Garotas Crescidas não Choram

1 Meu Querido Grande Problema


Notas iniciais
POV AKI..

“Todos os dias, uma tortura, estava me acabando aos poucos, só havia sobras e restos de mim. Porque você tem que mexer tanto comigo, por quê? Perguntava-me freneticamente, O que eu fiz pra merecer isso, te amar, te ajudar sempre, me esforçar ao máximo dando meu melhor sorriso mesmo quando a situação não estava favorável? E agora você fica aí, aos beijos e abraços com ela, como se ela merecesse tudo isso! Arremessei meu travesseiro longe, com toda a minha força pra tentar controlar a raiva, mais foi em vão. Simplesmente não havia jeito de fazê-la passar. Tentei ser forte, mas não consegui que lágrimas deixassem de escorressem dos meus olhos. Ah, estou parecendo uma criança pequena sem seu corbertor. Sinto-me tão insegura sem você por perto que parece que tudo que de ruim pode acontecer, acontecerá. Não há pra onde correr, nem pra onde ir. Mas o que mais dói, o que mais me faz sofrer é que eu, covarde, não consegui dizer o que realmente sinto com medo que você me rejeitasse eu ficasse deprimida. Mas e agora, como estou? Dei uma volta de 306º e voltei para o mesmo lugar, de sofrimento e dor. Só espero que quando tiver força pra me declarar, você me aceite e me ame como eu o amo.”

Sentimentos: Dor, frustração, amor.

Aki Kino

Fechei meu livro de sentimentos estava atrasada pra escola. Estranho não, uma garota como eu ter um livro de sentimentos? Mas, por mais estranho que seja posso chamá-lo hoje de ‘Melhor Amigo’, pois ele me ajuda a controlar meus sentimentos, e de não sair gritando pela rua como uma louca. Além do mais estou precisando muito de apoio emocional. Mas como diz minha mãe “Garotas grandes não choram”, ou, mais corretamente não precisam chorar. Mas acho que minha querida mamãe se esqueceu de seus dias de adolescente, quando é difícil não chorar. Mas tenho que ser forte.

No meio de meus devaneios esqueci que tinha de ir pra escola e resultado, cheguei vinte minutos atrasada, só não sei que milagre o professor me deixou entrar.

- Senhorita Kino, espero que isso não se repita ouviu?- O professor me perguntou, olhando como que se fosse atirar um tijolo pra cima de mim.

- Hai – Respondi um pouco nervosa.

No meio de alguns risinhos abafados pude sentir alguém me cutucando, tentando chamar minha atenção e quando me virei era ele, a causa de tanto sofrimento, se tanta dor, de tanto amor. Seus olhos estavam tão brilhantes, mas com um tom apreensivo que me fez arrepiar um pouco.

- Hei Aki por que você se atrasou tanto? Fiquei preocupado já que você não é de faltar e ainda hoje que temos prova de matemática. – Ele disse tão receoso que me deu vontade de rir e ao mesmo tempo de chorar.

- Ah, Endou-kun foi só uns problemas em casa — Respondi com um sorriso, não conseguia não sorrir pra ele.

- Só fiquei preocupado – Ele disse e eu tive vontade de beijá-lo muito, mais me contive.

- Obrigado por se preocupar — Respondi sorrindo, por um instante estava realmente feliz.

- É isso que fazem os amigos!- Ele disse sorrindo, apenas não percebeu como essa frase quebrou meu coração em pedaços.

- Amigos... — Sussurei, ele pareceu não perceber, só me virei e abaixei a cabeça.

Felizmente a aula acabou logo, e as aulas foram se passando rapidamente, até chegar à hora do intervalo. Estranho, essa era a pior do dia. Saí da sala o mais rápido possível, procurando por um rosto amigo, ou, mais corretamente ‘amiga’.

- Haruna – gritei, ao encontrá-la.

- Oi Aki, tudo bem? – Ela me respondeu divertida, parecia que algo de muito bom lhe havia acontecido.

- Bom, não – respondi, deixando uma lágrima escapar pelo canto do olho, mas Haruna percebeu.

- É ele de novo não é? – Perguntou desconfiada

- É, já não sei mais o que fazer. – Respondi ao mesmo tempo vendo o casal mais popular do colégio passar na nossa frente.

Mamoru Endo o ‘campeão’ do FFI e Fuyuka Kudou a filha do técnico do time aos beijos e abraços. Após o campeonato eles começaram a namorar.

- Sabe amiga, sinceramente não dá pra ficar nessa deprê, parte pra outra, existem tantos garotos interessantes e disponíveis. Olhe eu o Tachimukai, estamos firmes e fortes. — Ela disse me abraçando.

- Então é por isso que você está tão feliz, aniversário de namoro né, como o Kidou conseguiu ‘superar’ isso? — brinquei e ela fez uma careta.

- São cinco meses. E o Kidou sabe que o Tachimukai é responsável e cuida bem de mim, por isso ele fica tranqüilo.- Respondeu rindo, Haruna era sempre muito animada.

- Queria poder ter um namorado assim, mas eu o amo, e não consigo esquecê-lo. – Respondi começando a chorar.

- Ah amiga... — Disse Haruna voltando a me abraçar.

O sinal tocou, e tivemos que voltar às salas. Mas, novamente as horas foram como que passaram voando. Voltava pra casa tentando encontrar uma solução para o meu ‘querido grande problema’. Tinha que encontrar, não agüentava mais sofrer tanto.

Até que tive uma idéia. Fui correndo pra casa, havia de tentar, apenas tentar realiza-la.

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-MÃÃÃÃE — gritei exausta, havia corrido quarteirões e mais quarteirões.

- O que foi Aki, por que tanta gritaria?- Perguntou preocupada

- Mãe, eu tenho que voltar a estudar nos Estados Unidos. – Disse meio receosa

- Mas por que Aki, aqui você não está conseguindo aprender?- Perguntou mais preocupada ainda

- Não é isso mãe, é que estou mais acostumada com o modo de ensino de lá, e são apenas três anos — Menti, acho que não consigo mentir pra ela.

- Filha, pode contar a verdade, eu sei quando você está preocupada com alguma coisa e eu sou sua companheira, pode se abrir comigo quando quiser — Não sei o que aconteceu, mas essas palavras me confortaram. É minha mãe me conhece mesmo.

- Tudo bem mãe... – Então eu me abri, contei tudo o que aconteceu, e até me senti mais aliviada por isso, devia ter feito isso antes.

- Ah, então são assuntos do coração... Isso é complicado, sempre alguém sai magoado, mas se for pelo seu bem eu deixo, com uma condição... — Minha mãe fez aquele olhar de suspense, odeio quando ela faz isso, me deixa com medo.

- Qual?- perguntei meio receosa

- Que você estude muito e não deixa mais nenhum garoto te magoar okay?- Perguntou

Eu assenti, finalmente poderia esquecer o Endo, finalmente ele não mais me machucaria, nem me faria sentir dor. Isso me deixou tranqüila, sabe... Essa foi à única noite que consegui dormir sem ter pesadelos.

Notas finais
Primeiro DESCULPEM, fiquei muito tempo sem escrever. Segundo OBRIGADA por você ter lido até o finaal e Terceiro deixem muuuuitas reviews, críticas, dúvidas, sugestões... tá valento!