai até ele e aperta seu rosto pelas bochecha, olhando no fundo de seus olhos azuis. – Ouviu? Eu tenho medo de que você se machuque, você sempre foi o mais sensível da família.
— T-Tá bom, mãe...
— Seu primo tem algumas questões, eu não quero que ele te machuque, você sabe disso.
— Eu sei, eu já entendi...
— Sabe o que você deveria fazer? – Ela o solta e se afasta.
— O quê?
— Esquecer um pouco todos esses estudos e coisas sérias e convidar o Law pra sair.
— Affs, de novo com esse assunto. Você deve ser a única mãe que pede esse tipo de coisa.
— Você deveria me agradecer por isso.
— Que seja, eu já vou nessa! Té mais tarde.
Ao terminar de tomar seu café da manhã e se arrumar por completo, pegando suas coisas, Drake, antes de ir pra faculdade, para no meio do caminho, onde se localizava o laboratório que seu primo, Joseph, trabalhava e que também pertencia aos seus familiares.
Lá, tudo o que ele fez foi adentrar o laboratório, empurrando a porta e entrando com os braços pra cima, exclamando sua presença e chamando a atenção de todos que estavam ali dentro.
— Primo, você não vai acreditar no que aconteceu! – E depois de entrar, foi até o balcão onde Joseph o olhava dos pés à cabeça, com uma face de asco e impaciência.
— Não me chama de primo, eu não sou seu primo. – Diz resmungando para deixar claro, enquanto o outro se aproximava. – Eu não fiquei séculos na justiça pra adotar o nome de solteiro da minha mãe e tentar me livrar de você à toa.
— Quando é que você vai entender? – Ele apoia um braço no balcão, olhando para o moreno com desdém. – A única forma de se livrar de mim, é me matando.
— É uma ótima sugestão.
— Mas que seja, eu preciso te contar uma coisa. É sobre o Law.
— É claro que é sobre o Law. Quando não é sobre o Law? – Refuta com ironia. – Você só sabe falar nessa merda de garoto.
— E você só sabe reclamar.
— Eu reclamo porque eu já fiz tudo o que você queria. Você conseguiu fazer com que ele tomasse a injeção e dormisse com o Joker, não é?
— É exatamente sobre isso. Ele apareceu lá em casa de madrugada me implorando por mais injeção.
— Tsc, eu sabia... você colocou mais quantidade dos ingredientes que eu te dei, não é?
— Eu dei quatro vezes mais pra ele do que você me disse pra dar.
— Então agora arque com as suas consequência. Ele tá viciado, você se fudeu, não tem cura e você vai precisar lidar com um drogado sozinho.
— Você ainda não entendeu?
— Se eu entendi o quê?
— Pode preparar mais injeções, eu vou repetir o processo!
Drake exclama com um sorriso diabólico no canto dos lábios, olhando diretamente para seu primo, que ficou inato por alguns segundos e só conseguiu abrir a boca e deixar um som de indagação sair.
— Hã?
— Não ouviu?
— Não, eu acho que foi você quem não ouviu quando eu disse, claramente, que não iria te ajudar a drogar um garoto de quinze anos pra obrigá-lo a dormir com homens.
— Ah, eu acho que você vai.
— Tá me ameaçando?
— Ao “drogar um garoto de quinze anos” eu consegui com que você ganhasse um contrato ligando diretamente esse laboratório com o submundo pra você ter todo o acesso ao contrabando e proteção do Joker.
— Sim, obrigado por isso.
— Você sabe que eu posso tirar, não é?
— Não, você não pode, isso tá no meu nome.
— Só não esquece que metade desse laboratório ainda é da minha família e o meu pai deixou no meu nome, isso significa que eu sou dono de 50% desse lugar e acredite, eu posso fazer muito mais do que quebrar o contrato.
— Você não faria isso...
— Você gosta desse laboratório, não é?
— É a única coisa que eu tenho.
— Então agora você tem um acordo comigo. Eu te dou uma grana alta por cada injeção que você me der e esse laboratório continua sendo seu.
— …
— E aí, o que vai ser?
— Quanto tempo isso vai durar, capetinha?
— Indefinido.
— Você sabe que ele pode morrer por isso, né?
— Então vai ser quando vai acabar.
(…)
Mais tarde, já na faculdade, o horário de intervalo havia chegado e com ele, os estudantes se encontravam no refeitório e faziam o que adolescentes normais costumavam fazer. Alguns liam livros, como era o caso de Law; outros, escreviam, como era o caso de Trevoso e Nicolle, que compunha músicas, e alguns também não davam a mínima para os demais, só comiam, como era o caso de Kid e Mikael.
— Eu não acredito que a minha mãe fez sanduíche de atum de novo... – Kid resmunga, abrindo seu lanche. – Eu tô comendo isso há um mês direto, todos os dias.
— Para de reclamar da comida da minha mãe. – Law responde, sem parar de ler seu livro.
— Pra você é fácil falar, ela faz todo dia alguma coisa diferente.
— Eu não reclamaria de qualquer jeito.
— Por que é que a minha mãe gosta mais de você do que de mim..?
— Kid, eu–
Law iria começar a falar, mas, no mesmo segundo, sentiu uma pontada em seu peito e uma sensação ruim invadindo seu corpo. No mesmo instante, largou seu livro e começou a encarar Eustass.
— Law?
— Você tá bem? – Nicolle perguntou, igualmente preocupada como o ruivo.
— Não, eu... – Ele logo percebeu que era o efeito da droga surgindo, por estar viciado, mas tentou fingir que nada acontecia. – Foi mal, eu só tive um mau pressentimento.
— Se acontecer alguma coisa pode me contar, tá? – Kid sugeriu, segurando na mão dele.
— Tá bom, obriga–
— Oi.
Dessa vez, a voz de Law foi interrompida por Drake, que havia aparecido ali em pé, de frente pra eles, com um semblante sério. Sem perceber, o moreno olha assustado, mas no mesmo segundo, desvia seu olhar.
— Nossa, há quanto tempo! – Nicolle comenta. – O que houve? Você sumiu, esqueceu dos amigos?
— Eu preciso falar com o Law em particular. – Diz a ignorando. Law fecha seus olhos e reza pra que não tivesse que ir falar com ele, se lembrando do que havia feito na madrugada, ao invadir a casa do ruivo.
— Por que você precisa falar com o Law em particular? – Kid indaga, com uma das sobrancelhas levantadas, com ciúmes.
— Porque sim.
— Hã, e–
— Kid, tudo bem. – Antes que o ruivo pudesse reclamar, o próprio moreno o impede, se levantando. – Vai ser rápido.
— Eu não quero você sozinho com outras pessoas. – Resmunga, fazendo beicinho.
— Deixa de ser idiota, você não é o meu dono.
Dito, os dois jovens se retiraram, com o mais novo ainda bem desconfortável e querendo logo que tudo termine. Drake o levou até um canto onde não havia ninguém por perto e faz com que ele encostasse em uma parede qualquer, perguntando de modo brusco e perplexo.
— Que merda foi aquela de madrugada? Você invadiu a minha casa e me pediu pra foder contigo!
— E-E-Eu não, é-é que... – Não sabia o que dizer e também não aguentava falar com aquela pessoa em particular, principalmente estando sozinho, sempre desviando o olhar.
— Olha pra mim! – Mas Drake segura seu queixo e o obriga a olhá-lo. – Você é masoquista, garoto?
— Eu não sou masoquista e eu não fiz aquilo porque eu quis! – Law consegue respondê-lo. – O que você tinha colocado naquela mistura? Esses negócios viciam, caso você não saiba.
— Viciam o suficiente pra te fazer se arrastar pra minha casa e pedir pra ficar comigo? Você morre de medo de mim, mesmo eu já tendo dito que não vou fazer nada contra ti!
— Eu não teria feito nada disso, nem dito nada daquilo, estando consciente. Você tem sorte que o Kid ainda não notou.
— E o que eu preciso fazer, te dar a maldita injeção?
— Eu preciso criar um antídoto pra tirar as substâncias que você enfiou no meu corpo. Me dá a fórmula.
— Não tenho.
— Então arranja!
— Eu não, a minha parte eu já cumpri, agora você se vira. – Diz com menos raiva, debochando dele.
— Hã? Você não pode fazer isso comigo!
— Eu tô nem aí pra você, garoto. – Empurra o rosto de Law através de um tapa fraco para desequilibrá-lo e poder o deixar com mais ódio ainda.
— Ai, não encosta em mim!
— Se bem que eu andei pensando em algumas coisas... – Em seguida, segura seu queixo novamente, para fazer com que o moreno o olhasse, se aproximando dele mais ainda e falando o mais próximo possível.
— No quê? – Fica constrangido e fala baixo.
— E se ao invés de te curar, eu aumentar a sua dose?
— Ahn?
— Quer dizer, pensa só... – Põe um de seus joelhos entre as pernas do mais novo, abrindo-as. – Se o Joker começar a gostar mais de você, nós vamos ter mais benefícios. Certo?
— V-Você ficou maluco? – Ele tenta se afastar. – Eu não vou fazer isso de novo!
— Ah, para, você tem carinha de quem curte mesmo, quer enganar a quem? Ontem foi a prova definitiva pra mim.
— Para de usar ontem como exemplo, eu não queria fazer nada daquilo.
— Mas ontem, naquele estado, se eu tivesse mesmo te fodido você teria gostado, não é?
— C-Claro que não! Você é doen–
Drake empurra o peito de Law contra a parede e abre ainda mais as pernas dele usando a sua, que estava entre elas, pouco antes de ir com seu próprio rosto em direção ao garoto e cortar sua voz por completo, arrancando um beijo contínuo e longo de seus lábios.
O garoto confuso demorou a ter qualquer tipo de reação, mas sentiu seu corpo estranho. Um pouco de falta de ar e batimentos cardíacos acelerados, que foi notado pelo ruivo, e usado contra si para que o beijo continuasse até Law não ter outra saída e precisar retribuir, trêmulo, colocando as mãos envolta das costas dele.
Drake ainda, percebendo que ele agia por impulso e retribuía a ação, segurou na barra de sua calça jeans e adentrou suas mãos dentro da camisa que o outro usava, tocando tanto sua barriga quanto seu peito, ambos em um calor imensurável, chegando até a suar.
— Sua bicha imunda. – Mas ao se separar, Drake elevou uma de suas mãos e deu um tapa forte no rosto de Law.
— Ai! Por que você fez isso?
— Não encosta em mim, eu não sou que nem você.
— Mas eu...
— Me encontra hoje à tarde no submundo. Ouviu? Não deixa de ir.
— E-Eu não vou fazer isso de novo!
— Aham, aham. – Drake dá às costas e vai embora, ignorando completamente o outro. – Hoje à tarde eu falo contigo.
(…)
— Você tem mesmo certeza de que quer ir lá?
Depois da faculdade, Eustass e Law, com a ajuda de sua égua Jurema, que os levava para todos os lugares, estavam indo para a sede do submundo, localizada no centro da cidade de Londres, porém, abaixo do chão, em um local secreto que poucas pessoas tinham acesso. Kid estava preocupado por não querer voltar pra lá depois do ocorrido.
— A gente precisa ir lá algum dia, né. – Law diz, segurando na camisa dele enquanto estavam montados na égua.
— Mesmo assim, eu não queria te ver perto daquele Mingo.
— Eu te disse, eu vou ficar mais perto do Corazón do que dele.
Ao chegarem nos elevadores subterrâneos e descerem todos os andares, a sede do submundo parecia uma base militar. Haviam salas de alta segurança e computadores profissionais junto com vários guardas e agentes que tomavam conta do local. Entre eles, o exército máximo de Doflamingo, Trébol, Diamante, Pica e Corazón, seu irmão mais novo.
Lá também tinham pessoas próximas à idade deles, como era o caso de Dellinger e Monet. O pequeno garoto loiro de catorze anos passaria a treinar com Diamante, um dos subordinados principais de Doflamingo, e por isso não estava na sala principal da sede, ao contrário de Monet, que passava a maior parte do tempo redigindo cartas.
— Oie. – Law e Kid chegaram e foram até ela, que usava já desde cedo longos cabelos verdes, óculos e uma blusa branca larga junto com um short curto e que gostava de escrever usando uma caneta tinteira em forma de pena.
— Boa tarde. – Ela os cumprimenta com um sorriso leve e depois se vira pra Law. – O Corazón está te esperando na sala dele, fica junto com os computadores.
— Acho que a gente meio que se separa agora. – Law se vira para Kid e diz, pensativo.
— Eu não queria te deixar sozinho aqui...
— Não exagera, Kid, não vai acontecer nada comigo.
— Dá última vez que eu te deixei sozinho aconteceu.
— Sério que você vai ficar relembrando isso toda hora?
— Desculpa, é que eu fico com medo daquele Mingo se aproveitar de você de novo.
— O Joker saiu, ele só volta mais tarde. – Monet diz.
— Sério? – Kid fica feliz.
— Viu só? Não tem nem com o que se preocupar. – E Law também fica mais tranquilo. – A gente se vê daqui a pouco, tá?
— Tá bom então, eu vou tentar não ficar tão preocupado com você.
— Eu sei me virar, Kid.
Ao se despedirem, cada um seguiu seu caminho para o treinamento que viria. Eustass iria treinar junto com Pica, o assassino de aluguel do submundo, para aprender a mexer em armas enquanto Law, junto com o irmão de Doflamingo, que tomava conta dos assuntos que Joker não queria tomar.
— Oi. – Ele bateu na porta da sala onde Rosinante estava. Era pequena, tinha dois bancos e vários computadores de alta tecnologia.
— Ah, você veio hoje? – Corazón, um homem loiro que usava uma espécie de maquiagem no rosto diz, sem muita vontade em ver Law ali.
— Você tem algum problema comigo? – Pergunta, indo se sentar ao lado dele. – Porque eu também não gosto de você, mas eu vou precisar te aturar.
— O que você fez pro meu irmão te deixar ser treinado por mim?
— Não te interessa, pergunta pra ele.
— Tá bom, garoto. Eu não gosto de você, você não gosta de mim, mas eu preciso fazer o que o meu irmão me pede, então só fica quieto e faz tudo o que eu disser, tá bom?
— Era o que eu tava tentando fazer, idiota.
— Tsc, como você é irritante.
— Você vai me dizer o que eu tenho que fazer ou tá esperando convite?
Rosinante, sem muito poder escapar, acaba tendo que seguir com o treinamento e mostra a Law tudo o que fazia em seu cargo. Basicamente, era tomar conta de tudo ali, todas as negociações e tudo que precisasse ser respondido por Joker.
Enquanto isso, vamos fazer uma pequena viagem! Em outra parte do mundo, mais especificamente nos Estados Unidos, um sujeito chamado John Adams vivia junto com um jovem adolescente de dezessete anos chamado Kira, que havia “adotado”, ou melhor, sequestrado de seu pai biológico para tomar conta sozinho, acreditando ser uma melhor influência para o garoto.
— Dá pra ver direitinho daí?
“Ahn, Adams...”
— Oie.
“O que você... tá fazendo?”
Não só Chefe-Diretor do FBI, mas Adams também recebia a alcunha de Jack, no submundo, que era responsável por informar ao Joker todas as situações ultra sigilosas do governo. Ele também possuía uma atividade bem específica como lazer, que se resumia em sequestrar e assassinar agentes do FBI. Isso também seria como treinamento para Kira, que ficou conhecido como “Assassino do FBI”.
No exato momento, Adams se comunicava através do Skypiece com Drake, quem iria fornecer o treinamento pelo submundo. Ele estava em seu porão, nos Estados Unidos, com um dos agentes do FBI amarrado em uma cadeira e amordaçado, filmando tudo em tempo real.
— Começando seu treinamento! – Adams exclama, de frente à câmera. – Hoje eu vou te ensinar a como esquartejar e desmembrar um corpo VIVO.
“Você vai matar esse cara via webcam só pra demonstração?”
— Matar? Quem disse em matar? Quem falou isso? Eu disse que iríamos esquartejar e desmembrar um corpo VIVO. Você tá vendo algum morto aqui? Eu acho que não.
“Tendi.”
— Então vamos começar!
O homem estava sentado na cadeira, com as mãos para trás e tornozelos e pernas amarrados por uma corda, juntamente com uma faixa em sua boca impedindo que falasse. Ele tentava se debater para sair dali, mas o banco estava preso ao chão e seu corpo completamente imóvel. Adams colocou a câmera para filmá-lo diretamente o mais nítido possível e pegou uma de suas facas.
— Primeiro, quando se vai desmembrar alguém, você precisa controlar a mente dele e fazê-lo temer pela própria vida. – Adams segura o cabelo dele e aponta a faca para seu pescoço, o fazendo quase chorar de medo. – A melhor maneira de fazer isso é usando a família e amigos dele como ameaça, por tanto, conheça sempre seus inimigos.
“Eles ficam mais bonitinhos quando imploram pela própria vida, né?”
— Simmmm, exatamente! – Adams comemora com um sorriso enorme. – Ele, por exemplo. A mãe dele está internada com câncer, qualquer um pode matá-la sem que ninguém perceba. A esposa sai todos os dias às duas e meia pra ir na padaria e os dois filhos ficam na escola até às seis.
— P-Por avor... ão aça nada co a minha família... — Ele implorava, com dificuldade de falar graças à mordaça.
— Já são seis horas, então o Kirakira deve estar indo na escola buscar os filhos dele, né. Assim as coisas ficam muito mais divertidas!
— Nã... por avor...
— CALA BOCA! – Adams grita e, na mesma hora, crava sua faca na coxa dele, usando toda a sua força.
— AAAAAAAAAHHHHH!! – E o faz gritar de dor, começando a chorar de verdade.
“Tsh... essa doeu.” — Drake assistia a tudo pela webcam, sentindo um pouco de aflição.
— Só uma dorzinha rápida pra começar. Quando você atinge essa parte da coxa, causa um rompimento na musculação e o seu corpo produz uma espécie de dormência pra você não sentir muita dor, só pulsação e agonia, então não há nada demais.
— Aaaaah, por favor.... para...
— Agora vamos pra cirurgia! – Adams pega uma espécie de cinto e amarra o braço dele para impedir a circulação sanguínea, causando mais agonia e desespero no homem. Drake continuava a assistir instigado.
“Você vai arrancar o braço dele?”
— Primeiro dedo por dedo.
E assim, Adams o fez. Torturou o agente de forma física e psicológica, desmembrando cada membro de seu corpo e ensinando ao outro todos os pontos vitais de um ser humano. Quando o agente acabava desmaiando, ele jogava água fria com gelo em seu corpo e o acordava. Foi seguindo até que ele adoecesse por completo, desfigurado e com órgãos expostos, quando Adams finalizou dando-lhe um tiro na lateral da face.
— Você anotou tudo?
“Anotei sim... essa, definitivamente, é a melhor aula que eu já tive na minha vida.”
— S-S-Sério? Aaaaain, que bom que você gostou! – Fica facilmente emocionado. – Tá bom, vamos fazer uma pausa, a próxima lição vai ser esconder o cadáver desse cara.
Drake desligou o computador e saiu da sala onde estava. Enquanto isso, em outro canto da sede do submundo, Trafalgar Law estava terminando seu treinamento com Corazón, porém, ao contrário do outro, estava entediado.
— Essa, definitivamente, é a pior aula que eu já tive na minha vida. – E comenteu, bufando de tédio.
— Ótimo, que bom que odiou, agora não apareça mais na minha sala.
— Por que você é tão arrogante comigo? Eu nunca te fiz nada.
— Me dá raiva saber que você desperdiça sua vida vindo a esse lugar, você tem quinze anos e já faz faculdade, seu lugar não é aqui.
— Não é da sua conta onde eu quero estar.
— Ah, para, você nunca nem demonstrou gostar daqui ou das pessoas daqui. Isso me deixa com raiva, você tá jogando a sua vida fora, garoto.
— Talvez eu esteja, mas isso...
Quando começou a falar, Law acabou sentindo mais uma vez uma pontada em seu estômago e começou a respirar involuntariamente pela boca, suando e ficando tonto.
— Law? O que houve? – Que faz com que Rosinante ficasse preocupado consigo.
— E-Eu... ahn...
— Você tá bem? – Em seguida, ele coloca a mão na testa do garoto, levando um susto. – Wah, você tá fervendo!
— Eu.. não, é que...
— Eu vou chamar um médico pra você, espera aí.
— Não, não... – Usando suas últimas forças, Law o impede, segurando em sua blusa. – Não precisa.
— Como não precisa? Você tá com febre.
— Só me dá... um minuto de folga.
— Tem certeza?
— Eu sei me virar sozinho.
Law foi praticamente se arrastando até a sala principal do submundo, onde encontrou Drake de longe. Olhou pra ele, hesitando, e o ruivo logo percebeu seu estado, retribuindo o olhar e piscando pra ele, se virando de costas e andando até o Canto do Castigo, local onde Law havia sido preso por Rosinante e também onde o plano inicial foi concretizado.
Trafalgar o seguiu e quando entrou, fechou a porta, respirando pesadamente pela boca e com medo do que viria a acontecer. Ele, por mais que odiasse a ideia com todas as forças, sabia que não havia outra saída por estar viciado e não conseguir ter mais controle de si mesmo.
— Eu sabia que você viria. – Drake afirmou, sozinho com ele.
— Eu, ahn... – Tentava falar, mas seu corpo respondia sozinho e uma ereção estava surgindo nele. – Eu não vou usar... essa droga...
— Se não vai usar, por que você veio pra cá?
— Me dá a fórmula, Drake...
— Para de fazer pose de machão, você tá morrendo de vontade de usar de novo. Não precisa fingir comigo.
— Por favor... eu não quero passar por isso de novo... só me dá a fórmula pra eu fazer um antídoto.
— Vai, não é tão ruim assim, deixa de drama. O Joker já voltou, ele tá aí no quarto dele.
— Aahn... eu não quero...
— Não me importa o que você quer, abaixa logo as calças. Se o Joker gostar ele pode até te dar dinheiro! Não é ótimo?
O ruivo pega em sua mochila a injeção. Law não estava mais conseguindo ficar de pé sem se desequilibrar, seu corpo pedia por aquelas substâncias. Ele precisou fazer o que o outro mandou e abaixou a calça, tendo a droga injetada em seu corpo mais uma vez.
— Aaahn... – E logo depois, sentiu um alívio imensurável.
— Melhorou?
— Melhorou...
— Então agora seja um bom garoto. – Drake fica de frente pra ele e segura seu rosto com leveza, o levantando. – Me diz, como você se sente?
— Bem... quente...
— Você quer ir ver o Joker?
Ele fez que “sim” com a cabeça.
— Então vai lá. – Por último, dá um beijo demorado na bochecha dele, antes de mandá-lo para Doflamingo. – Bom garoto.
Law obedeceu, saindo do quarto onde estava e indo diretamente para o de Doflamingo o mais rápido que conseguia, ainda respirando pela boca. Ao chegar em seu destino, bateu à porta e esperou o outro permitir sua entrada.
— Oi. – O moreno fala, com um curto sorriso no rosto, agindo por instinto.
— Ah, oi. – E Joker responde, com um maior e um pouco mais sádico, deitado em sua cama fazendo uma leitura. Ao ver Law, ele fecha o livro e o apoia em uma estante. – Fecha a porta.
— Tá bom. – Obedeceu, olhando pra ele com um sorriso um pouco maior e mordendo o lábio inferior ao fechá-la.
— Vem cá.
Doflamingo apoiou suas costas na cabeceira da cama e chamou o garoto, que foi andando rápido até ele e se deitou em cima de seu peito, tendo os braços do loiro abraçados às suas costas. A temperatura do corpo de Law continuava quente, mas não febril, apenas com rápidas batidas em seu coração e um tesão involuntário sobrecarregando seu corpo devido à droga.
Mesmo se sentindo desconfortável e até mesmo confuso, ele não conseguia se controlar. Era como se a droga o obrigasse a ter aquele tipo de relação. Joker o virou, colocando-o por baixo e deitando por cima dele, observando sua face corada e quente.
— Como foi o seu treinamento? – Perguntou, indo com o rosto até o pescoço do moreno e dando alguns beijos antes mesmo de obter sua resposta. Law reagia, estava hipersensível e qualquer toque lhe proporcionava sensações únicas que não o permitiam escapar.
— Foi ótimo... – E ele respondeu sem pensar antes, apoiando suas mãos entre os fios loiros do mais velho e o deixando fazer o que quisesse.
— Entendi... que bom. – Doflamingo começa a tirar sua camisa até deixá-lo de peito nu, beijando seu torso e abaixando até seus mamilos, devagar, até chegar com sua língua próximo a eles e a sugá-los, dando algumas lambidas envolta.
— Hnm... – Os poucos toques que recebia já era motivo para Law reagir, ficando mais quente e excitado ainda. Sua genitália pulsava e ele tentava esconder a ereção com as pernas, mas sem sucesso.
— Eu achei que você não iria mais voltar aqui depois de ter conseguido o que queria. – Fala, passeando com os lábios pelo peito despido do garoto, sentindo tanto seu aroma quanto suas pulsações. Com as mãos, Doflamingo começou a alisar sua cintura.
Em seguida, abaixou seu rosto ainda mais, beijando a barriga do garoto enquanto abria seu cinto e, posteriormente, abaixava sua calça junto com a cueca, deixando que a ereção de Law escapasse e o desse mais uma falsa sensação de conforto.
— Hnm... ah... – Deixou escapar alguns ínfimos baixos gemidos quando teve seu corpo despido e Joker retirou seus pesados óculos para observá-lo, dando mais beijos em sua virilha e abaixo dela. Law tentava não reagir muito, mas suas pernas tremiam e seus dedos do pé se contraíam com a sensação de hipersensibilidade.
Ele não tinha mais controle sobre o corpo, e mesmo que odiasse aquilo, suas reações não mudavam. Doflamingo pôs seu membro na boca e ele reagiu, segurando os lençóis firmemente com uma das mãos e os puxando de tanto nervoso. A outra ele levou até seus lábios, tentando tapar sua voz, fechando também seus olhos.
Donquixote começou a chupá-lo, sugando seu membro latejante e permitindo que sua ereção ficasse mais rígida e aparente, também dando voltas e mais voltas com sua língua e fazendo movimentos de vai-e-vem com o rosto. Law tentava não reagir muito, mas acabava por deixar alguns gemidos escaparem.
— Jesus, como você é gostoso... – Tocava suas pernas enquanto o chupava até deixá-lo bem molhado e excitado. A temperatura do corpo de Law também somente aumentava, o deixando com a respiração mais abafada. Joker, em seguida, voltou a subir encontrando novamente os lábios do mais novo e o beijando.
Enquanto o beijava, começou a tirar suas próprias calças e tocou sua própria genitália, se masturbando. Desceu os beijos para o pescoço do garoto, mais uma vez, e tocou a orelha dele com sua língua para deixá-lo mais sensível ainda, com êxito. Depois, segurou as duas pernas de Law, as afastando.
Doflamingo imitou movimentos de penetração em Law, mesmo ainda não estando dentro dele, indo e voltando com seu membro enquanto afastava mais ainda as pernas dele. Trafalgar virou seu rosto, tímido e corado, tentando não soltar mais tantos gemidos.
— Ahn... – Mas era difícil devido ao seu organismo, que respondia fácil graças ao que foi injetado em si.
— Você é tão quente... eu nunca vi ninguém reagir assim, tão fácil.
O loiro voltou a ficar por baixo de Law e pediu para virar seu corpo, fazendo uma posição de meia-nove com ele. O mais novo estava com a boca próxima ao membro de Donquixote e, mesmo hesitando, fechou os olhos e levou seus lábios até ele, dando algumas lambidas entorno da glande até colocar o máximo que conseguia dentro de sua boca
Joker fez o mesmo, levando sua língua, dessa vez, até a entrada de Law, onde chupou e lambeu até deixá-lo lubrificado, permitindo que seu próprio membro ficasse mais rígido ainda enquanto estava na boca do moreno, que continuou a chupá-lo junto.
Quando a lubrificação de ambos estavam boas, Doflamingo voltou à posição inicial, com Law por debaixo dele. Segurou suas pernas, abrindo-as o máximo possível e encaixou seu membro nele, entrando bem devagar para não machucá-lo.
— Aaaahn..! – Quando o fez, Law não conseguiu resistir e soltou um longo gemido, com as batidas de seu coração ainda mais aceleradas.
— Aahn... – E Doflamingo fez o mesmo, terminando de adentrá-lo por completo. – Se estiver machucando fala, tá bom?
— T-Tá...
Depois de se acostumarem, o loiro começou a fazer movimentos de penetração lentos, mexendo-se dentro do garoto, que continuava de olhos fechados, tentando tampar sua voz. Doflamingo inclinou mais sua coluna, praticamente deitando-se no garoto com os lábios próximos aos seus ouvidos.
— Você é muito gostoso, garoto... – Continuou fazendo movimentos com o quadril, um pouco mais rápido dessa vez, dando beijos no pescoço dele. – Não precisa tapar seus gemidos, eu gosto da sua voz...
— Aahn... hnm... – Ele deixa alguns escaparem, ainda não se sentindo totalmente confortável para permitir que sua voz saia por completo. – Ahn...
— Isso.. assim... – Doflamingo o penetrou mais rápido, dando estocadas bem mais fortes que anteriormente. Law, como reação, puxava os lençóis e praticamente arranhava a cama devido a enorme sensibilidade que possuía.
— Aaahn... aah..! – Seu coração pulsava cada vez mais rápido e um prazer imensurável invadia seu corpo, pedindo por cada vez mais.
— Gostoso... – Deixa ele um pouco de lado, forçando suas pernas a ficarem juntas e o penetra mais fundo, dando estocadas ainda mais rápidas e intensas. – Aaahn... – Fazendo com que o prazer de ambos aumentassem e os gemidos saíssem mais altos ainda.
— Aahhnm... ahn, aah..! – Law abraçou o travesseiro mais próximo de si e apenas sentia seu corpo mover-se livremente, sem precisar fazer qualquer tipo de esforço pra tal. – Aahn... – A sensação que possuía parecia correr por seu sangue e o deixava mais excitado, com o membro cada vez mais pulsante.
— Fica de quatro pra mim, fica... – O segura pelo quadril, fazendo-o ficar empinado, pressionando suas costas a ficarem retas e seus braços a deitarem-se na cama, com os quadris bem voltados para cima, assentindo que Doflamingo o penetrasse com facilidade.
— Aaaaahhnn..! – E quando sentiu o membro do loiro o invadindo naquela posição, soltou um longo e alto gemido. As pulsações de seu coração estavam à máxima. – Aaahnn..! Aaahn... aahnn... hnm... – E ele sequer poderia conter-se.
O mais velho, quando pôde mover-se livremente, começou a dar estocadas o mais rápido que conseguia, entrando de um modo forte e brusco dentro de Law, segurando seus cabelos e os puxando com uma certa violência que só fazia o garoto soltar gritos mais altos ainda.
— Aaahnn! – E Joker também soltava os seus, junto com um riso diabólico e malicioso em seus lábios, mordendo-os inclusive. – Daqui a pouco eu já vou gozar... – Avisou, penetrando-o mais forte e mais rápido, até que o próprio Law não mais aguentasse.
— T-Tá.. aaahn! Ah... aaahnm... nm!
Logo, o loiro não mais conseguiu segurar-se e acabou gozando dentro do garoto, caindo na cama em cima dele, ambos com corações acelerados devido à sensação de orgasmo. Ele, entretanto, não parou, e começou a masturbar o membro de Law, que estava deitado ao seu lado, em posição de conxinha.
— Ahnm... – Trafalgar segurou a mão dele junto, e Doflamingo continuou o masturbando até que ele gozasse em sua cama e pudesse ter o orgasmo junto a si. Depois, ambos se acalmaram, deixando que suas respirações saíssem normalmente.
Foi quando Law sentia a droga sair de seu corpo, possibilitando que voltasse ao estado normal, sóbrio. Uma sensação de amargura e reconsideração começou a surgir em sua garganta. Ele mesmo não sabia o que era ao certo, mas sentiu-se mal, de algum modo, por estar ali, junto com um pouco de aflição, contudo, não permitiu-se transparecer para Doflamingo e guardou-o para si.
— Eu... melhor eu ir agora. – Ele só buscou suas roupas íntimas, vestindo-se o mais rápido e o mais escondido possível, com uma certa vergonha.
— Não precisa ter pressa se quiser.
— Eu preciso, eu disse ao Corazón que não iria demorar. – Após acabar de se vestir, mesmo ainda estando um pouco sujo, ele se levantou, indo em direção à porta.
— Você contou ao meu irmão que estaria aqui?
— Não, eu só disse que iria fazer uma pausa. Por quê?
— Por nada, ele provavelmente iria me julgar errado, só por isso.
— Não se preocupa, eu não vou contar pra ninguém.
Ele finalmente saiu do quarto do mais velho, não conseguindo deixar de transparecer sua pressa e um certo desconforto que havia sentido. Entretanto, assim que fechou a porta, percebeu que Drake o estava esperando, do outro lado do quarto.
— E aí.
— Você... – Não gostou de o ter visto ali.
— Vem comigo um pouco pro Canto, eu só quero saber como foi.
(…)
— Eu não acredito que eu fiz isso de novo... – A primeira coisa que ele fez ao entrar no Canto do Castigo, foi se jogar contra a parede e se arrastar até conseguir sentar no chão, encolhido, olhando para baixo totalmente arrependido do que havia feito.
— Não fica assim. – E Drake o olhou com pena, indo até ele e se sentando no chão ao seu lado. – E aí, como foi? Foi melhor que na primeira vez?
— Não acredito... – Continuava a olhar pra baixo, se sentindo mal e ignorando o outro.
— Ei, olha pra mim.
— Não encosta em mim. – Drake tenta virar seu rosto, mas Law reage batendo em sua mão.
— Eu não vou tocar em você, eu só quero saber como você tá.
— Que diferença faz como eu tô? Você conseguiu o que você queria, não precisa fingir que se importa.
— Eu não sou um monstro, eu só quero saber se você tá bem ou se sente alguma coisa.
— Pelo menos não doeu... – Ele responde baixo, virando o rosto na direção oposta ao ruivo. – Dessa vez.
— Viu só? Essa é uma coisa boa, eu disse que seria bom pra você.
— Mas eu ainda me sinto nojento. Eu não gosto que me toquem.
— Isso é só questão de costume, é bom que isso aconteça mais vezes pra você adquirir maturidade.
— Como você consegue dizer esse tipo de coisa? – Law o olha com asco. – Você é um monstro sim, eu não sei como eu consegui conviver com você por tanto tempo.
— Você acha que o Joker gostou mais dessa vez?
— Como eu vou saber?
— Pff... é óbvio que gostou, ele precisa gostar. Nós vamos fazer isso todos os dias, Law.
— Hã? – Ele dá um pulo pra trás e se afasta. – Você pelo menos ouviu uma palavra do que eu disse?!
— Você que não ouviu nada do que eu disse. Quando você se acostumar, você vai parar de se sentir desconfortável. Vai ser bom pra todo mundo.
— Nem vem! Eu vou fazer um exame de sangue, um exame toxicológico, qualquer coisa pra descobrir o que você colocou nessa maldita injeção e eu vou me curar.
— Boa sorte com isso. Até lá, você ainda vai fazer o que eu mandar.
— Tsc, você é insuportavelmente nojento.
— Você pretende contar pro Kid?
— Sobre isso? Óbvio que não.
— Então tá, isso vai ser uma competição entre nós dois. Você tenta descobrir o antídoto e eu te uso ao meu favor.
— Você sabe que eu posso morrer nessa sua competição idiota, né?
— Então é melhor você encontrar o antídoto rápido.
— Tsc, idiota.
— Eu não vou deixar você morrer. – Drake encosta levemente no rosto dele mais uma vez. – Você vai ver, isso vai ser bom pra você.
— Não vem com essa. – E mais uma vez, ele se afasta.
— Eu te encontro amanhã aqui no mesmo horário?
— … – Law hesita, olhando pra ele com nervoso durante alguns segundos, sem conseguir dar uma resposta com palavras.
— Ótimo, então até amanhã.
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