Garota milagrosa
20 As intocáveis
P.O.V. Coronel Hegar.
Quando Ezra mostrou as filmagens eu não pude crer.
—E as garotas de roxo?
—Chamam elas de as intocáveis. Elas são fruto de um feitiço feito a dois mil anos, dentre elas oculta está a Original. O rosto que gerou milhares de doppleggangers. Elas são intocáveis porque são a imagem viva da Rainha de Asheron. As bruxas acreditam que o amor ultrapassa os limites do possível. E pelo que eu vi lá dentro, pelas filmagens que eu fiz elas estão certas.
—Então essas cópias são um efeito colateral de um elixir da imortalidade feito por uma bruxa?
—Sim. A cidade é enorme, lá tem acesso á internet, bibliotecas cheias de grimórios mágicos, livros comuns, pergaminhos mais velhos do que você pode imaginar. Até cópias de coisas guardadas na biblioteca do Vaticano. Os pergaminhos que acreditávamos ter sido destruídos no incêndio na biblioteca de Alexandria... não foram destruídos estão lá. Ficaram enterrados junto com a cidade durante séculos, o incêndio foi forjado.
—Por quem?
—Pelas bruxas daquela época. Elas levaram tudo para Asheron e depois colocaram fogo em papiros em branco.
—Porque?
—Para impedir que os Necromonguers colocassem as mãos naqueles feitiços. No conhecimento.
—Necromonguers?
—São um povo muito antigo, praticantes de magia negra. Necromantes, ressucitadores de mortos. Eles controlam a morte, controlam os vampiros porque os vampiros estão mortos, por isso as bruxas querem desesperadamente todos os bruxos necromantes mortos.
—Guerra?
—Guerra. A Rainha está preparando-se para a batalha, todas as bruxas estão.
—E as intocáveis?
—Elas vão ficar na segurança do palácio. Não participarão da batalha.
—Vão ficar sozinhas na cidade?
—Não! A Rainha criou um exército feito especificamente para protegê-las. Elas são protegidas por legiões de guerreiros geneticamente modificados chamados Aenhaqui. O instinto mais básico desses soldados é proteger as intocáveis, literalmente o instinto. É um feitiço também.
—E se tentarem invadir a cidade?
—Tem uma barreira mágica em volta lembra?
—Que Deus nos proteja.
—Porque tá preocupado Senhor Presidente? Essa briga é deles e entre eles.
—E os jatos? Os tanques?
—Contra dois Magnetos? Eles vão destroçá-los.
—Magneto?
—Todos os soldados da Rainha tem algum tipo de poder. Magneto o primeiro, batizado de Erik Magnus Lensherr por seus pais adotivos. Ele nasceu Max Eisenhardt. O homem é um mutante que possui a capacidade de manipular e controlar o metal e campos eletromagnéticos. Quando criança foi perseguido juntamente com sua família por ser de origem judaica, ele viu toda a sua família ser massacrada pelos soldados nazistas e então foi levado para o campo de Auschwitz onde foi forçado a trabalhar nas mais desagradáveis funções. Ele limpava as câmaras de gás, enterrava os corpos daqueles que morriam e devido a sua condição especial esse grupo de pessoas que fazia isso tinham alguns privilégios. Lá dentro ele conheceu uma cigana chamada Magda eles conseguiram fugir do campo e tiveram uma filha juntos chamada Anya. Mas, assim que a filha começou a apresentar poderes os soldados de Hittler a assassinaram. A menina e a esposa, mas então tomado de ódio ele os matou usando apenas uma corrente de metal.
—E quanto ao outro Magneto?
—Filho do primeiro. Ele se casou novamente e teve mais dois filhos. Pietro e Wanda, conhecidos como Mercúrio e Feiticeira Escarlate. Eles são mutantes e ela não é feiticeira de verdade. Ambos são mutantes como o pai.
—E ela tem um exército muito vasto?
—Digamos que se o exército dos Estados Unidos atacar não vai sobrar nenhum soldado vivo.
—Então é pouco.
—Nenhum dos nossos vai sobreviver. As bruxas tem tecnologia muito além da nossa imaginação, sabe o jogo assassin's creed? O banco de dados genético existe. Fica em um lugar secreto que só os membros do Credo e as bruxas das primeiras linhagens que fundaram o Credo tem acesso.
—O Credo? O Credo existe?
—Existe.
—E a maçã?
—Sim. Eu nunca vi, mas acho que está lá em algum lugar. A cidade é impenetrável, a barreira é indestrutível, foi criada a eras atrás e ainda existe. Atacá-las não faz sentido.
—E quanto aos assassinos?
A Rainha apareceu na sala.
—Onde outros homens seguem cegamente a verdade, lembre-se nada é verdade. Onde outros homens estão limitados pela moral ou pela lei lembre-se tudo é permitido. Eles trabalham na escuridão, para servir á luz. São assassinos.
Um homem e uma mulher apareceram também e eles falaram em uníssono:
—Eu sacrificarei minha felicidade, minha carne e o meu sangue para que o Credo viva.
Não podíamos ver suas faces, mas sabíamos pela voz que era um homem e uma mulher.

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