Garota milagrosa
7 Comparações do Dimitre
P.O.V. Jane.
Faz uma semana que o Dimitre voltou ao Castelo de São Marcus e algo está diferente nele.
P.O.V. Dimitre.
Ela me agradeceu, me mostrou a cidade no caminho de volta, foi gentil comigo mesmo sabendo quem eu era, a Cullen voltou-se contra os Mestres, queimou o castelo deles e tudo para que eu encontrasse sua filha. Ela me pagou dez milhões de dólares em dinheiro vivo.
Então... eu sinto a dor. Jane.
—Pare!!
—Jane.
—Mestre.
—Tenho sua atenção agora Dimitre?
—O que você quer?
—Desde quando fala comigo nesse tom?!
—Desde que eu percebi que não se importa comigo ou com Jane ou com qualquer outro membro da guarda. Desde que eu quero ser tratado como uma pessoa! Quero ser tratado com respeito! Custa dizer um obrigado de vez em quando ou pedir por favor?! Quantas vezes esses três já nos agradeceram verdadeiramente por alguma coisa? Quantos obrigados já recebemos deles? Nenhum! E a menina, ela sabia quem eu era, sabia que eu trabalhava pra você e que a mãe dela pagava pelo meu serviço e ainda assim ela me agradeceu. Me tratou com respeito.
—Dimitre, temos uma boa vida aqui.
—Não Jane. Acha que é bom só porque não viu nada melhor. Talvez o vampiro revolucionário estivesse certo. Eu to cansado de ser odiado, de ser um monstro, de ser temido. Ela me mostrou o metrô, eu nunca tinha visto um metrô e ele existe a um século.
—O que é metrô?
—Viu? Você nunca saiu daqui Jane. Essa não é nossa casa, não somos moradores ou convidados, somos prisioneiros, somos reféns de homens tiranos. Aquela híbrida estava disposta a matar pela filha, eles morreriam uns pelos outros, mas esses ai, nunca dariam uma gota de sangue por nós.
P.O.V. Aro.
Isso não é bom. Eles estão começando a pensar.
—O Dimitre ta certo sobre vocês nunca agradecerem ou tratarem a gente com respeito.
—Eles tratam a gente como escravos Jane. Somos nada pra eles.
—Meus queridos, que bobagem.
—Não! Não é bobagem. Carslile Cullen não queria brigar aquele dia na clareira, ele só estava protegendo sua família. A gente nunca protegeu ninguém. Porque a gente nunca teve ninguém!
—Jane...
—Eu nunca tive um namorado, nunca tive amigos ou uma família. Carslile é casado, Rosalie é casada até Edward e Bella são casados. Eu vi o jeito que ele olhava pra ela, o jeito que os dois se olhavam. Eu quero que alguém olhe pra mim daquele jeito, eu não quero ser solteira pra sempre.
—Encalhada.
—O que?
—A palavra que as pessoas usam atualmente pra gente que não namora nunca é encalhada ou encalhado se for menino.
—Eu não quero ser encalhada!
—Eu conheci um dos primeiros vampiros do mundo. Dá pra acreditar?! Acho que ele é o pai da filha da híbrida Cullen!
—Isso é mesmo incrível! Como é que ele era?
—Ele parecia humano, o nome dele era Elijah.
—A híbrida Cullen teve um bebê?!
—Um bebê de dezessete anos. O nome dela é Andrômeda. Ela me mostrou coisas lindas, eu vi todas aquelas pessoas. Como dizem no século vinte e um... to caindo fora.
—O que?
—To indo embora.
—E pra onde você vai?
—Pedir socorro. Porque eu preciso e muito.
—Dimitre!
—Jane, eu não vou ficar.
—Eu sei. Ia dizer pra me esperar que eu vou com você.
—Onde a minha irmã for, eu vou.
—Eu é que não vou ficar aqui com esses três velhos.
—Felix!
—Estamos caindo fora. Tchauzinho manés.
Foi uma debandada. Todos os membros da minha guarda, tanto os da alta guarda quanto os soldados rasos pegaram as malas e se foram.
O Castelo de São Marcus mais parecia um deserto. Não haviam mais serviçais, empregados, guardas, nada. Apenas nós três.
—Como foi que isso aconteceu?
—Cullens. Sempre os malditos Cullens!
P.O.V. Jane.
Onde quer que passássemos os humanos olhavam, encaravam. Eles cochichavam, nos chamando de esquisitos, bizarros e sinistros.
—Onde estamos Dimitre?
—No aeroporto.
—Porque?
—Vamos pros Estados Unidos.
—Fazer o que nos Estados Unidos?
—Pedir socorro. Para as únicas pessoas que podem nos ajudar.
—Que seriam?
—Os Cullens.
—Os Cullens?! Está brincando? Vão nos matar!
—E que outra alternativa nós temos? Qual é o seu plano Jane?
Fiquei sem resposta.
—Viu? Você não tem um plano.
—Tudo bem Dimitre, vamos fazer do seu jeito dessa vez.
Dimitre foi até o balcão e comprou bilhetes.
—Pra que esses bilhetes?
—Pra podermos entrar no avião.
—Avião? O que é um avião?
—Meio de transporte aéreo. É melhor do que voar de dragão, acreditem.
—Voar? Vamos voar?
—É.
Uma voz invisível falou:
—Atenção passageiros do voo 109 com destino a Nova York, embarque iniciado no portão dez. Pedimos que gestantes, idosos e pessoas com crianças de colo ou portadoras de deficiência por favor embarquem primeiro.
Ficamos na fila por uns dez minutos.
—Pra onde foram nossas malas Dimitre?
—Elas já estão no avião á essa altura. Vamos é a nossa vez.
Jane não passou pelo detector de metais.
—Senhorita, terei que pedir para que por favor tire a sua capa e qualquer objeto de metal e coloque na bandeja. E que passe pelo detector de metais.
—O que?
—Eu vou primeiro. Façam tudo o que eu fizer.
Depois dele demonstrar o que tínhamos que fazer,nós fizemos.
Na sala de embarque a voz se pronunciou:
—Pedimos aos passageiros que estejam com o RG e passaporte em mãos na hora do embarque.
—O que é isso?
—Isso. Esse é seu Alec, esse é da Jane e esse é do Felix.
Entramos em outra fila e a mulher carimbava o papel e dizia:
—Obrigado e boa viajem.
Logo estávamos no avião e o Dimitre explicou que tínhamos que nos sentar nos lugares demarcados. O jovem que se sentou ao meu lado era bonito, mas ele não pareceu gostar muito de ter que se sentar ao meu lado.
—Eu sou Jane Volturi.
—Jeremy Grace.
—Está com medo de mim. Todos tem medo de mim.
—Devia tentar um estilo diferente. Tira essas lentes de contado assustadoras e essa capa, parece satanista ou uma bruxa.
—Lentes de contato?
—Mina, você é pirada.
—Meu nome é Jane. Não Mina.
—Jane, você é pirada. E muito esquisita.
Esquisita, pirada, sinistra, estranha, bruxa, satanista. É, são muitos adjetivos negativos. Todos me odeiam, todos nos odeiam, nos olham torto e cochicham coisas. Será que sou tudo isso mesmo? Eu gosto do meu poder, por mais terrível que seja.

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