Garota de ouro

4 Capítulo 4 ─ O peso das palavras.


Notas iniciais
Olá, meus amores! Sim, eu volte! Agradeço desde já todos os comentários que eu recebi, amei todos eles sem exceção nenhuma. Bom, prometi que iria respondê-los, mas a escola não me da folga para fazer isso, então vou responder os comentários começando por esse capítulo, Okay? Se eu sumir, coisa que já estou prevendo por estar muito magoada com uma pessoa que pensei gostar de mim, mas não gostava de verdade, espero que não me abandonem, pois só tenho vocês. Bom, a história vai começar a ficar tensa daqui para frente, mas não me matem, por favor, okay? Fanfc devidamente revisada, mas caso tiver algum erro, por favor, é só falar! Boa Leitura!

Hospital Certain Steps

18: 15 PM

Steve caminhava de um lado para o outro, temeroso de que toda a verdade sobre o acidente que deixou a sua ex-namorada manca viesse à tona, destruindo-o social e economicamente. Ele precisava pensar muito bem no que faria para silenciar a Maximoff, não podia arriscar tudo o que tanto se empenhou para construir por causa de uma adolescente tola como aquela manca.

─ Preciso de um trunfo nas mãos, assim poderei controlar aquela vadia como eu desejar. ─ Murmurou para si mesmo, pousando suas mãos sobre a cabeça, preocupado com a ligação feita por Wanda.

Aquela situação se complicaria caso ele não resolvesse o mais rápido possível, Steve sabia disso muito bem. Wanda nunca ameaçou em vão, sempre cumpria com as suas palavras, tornando-a perigosa demais para o empresário mais poderoso da cidade. Ele ate poderia ignorar as ameaças, pois manca como esta agora, a Maximoff não teria como atingi-lo como prometeu que faria, mas ele sabia que aquela maldta iria encontrar alguma forma de desmascará-lo perante todos, levando-o à lama.

─ Pense, Steve! ─ Seu tom saiu raivoso, parecia que Rogers iria explodir de ódio e desejo de vingança. ─ Maldita manca!

Desesperado por uma saída, Steve fecha seus olhos em uma tentativa de encontrar um trunfo nos confins de sua mente, coisa que pareceu dar certo a julgar pelo seu sorriso vitorioso.

─ Acabei de encontrar algo que fará você ficar em minhas mãos, Wanda. ─ Comentou para si mesmo, ansioso para dar inicio ao seu plano.

Lentamente e em passos sorrateiros e seguros, Steve caminha até o telefone sobre a mesa do irmão, pronto para começar a tecer a sua rede de mentiras.

[...]

No terraço do Hospital, preocupado e pensativo, Bucky encontrava-se debruçado sobre a grade de proteção, fitando seus pacientes com carinho e zelo. Seu amor por aquelas pessoas que lutavam sem rendição contra as dores causadas pelas fisioterapias era enorme demais, Bucky sabia muito bem que o irmão tinha ciência desse amor e respeito que ele tinha pelos pacientes, mas não respeitava.

─ Steve, seu idiota... ─ Murmurou para si mesmo, voltando o seu olhar para o seu paciente mais persistente, James Rhodes, o melhor amigo de Tony Stark.

O ortopedista admirava-se mais e mais com a luta e perseverança que Rhodes tinha em voltar a andar, coisa que muitos de seus pacientes já não possuíam mais. Para Bucky Barnes, a fisioterapia não deve ser tratada com descaso, mas sim com seriedade e positividade, pois só assim o corpo começará demonstrar sinais de progresso.

─ Bom trabalho, Rhodes! ─ Gritou o ortopedista para o paciente, lançando um sorriso de vitória. ─ Se continuar com essa força de vontade nas sessões que restam, você logo sairá daqui totalmente renovado.

─ Espero que sim, cara! ─ Respondeu James, um homem de pele escura, olhos cor de café, cabelos ralos, portador de um físico mediano e dono de um sorriso gentil e sincero. ─ Vou superar aquele acidente de carro e as dores que ele me causou.

Com um sorriso sincero entre os lábios, Barnes, verdadeiro sobrenome de Bucky, respondeu: ─ Você já superou esse acidente.

Ambos deram uma risada suave, preenchendo o lugar com harmonia e felicidade.

─ É, meu amigo, você tem razão. ─ Concordou James em um tom agradável. ─ É melhor eu voltar para o meu quarto. Até mais tarde Dr.Barnes.

─ Até mais tarde, Rhodes. ─ Ao se despedir do paciente, Bucky se desencosta da grade de proteção, caminhando novamente até sua sala.

Caminhando lentamente pelos corredores brancos e quase vazios do hospital onde trabalhava e era dono, Barnes desejava intimamente que Steve já não estivesse mais em sua sala, pois ele não aguentaria ouvir outra ofensa sequer contra pessoas portadoras de alguma deficiência física.

Bucky questionava-se todos os dias a razão de Steve ser tão insensível, controlador, manipulador e preconceituoso com todos ao seu redor. Será que ele não tinha a noção de que também poderia ser julgado por alguém com mais poder e influência social do que ele?

─ Steve... ─ Suspirou fundo, chegando enfim à sua sala. Porém, ao ouvir o irmão conversando por telefone com alguém, Bucky optou por não interrompê-lo.

─ Quero que dê um jeito naquela manca o quanto antes. ─ Ordenou o executivo em um tom irritado. ─ Não importa quais meios usará para eliminá-la do meu caminho.

Aguardando o irmão do lado de fora de sua própria sala, o ortopedista inevitavelmente acabou descobrindo todos os planos sujos do irmão, deixando-o com extremo nojo do mais velho.

─ Caso cumpra com esse servicinho com maestria, garanto que receberá uma grana gorda como recompensa. ─ Acrescentou o loiro, dando ao seu capanga o incentivo que faltava. ─ No falamos mais tarde. ─ Após desligar o telefone, Steve caminha para fora da sala do irmão mais novo, sendo recebido por um soco na boca assim que girou a maçaneta e cruzou a porta para ir embora daquele hospital.

Parecia que o braço esquerdo do mais novo era feito de puro aço, pois o impacto da colisão que seu punho teve com o rosto de Steve fora tão forte que o corpo do mais velho acabou cambaleando para trás.

─ Como você acabou se tornando esse lixo? ─ Questionou o ortopedista entredentes, segurando-se para não socá-lo novamente. ─ Como acabou trilhando esse caminho tão vazio, frio e escuro, Steve? Como? ─ Os olhos azuis de Barnes encheram-se de lágrimas pesadas, deixando bem claro a decepção causada pelo irmão.

Com um sorriso sínico e debochado entre os lábios ensanguentados, o loiro apenas da de ombros para o mais novo, levantando-se do chão logo em seguida. ─ Do que você, Bucky, um mero bastardo acolhido por pena pelos meus pais, pode reclamar?

Apesar de todas as brigas que já teve com Steve, o irmão nunca havia tratado-o daquela forma tão fria e cruel, coisa que não só fez o passado sem identidade do mais novo voltar, Mas também a dor de ter sido abandonado para morrer em meio ao mais rigoroso inverno daquela época.

Steve estava descontrolado e Bucky sabia muito bem disso, mas não poderia ajudá-lo mesmo que quisesse, pois o loiro havia se trancado em seu próprio mundo de escuridão e maldade. Naquele momento, onde todas as feridas cicatrizadas no coração de Barnes novamente foram abertas pelas palavras afiadas de Steve, o melhor que ele poderia fazer era manter-se o mais longe possível daquele que um dia considerou como seu irmão.

─ Tem razão, Steve. ─ Suspirou fundo, pegando de dentro do bolso direito de seu jaleco o molhe de chaves do apartamento que dividia com o loiro, jogando-as na direção do executivo. ─ O que um pobre adotado como eu faria ao lado uma pessoa insensível, controladora, arrogante, fria e vazia como você?

Vendo as chaves caídas perto de seus pés, Steve percebe a grande besteira que fez ao chamá-lo de bastardo, coisa que realmente era verdade, mas que não importava para Steve, já que ele adorava o irmão com todo o seu coração.

─ Bucky, me perdoe por minhas palavras. ─ O tom do Rogers saiu sincero.

Nada o ortopedista respondeu, apenas virou-se de costas para o irmão, caminhando para algum lugar qualquer, longe de toda loucura que Steve estava prestes cometer.

Wanda Coffee’s

18:55 PM

Wanda Maximoff, preocupada com as consequências que suas ameaças poderiam ter, não conseguia pensar em nada que não fosse Steve Rogers e sua estranha obsessão por sua melhor e única amiga, Natasha Romanoff.

─ O que foi que eu fiz...? ─ Murmurou para si mesma, passando um pano branco e impecável no balcão onde atendia os clientes, deixando-o novamente limpo.

Agora, pensando com mais clareza do que antes, a jovem concluía que ter desafiado e ameaçado o homem mais rico e poderoso de toda a cidade foi um péssimo jeito de tentar livrar a amiga das garras daquele homem. Por ser muito impulsiva, a Maximoff sempre enfiava os pés pelas mãos, deixando o problema que tentou resolver ainda maior e mais complicado.

─ Steve Rogers, seu idiota! ─ Gritou em irritação, jogando o pano na direção da porta, acertando um cliente que presenciou toda a cena de raiva da garota.

Envergonhada pelo modo como recebeu o cliente, Wanda destrava seu aparelho ortopédico e caminha lenta e dificultosamente na direção do homem de cabelos compridos até os ombros, olhos azuis como o céu, pele alva e jovial, lábios rosados medianos, dono de um físico atlético e invejável, trajado com uma camiseta preta lisa, calça jeans cinza e um tênis preto e branco de marca cara.

Chegando até o homem, a russa se desculpa formalmente com uma pequena reverencia. ─ Peço perdão pelo modo grosseiro que eu o recebi.

Encantado com a beleza exótica daquela menina tão doce, Bucky apenas sorri para ela.

Aqueles olhos verdes iluminados por uma doce e cálida luz de esperança, aqueles cabeços castanhos avermelhados, aquela boca tingida de vermelho sangue, aquele pele branca como neve haviam seqüestrado a atenção dele, fazendo-o parecer um completo bobo na frente da jovem.

─ Gostaria de ver o cardápio? ─ Perguntou a jovem, maneando com a cabeça para que o moreno a seguisse até o balcão.

─ Só um café expresso já e o suficiente. ─ Respondeu com delicadeza, seguindo a garota logo em seguida.

─ É pra já!

Enquanto a jovem preparava o café, Bucky a observava atentamente, maravilhado com a força de vontade e alegria de viver que aquela garota transbordava em seus sorrisos e olhares, fazendo-o tomar uma decisão que mudaria toda a vida dela.

Notas finais
Olha eu aqui novamente! Gente, por favor, colaborem para que eu não desista da fic. Por favor, ajudem com comentários, recomendações e favoritações, tá? , Obrigada pela atenção. BJS.