Notas iniciais
Então... quase um mês sem atualizações =/ Sorry! Estava sobrecarregada e, além disso, tomei algumas decisões que comprometeram a postagem. Só posso dizer que passei a última semana escrevendo como louca. Eu nunca esperaria uma reação como essa, é sério. Desde que comecei a publicar, fui elogiada de diversas maneiras

Definitivamente, havia algum problema com as quartas-feiras. Encarei a página em branco na tela do computador, enquanto o relógio no canto avisava que a madrugada de quarta havia iniciado naquele instante.

Girei sobre o eixo da poltrona enquanto brincava com uma lapiseira entre meus dedos. Deitado sobre a cama, como de costume, Consciência lia, absorto. Desta vez, porém, não era um livro, e sim um mangá ― Monster. Sem desviar os olhos das páginas, murmurou em repreensão:

― Não deveria pensar numa história nova?

Ótimo, receber um sermão de um ser que apenas parasitava meu colchão e cujo único objetivo era ser chato. Eu estava pensado em algum maldito enredo para uma nova fanfic; porém, era difícil raciocinar quando as únicas idéias que me vinham se resumiam às cenas para maiores.

― Não espere minha ajuda. ― É claro que ele se ausentaria da responsabilidade. Óbvio. ― E se quiser descrever mais do que a maneira como uma língua enrosca na outra, vai ter que pensar mais do que isso.

Não que minha intenção fosse deixar de escrever como uma língua enrosca na outra ― qual é, vocês me conhecem. Contudo, também queria um enredo sério, desta vez, com suas problemáticas e desenvolvimento de personagens. Esforcei-me um pouco mais, fechando os olhos para concentrar-me melhor. A imagem de um campus universitário ocupou minha mente em um instante. Finalmente alguma inspiração; obrigada, entidade cósmica.

― Por que isso, repentinamente? ― indagou o moreno, deixando de lado o volume que já havia terminado. Estranho, seu interesse explicava-se no fato de que a próxima edição só seria publicada dali a dois meses, e ele provavelmente estava entediado.

―Um: É mais próximo da minha realidade. ― Iniciei minha explicação em tópicos, levantando um dedo a cada item esmiuçado. ― Dois: Sempre quis trabalhar com os personagens de Maid-sama um pouquinho mais velhos. Três: É um cenário diferente e interessante. ― O quarto motivo acrescentei num sussurro: ― E cenas de sexo entre universitários são legais.

Nem sei porque me dei ao trabalho de dizê-lo em voz baixa, já que o indivíduo conseguia ler meus pensamentos. E revirou os olhos, como de costume. De repente, estreitou os olhos, como se alguns detalhes se encaixassem em sua mente bizarra e inacessível:

― Espere. Quer dizer que pretende desenvolver um romance desde o início? Você? – Sua incredulidade era ultrajante. Da maneira como dizia, minha capacidade de fazê-lo era comparada à compaixão de Hittler pelos judeus.

― Calado. ―Não tinha tempo a gastar naquela discussão fútil. Fitei o armário e sua porta “enfeitiçada”, mas a mesma não se movia um centímetro. Por que quando precisava, nenhum personagem vinha?

― Vá lá você ― sugeriu ele, simplesmente, enquanto rolava pelo lençol em monotonia.

― Acha que isto funciona como mão dupla? ― respondi, indignada. Eu já havia tentado, mas me deparei com um armário comum, é claro. ― Está achando que funciona como em Nárnia?

Entretanto, a implicância surtiu efeito e minha irritação com o sujeito converteu-se em uma idéia repentina. Digitei-a rapidamente, para que não se perdesse: “Ayuzawa Misaki está em seu segundo ano na faculdade. Por infelicidade do destino, a proprietária do imóvel no qual se hospedava aumentou a mensalidade e ela teve de procurar uma república para se alojar. A única disponível para sua faixa de preço, infelizmente, era uma casa que aceitava mulheres, mas onde só moravam homens.”

Em minha mente, acrescentava os personagens àquele protótipo de enredo. Lá estariam Usui, obviamente; Kanou, porque não excluiria meu moreno preferido; Aoi, decidi rapidamente, já que o pequeno também era querido por mim; e Yukimura... por que não?

―Você não prefere personagens com mais defeitos e menos ingênuos? ― intrometeu-se Consciência, e desta vez estava certo.

― Trocar pelo Tora, então? ― sugeri.

―Ele nunca iria dormir no meio da plebe. ― Assim como eu, o personagem preferido dele era Tiger-kun, já que nós tínhamos um favoritismo especial pelos cínicos, dissimulados e desprezíveis. Quer dizer, eles eram tão incríveis! E voltamos à composição original.

―Hanm... Yukimura pode ser vítima de uma doença que deixa seu desenvolvimento debilitado e é frágil por isso. E está ligado a uma relação fraternal superprotetora... com Kanou, talvez? ― Tentava de alguma maneira converter os absurdos que imaginava em algo decente, mas estava difícil.

―Já está distorcendo a história original ―avisou ele, com seu tradicional tom apático. Atirava uma bola contra o teto repetidas vezes, agora. Pouco se importava com o que eu faria; todavia, seu espírito crítico era muito útil em alguns momentos.

― Mas existe o recurso do universo alternativo... ― tentei fugir. A quem eu queria enganar, seria uma cagada só. E num estalo me veio algo que havia passado despercebido. Lamentei: ― Ah, se Usui e Ayuzawa se conhecessem, teria que fazê-los se apaixonar.

― Não, imagina. ― Lá vem o sarcasmo. ―Faça um amor à primeira vista. ― Ele não se cansava de ser ridículo. ― Melhor ainda, “Liesel”, refaça “Romeu e Julieta”. ― Distorceu meu nome com o cinismo exagerado, aquele escroto. E ainda acrescentou: ― Só não se esqueça do suicídio ao final.

E naquela situação, eu não precisava de sua ironia estúpida. Queria idéias.

―Argh... teria que passar por toda aquela fase na qual negam que se gostam ou não assumem ― queixei-me uma vez mais.

― E nada de sexo no início ― lembrou-se ele. A esfera estalou contra a superfície do teto de novo.

O quê?!

― Que chato ― murmurei, enquanto deitava a cabeça sobre o teclado. Que graça teria se eu não pudesse escrever hentai?

― Não pretendia criar um “enredo sério”? ―Jogou meus próprios pensamentos contra mim, típico. ― Melhor, fique aí lamentando a vida toda. Talvez assim se suicide de uma vez. ― Sucessivas pancadas da bola agora contra a parede foram ouvidas.

Que obsessão ele tinha pela minha morte ― e se isto acontecesse, ele também desapareceria. Mas Consciência não parecia dar nenhuma importância a nada, inclusive sua vida. Até mesmo seu “amor” pela literatura não tinha intensidade suficiente e mais parecia uma maneira de vencer o tédio. Não imaginava alguém mais desinteressante para se relacionar com os outros, de fato.

―Como posso me interessar por alguém se nem ao menos tenho um gênero? ― Ah, ele levou a questão para o lado sexual. Era realmente uma parte de mim, enfim confirmei.

Bem, eu não sabia como aquele “garoto” era por debaixo de toda a roupa surrada. Seu porte magro era ambíguo, e deveria ser inteiramente reto. O rosto tendia para o masculino, mas a ausência de barba, os cabelos rebeldes um tanto mais longos que o comum para um homem e alguns traços andróginos novamente confundiam. Era mais fácil imaginá-lo como rapaz, concluí.

― Por acaso acha que minha personalidade vai mudar se eu ganhar um pênis? ― indagou, indiscreto, talvez em resposta à minha confirmação de que tinha uma ponta de pervertido.

Com hormônios, era óbvio que mudaria um pouco. Pff... Contudo, não pude discordar de que aquele “jeitinho” era um charme para alguns. O moreno deixou de atirar o globo elástico para me encarar com um expressão que anunciava: “Dane-se meu charme”. E foi daí que um novo estalo, desta vez em meu benefício, reverberou em minha mente. Ele era um bom OC!

Foi a primeira vez que o vi de olhos arregalados: ― O quê?

Enquanto ele se sentava, observei-o analiticamente. Talvez, por debaixo de todo o desleixo e desinteresse, aquele garoto de olhos escuros atraísse alguém. Talvez.

― Espera me usar como ferramenta de enredo? ― questionou, incrédulo. ― Tem minha permissão, por acaso?

Eu não precisava pedir permissão a uma parte de mim, e o infeliz desistiu rápido, pois apenas pôs uma das mãos sobre o rosto, frustrado. Enquanto isso, eu digitava desatinadamente tudo o que me vinha à mente. Era impressionante a forma como uma idéia levava a outra, e logo um enredo mais desenvolvido ganhava forma nas páginas do Google Docs.

― E ainda por cima uma sequência? ― Sua indignação não tinha limites ao perceber que, sim, aproveitaria-me do que já havia explorado em “Garotas também são Pervertidas” e partiria daquele ponto em diante. ― Vai mesmo prosseguir uma história sobre sexo com um enredo normal? Não faz nenhum sentido.

― Shiu, a fic é minha e eu dito as regras. ― Fui categórica, mesmo que não lhe encarasse. Estava ocupada preenchendo os documentos com algo concreto, que milagre. ― Mas obrigada pela inspiração, “Bom-Senso” ― revidei a insolência da última vez, denominando-lhe da maneira como preferia.

― Ao menos fique quieta, mulher. ― Foi a última sentença que ouvi dele naquele dia. E voltou a me chamar daquele modo “carinhoso”, que amor.

Era o momento de pôr as mãos à obra, pensei ao vislumbrar as cenas desconexas que escrevi naquele meio tempo, pois teria de organizá-las em capítulos. Agora não lidaria somente com um alien pervertido e uma tsundere também pervertida. Estariam envolvidos um garoto comilão e adorável, sua namorada fofa e esperta, um ex-idol esquentadinho, um hipnotista a lidar com a própria fobia, um “tigre” arrogante e egocêntrico, além do moreno apático “amante” da literatura sobre minha cama. Além de alguns personagens mais; no entanto, estes viriam apenas mais tarde.

Um novo universo estendia-se diante de meus olhos.

Notas finais
Hamn... que maneira ESTRANHA de encerrar, não? =w= Então... estou me despedindo de GTSP para me dedicar a CINCO fanfics de Kaichou. É coisa pra caramba, hentai pra caramba, lemon pra caramba xD Aí vão elas: >> Meninas Más não têm Bons Sonhos – Yaoi. Usui x Vários personagens masculinos da série. Ayuzawa Misaki é atormentada por sonhos que envolvem Usui. Sonhos... diferentes. Encerrada. http://fanfiction.com.br/historia/368208/Meninas_Mas_Nao_Tem_Bons_Sonhos/ >> Change! – Shoujo/Yaoi. TakumixMisaki. KanouxYukimura. HinataxSuzuna. Como seria Maid-sama ao contrário? Usui tímido? Misaki pervertida? Yukimura brigão? Kanou delinqüente? Bem-vindo ao mundo paralelo! Capítulo 12 postado. http://fanfiction.com.br/historia/378460/Change/ >> Sobre Aliens e Irmãos – Shoujo/Yaoi. TakumixMisaki. HinataxSuzuna. SoutarouxOC. ToraxOC. AoixOC. E esta será a continuação oficial de GTSP, e se passará após a formatura dos personagens mais velhos. Este último extra que focou em outros personagens não foi sem propósito, e é aqui que Consciência entra como personagem ;D Ainda que este não seja seu foco, SAEI também prosseguirá com competições entre o alien e a maid. Capítulo 10 postado. http://fanfiction.com.br/historia/383594/Sobre_Aliens_E_Irmaos/ >> Kaichou wa Heroine-sama! - Shoujo/Aventura. TakumixMisaki. HinataxSuzuna. Os personagens de Maid-sama num universo RPG'ístico! Magia, batalhas, demônios e um bastardo sexy estarão no caminho da guerreira Ayuzawa Misaki! Capítulo 6 postado. http://fanfiction.com.br/historia/408548/Kaichou_Wa_Heroine-sama/ >> Seduzida por um idiota - Ecchi/Hentai - Substituta de Costume Play, sequência de one-shots com temáticas variadas, mas com o mesmo foco: a intimidade desses dois xD 4º Capítulo postado. http://fanfiction.com.br/historia/492802/Seduzida_Por_Um_Idiota/ Obviamente são todas +18 9.9 E aí, não mereço um abração? (...Não –q) GTSP foi apenas o início de minha “carreira ficwritter” (agora que já escrevi o nome parece tão pavoroso .-.), e novamente agradeço a todos que acompanharam até aqui o meu xodó. *Faz reverência* Foi um prazer conhecer vocês e saber que gostam de minhas histórias. Já me emocionaram, me fizeram rir, surtar, chorar ( o///o) e agradeço muitíssimo a cada um. Um último pedido: assim como estou me despedindo de GTSP, gostaria que cada leitor também o fizesse, seja pelos reviews, MP’s, email, twitter, sedex, PAC... See ya!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!