Notas iniciais
Yo! Preciso dizer algo importante. A partir de hoje serão postados capítulos um dia sim e dois não. O próximo capítulo será postado no dia 13/03, sexta-feira. Motivo: Está difícil gerenciar os estudos e a fanfic. Espero que não se importem.

Juvia POV on
A aula foi um tédio até o recreio. Nós almoçamos e fomos para o jardim, quando vimos os garotos no banco que a gente ia sentar. Eu não tinha nenhum problema com isso mas eu sabia que a Levy ia armar um barraco com o Gajeel e eu precisava ver isso. E, é claro, eu tinha que provocar a Lucy e a Erza. Mas eu senti que ia me incomodar com a Erza, ela viu a minha cara quando o Gray apareceu na porta semana passada, não que eu tenha ficado com uma cara de que gosto dele mas fiquei com uma expressão diferente. Mas, talvez, se eu incomodar primeiro ela fique com tanta vergonha que esqueça minha cara.

–Olha quem está no banco. – falei só pra provocar
– Ai, eu mato aquele idiota! – a Levy foi com uma aura maligna para perto deles pra discutir
–É certo que ela gosta dele, mas pra que tanta implicância?!
–Fecha a boca que tá escorrendo uma baba aí. – Lucy vermelha, e a erza rindo
–Não fala nada, Juvia. Eu vi to olhando pro Gray semana passada. – sabia que isso ia acontecer
–Não era nada de mais, eu só olhei pra ele.
–Tem certeza?! – que mania de perguntar se as pessoas têm certeza
–Caladas, a não ser que queiram que eu chame o Natsu e o Jellal.
–O que tem eu? – esse garoto tem uma habilidade de brotar nos lugares
–Como tu faz pra brotar nos lugar? – também tava curiosa
–Mas eu não brotei!
–Quanto da conversa tu ouviu? – eu precisava perguntar
–Não muito.
–Não muito quanto? – espero que ele não tenha ouvido sobre o Gray
–Só ouvi quando a Lucy perguntou se tu tinha certeza de alguma coisa.
–Sorte tua. Se tu tivesse ouvido mais eu teria que te bater até tu não lembrar mais.
–Quanta violência.-_-' – disseram as duas
–Ninguém precisa saber. É um assunto pessoal, ou seja, caladas! (cara de assassina)
–Aye! – é bom elas terem medo
–Vocês não responderam o que tem eu.
–N-n-nada! – não sei o que ela viu nele
–É-é-é, n-n-não t-t-tem n-n-nada – falei gaguejando só pra zoar ela, e acabei levando um chute
–Cala a boca.
–Ou o que?
–GRAY, TEM ALGUÉM TE CHAMANDO! – dessa vez foi ela que levou o chute
–Pra alguém que não se importa, até que tu ficou bem nervosinha!
–NATSU!!
–Por que tu chamou ele?
–Oi, Lucy.
–O-oi, Natsu.
–Quem me chamo? – chegou o Gray
–A Juvia. – pra me incomodar ela não gagueja
–Por que? – perguntou ele. Pera aí, ele já estava sem camisa quando chegou?
–Nada não. Vai colocar uma camiseta.
–Não, eu estou com calor!
–A gente tá no meio de outubro!
–Eu sei.
–Tá quase nevando.
–Continuo com calor!
–Que bando de louco. – chegou o Gajeel e a Levy pra deixar isso mais engraçado
–Eu não sou louco/louca! – eu não imaginava que todos iam dizer juntos
–Tão falando tão alto que parece mesmo! – como se ela não estivesse gritando ontem
–Me surpreende que vocês dois não estejam brigando. – disse a Lucy perplexa
–Vocês dois quem?
–Chega de agir como uma criança, baixinha. Agora ela resolveu me ignorar.
–Levy, dá um tempo. – disse a Erza, eu também não estava gostando disso
–Eu não estou fazendo nada de mais.
–Vamos pra sala antes que alguém se mate aqui. – ótima ideia Lucy
Juvia POV off

Depois da aula

Erza POV on
Quando estávamos indo pro quarto, um aviãozinho de papel bateu na minha cabeça. A primeira coisa que eu pensei foi jogar o aviãozinho na direção que ele veio, mas, quando eu ia jogar, vi que tinha escrito “abra” na asa, então abri e li um bilhete.
“Vá para o jardim sexta-feira antes dos outros acordarem, preciso falar com você.”
No começo eu achei estranho, mas, como eu sou muito curiosa eu precisava saber quem tinha mandado a mensagem. Não falei nada pras meninas e quando chegou sexta as cinco da manhã eu fui até o jardim. Eu só tinha esquecido um pequeno detalhe: era inverno e eu tinha esquecido o casaco no quarto, mas eu já tava chegando no jardim, não ia voltar só pra pegar um casaco. Quando eu cheguei lá estava muito escuro, só o que eu conseguia ver uma sombra que deveria ser de um garoto pela altura. Fui chegando mais perto para ver se reconhecia mas não conseguia enxergar. Quando eu estava muito perto dele, pude ver uma tatuagem e, antes de eu poder falar alguma coisa, ele me beijou. Foi um beijo suave e parecia que o tempo tinha parado, na verdade foi o meu primeiro beijo, e foi ainda melhor do que eu imaginava. Quando nos separamos ele saiu correndo e tudo o que eu consegui ver com os primeiros raios de sol foi uma mecha de cabelo azul. Só podia ser o Jellal, mas a pergunta é: por que ele me beijou? Será que ele gosta de mim como eu gosto dele? Será que ele só quer me provocar? Eu ainda não sei por que isso aconteceu, mas eu não quero me esquecer do que aconteceu aqui. Quando eu voltei pro quarto eu ainda tava meio nas nuvens, porque eu cheguei e elas já estavam acordando e viram eu chegando e começou o interrogatório.

–Que carinha é essa, parece que acabou de sair de um encontro? – a Juvia começou
–Onde tu tava a essa hora?
–Acho que vi o Jellal entrar no quarto dele agora. – Levy, você vê demais
–Uiiiiiii
–Não foi nada demais.
–Conta, criatura, todo mundo quer saber! – Desde quando a Juvia é violenta?
–Ta bom, eu conto. Prontas. Lá vai. Ele me beijou!! – daí elas deram aqueles gritinhos estéricos que eu acho que o corredor inteiro acordou – Silêncio, vão acordar o colégio todo.
–O sono deles não importa quando o assunto é você e o Jellal. – eu até que acho que a Juvia tem razão
–Conta como foi.
–Ele beija bem? – tu já tem o Natsu garota
–Primeiro: sai que o garoto é meu e segundo: eu não tenho ninguém pra comparar.
–Mas pelo menos diz se gostou? – sério, Juvia?
–Se eu gostei? Foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos dezesseis anos da minha vida!
–Obrigada pela parte que nos toca.
–Vamos combinar, são tipos diferentes de coisa. Ele é minha primeira paixão, e vocês são as melhores amigas que eu já tive na vida toda.
–Blá, blá, também te amo mas ele disse alguma coisa?
–Não.
–Como assim? Ele te beijou e foi embora? – já leu tantos livros e fala como se não fosse normal
–Exato.
–Que falta de romantismo.
–Isso porque vocês não viram a cena.
–Mereceu Oscar?
–Nem pra tanto, eu acho.
–Descreve pra eu poder imaginar.

Descrevi tudo, desde o aviãozinho até a mecha de cabelo. Parecia que a Lucy tava vivendo a cena com o Natsu pela cara dela.
Tomamos café e fomos para a sala, fui pro meu lugar e quando vi o Jellal entrando na sala, sabia que precisava falar com ele. Ele estava vindo para o meu lado e, antes de sentar, olhou para mim e simplesmente pediu desculpa. Aquilo me machucou num primeiro momento, mas depois pensei que ele poderia achar que eu não tinha gostado. É uma possibilidade. Não falei nada por vergonha e o resto do dia foi tão normal quanto podia ser, exceto pelo fato de eu não parar de pensar naquele beijo.


Continua...

Notas finais
Por favor, leiam as notas iniciais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.