Garota de ouro

5 Capítulo 5 ─ O verdadeiro valor de um sorriso.


Notas iniciais
Com medo de aparecer por aqui... Boa Noite, meu lindo povo, tudo bem com vocês? Bom, eu espero do fundo do meu coração que sim. É, eu sei, novamente acabei demorando mais do que o normal para continuar a fanfic que tanto vocês gostam e elogiam. Peço desculpas por ter desapontado vocês. Sim, eu ainda não consegui me organizar por completo em respeito a minha vida pessoal, mas logo chego lá. Dessa vez, para sair um pouco do habitual Romanogers, optei por trabalhar com Buckanda nesse capítulo. Não ficou muito bom, admito isso, mas esse capítulo serve para que nossos amados personagens se apaixonem naturalmente um pelo outro, nada de amor relâmpago, pois isso não existe. Daqui para frente, provavelmente, as coisas vão começarão a ficar feia para o Rogers, pois muitos segredos hediondos de seu passado será relevado pela nossa amada Wanda. Mas tia, você não disse que iria responder todos os comentários? Sim, eu disse, e vou cumprir com essa promessa. Pode demorar um pouco para responder todos os comentários, mas podem ter certeza de que responderei sim. Amo vocês. Capítulo devidamente revisado por mim. Boa Leitura!

─ Um homem da sua classe não deveria estar perambulando por esse lado da cidade. ─ A voz doce e gentil de Wanda cortou os pensamentos de Bucky, fazendo-o fitá-la com mais atenção. ─ É perigoso.

Definitivamente, o modo com que aquela garota tratava as pessoas ao seu redor deixava o jovem ortopedista mais e mais encantado com ela, aumentando ainda mais seu desejo de ajudá-la com seu “problema” físico.

Bucky sorriu levemente para a jovem Maximoff, completamente hipnotizado pelo belo e sincero sorriso que ela mantinha estampado em seu delicado e angelical semblante. Aquele sorriso puro e repleto de felicidade poucas pessoas o possuíam, na verdade, quase ninguém que ele conhecia mantinha a pureza de um sorriso tão franco igual o de Wanda, impressionando-o ainda mais com a adolescente.

De fato, apesar de ter todos os motivos para ser uma pessoa amargurada e revoltada com a vida, aquela linda garota à sua frente lhe mostrava que mesmo com seu problema físico, a alegria e a vontade de viver lhe dava uma incrível força para permanecer firme diante das aprovações que a vida insistia em lhe impor.

Parecia algo surreal para o ortopedista e certamente era, mas ainda assim aquela garota lhe transmitia algo que não sentia há algum tempo: Serenidade.

─ Eu sou um homem simples, facilmente passo despercebido pelos bandidos. ─ Comentou o homem de orbes azuis, quebrando o confortável silêncio que havia se instalado no pequeno e aconchegante café.

─ Mesmo assim, acho que deveria tomar um pouco mais de precaução por aqui. ─ Wanda, sem dificuldade nenhuma, sorridente como o de costume, serviu uma generosa xícara de café para seu cliente, levando o pedido do homem logo em seguida.

─ Impressionante como o seu café é acolhedor. ─ Bucky comentou em um tom sincero, esperando que a jovem se aproximasse de sua mesa.

Ele poderia ajudá-la, pegar ele mesmo a xícara das mãos dela, impedindo-a de fazer uma trajetória tão longa para alguém com o problema que ela tinha, mas acabou optando por deixá-la fazer o seu trabalho por completo.

Ele não iria cometer o mesmo erro que, provavelmente, outros clientes e auxiliares do café cometem com ela. Wanda precisava ser completamente independente para que não se sentisse inútil perto das outras pessoas.

─ Até eu chegar à sua mesa, coisa que irá demorar um pouco, o café já terá esfriado. ─ Brincou a jovem com as próprias limitações, fazendo-o curvar os lábios em um sorriso discreto.

─ Eu gosto de café frio. ─ Respondeu, achando graça na forma positiva com que ela elava a vida.

O ambiente calmo foi preenchido pela bela risada da Maximoff, fazendo com que os olhos de Bucky se arregalassem em pura surpresa.

De todas as pessoas portadoras de problemas físicos que já passara por sua vida, nenhuma tinha a alegria e animação que aquela humilde e gentil moça possuía em sua essência, levando-o a conclusão de que aquela jovem, diferente das outras pessoas que viviam simplesmente por viver, possuía a gratidão e amor pela vida que tinha.

─ Tem certeza de que não quer pegar o seu café antes que ele esfrie? ─ Perguntou a Maximoff, ainda incerta se Bucky falava sério sobre esperar pelo café.

Nenhum cliente jamais teve paciência para esperá-la entregar os pedidos que faziam, pois sua limitação física sempre foi o inimigo da pontualidade. Cociliar os pedidos com o tempo que ela levava para chegar ate as mesas dos clientes sempre foi algo impossível para Wanda fazer, pois ela não conseguia caminhar com perfeitamente bem como todos os outros.

Porém, embora tivesse todos os motivos para desistir de levar seu café adiante, seu empenho e não tornar-se uma garota inútil e dependente das outras pessoas falou mais alto, tornando-a capaz de passar por cima dos olhares preconceituosos lançados para ela sua limitação física.

─ Eu, como havia dito há alguns minutos atrás, gosto de café frio. ─ Bucky lançou um olhar brincalhão para a jovem, fazendo-a sorrir com mais intensidade do que antes.

Após anos sentindo a ignorância alheia, Wanda sentiu-se feliz por dentro. Aquele homem havia lhe devolvido algo muito importante: A satisfação de se sentir capaz de terminar algo que começou. Geralmente, quando fica encarregada dos pedidos, Pietro acaba sendo quem entrega os pedidos para que não descontassem o stress na irmã.

─ Obrigada por me deixar concluir o meu trabalho. ─ A jovem agradeceu com uma palpável satisfação, deixando-o satisfeito.

─ Não precisa agradecer. ─ Murmurou, vendo-a aproximar-se de sua mesa em passos trêmulos. ─ Você é perfeitamente capaz de fazer seu trabalho sem nenhum problema.

Passo seguido de outro passo, a jovem chegava mais e mais perto de Bucky, fazendo-o impressionar-se cada vez mais com a coragem e persistência que ela tinha dentro de si. Parecia algo irreal de se acreditar, mas vendo o modo sereno com que ela leva a vida, aquela jovem possuía uma felicidade plena e completa, diferente de muitas pessoas que possuíam tudo e não conseguiam encontrar a felicidade.

Persistente como sempre, naquele momento em que a única pessoa que lhe dera a chance de sentir-se um pouco mais útil em seu próprio estabelecimento, o aparelho ortopédico da jovem se quebra, levando-a ao chão junto com a xícara borbulhante de café, queimando suas mãos já feridas pelos cacos de vidro que entraram m sua pele com a colisão de seu corpo contra o gélido piso que lembrava um tabuleiro de xadrez.

Inicialmente, ao ver Wanda caindo, o ortopedista paralisou na cadeira em que estava sentado, pois jamais cogitou que a situação do aparelho ortopédico da garota pudesse estar tão comprometida ao ponto de se quebrar com poucos movimentos. Todavia, ao direcionar seus olhos para a única ferramenta que permitia com que a Maximoff pudesse caminhar, um nó se formou em sua garganta, arrependendo-se amargamente de não ter se levantado para pegar o café das mãos da garota.

Idiota. Naquele momento, onde todo o esforço que fizera para que a garota pudesse se sentir mais útil do que já demonstrava ser acabou se transformando em terrível erro, Bucky Buckannan se sentiu o cara mais idiota de todo o planeta. Ele jamais deveria ter falado para que ela levasse o café em sua mesa.

A culpa invadiu o seu coração, fazendo-o levantar-se da cadeira onde estava sentado e tomar uma atitude, coisa que estava demorando por conta do susto de vê-la caída no chão, totalmente vulnerável e sem condições de se levantar.

Já ao lado da adolescente, o ortopedista passa um dos finos e delicados braços da garota ao redor de seu pescoço, levantando-a no colo com muita facilidade. Seus olhos se cruzaram com os dela rapidamente, apenas dando tempo de ver as grossas lágrimas rolarem pelo seu rosto, manchando sua pele alva e bela.

Wanda não conseguia dizer nada, pois se sentia envergonhada demais para ousar se pronunciar novamente para o homem que lhe passara tanta confiança. Ela não o culpada, afinal, não foi ele quem causou o acidente. Tudo não passou de uma infeliz fatalidade da vida, não teria cabimento ela se revoltar com ele por incentivá-la a fazer por completo o seu trabalho.

─ Me perdoe. ─ A voz de Bucky o silêncio que havia reinado no local, chamando a atenção de Wanda para o que ele dizia. ─ Eu não sabia que seu aparelho estava tão comprometido. ─ Lamentou em sinceridade, coisa que chamou muito a atenção da garota.

Normalmente, quando coisas assim acontecem em lugares públicos, as pessoas ao redor dela tendem a lhe lançar olhar de pena e até mesmo desconforto, pois não sabem ao certo como tratá-la. Porem, Bucky parecia não ter pena dela, pelo contrário, o homem que lhe carregava no colo parecia não se importar com o fato dela ser manca.

Curvando os lábios vermelhos em um sincero sorriso, a jovem não se deixou abalar pelo ocorrido, pois ela já suportara dores piorem que uma mera queimadura, cortes superficiais e sentimento de impotência. Ela, por muitos anos, havia suportado a insanidade mental de Steve Rogers, o homem que lhe fez ver através da decepção.

─ Eu não tenho nada para perdoar. ─ Os verdes se prenderam nos azuis, tornando aquele pequeno e efêmero momento em alguns minutos na imensidão da eternidade. ─ Você me deu motivos para sorrir ainda mais. Sabe, ainda que eu não tenha dinheiro para comprar um novo aparelho ortopédico, me dedicarei ainda mais no trabalho para que eu cosiga alcançar o meu sonho de voltar a andar com segurança.

Surpreso com a atitude positiva da bela garota em seus braços, Bucky, sem dizer nada para a garota, decide ajudá-la com todos os procedimentos necessários para uma possível reabilitação física para Wanda Maximoff, a garota que possuía o mais belo e gentil sorriso.

Notas finais
Olha eu aqui novamente! Gente, por favor, colaborem para que eu não desista da fic. Por favor, ajudem com comentários, recomendações e favoritações, tá? , Obrigada pela atenção. BJS.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.