Garota milagrosa
4 Klaus meets Amara
P.O.V. Klaus.
O Elijah só conseguiu fazê-la devolver a magia de Freya e nada mais. A estratégia dele não deu em nada. Agora é a minha vez de tentar.
Essa duplicata desgraçada, essa Renesmee. E cá entre nós, que raio de nome é esse? Que espécie de mãe dá esse nome pra filha?
Eu estava saindo, abri a porta com tudo e imagine a minha cara quando vejo a vagabunda parada lá. Ela estava descabelada e usando um vestido gasto e velho que parecia uma toga grega.
—Você é o Klaus?
Eu agarrei-a pelo braço e a joguei no chão.
—Ai. Porque tá fazendo isso? Sei que tomou meu lugar, mas eu não tenho culpa.
—Cala boca, vadia duplicata!
Virei um tapa na cara dela e ela começou a chorar.
—Niklaus! O que está fazendo?
—A sua estratégia não funcionou. Agora é minha vez.
—Eu só queria que a dor acabasse. Eu só queria estar com ele, por favor ele é o meu amor.
Puxei o cabelo dela e então ela gritou:
—Silas! Silas ajude-me!
E aquela dor recomeçou. A mesma dor que senti em Mystic Falls, a madeira se movendo.
—Quem você pensa que é para atacar o meu único e verdadeiro amor?
—Silas!
Ela correu para os braços do Salvatore.
—Stefan?
—Silas. Stefan é apenas uma versão humana de mim.
—Você estava certo Silas. Ele é um monstro.
—Meu amor. Oh, meu amor. Não chore, eu estou aqui. Somos só você e eu Amara ,sempre.
Ele a abraçou, a consolou, a confortou.
—Você fez a mulher que eu amo chorar. Vai pagar por isso.
—Se me matar, o outro lado será destruído.
—Eu só queria pedir para que não a machuquem. Ela só queria me ajudar, nos ajudar.
—A duplicata Renesmee vai ter o que merece.
—Você não pode machucar ela. Se o fizer, ele nunca vai te perdoar.
—Ele?
—Seu irmão. A garota que você quer matar está carregando o filho dele.
—O que disse?
Amara respondeu num tom de voz tão baixo que quase não dava pra ouvir:
—É verdade. Ela espera o seu filho, ela é sua esperança. Renesmee é a sua nova chance, não desperdice seu amor.
—Venha meu amor, lua da minha vida. Está machucada?
—Eu estava. Não se preocupe eu já passei pior.
Ele levou a duplicata embora.
—Não sou duplicata. Sou a primeira, sou a original, sou o rosto que gerou milhares de duplicatas. Tenho dois mil anos sou imortal e indestrutível.
Foi a última coisa que ela disse antes de sair.
Elijah saiu pela porta que nem um tiro.
P.O.V. Elijah.
Como da primeira vez eu nem precisei bater. Ela já abriu a porta e disse:
—Sim. É verdade.
—Então eu...
—Você e a sua família podre vão ficar o mais longe possível da minha criança. Eu quero que o meu bebê se torne uma boa pessoa, que ele seja bom e puro, que tenha estabilidade, segurança que cresça sabendo que é errado matar pessoas que há outras maneiras. Cumpriu sua parte do trato e eu cumpri a minha.
—Do que está falando?
—Eu devolvi os poderes de Freya e você me deu um pedaço de você. Esse era o acordo. Estamos quites.
—Esse bebê é meu filho!
—É uma menina! Mas, sim biologicamente falando ela é sua. Mas, o que você tem pra oferecer a ela?
—Eu vou cuidar dela.
—Por favor, mal consegue cuidar de si mesmo. Você não consegue manter o controle, não controla nem a si mesmo como vai controlar uma criança que não tem noção do perigo? Como vai cuidar de um bebê que não sabe nem comer sozinho? Pretende trocar as fraldas dela? Tai uma coisa que eu pagaria pra ver.
—Ela também é minha filha!
—Se você parar de pensar em si mesmo por dois segundos, se usar a razão vai ver que o melhor pra ela é ficar longe de você e da sua família.
—Porque diz isso?
—Eu posso?
Ela me estendeu a mão. Ficou segurando minha mão por um bom tempo e então ela tocou meu rosto e eu vi coisas... coisas que eu sabia que eram reais, eram memórias, minhas memórias. Coisas a muito esquecidas, á muito perdidas.
—Entende agora? Consegue ver? Quando lhe convém você mata, você atormenta, você tortura, fere, quebra suas promessas. Você já foi um homem nobre, mas agora você não passa de um assassino. Um assassino com a alma manchada pelo sangue dos inocentes.
—Como você fez isso?
Um homem de capa entrou pela janela.
—Olá Guideon. Podia tentar usar a porta pra variar.
—Ela é a escolhida. Aquela que pode interferir significativamente no equilíbrio e na definição de bem e mal. No equilíbrio entre o bem e o mal, por isso muitos a querem morta. Incluindo seu irmão.
—Niklaus não vai matá-la.
—Pode me garantir isso?
—Não.
—Eu estou aqui a mando da Rainha Leonore para proteger ela. Ou elas.
—Obriagado Guideon, agradeça a Leonore por mim.
—Eu vou.
—E você, vá embora. Vá embora e não ouse retornar, não quero que contamine minha filha com sua raiva e seu sistema familiar doente.
—Que nome pretende dar a ela?
—Um nome digno dela, digno de uma princesa. Não se preocupe não vai lhe faltar nada.

Fale com o autor