Garota milagrosa
18 A Tribo da terra
P.O.V. Ezra.
Estava conversando com a jovem Marique quando um homem chega.
—Marique! Quem é esse?
—Ele disse que o nome dele era Ezra, meu pai.
—Um forasteiro?
—Eu presumo que seja Khalar.
—Sou. E você fique longe da minha filha. Seu mortal nojento. E você? Você não deveria estar falando com ele. O povo dele saqueou o nosso, pegaram nossos tesouros e colocaram atrás de vidros dizendo que era deles.
—Eu sinto muito meu pai. Eu não o queria ofender.
—Khalar basta! A menina não fez nada de mais. Que mal há em conversar com o rapaz? Nenhum deles pode entrar na cidade sem a permissão da Rainha. O feitiço impede, se ele está aqui é porque a Rainha permitiu.
—Eu temo que o mortal se aproveite da inocência de nossa filha.
—Então, se teme por ela porque a está repreendendo? Ela sabe que não deve revelar os segredos das tribos e nem da cidade. Não sabe Marique?
—Sim minha mãe. Eu só o estava explicando como se comportar, como funcionam as coisas na cidade para que não se meta em confusão.
—Viu? Algum dia Khalar, Marique assumirá o trono da tribo da terra e será uma grande líder. Nós a educamos bem Khalar devemos confiar nisso.
—Tem razão minha querida Maliva. Me perdoe querida, você sabe que eu só me preocupo com você. Não sabe?
—Sim meu pai.
—Vamos Marique, a família real vai dar um baile esta noite. Temos que estar apresentáveis para estarmos na presença da Rainha e das intocáveis.
—Adeus Ezra Fitzgerald. Foi um prazer conhecê-lo.
Então notei um bando de meninos reunidos em volta de um velho.
—Rito de passagem Dothraki. O primeiro a dar a volta nas colinas e voltar com o ovo intacto ganha o direito de lutar com os guerreiros, o direito de ser treinado.
—Cassandra.
—Vossa Alteza.
—Sim, desculpe. Vossa Alteza. E quem você acha que vai vencer?
—Conan vai vencer. Ele é a criança nascida no fogo da batalha, esse menino nasceu para ser um grande guerreiro é o destino dele.
—Você acredita mesmo que é vidente?
—Você verá. Asheron não é uma cidade mortal, você é único dentre todas as pessoas daqui que não possui nenhum talento.
—E aquela menininha que estava junto de Marique?
—Sua filha Mégara. O esposo de Marique faleceu, morreu em batalha.
—Mégara tem talentos também?
—Veja por si mesmo.
Ela era extraordinária.
—O que ela está fazendo?
—Procurando.
—O que?
—Um fragmento de osso enfeitiçado. Rito de passagem.
—Eu vi um assentamento não muito longe daqui. Eles também são seus aliados?
—Não. Inimigos. Necromonguers. Feiticeiros das trevas, necromantes. Ressucitadores de mortos, Necromonguers não podem por o pé aqui o feitiço de proteção que envolve a cidade impede.
—Feitiço? A barreira que envolve a cidade é um feitiço?
—É claro. O que achou que fosse? A magia ancestral das bruxas de Asheron ancora essa cidade.
Magia.
Então a cidade inteira treme.
—O que foi isso?
—Algo atravessou a barreira.
Vários soldados se mobilizaram.
—Abram os portões!
—Aquele é Heitor. O general do exército da Rainha.
P.O.V. Tamara.
Eu consegui. Cheguei á cidade de Asheron.
Mas, fui logo cercada pelo exército.
—Identifique-se mulher!
—Meu nome é Tamara. Eu vim do mosteiro de Shapur, vim em busca de abrigo. Por favor, eu perdi milhares de irmãs e o meu Mestre. Eu sou uma monja, uma mulher de paz.
—Você atravessou a barreira. Então é uma de nós. É bem vinda. Homens! Baixem as armas! Vamos escoltar a dama até o palácio.
O comandante da guarda ajudou a moça a montar no cavalo e eles se dirigiram para a maior e mais imponente construção da cidade.
A jovem princesa Cassandra olhou mortalmente para a forasteira.
P.O.V. Tamara.
Ele era lindo. Forte e tinha um porte de Príncipe.
—Você é um Príncipe?
—Pelos Deuses não! Eu sou só um General, um humilde servo de sua Majestade a Rainha.
Logo estávamos frente a frente com a Rainha.
—Heitor.
—Majestade.
—Vejo que trouxe uma convidada.
—Ela diz ser uma monja. Do monastério de Shapur.
—É verdade?
—Sim majestade.
—E o que faz tão longe de casa?
—O monastério foi atacado. Eu sou a única sobrevivente.
—Querida?
—Ela diz a verdade Elijah. Lamento por sua perda.
—Não mais que eu majestade. Eu lhe garanto.
—Diga-me, como atravessou a barreira?
—Barreira? Que barreira?
—A cidade é envolta por uma barreira mágica. E você a atravessou como se ela nem estivesse lá.
—Eu lhe juro minha Rainha não foi minha intensão.
—Eu sei. É bem vinda, você encontrará seu lugar.
—Obrigado. Muito obrigado.
Eu comecei a chorar, chorar de felicidade, de gratidão.
—Vai passar criança, o tempo cura todas as feridas.
—Não estou chorando de tristeza, mas de gratidão, de felicidade. Famosa é sua beleza e sua bondade minha Rainha.
—Você tem nome?
—Tamara Amaliate Jof Carochan.
—Muito prazer. Saiam, saiam todos.
Eu fiquei sozinha com ela.
—Podemos falar livremente. Eu sei quem você é e o porque de estar aqui.
—O que?
—É você. Você é uma Princesa, descendente dos necromantes que moram fora dos muros, mas você não quer ser como eles e muito menos ser a líder. Mas, me resta saber como uma Princesa bruxa necromante passou pelo meu feitiço de proteção como se ele nem estivesse lá?
—Não sou igual a eles. Não quero ser igual a eles.
—Isso é obvio. Eu sugiro que isso fique entre nós. Eu acredito que todos merecem uma segunda chance, mas se começar a trazer problemas ou a ferir o meu povo serei obrigada a levar você á julgamento e provavelmente será sentenciada á morte.
—Eu entendo. Obrigado.
—Disponha. Tem onde ficar?
—Não. Eu não tenho nada.
—Pois fique aqui no quarto de hóspedes e amanhã poderá sair para procurar emprego. Pode ficar o tempo que precisar.
—Obrigado.
—Disponha.

Fale com o autor