Notas iniciais
Olá, pessoas! Desta vez a demora foi indiscutivelmente culpa minha, e não da faculdade xD Reescrevi várias partes até julgá-las boas o suficiente. De qualquer maneira, espero que gostem! Agradeço aos 53 leitores, 19 favoritos e 30 comentários *seus fofos, me deixam tão feliz*, em especial à srta Du Breac, Tsuki Kyra, Naty, Meroko, PomAckels e karol Aquino, que comentaram no último capí­tulo.

Eufórica, ela não conseguiu deixar de pensar em sua vitória.

Um tanto distraída, Misaki preparou travesseiros e cobertores para que pudesse dividir a cama com o namorado. Seu colchão, ainda que estreito, certamente era mais confortável que o sofá do apartamento de Usui. Como sua banheira era pequena demais para que coubessem duas pessoas (e provavelmente o seria também para o corpo alto do rapaz), ela o deixou banhar-se primeiro, enquanto arrumava seu quarto.

― O banheiro é seu, Ayuzawa. — Ela ouviu de repente, e virou-se para a porta.

Takumi vestia uma simples calça escura ― o peito estava nu. Seu olhar aparentava desinteresse, mas havia algo por trás das íris esverdeadas que ela não conseguiu ler. Ele ficara irritado com a segunda conquista que ela alcançou? Não sabia dizer, mas perguntaria-lhe mais tarde. Ansiava pelo aconchego da água quente.

Atenta ao fato de que havia alguém que a aguardava, Misaki apressou-se ao máximo. Vestiu seu melhor pijama ― um conjunto um tanto curto, com algumas estampas de bichinhos. Suzuna ganhara um par como brinde em um sorteio, e ofereceu à irmã mais velha o sobressalente. Usara-o poucas vezes ― preferia roupas mais práticas. Aquela ocasião, no entanto, não condizia com os largos e gastos moletons com os quais ela dormia tradicionalmente.

Após secar-se e escovar os dentes, rumou ao quarto. Ao atravessar a soleira, chamou a atenção do loiro, que a esperava displicentemente deitado em sua cama. Ele a encarou longamente ― demorou-se na blusa e nos shorts justos decorados com pequenos animais.

― O-o que está olhando, idiota? ― resmungou ela, envergonhada.

― Gostei desse pijama ― declarou ele sem pudores, enquanto se sentava. ― Misa-chan fica fofa e excitante.

― Não diga coisas desnecessárias. ― Ela foi ríspida; entretanto, também gostara bastante das vestes dele, embora jamais fosse admiti-lo.

Pretendia sentar-se ao lado dele; antes que o fizesse, porém, ele puxou-a contra si mesmo, e ela acabou desajeitadamente sentada sobre seu colo. Os braços longos de Usui envolviam sua cintura; seu rosto estava muito próximo dos seios da morena — o suficiente para que vislumbrasse o contorno deles nítidos sob a blusa.

― Não posso elogiar minha namorada muito linda? ― Sua voz expressava uma calma que a intimidava. As bochechas dela queimavam, rosadas.

― Vo-você está... zangado? ― A voz de Misaki falhou quando sentiu a boca dele a percorrer-lhe a garganta.

― Porque estaria? — murmurou ele contra sua pele.

― E-eu consegui pe-pela segunda vez... ― Ela interrompeu-se para suspirar ao senti-lo mais ousado em suas carícias.

Com ambas as mãos, ele vagueou pelas curvas das costas e da cintura da morena; desceu de sua nuca até o quadril. Agarrou-lhe, então, para deitá-la sobre a cama. Com cuidado, sustentou o próprio corpo para não esmagá-la, sem deixar de beijar seu pescoço. Ela remexeu-se inquieta abaixo dele; em resposta, o loiro deteve-se para explicar-lhe:

― Esse é o objetivo, Ayuzawa. ― Roçou-lhe com suavidade os lábios antes de prosseguir: ― Embora tenha interrompido uma aula importante.

Como se para censurá-la, ele enfim tomou-lhe os lábios. No entanto, enquanto Misaki reagiu com urgência e desejo irrefreáveis, ele invadiu-lhe a boca com uma lentidão deliberada. Sua língua moldava-se à dela, dominando-a segundo um ritmo indefinível e lascivo. Não havia ímpeto explosivo ― ele tinha total controle sobre o que fazia. Criou nela a expectativa de um beijo mais intenso, para então deixá-la carente. Fez o mesmo ao pescoço: atiçou-lhe sem pressa e parou antes de saciá-la, para sussurrar em seu ouvido:

― Por que a pressa, Ayuzawa? ― Mordiscou-lhe o lóbulo e continuou seu vagaroso trajeto de beijos até a extremidade da camisa que ela vestia, e sussurrou contra sua pele: ― Temos a noite toda.

Ela gemeu, em protesto. Sentia queimando em seu interior a necessidade: queria mais do que um rastro cálido que somente a deixava mais consciente de seu próprio desejo. Os pensamentos tornaram-se incoerentes; a respiração, descompassada. Para simultaneamente expressar sua frustração e pedir-lhe que continuasse, ela gemeu seu sobrenome, de tal maneira sôfrega e sensual que não conseguiria repeti-lo propositalmente.

Seu namorado riu em seu ouvido, mas o tom era obsceno; também ficara excitado, embora soubesse como domar os próprios instintos naquele momento. E foi ele mesmo que decidiu prosseguir — sabia que quanto maior a excitação, menor a timidez de Misaki; queria descobrir o máximo que ela conseguiria atingir.

Roçou levemente seus lábios nos dela, antes de beijá-la com maior intensidade. Ela respondeu-lhe com paixão e veemência inéditas, arrebatada pelo prazer após a privação. A provocação anterior deixara-a muito sensível a até mesmo os mais suaves toques; a morena arranhou-lhe as costas nuas quando sentiu as mãos dele a apalpar suas coxas.

Suas línguas exploravam-se mutuamente; tornavam-se mais frenéticas quando encontravam pontos fracos um do outro: ambos arrepiaram-se quando sentiram dedos a acariciarem a nuca; porém, Misaki estava em desvantagem, pois respondia às carícias em todos os locais. Quando percebeu que ela perdera o fôlego, Usui liberou-lhe os lábios, sem não antes puxar o inferior com os dentes. Enfim deslizou a boca sobre a garganta; roçou a língua e os lábios sobre a pele quente. Ainda que ofegante, ela gemeu ao reagir aos beijos e chupões que ele depositava com experiência; aplicou mais força aos dedos que pressionavam os músculos pronunciados das costas do namorado.

Ao perceber a voz dela aumentar de maneira cadenciada, ele tornou mais suaves os carinhos ― voltou a roçar os lábios, afagou o cabelo castanho e puxou-lhe alguns fios. Novamente, ela sentiu-se carente, ainda que não tão intensamente quanto antes. Apertou as coxas, tentando aplacar a ânsia que provinha de sua intimidade. O loiro notou o movimento, e sorriu enquanto restringia ela entre seus braços, apoiando-se sobre os cotovelos.

― Então presidente ― murmurou ele, divertido. ― Sou um bom professor? ― perguntou para provocá-la. Indignada, ela desviou o rosto ― e deixou o pescoço tentadoramente exposto. Sem pestanejar, Takumi o mordeu e lhe pediu, quando ela ofegou: ― Me responda,Misa-chan.

― Co-como pode ser tão bom nisso, seu idiota? ― gaguejou ela, cética. ― Por que quer tornar esse jogo mais difícil do que ele já é? ― Ele riu.

― Tão direta. ― Seu tom tornou-se mais grave antes que ele continuasse: ― É divertido te provocar, Ayuzawa.

― I-isso eu já percebi — balbuciou ela enquanto arquejava. ― Mas era eu quem deveria estar no seu lugar.

― Não acho que vá mudar muita coisa. ― O ultraje dela aumentou exponencialmente quando percebeu que ele arqueava as sobrancelhas.

― Por que não mudaria? ― indagou ela, petulante e consciente de suas duas conquistas. Ele sorriu-lhe de forma indecente antes de responder.

― Mostre-me então. ― Num ímpeto, ele inverteu as posições de ambos: agora era Usui que estava deitado; Misaki envolvia seu quadril de modo desajeitado com as pernas.

Desorientada, ela permaneceu parada; reagiu somente quando sentiu a deliberada respiração dele em seu pescoço, deslizando num ritmo lento. Moveu-se de modo a encostar os lábios na garganta dele; distribuiu beijos calorosos por toda a superfície. Logo os dedos longos do rapaz meteram-se entre a blusa que ela vestia, e acariciaram-lhe as costas enquanto a outra mão pressionava seu quadril contra a virilha dele. Ao sentir a ereção, a morena deixou escapar um gemido.

Ele não pretendia entregar-se de forma passiva aos carinhos que ela queria proporcionar-lhe: a memória da luta sensual que travaram em seu sofá ainda era recente em sua mente. Como se também ciente da lembrança, ela revidou a sua investida, esfregando-se com suavidade sobre as calças do rapaz enquanto o beijava apaixonadamente. Aprofundaram o beijo; enquanto os dedos dela estavam ocupados entrelaçado no cabelo dourado, as mãos dele tentavam liberá-la do tecido que cobria-lhe o tronco.

Quando seu membro pulsou novamente, ele encontrou sua oportunidade: deixou a boca da namorada quando ela gemeu, e lambeu seu pescoço, enquanto erguia-se sobre os braços para sentar-se. Num gesto rápido, arrancou-lhe a blusa e voltou os lábios ao mesmo lugar; porém, já havia conseguido o que queria — deixá-la semi-nua — e suas carícias retomaram a lasciva lentidão anterior.

Não demorou a deitá-la de novo sobre a cama, chupando levemente a pele sensível do colo. Deliberadamente, ignorou os seios expostos, para frustrá-la ainda mais. Ao senti-la remexer-se, não pode impedir a si mesmo de sorrir. Levantou-se sobre as mãos espalmadas, de modo a posicionar sua cabeça alinhada sobre a dela.

― Seu tempo acabou,Ayuzawa ― murmurou ele, atrevido. Muito rapidamente, lhe deu um selinho e mordeu seu lábio inferior. ― Eu avisei que não mudaria nada.

― Seu estúpido ― cuspiu ela, corada. ― Isso é injusto.

Repentinamente, ele abaixou-se para beijar-lhe entre os seios. Deslizou a língua pelas extremidades, sem nunca tocar-lhe as auréolas. Misaki suprimiu um gemido instintivo; sentiu a pele esquentar, os mamilos endurecerem, as entranhas contorcerem. A expectativa deixou sua mente livre de qualquer reclamação. Entretanto, ele não avançou ― voltou ao pescoço para sussurrar em seu ouvido:

― Por que injusto? ― Riu quando ela engasgou-se com as próprias palavras, indignada. Prosseguiu, mais sério, encarando seus olhos: ― Agora é a minha vez de te mostrar o que posso fazer, Ayuzawa.

Usui sussurrou algo como ‘apenas aproveite’, mas a morena não ouviu. Só distinguia o som do coração a martelar-lhe as costelas. A ânsia dilatava-se por seu corpo enquanto sentia eleatiçar-lhe os seios ― aproximava-se dos mamilos com a boca quente e úmida, para logo em seguida afastar-se, em direção à barriga. Com habilidade, a despiu dos shorts ― agora ela vestia somente uma calcinha com pequenas rendas.

Demorou-se observando o delicioso corpo da namorada estendido sobre a cama; era um pervertido sortudo, pensou, antes de reiniciar sua “tortura”. Lambia e chupava a superfície branca e suave, mas deixou incólumes os pequenos botões rosados. Os gemidos de Misaki o incentivavam; iria prolongar a antecipação para enlouquecê-la mais e mais. No entanto, para provocá-la e oferecer-lhe uma prévia, agarrou-lhe um dos seios, roçando a palma da mão no mamilo eriçado, enquanto depositava chupões sobre o outro.

Inicialmente, ouviu um ofegar abafado, mas logo um gemido alto, claro e longo escapou pelos lábios da morena. Ele nunca a ouvira proferir um som tão carnal, e seu corpo reagiu à primeira experiência ― queria ouvir mais. Roçou a língua entre ambos os seios, enquanto massageava-os sensualmente. Enfim, ele sugou-lhe o mamilo direito.

Inquieta, excitada e completamente rendida, ela arqueou as costas e liberou a voz presa na garganta. Takumi proporcionou-lhe o calor e a umidade de sua boca ― com lambidas e chupões demorados, mas vorazes — e também o toque ousado de seus dedos ― que alternadamente friccionavam-lhe os mamilos e dedilhavam-lhe os seios firmes. Revezou língua, mãos, lábios e dedos entre os seios esquerdo e direito, antes de serpentear a língua até o umbigo mais uma vez.

Retirou-lhe a calcinha com a mesma destreza que o fizera com os shorts, mas acrescentou beijos por toda a extensão das pernas durante o percurso. Concentrou-se, então, em suas coxas, mordiscando-lhe a pele acetinada com leveza. Estava muito próximo da área mais sensível do corpo de Misaki, e ela percebeu sua pretensão.

― N-nem pense nisso! ― protestou, constrangida.

― Só farei se você pedir, Ayuzawa ― murmurou ele, com um sorriso travesso.

― Imbecil pervertido — vociferou ela. ― Não vou pedir coisa nenh... ― ela interrompeu-se para gemer enquanto ele sugava-lhe e apertava-lhe a carne macia.

As carícias intensificaram-se, assim como o desejo que ela sentia: seus músculos internos contraíam-se desesperadamente, numa busca instintiva por alívio. Enfim, ela chamou por ele, acariciando-lhe os fios loiros num gesto convidativo. Ele sorriu antes de avançar sobre seu pequeno e róseo cerne, um tanto indistinguível devido à penumbra no qual o quarto estava mergulhado.

Provar de seu gosto e descobri-la úmida em seus lábios suscitou nele uma avidez selvagem ― explorou-lhe com a língua intensamente; percorreu as reentrâncias e saliências de sua intimidade e chupou-lhe cada centímetro. Já ela gritava; debatia-se para expressar o prazer que sentia — seu orgasmo estava próximo. Usui introduziu dois dedos para atiçá-la; as paredes internas os comprimiram, além de umedecê-los.

Com um espasmo inicial, o êxtase expandiu-se, do centro das coxas, às extremidades dos dedos de Misaki, passando pela barriga, seios, braços e pernas. Ao fim, ela estava completamente exausta, sem fôlego ― o clímax exauriu-lhe as forças. No entanto, foi ela que tomou a iniciativa de beijá-lo, antes de quaisquer frases provocativas — pouco se importava com o líquido que escorria dos lábios dele, pois queria que compreendesse como seu esforço a deixara satisfeita.

A excitação já causava a ele uma dor incômoda e uma ânsia implacável. Gemeu o sobrenome dela entre os beijos, e lutou para livrar-se das calças e boxers. Numa velocidade surpreendente, alcançou o preservativo e deslizou-o sobre o membro rígido. Já impaciente para mais jogos, posicionou-se entre as pernas dela, mantendo-se sobre os joelhos enquanto a namorada permanecia deitada — agarrou as coxas e investiu contra ela.

Distante da pele do loiro, Misaki somente pôde afundar suas unhas sobre o lençol. Notou que ele penetrava-lhe com impetuosidade inédita, mas sabia que o intuito não era machucá-la; ele queria apenas extravasar toda a avidez que contivera até então. E esta rudeza a excitava: saber que podia despertar nele tal descontrole. Uma sensação familiar apossou-se dela de novo ― gritou, incoerente, enquanto o prazer dilatou-se mais uma vez.

― Ayuzawa... ― ele gemeu uma última vez antes de liberar-se dentro dela.

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Num gesto displicente, ele desabou confortavelmente ao lado da morena. Permaneceram quietos durante alguns minutos, conscientes apenas da respiração um do outro. Enfim ele rompeu o silêncio, apoiando-se em um dos cotovelos para virar-se na direção dela:

― Ei presidente ― começou ele, num tom afetado. ― Nunca vi você gemer daquele jeito.

― Ca-cale a boca! ― vociferou ela, escandalizada. Como ele conseguia pronunciar aquelas palavras tão despreocupadamente?! ― Seu pervertido!

Ele gargalhou da reação dela, antes de puxá-la para abraçar-lhe. ― Ainda bem que você sabe ― sussurrou, divertido.

Ah, ela sabia, Misaki pensou enquanto aconchegava-se entre os braços de Takumi. Se você subestima um alien, ele vai fazer com que se arrependa — e mais que isso, irá fazê-lo de tal maneira que será impossível não adorar sua punição.

Notas finais
o/ Finalmente o volume 10 de Maid-sama! chegou às bancas aqui do RJ! Ler a Misaki dizendo que quer 'encher o Usui de porrada' é indescritível xD