Notas iniciais
Gente... Espero que gostei! Pois fiquei 2 dias fazendo esse capítulo!

Leiam as notas iniciais e as finais! #IMPORANTE

POR DIEGO
Não sei bem quanto tempo tinha feito após Fernanda me falar que Francesca estava esperando um filho meu... fiquei pasmo, não pude acreditar. Eu havia dito tudo aquilo para ela e ela estava com uma parte minha nela, não só meu coração, meu filho também! Agora sim, eu não me perdoo... vou me martirizar pro resto da vida, chorar de remorso por ter colaborado em fazer minha mulher ir embora, e junto dela levar meu coração, nosso futuro, nossa felicidade, nossos beijos... eu queria ir atrás dela e pedir mais uma chance, queria pedir pra ter ela de volta. Era ela que eu queria, ela e nosso bebê, era o que eu queria pro resto da vida. Queria! Antes eu queria. E agora? Eu quero? Eu posso querer? Antes eu queria ela para toda minha vida. Agora me conformo com uma vez mais.

Diego: EU SOU UM IDIOTA, INULTIL, ME ODEIO!!! – Disse já quase arrancando os cabelos da minha cabeça –

Nanda: Calma, Diego! – Ela disse tentando ser forte e me abraçando. Sentei-me novamente, respirando fundo –

(......)

Eu estava só, estava só na companhia de minha sombra que eu poderia ver pela porta do meu quarto, mesmo com lágrimas quentes embargando minha vista, eu via. Via ela, via nós, nosso futuro. Queria ir, queria ir muito rápido e quase devagar, eu tinha coragem. Era uma coragem toda feita de medo, mas era algo que sei que ela poderia perdoar por amor! Mas existia algo, algo entre o esquecido e o perdido, este momento e o seguinte, entre o desperdício e a sobra, entre o construir, fácil, e o destruir, difícil, entre a triste verdade e a alegre mentira, entre a mulher e a menina! A menina que me apaixonei e a mulher que se tornou ao meu lado, a mulher que teve coragem de largar tudo para viver uma felicidade verdadeira ao viver uma felicidade inventada! Estava preso alí, preso no inferno, sem ela... Tentando dormir e sofrendo o tormento da escuridão insone. Estava preso anos, estava preso lá a 7 anos. Esses 7 anos que eu estava pensando em torna-los em apenas 7 meses! Mas não, na verdade estava preso sem ela por uma semana.. apenas 7 dias!

POR FRAN
Apenas 7 dias. Era o tempo que fiquei fora esperando esquecer os momentos ruins. No meu sétimo dia, ao invés de descansar como o criador, eu estava sofrendo. Sofrendo, pois sei que deixei pessoas mal lá em Buenos Aires! Mas eu fui embora. Vim embora, mas tinha meus motivos. Vim embora pelo que fiz, deixei de fazer e faria. Vim como quem já vai tarde ou chegou antes da hora. Sai em silêncio, sem alarde, deixando amigos e inimigos sozinhos. Mais só estou eu essa noite... Sem amigos, sem família, sem inimigos, sem filho, sem escola, sem música. Tendo apenas a idade de minha história recente e minha vida toda pela frente. Eu queria voltar, queria não muito! Queria meio termo. Meio termo? E algo mais, algo entre o desistir e o preservar, entre o querer e o desejar, entre a repulsa e vontade, entre o tempo e a idade, entre o futuro e a saudade, entre tudo que eu quero esquecer e as lembranças que não vão se apagar. Mas há algo entre o meio e o termo. Meio é entre princípio e fim. Termo quer dizer prazo, limite, que é o que eu vou ter agora. Entre a faixada de um perfeito casal, de perto não era normal. Entre a ousadia dele e a minha paciência, entre o que eu gostaria e o que ele gosta. O que cega e o que fascina, nas entrelinhas... Entre a aparência e o engano, entre o sonho e a ilusão. Entre o sim e o não, talvez? Entre a minha e a nossa vez, entre o primeiro e o sétimo dia, entre amigos que fiz lá e não vou fazer aqui, entre fugir de lá, e a dor vir pra cá. Entre o que fiz, o que ele deixou de fazer e o que nem posso dizer. Entre um namorado que me fez mal, e um filho que pagou por isso! Entrementes, entretanto, entretendo, entendendo que... entre nós três, entre eu e mim, entre eu ele ele, entre nós dois e eles... “ENTRE”. Estou entrando, a porta está aberta. Ainda que seja a porta de saída. “ENTRE”! Estou entrando, entou tentando entrar sem bater na porta para a saída do meu problema. Estou presa aqui, presa dentro de mim. Sozinha, tentando fugir da solidão ao lado de uma pessoa que tão pouco conheço... Mas seria capaz de confiar. Seria? Como? Doía, como doía! Como faço para tê-lo outra vez? Diego? Não, meu pequeno. Diego também... Queria saber como estava, meu rei sem coroa e meu príncipe sem vida! Necessitava de um abraço verdadeiro. “Francesca?” ouvi. Olhei para o lado e acordei...

León: Francesca?

Fran: O.. Oi! Desculpa, é que eu tava pensando!

León: Presta atenção no filme – Estavamos no cinema. –

Fran: Ta bom... – Disse sem graça e virei-me para voltar minha atenção para o filme –

León: Fran? – O olhei –

Fran: Hum?

León: Pensando em que?

Fran: A vida que deixei pra trás.

León: Se quiser desabafar... fica a vontade!

Fran: Obrigada! – Disse com um tom de ignorância, como se ignorasse o dito anterior e não me sentisse bem em falar sobre esse assunto. Mesmo nós dois estando tão próximos nesses dias –

León: Fran? – Segurei um suspiro de impaciência –

Fran: O que é? – Disse sem olha-lo.. como quem estivesse interessada apenas no filme –

León: Olha pra mim. – o olhei –

Fran: Diga..

Não fez o que pedi! Ele não disse pelo contrário... ele fez!

Notas finais
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