Garotas Também São Pervertidas

13 Extra III - Parte II - Restrições


Notas iniciais
Hey, leitores lindos! Em menos de uma semana, mais uma vez! *E os anjos entoam seu canto de júbilo* Agradeço aos comentários de DamiMines (ex-gasparzinha), Tsuki Kyra, Bells Horemans, marybasilio, leticiaplus, Danny latk, Taissa GOMEZ, PatriciaNight, MogamiLM, Anjo das Trevas, ackles, Almofadinhas, Lafayette e ao review e LIN-DA recomendação de Natyy. Nunca esperava nem ao menos uma, quanto mais 5 recomendações. Vocês são meus divos, é só o que tenho a dizer. Bem, enfim tomei vergonha na cara e nomeei todos os capítulos - não sou boa com nomes, me perdoem. Mas eles precisavam de algo para serem mais facilmente localizados e organizados, então... Chega de blablabla! Eis a vingança da Ayuzawa! Boa leitura xD

Possessa, amaldiçoava internamente aquele alien irritante e idiota.

Segundo o seu julgamento, o objetivo daquela competição era provar àquele perseguidor estúpido que ela não suportaria suas provocações de maneira passiva. Mas como não render-se quando aquele bastardo lhe atiçava de modo estupendamente irresistível? Havia, porém, algo que poderia fazer, e fazer agora, após ter saciado sua vontade enquanto ele continuava a desejá-la. Sua mente elaborou com rapidez uma vingança ― uma vingança contra a sua tentação. Faria seu felino ― pois, para ela, Usui era sedutor, dissimulado e volúvel como um ― provar de sua própria artimanha.

Aproveitou-se da ligeira vantagem que teria ao surpreendê-lo e estendeu-se para alcançar a faixa que antes cobria sua garganta, num movimento ágil. E o loiro de fato espantou-se e não esboçou uma reação até que percebeu o que a namorada fazia: utilizando de sua força adquirida com anos de treino de aikidô, ela avançou contra o rapaz e empurrou-o até uma parede próxima, onde terminaram por cair — um, sentado e a outra, ajoelhada. Como de costume, depositara demasiada intensidade em seu gesto, embora nenhum dos dois tenha se machucado. Prosseguiu, então, agarrando-lhe ambos os pulsos e levando-os até as costas de Takumi.

― Misaki?! ― ofegou ele, ao recuperar-se do impacto. Nada podia ver, mas sentia as mãos pressionadas uma contra a outra. Ela o amarrara.

Seu tom era insolente enquanto ela se posicionava defronte a ele; seus joelhos envolviam as pernas do loiro. ― Você fala tanto em punições, mas o único que merece é você, Takumi. ― Deslizou os dedos sobre o tecido da blusa masculina. Coincidentemente, sua voz tingiu-se com o mesmo atrevimento desafiador que lhe encobrira da última vez que se vestira com um uniforme semelhante ao que usava agora. Um uniforme de maid. E, enfim, puxou-lhe pela gravata e asseverou: ― Não me subestime, idiota!

E, durante os indescritíveis milésimos de segundo após sua sentença, soube que havia conseguido mais uma vez ao vislumbrar os olhos verdes arregalados, logo antes de esmagar seus lábios contra os dele.

Usui Takumi estava desorientado. E Ayuzawa Misaki era a única pessoa em todo aquele universo que seria capaz de incitar naquele alien tal resposta. Desta vez, o corpo dele reagiu com muito mais intensidade ao beijo dissoluto, com muito mais sofreguidão aos lábios cálidos que envolviam os seus, à deliciosa e perversa língua sobre a sua. Todavia, a maid afastou-se — cedo demais para ele. Desatava-o da gravata com lentidão ― a mesma com que ele a despira anteriormente. Era... frustrante.

― Não é bom? ― sussurrou ela em seu ouvido, ambígua, e havia uma nesga de irritação mesclada à ironia. Referia-se unicamente ao fato de que ele finalmente experimentava daquela sensação; no entanto, poderia ser interpretada como uma simples indagação sobre o deleite que ele sentia, ou uma pergunta retórica, já que ela sabia exatamente. Mordeu seu lóbulo e, usando da petulância que lhe permitira todas aquelas conquistas; sublinhou o termo que ele anteriormente dissera; mais séria, contudo: ― Também quero “brincar” com você.

Usui sentiu-se endurecer com aquelas palavras ― poderia, com facilidade, assegurar que nunca se excitara tanto. Fora completamente arrebatado com o fogo abrasador que derretia as orbes de topázio ― quase que incendiado por elas também. Arrepiou-se ao sentir que as carícias da morena desciam, ocupando-lhe o pescoço. De alguma maneira, a prisão de seus braços o fazia mais sensível à boca quente que remexia-se sobre sua pele. Queria retribuí-la, e não podia ― mas chegara àquela situação porque já fizera demais.

Finalmente, Misaki obteve algo que almejava há muito ― na verdade, algo em que pensara minutos antes de aceitar aventurar-se no talvez mais inflamado desafio de sua vida até então. Conseguira aproveitar-se da raiva que sentira com o ultraje, e da impetuosidade que esta lhe provocava, para, enfim, tomar todas as rédeas desta vez, e não enchê-lo de porrada, como fizera há alguns meses atrás. O efeito inefável exercido pela consciência de que era ela a dominante desta vez superavam suas expectativas — cada vez mais compreendia as atitudes do namorado, porque as descobria extremamente prazerosas.

Dirigiu os dedos, então, ao primeiro botão. Pôde provar mais uma vez da textura da pele de Takumi, ao chupar, mordiscar e lamber o peito durante o lento processo de desabotoar a blusa alva que ele trajava. E a cada novo toque, ouvia a respiração do rapaz tornar-se cada vez mais falha; notava que ele contorcia-se, inquieto, como se assim pudesse encontrar algum alívio daquelas algemas improvisadas para fazer o mesmo a ela. Mas Misaki nem ao menos começara ― que o imbecil fosse paciente desta vez. Abriu a camisa por completo para chegar ao umbigo e ao cós da calça, enquanto estimulava o loiro com os lábios e as mãos.

E ele ardeu em expectativa ao senti-la tão, tão próxima... Contudo, a maid interrompeu-se, agora trilhando o caminho inverso com os dedos, enquanto fitava-o, ansiosa por suas reações. Descobrira-se bastante inclinada a observar, na verdade. Havia algum encanto misterioso na visão ― excitava-a profundamente vê-lo fechar os olhos e arfar pesadamente. Nos breves momentos em que se encararam, Usui viu sobre as íris amareladas a euforia: era ela, e somente ela, a lhe proporcionar aquele prazer. Quando ela alcançou seus lábios, ele não hesitou: sugou e mordeu aquilo que o dedilhou com tanto entusiasmo, pois era o que desejava fazer por toda a extensão do corpo de sua namorada.

Misaki respondeu à pequena e deliciosa carícia ao avançar contra ele mais uma vez. Enfim sentou-se sobre seu colo, e Takumi tardiamente lembrou que ela não vestia nada por baixo daquelas roupas – ele se encarregara desta parte anteriormente. Esta memória, somada ao fato de que a morena o beijava e pressionava o próprio corpo aquecido contra o dele, e de que ele nada podia fazer devido aos malditos grilhões de tecido, o deixaram enlouquecido. Nunca antes sentiu tanto desejo em tocar nos suaves seios que se comprimiam contra seu tórax, ou nas coxas macias que apertavam-se contra as suas, do que naquele momento, em que suas mãos estavam privadas desta ação. Somente a boca desfrutava do livre contato, e era por ela que ele transmitia toda a sua ânsia.

E, embora a maid tenha se enlevado com o vigor com que ele lhe correspondera, impediu que o prosseguisse ao afastar-se em busca de fôlego. Lá estava ela, a provocar-lhe inconscientemente desta vez: as faces rosadas, a pequena boca a inspirar e expirar, o busto (novamente encoberto pelo pano enrugado) a expandir-se e retrair-se enquanto refletia externamente as variações do pulmão. Seus sentidos estavam atentos a qualquer mínimo movimento da morena, e foi devido a isto que o breve gemido proferido por ela ao senti-lo enrijecer contra seu cerne descoberto exerceu nele um efeito muito mais poderoso do que sequer podia imaginar. Deus, como queria aquela mulher.

Ao recuperar-se, Misaki reiniciou aquilo que para ele era uma tortura: distribuiu beijos ardentes por toda a região exposta do tronco do loiro, sem não antes avisar-lhe com um sorriso travesso. Sua língua delineava cada contorno da musculatura do rapaz, como se para torná-los ainda mais nítidos. Usui, em seu estado limitado, apenas podia fruir da sensação dos lábios úmidos e incandescentes a deslizar por sua pele. Um gemido rouco e arrastado impeliu-se entre seus dentes quando ela enfim tocou-o sobre a calça: a maid voltou seus dedos ao zíper. Como ele permanecia sentado, estava impossibilitada de retirar-lhe a calça e os boxers, mas, com algum esforço, livrou o membro dele das vestes que o escondiam.

E mais uma vez envolveu a ereção do namorado com sua boca, percorrendo todo o seu comprimento de modo vagaroso. Movia ambos, lábios e língua, em ritmos distintos, porém igualmente lentos. Takumi não resistiu ― lançou para trás a cabeça, rendido, enquanto gemia o nome da maid de maneira explicitamente obscena. Quando ela acelerou suas carícias, sugando com muito mais voracidade o órgão que estimulava, ele gemeu, à espera da liberação cada vez mais próxima.

No entanto, Misaki não permitiu: retornou à anterior velocidade demorada para lamber de sua extremidade. Ah, como eram insuportáveis: as restrições, as provocações, a sensação de algo quente e macio a envolver-lhe e chupar-lhe. Pulsou sob as mucosas da morena, que enfim decidiu por recompensá-lo adequadamente. Desta vez, ao tornar-se mais rápida, não interrompeu-se: deixou que ele atingisse o próprio ápice. E ele o fez, num orgasmo intenso e descomedido. Suas manifestações de prazer deixavam-na orgulhosa e atraída ― certamente, ele nunca gemera tanto, ou tão alto.

Enquanto aguardava a respiração do loiro aquietar-se, engoliu o sêmen, apressada. Ela já deveria saber que ele não se satisfaria apenas com sua boca e seu toque, assim como deveria prever o estágio que ele alcançara. Porém, a maid surpreendeu-se quando ele enfim encarou-a ― seu olhar era sério, e assumia inegavelmente que o descontrole novamente despertara nele. As esmeraldas escurecidas a hipnotizaram, e as entranhas de Misaki contraíram em resposta.Usui depositou mais força em seus pulsos e o nó, já frouxo, soltou-se liberando-os. Estava livre, enfim, para perder-se com ela.

Num ímpeto, segurou-se ao braço dela e pôs-se de pé, levando Misaki consigo. E logo a morena foi subjugada por um beijo violento, voraz. Procurou por algum apoio ao seu corpo, enquanto respondia com a mesma intensidade, e alcançou algum objeto próximo ― mesa, cadeira, não sabia. Os lábios agora em seu pescoço a confundiam, assim como os dedos a procurar o fecho de sua roupa complexa ― não eram frontais, e sim traseiros. Com alguma delicadeza, virou-se para ajuda-lo, segurando o cabelo para desimpedir-lhe a vista.

Não esperava, entretanto, um lascivo e sôfrego chupão em sua nuca ― seu ponto fraco, agora intensamente estimulado, incitou nela um suspiro longo e pesado. Espalmou as mãos sobre a superfície plana (era, sim, uma mesa) enquanto o loiro abaixava as alças largas de seu uniforme, impaciente para provar mais de sua pele. Agarrou os fios castanhos, soltos de novo, e prosseguiu seu percurso, alcançando as costas da namorada com sua língua. Suas carícias eram sedentas. Selvagens. Lidar com este seu lado mais ávido e desmedido a excitava. E realmente perdeu-se; gemeu em protesto quando ele se afastou.

― Separe as pernas, Misaki ― sussurrou ele em seu ouvido. Estremeceu ao ouvir o pedido, assim como ao senti-lo lamber a área posterior de sua orelha, mas obedeceu sua instrução.

Considerava aquela posição ― na verdade, a ideia de tê-lo atrás de si, distante de sua visão e tato ― muito constrangedora e impessoal; relacionava-a ao acasalamento primitivo de animais. Contudo, ao ser invadida por ele novamente, sentindo-o ofegar em seu pescoço, percebeu como os dedos eram exigentes ao apertar-lhe o quadril; como era muito mais intensa a sensação de tê-lo dentro de si; como era necessária a intimidade para realiza-la, enfim.

Inicialmente, os lábios do rapaz encobriam seus ombros, mas as investidas cada vez vigorosas afastaram-na, e ela logo foi pressionada contra o móvel devido à força com que ele empurrava-se contra seu ventre. Takumi ainda estava faminto por seu toque, porém, e reclinou-se para abraçar sua cintura com uma mãos, enquanto a outra permanecia em suas ancas ― de alguma maneira, seus movimentos intensificaram-se mais e mais. E a familiar contração interna e consequente expansão lânguida do prazer apoderou-se dela; somente algum tempo depois ele pôde desfrutar do mesmo também.

****

― Pare de me olhar desse jeito, imbecil! ― vociferou a maid, após trancar a porta dos fundos do Maid-Latte. No ambiente externo, trajava suas costumeiras ‘vestes cafonas’; encarava o loiro pervertido à sua frente.

― Não me culpe,Misa-chan ― defendeu-se ele, enquanto a acompanhava. ― Achava que você era M*, e não S*. ― Usui suspirou ao vislumbrá-la confusa. Ela nem ao menos sabia do que ele estava falando. Ao final, assumiu, sincero: ― Ainda estou impressionado, na verdade.

― Eu disse a você que iria se arrepender se me provocasse ― esclareceu ela, simplesmente.

― Mas você pediu por isso, presidente ― alegou ele, num tom irritante. Imediatamente a lembrança de dizer que ‘queria mais’ povoou sua mente, mas ela balançou a cabeça como se para afastar a memória.

― Não foi daquilo que eu estava falando ― desconversou ela, enquanto desviava os olhos.

― Diga explicitamente, da próxima vez ― rebateu ele, malicioso.

― Continue sonhando, Takumi idiota. ― Sua voz deixava implícito o seu sorriso. Aproximava-se cada vez mais do fim daquele jogo, de maneira inacreditável. Ela mesma, há algum tempo atrás, não imaginaria alcançá-lo.

Restava apenas uma.

Notas finais
*M (masoquista), S (sádico) - os japoneses tem a estranha mania de 'catalogar' as pessoas nestas duas categorias. Ah, Ayuzawa, eu te amo! Vem cá me dar um abraço, guria! Nem preciso dizer que adorei escrever este capí­tulo - Usui descontrolado, parte II xDDD (E, sim, responderei a todos os seus reviews, mas estou postando este capítulo em um computador alheio e não posso me demorar. Mas já digo: amei cada um deles!) Uma pequenina pergunta, que demanda uma também pequena resposta: QUAL É O SEU CAPÍTULO PREFERIDO? Fantasminhas, não dói responder, eu garanto xD