Notas iniciais
Musica tema: Lolita e ride de Lana Del Rey

Era uma pousada que ficava distante do centro da cidade. Era simples e todos os quartos e corredores tinham um vaso com flores, assim como o nome da pousada indicava.

A dona do estabelecimento era uma senhora solitária com os seus quarenta e poucos anos tendo só a companhia da filha, já que o marido a havia abandonado há três anos.

Hospedes iam e vinha o tempo todo. Mas naquela manhã não havia chegado ou saído ninguém até quando chegou um homem aparentado ter 40 anos, com alguns fios de cabelo branco, mas que eram escondidos pelos fios loiros. Ele foi ate a recepção, pediu um quarto e subiu as escadas para o primeiro andar. Enquanto subia as escadas esbarou em uma garota, de cabelos castanhos e com um vestido florido, ela aparentava ter 13 ou 14 anos.

– Desculpa Senhor. — ela disse encarando-o e depois voltou a descer correndo as escadas.

Não muito distante dali ele ouviu alguém bater uma porta depois passos apressados. Um homem desceu correndo as escadas segurando uma mala, não deu para reparar direito quem era.

O recém-chegado não se importando voltou a andar indo ate o seu quarto. Depois de colocar suas coisas no guarda-roupa foi descansar.

Horas depois foi acordado com batidas na porta. Abriu o viu que era a garota de antes.

– O que houve- ele disse frio, ajeitando seu óculo de grau.

–Só vim trazer o seu jantar que minha mãe pediu, já que a sala de jantar foi fechada por um dos hospedes que esta fazendo uma festa. — ela disse segurando uma bandeja com o jantar. Parecia ser algum tipo de caldo.

–Se era só isso- ele disse pegando a bandeja e fechando a porta.

–Meu nome é Lola- ela disse segurando a porta.

–O que você disse?

–Meu nome é Lola- ela sorriu- Qual é o seu?

–Robert, por quê?

– Por nada, só queria saber. — Então ela foi embora.

Ainda meio confuso ele fechou a porta e foi jantar, mas só consegui comer metade.

Na manhã seguinte ele estava sentado em uma das mesas da sala de jantar da pousada tomando café. Não tinha dormido direito.

Entre um gole e outro do café, a senhora que o atendeu na recepção, a dona da pousada veio ate ele.

–Esta gostando do seu aposento senhor?

– Acho que sim senhora...

–Pode me chamar de Lidy. Eu me sinto uma velha quando me chama assim. Na verdade eu devo ate parecer. — resmungou ela- Mas em fim você já conhece a cidade?

–Não senhora... Quero dizer, não Lidy.

Foi então que a garota entrou na sala indo ate aquela mesa.

–Bom dia mamãe. Bom dia Robert. — Disse se se sentando à mesa e pegando o cardápio que estava em cima dela.

–Filha, você tem que arrumar o jardim do fundo esta tarde ok?

–Claro mãe!

–Me desculpe Robert por não ficar conversando com você por mais tempo, mas tenho que resolver algumas coisas na cozinha. — então saiu dali

–Ela acha você bonito, mas não vai de dar muita importância.

–O que garota?- perguntou o senhor

–você me entendeu- então pegou uma das fatias de torrada que estava no prato dele e comeu. Depois se levantou e passou pela grande porta que ficava no fundo da sala de jantar.

No meio da tarde, ele estava sentado em uma das cadeiras do jardim que ficava nos fundo da pousada. Não sabia exatamente por que estava ali, normalmente preferia ficar trancado no quarto remexendo nos seus papeis. Então a garota apareceu, ela estava usando um short e uma blusa branca, avia amarado a cabelo com uma fita.

Ela começou a arrumar o jardim, arrancando ervas daninhas, podando algumas plantas e catando galhos e folhas do chão. Quando terminou colocou uma manta no chão em frente a Robert e deitou de frente pra ele. Já ele estava ate agora observando nos atos da garota, sem nem ao menos piscar. Então os irrigadores no chão foram ligados molhado todo o jardim e inclusive Lola que estava deitada na manta. Ela sorriu para Robert. Um prendeu o olhar no outro.

Depois de alguns minutos ela se levantou e foi ate ele. No mesmo instante ele ficou tenso, percebendo que a roupa dela estava toda colada ao corpo e estava semitransparente. Ela então chegou perto e depois torceu o cabelo deixando que a água que estava nele caísse na camisa dele.

–Diminuiu o calor Senhor Robert? Acho melhor o senhor se acalma se não as pessoas podem estranhar- com um sorriso estranho ela então entrou na pousada.

Ele estava confuso com o que acabara de acontecer. E Também pelos pensamentos que teve enquanto olhava a garota ser molhada.

Horas depois ele estava no quarto deitado na cama quando alguém bateu na porta. Quando abriu a porta involuntariamente um sorriso se formou no rosto dele.

–Vim trazer seu jantar já que o senhor não desceu. — Lola disse lhe entregando a bandeja e já se virando para ir embora, mas ele a segurou pelo pulso e a puxou para dentro do quarto.

Ele não sabia exatamente o que queria. Só colocou a bandeja em cima da mesinha que tinha no quarto depois ficou de frente a ela.

–Lola eu... — ela o interrompeu colocando um dedo sobre seus lábios.

–Faça o que você quiser senhor.

Assim que terminou de falar ele a agarrou e a beijou. Pensou que ela o rejeitaria depois, mas ela prendeu as pernas na cintura dele e afundou os dedos por entro o cabelo dele. Ele sabia que era errado, mas não se importava, só queria aproveitar.

Quando se afastaram pela falta de ar ela segurou o rosto dele entre suas mãos sorrindo.

–Esse será nosso segredo- Robert disse encarando ela.

–É claro que vai ser. Não quero que acabem com minha alegria- ela disse sorrindo descendo do colo dele- Agora tenho que ir mamãe esta me esperando.

Quando ela saiu do quarto ele se sentou na cama. Não acreditava no que havia feito. E pra piorar havia gostado, queria mais, queria ela só pra ele.

Nas semanas seguintes a rotinas deles era de um ficava provocando o outro, não haviam se beijado novamente, e ele estava desesperado por isso.

Em uma noite ele já não aguentava mais. Quando ela estava passando pelo corredor ele a puxou para o seu quarto e trancou a porta.

–O que você estava fazendo!- ela gritou

–O que eu já deveria ter feito a muito tempo, mas não tive oportunidade, querida Lola.

Ele a jogou na cama e começou a beija-la. Ela tentava se soltar, mas não consegui. Aos poucos ele foi tirando a roupa dos dois. Ela batia nele para tentar se solta, mas erra em vão.

–Me solta Robert!

–Não vou, pois é o que você também quer.

Foi ai que ela cedeu. Pois sabia que ele não a soltaria e por que ela realmente queria aqui então se entregou a ele.

Na manhã seguinte ele acordou e percebeu que ela ainda estava ali, dormindo abraçada a ele. Sorriu e começou a acariciar o cabelo dela. Ela acordou e começou a beijar o pescoço dele.

–Senhor eu quero... — ela disse fazendo cara de inocente.

Passou uma semana depois do ocorrido. Eles estavam deitados abraçados na cama.

–Robert vamos fugir!- ela disse alegre

–O que garota?- ele não acreditada no que ouvira.

–Vamos fugir. Se você quiser eu ate dirijo — ela disse sorrindo

–Você enlouqueceu?

–Não.

–Quer isso mesmo?

–Quero!

–Então vamos amanhã- nem ele acreditada que tinha aceitado aqui.

Na noite seguinte ela entra no quarto dele trazendo uma mochila e sentasse na mesa.

–Vamos? — ele disse terminado de arrumar as coisas.

–Mas antes... Eu quero Robert. –ela fala pegando um pirulito da mochila.

Momentos depois eles estavam deitados no chão respirando com dificuldade.

–Me chama de Lolita- ela disse de repente.

–Como?

–Me chama de Lolita.

–Lolita- ele disse olhando para ela

–DE novo...

–Lolita

–De novo...

–Lolita, minha Lolita.

–De novo...

–Lolita, você é minha Lolita.

Então ele percebeu que os olhos dela mudaram de cor, ficaram num vermelho forte e intenso.

–Adoro quando me chamam assim. — e deu um beijo nele.

Então num movimento rápido ela pegou uma faca que ele não sabia de onde ela tinha tirado e o acertando no coração algumas vezes.

Sem se importar com o sangue que havia espirado em seu corpo ela se vestiu pegou suas coisas e saiu do quarto trancando-o.

Na manhã seguinte enquanto passava pelo corredor esbarrou em um novo hospede, pediu desculpa, sorriu pra ele e continuou a andar.

Notas finais
Gostou? bom? ruim? mediano?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.