Garota de ouro
2 Capítulo 2 - Cheque-Mate.
Notas iniciais
Empresa Stucky — 10:30 AM
— Bom, vamos dar inicio a reunião. —A voz calma de Steve ecoou pela enorme sala branca, chamando a atenção de todos que estavam conversando coisas aleatórias ao assunto da empresa.
O silêncio se fez presente naquele imenso cômodo decorado com alguns quadros peculiares, um vaso no centro da vasta e retangular mesa, onde as pessoas colocavam as suas balizes e cafés e todas as papeladas das reuniões.
— Não vamos esperar o seu irmão? — Uma voz ao fundo perguntou, fazendo com que os olhos azuis do presidente se direcionassem para um homem negro de cabeça raspada, olhos castanhos como terra e dono de um semblante sério.
— Hoje o Bucky tem outro assunto para resolver. — Comentou o loiro em um tom baixo, desviando rapidamente do assunto com outro. — Bem, quais são as propostas de vocês?
Fury abre a sua maleta, retirando alguns papeis de dentro da mesma e os passa para um empresário que sentava ao seu lado, pedindo-lhe que repassasse os papeis até chegarem às mãos do Rogers, o Seu cliente mais complicado e infantil.
— Acho que devemos investir no livro de Bruce Banner, aquele médico estranho e bipolar. — Uma loira de olhos verdes se pronunciou, chamando a atenção de todos menos de Steve, que trocava mensagens de texto discretamente com algum conhecido.
— Isso está fora de questão. — Fury respondeu em um tom de desagrado.
— Não entendo o motivo de não querer um escritor tão interessante e selvagem como o Banner. — Zombou a loira, se ajeitando melhor na cadeira de couro negro.
— Ele é uma granada pronta para explodir a qualquer momento. — Explicou o advogado sutilmente.
— Homens assim são interessantes. — Comentou Julie, mordendo os seus lábios em provocação.
— Bom, eu deixo a reunião com o Fury, meu advogado e amigo. — Anunciou o loiro, levantando-se de sua cadeira, afrouxando a gravata azul de listras finas e prateadas.
Todos encaravam o dono daquela empresa com decepção, pois Steve Rogers sempre fugia das reuniões, jogando o fardo de administrar tudo nas mãos dos eternos cães fieis dele.
— Vai fugir de novo, Steve? — O tom de voz de Fury saiu áspero, fazendo com que todos percebessem seu desagrado com a saída do Rogers no meio da reunião.
— Preciso ajudar o meu irmão em umas coisas. — Respondeu, dando as costas para o amigo e saindo da sala de reuniões.
Assim que o som da porta se fechando ecoou pela sala, todos voltaram seus olhares para Fury, esperando que o homem decidisse se encerraria a reunião ou não.
— Bom, vamos dar continuidade ao que interessa. — Após dizer isso, Fury e os outros empresários prosseguem com a reunião tranquilamente.
***
A chuva caia intensamente em Manhattan, deixando a cidade com uma aparência triste e monótona. Natasha Romanoff corria pelas ruas cheias de carros parados por causa do engarrafamento, tentando chegar o mais rápido possível no café onde a sua melhor amiga trabalhava.
Sozinha. Natasha Romanoff se sentia mais sozinha do que nunca naquele país totalmente novo e desconhecido para ela. Suas botas de salto agulha causava ecos pelos becos estreitos por onde corria, fazendo os ratos recuarem de medo.
Um raio cortou o céu, iluminando os cantos escuros daquele beco. — Merda! —Praguejou, deparando-se com a porta dos fundos do café.
Ao entrar no estabelecimento totalmente molhada, a ruiva fecha a porta e caminha em direção ao balcão onde ajudaria a amiga com as anotações e entregas dos pedidos dos clientes.
— Oi! — A voz de Natasha ecoou tranqüila pelo ambiente, chamando a atenção da Maximoff, uma jovem de pele alva, olhos verdes, cabelos longos, ondulados e castanhos, estatura mediana e portadora de um problema físico, que a impedia de caminhar normalmente.
— Tudo bem, Nat? — Perguntou a jovem, abrindo um belo e carinhoso sorriso para a amiga.
Apesar de tudo o que a jovem Maximoff passou, a ruiva admirava a mais nova por sua força de vontade em superar todos os obstáculos que a vida havia lhe imposto. Parando para pensar em todo o sofrimento de Wanda, Natasha admitia para si mesma que não seria tão forte como a amiga foi e ainda é.
— Bom, o dia começou uma droga. — Murmurou. — Para começar, o cara que seria o meu chefe é um otário dos piores. — Comentou, sentindo toda a raiva do momento em que o conheceu voltar.
Wanda deu um sorrisinho para a amiga, interessada no homem que a fez perder a paciência. — O que ele fez para você?
A ruiva deu um suspiro alto e pesado, colocando toda a sua irritação para fora. Seus olhos fitavam a amiga com carinho e cumplicidade. Apesar de Wanda ter somente dezesseis anos, a garota tem uma mente madura o bastante para dar ótimos conselhos para a ruiva, tornando-a a sua conselheira e melhor amiga.
Natasha queria fazer muito mais pela amiga, mas sua situação financeira não permitia que ela pudesse fazer algo de útil para melhorar a vida da garota. Se ao menos ela tivesse o sangue frio, talvez ela tivesse conseguido aquele emprego que recusou pelo fato do dono da empresa ser um estúpido e arrogante.
A vida era difícil para Wanda, pois ela tinha que enfrentar diariamente os preconceitos das pessoas ao seu redor.
— Ele é um arrogante! — Exclamou enojada, dando um soco no balcão de mármore.
Wanda não se assustou com a atitude de Natasha, pois sabia que a amiga tinha um pavio curto. — Bem, vai tentar a sorte em outro lugar? — Perguntou gentilmente.
A ruiva debruçou-se sobre o balcão, pousando as suas mãos em sua cabeça. — Eu não sei.
— Caso não encontre o que procura, pode ficar e trabalhar aqui. Eu sei que o salário é pouco, mas deve ser o bastante para você. —Wanda sugeriu.
— Vou pensar... — A ruiva murmurou em um tom distante.
— Deseja algo senhor? —Perguntou Wanda para um homem de pele clara, olhos azuis, cabelos loiros, dono de um porte físico invejável, trajado com roupas de qualidade.
— Eu quero essa ruiva marrenta. — Respondeu, apontando para Natasha.
Ao ouvir aquela voz debochada, galanteadora e persuasiva, Natasha se virou de costas, deparando-se com Rogers, o cara mais filho da puta que ela já teve o desprazer de conhecer.
— Como descobriu esse lugar? — Perguntou entre dentes, pronta para expulsá-lo a patadas do café de Wanda.
— Fácil, mandei um de meus detetives fazer uma analise completa sobre você e a sua vida. — Explicou em um tom zombeteiro, deixando a ruiva com ainda mais raiva dele.
— O que você quer aqui? — Os olhos da ruiva fitavam Rogers com raiva e desprezo.
— Como você foi uma menina muito má comigo, vim lhe punir. — Rogers mantinha um sorriso vitorioso em seu semblante, deixando Wanda um pouco desconfortável.
Natasha teve a reação contrario do que a que Rogers queria e previa. Ela preencheu o ambiente com a sua bela e sensual risada, deixando-o confuso. Seus instintos tinham razão, aquela mulher era uma fera eu ele faria de tudo para domar.
— Me punir? — Perguntou entre risadas. — Como pensa em me punir Rogers?
Cheque-mate. — Pensou o loiro, abrindo um novo sorriso.
— Para começar, eu comprei esse estabelecimento, fazendo de você e seus amigos os meus novos empregados. — Comentou. — Caso vocês não aceitem o que eu estou lhes dando, podem se preparar para passarem longos anos na mais terrível das prisões. — Ameaçou, avançando um passo na direção de Natasha.
— E se eu preferir a prisão? — A ruiva o desafiou, fazendo com que o sorriso dele se alargasse ainda mais.
— Garanto que você vai preferir ser leal a mim. — O tom dele saiu sério, deixando Natasha um pouco desconfortável.
— Por qual motivo tem tanta certeza de que ser sua empregada será melhor do que a prisão? — Questionou, avançando um passo até ele, pronta para socá-lo.
— Pelo simples fato de que a prisão ao qual vou mandá-los é da H.Y.D.R.A. — Assim que ele disse aquele nome, o corpo de Natasha estremeceu em medo.
— Você não pode nos mandar para a prisão. — Garantiu Wanda, fitando-o de cima a baixo.
— Posso sim, pois tenho provas de que seu irmão é traficante e usa esse muquifo como ponto de vendas da drogas. — Após torturá-las com palavras e ameaças, Rogers sai do café, deixando-as com uma importante decisão nas mãos.
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