Garoto Errado.
24 Surpresas.
Notas iniciais
No ultimo capitulo, pareciam que queriam fazer o Daniel de vilão... fazendo ele assombrar a casa de Nicolas, e acho que o unico vilão dessa historia é o proprio Nicolas. (Nem o Demétrius é, pois ele apenas cumpri o seu trabalho).
Chorei na ultima cena de Julie e Daniel quando ele diz que vai ficar triste ao ver ela com o Nicolas. Sinceramente, Daniel não merecia sofre por um amor... digamos, correspondido e não correspondido ao mesmo tempo. Achei isso injusto.
A série merece uma segunda temporada explicando várias coisas como:
O Daniel vai se declarar?
Julie vai descobrir que algum dia o Nicolas a achou 'Sem Sal'?
Julie gosta do Nicolas ou do Daniel?
Valtinho e Bia terminaram ou não?
O pai de Julie vai descobrir que existem fantasmas em sua própria casa?
PRECISAMOS DE UMA SEGUNDA TEMPORADA!
Narrado por Julie:
Estava voltando da escola, finalmente a aula acabou... estava feliz e triste ao mesmo tempo, realmente não sabia explicar como eu me sentia, só sei que depois de descobrir que foi o Nicolas que me mandou a rosa, fiquei mais confusa ainda...
Poxa, porque o Daniel não é como o Nicolas? Porque ele não pode ser romantico?
Cheguei em casa cansada, precisava de um tempo para pensar... pensar no que eu realmente queria.
– ooi Juh. — Surge Daniel na sala.
– oi.
– O que houve? — Ele perguntou se aproximando.
– Nada... só estou com dor de cabeça...
– Huh... — Ele sorri torto. — Quer fugir comigo?
Até que não era uma má ideia, eu realmente precisava de um tempinho, mas... sozinha, precisava de um tempinho para pensar.
– Dani, hoje não. — Seu sorriso desaparece, ele se senta no sofá, pensativo.
– Porque? — Ele pergunta, e me olha disconfiado.
Revirei os olhos.
– Porque quero ficar sozinha... — Bufei. — To subindo...
Cheguei no meu quarto, entrei e deixei a porta aberta, troquei de roupa e avistei a rosa que ganhei do Nicolas sobre a mesinha do abajúr.
Me deitei, ainda olhando para a rosa... e pensando no Nicolas, e no Daniel.
Narrado por Daniel:
Estava na sala pensativo, porque Julie me tratou assim ?
Bom, novamente meus dias de tédio chegaram, Martim e Félix não paravam em casa, viviam saindo com a Débora... Julie está muito ocupada para mim, e eu não tenho nada para fazer, a não ser pensar nela.
Eu preciso me declarar, acho que é isso que ela quer de mim, as meninas têm essas frescuras de querer caras românticos... Sei que no fundo, eu sou assim, só não quero demonstrar.
Aquela música que eu fiz, seria perfeita para expressar tudo o que sinto...
– Oi. — Aparece Mannu, sorrindo timidamente.
– Oi Manoela. — Respondi.
– Por favor, não me chame assim. — Ela piscou.
– Huh...
– O que foi ? Tá desanimado?... — Ela pergunta.
– Mais ou menos.
Um silêncio reinou por alguns segundos.
– Eu sei o que posso fazer para te animar. — Ela toca delicadamente no meu rosto.
– Mannu, para. — Disse pegando na sua mão, e a soltando.
– Vem comigo. — Ela convida, com uma voz doce.
– Não sei não, acho que quero ficar aqui.
– Vamos, por favor. Eu tenho uma surpressa pra você. — Ela deu um sorriso sapeca.
Sou curioso desde vivo, admito que precisava saber do que se tratava essa tal surpressa.
– Tá... — Me levantei, ainda desanimado.
Ela coloca a mão no meu rosto, tampando os meus olhos. Ela vai me guiando.
– Pra onde está me levando?
– Calma, já estamos chegando.
Eu e ela atravessamos a parede, Mannu tira sua mão do meu rosto. Não pude deixar de sorrir, estava na edicula e vi minha guitarra, sim, com todas as cordas, TODAS!
– Nossa! — Gritei surpresso. — Muito obrigado Mannu.
– Eu disse que isso ia te animar.
Corri em direção a guitarra e soltei uns acordes, ela estava perfeita, como se estivesse nova.
– Bom Daniel, você está me devendo uma. — Afirma Manoela, sorridente.
– Tá tá... — Respondi sem me importar, eu ainda admirava a guitarra.
– Eu acho que mereço um abraço. — Ela estica os braços, a encarei um pouco sem graça.
– Huh..- Hesitei com a cabeça, e me aproximei.
Mannu me abraça pelo pescoço.
– Valeu mesmo. — Agradeci, tentando me soltar do abraço, mas Mannu não deixava. — É... pode soltar... — Sussurrei, ela me soltou e ficou envergonhada.
– Disculpa. — Ela olha para o chão.
Eu ri. E me sentei no sofá vermelho, peguei minha guitarra no colo, e a admirei por um tempo, Mannu me fitava em pé, ainda na edicula.
Começei a tocar, admito que ter minha guitarra de volta foi uma das melhores coisas da minha morte. Claro, depois da Julie, acho que ela é a coisa mais importante para mim, ela é o amor da minha... digamos, 'vida'.
– Não acha que isso foi um sinal ?- Mannu pergunta, não entendi.
– Como assim ?
– Sua guitarra, você ter sua guitarra de volta. Foi um sinal.
– Huh... — Não dei muita importancia. Mannu se sentou do meu lado.
– Lembra do tempo de colégio? Você sempre tocava guitarra nos intervalos.
– Era violão. — Retruquei.
– Ahh... tanto faz, mas mesmo assim... você tocava, e o mais legal é que era músicas romanticas. Né?
– Uhum... — Respondi, alisando a guitarra.
Não estava muito interessado no assunto de Mannu.
– Porque você não toca aquelas músicas antigas para mim ? — Ela sorri.
– Ahh...é.., acho que não é uma boa ideia.
– Porque?
– Eu... eu não me lembro direito...
– Poxa... — Ela sussurra decepicionada.
Um sinal... Minha guitarra de volta... foi um sinal? Eu refletia, enquanto Mannu ainda olhava para o chão.
Sim, foi um sinal, com a minha guitarra de volta posso tocar aquela música que eu fiz, especialmente para a Julie.
– Uma música é otima para uma declaração de amor... — Sussurei para mim mesmo .
– Como ?! — Mannu me escutou, eu havia esquecido que ela estava ao meu lado. — Declaração ?! — Ela sorri.
– É... esquece. — Falei, não queria que ela ouvisse.
– Não... você tem razão. — Afirma Mannu, sorrindo. Ela segura a minha mão. e depois toca o meu rosto. — Acho que a música é otima para uma declaração de amor.
– Aham... — Tentava me afastar, mas Mannu chegava mais perto.
– E sabe no que mais você tem razão? — ela pergunta.
– Em que?
– Quando você disse que eu ainda era apaixonada por você, é... acertou.
Suspirei.
– Mannu, eu não sinto o mesmo por você. — Ao ouvir minha resposta, seu sorriso timído desapareceu.
– Dani... — Ela me chama, com a voz fraca. — Você me paga. — Ela correu, com a mão no rosto, parecia estar chorando.
– Espera, Mannu. Espera... — A chamei, mas ela atravessou a parede e sumiu.
Me senti pessimo com aquilo, ela era um doce de pessoa... mas, eu não sinto nada por ela. Olhei para a guitarra e suspirei.
– Me disculpe. — Sussurrei. — Mas, eu amo a Julie. — Falei para mim mesmo.
Me deitei no sofá, abraçando a guitarra, e peguei no sono.
Acordei, já era de noite. Pensei na Julie, e pensei na música que fiz. Aquele era o momento certo para mostrar o que eu realmente sinto.
Fui andando calmamente com a guitarra nas costas. Estava na sala quando sinto alguém puxar o meu braço. Olhei para trás, não acreditava no que estava vendo.
Notas finais
Mandem Reviews.
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