P.O.V. Bella.

Eram três da manhã quando eu senti vontade de vomitar. Eu de fato vomitei bem aos pés de Edward,mas não era apenas vômito comum. Era uma coisa preta, viscosa e espinhenta. Uma coisa do mal.

Aquela coisa se mexia sozinha.

Senti o demônio se apossar de mim.

–Não vão se livrar de mim! O corpo dela é meu agora!

P.O.V. Edward.

Bella acordou ás duas da manhã caminhou na minha direção, caiu ajoelhada aos meus pés e vomitou algo demoníaco no chão e na barra das minhas calças. Depois deu um sorriso maligno e disse com uma voz que com certeza não era a dela:

–Não vão se livrar de mim! O corpo dela é meu agora!

Ela avançou encima de mim com ferocidade.

–Agora, eu vou matar você! Para que ela sofra para sempre!

Então ouvi-a dizer:

–Não.

Minha amada lutava contra o demônio que a possuía. Era como quando James tentou transforma-la. Quando o veneno de vampiro corria em suas veias, mas era bem mais violento.

A coisa mordia e arranhava ela. Urrava de ódio.

–Acha que pode me vencer, mortal?

–Tenho certeza que posso.

Aquela era com certeza a coisa mais macabra e estranha que eu já vi em toda a minha existência. Eram duas pessoas em um só corpo dialogando entre si e se agredindo.

Ele a fez cortar-se com uma faca e bater repetidamente a testa na parede.

–Emmett! Segura ela!

Meu irmão, um dos vampiros mais fortes que já existiram teve que usar toda a sua força para contê-la e ainda tivemos que ajuda-lo, pois a criatura lutava furiosamente para se libertar.

Acabamos por ter que acorrentá-la a cama e mesmo assim o demônio não desistia de tentar se libertar.

Bella começou a falar numa língua estranha e totalmente desconhecida por nós.

–Calma! Bella, amor olha pra mim.

Peguei no rosto dela, mas o resultado foi que o diabo cuspiu em mim.

–Idiota! Eu sou Lucinda! A única filha de satã e não vou deixar a mortal sair!

–Minha mulher é mais forte do que você pensa Lucinda!

A desgraçada soltou uma risada maligna.

–É o que veremos.

Alice já está ligando para o padre e vamos tentar exorciza-la novamente.