Gantz: Stigma

1 Prólogo: O Poço de Lágrimas


GANTZ / STIGMA

Prólogo:
O Poço de Lágrimas.

Ieyoshi Hisato.

O rapaz dos cabelos loiros que Maki, por muito tempo, invejou.

O rapaz que puxou a mão dela quando seu corpo congelou de medo.

O rapaz que sorria, e cujo sorriso parecia levar embora todas as preocupações.

Ieyoshi Hisato.

Ele protegeu-a.

Ele animou-a.

Ele esteve lá até o fim.

Ele ajudou-a.

Ele ensinou-a.

- Hi-san...!

Ele esteve pedindo, por muito tempo, para ser chamado por um outro nome. Você lembra, não é?

\"Me chame de Hi-chan.\"

Mas você não conseguiu até o fim, não é?

- Hi-san...!

Ieyoshi Hisato.

O rapaz dos cabelos loiros que, agora, estavam manchados do vermelho de seu sangue, enquanto o corpo tombado já não era mais do que uma concha vazia.

O rapaz que morreu cedo demais, de uma forma cruel demais, por um desejo egoísta que sequer era dele.

Mas que, até o fim, como sua teimosia, ele carregou consigo.

O rapaz que, até o fim, protegeu Shinosaki Ryoko.

Shinosaki Ryoko.

A menina que chorava por sobre o corpo vestido de preto e vermelho.

- Por favor, Hi-san...!

A menina que, naquele momento, não via mais Ieyoshi-san, Hisato-san, \"Hi-san\", ou seja lá por quantos nomes aquele rapaz era conhecido.

A menina que, naquele momento, via outra pessoa.

A pessoa que esteve procurando até ali, e que continuaria buscando, porque a chave para seu retorno estava nas mãos do cadáver, nas mãos que enlaçavam-se nas dela, nas mãos que já não se moviam e jamais voltariam a se mover.

A menina que viu o namorado morrer da mesma forma, na mesma cama de sangue, sem que pudesse fazer nada.

- Hi... San...

Shinosaki Ryoko estava sozinha agora.

Absolutamente sozinha.

Notas finais
Não, a idéia estava na minha cabeça há um tempo, mas eu não sabia como colocá-la em palavras...

Finalmente, tomando coragem para publicar essa randomice. Esforçar-me-ei, espero que gostem. ;^;

E claro, obrigada de novo à Aneenha, que está me ajudando um monte com essa obra ;___;
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.