Gamer
5 Capítulo 5 - Password Request.
Notas iniciais
Algumas pessoas me perguntaram onde vou continuar a postar, mas ainda não sei. Assim que decidir, vou colocar aqui no meu perfil do Nyah minha decisão. Podem ficar tranquilas, vocês vão ter o final das minhas fanfics.
Mais um capítulo de Gamer, espero que vocês ainda estejam por aí.
Sem beta.
[ Uruha’s POV ]
Quando a morte se torna algo mais do que certo... Você passa a ter medo da esperança.
A esperança se torna uma erva daninha, crescendo e se alastrando como um câncer, destruindo tudo em você que é são; tirando sua racionalidade e seus anseios plausíveis e deixando apenas o “talvez”.
Talvez, o seu aneurisma inoperável se cure sozinho e você tenha uma vida feliz, com a sua família e seus três cachorros, talvez a sua perna cresça de novo, mesmo depois de terem te amputado por causa de um acidente de carro, talvez amanhã achem a cura da AIDS e a sua sentença de morte assinada por Deus, torne-se uma segunda chance, talvez você vença trinta partidas e possa ter a chance de ver o sol novamente... Talvez.
A esperança dói mais do que ferro em brasa marcando sua pele com verdades estúpidas da sua condição de iludido. Você se ilude, você se mata. A responsabilidade, no final das contas, é sua de manter-se inteiro.
Mas o realismo pode ser quase tão tóxico quanto a fantasia e balancear isso... Principalmente depois de passar duas semanas na UTI de um maldito hospital. Meu quarto era incomodamente branco e não tinha janelas. A única pessoa com que tive contato era uma enfermeira muda. Eles faziam de propósito, todo mundo sabia. Só tínhamos contato com pessoas no jogo, quando chegávamos no savepoint. E nada de economizar nos convites de suicídio, com aquele bando de agulhas e objetos cortantes do lado da minha cama.
Foi enlouquecedor... Entretanto enquanto a maior parte das pessoas se apegaria à expectativa de sair dali... Eu me apegava a expectativa de tirar Akira de lá... E de matar o filho da puta que me nos colocou naquela situação.
E, depois de duas partidas sem jogar, eu estava de volta... Arriscando meu pescoço de novo.
Era uma partida noturna, sem armas de fogo, em que você ganhava bônus por matar outros jogadores... Massacre. Tinham muitos players chegando perto das 20 partidas e eles queriam dificultar o jogo. Achar o savepoint ia ser quase um pesadelo dessa vez.
Cinco minutos de partida e eu já tinha ouvido quinze sirenes. Quinze jogadores tinham sido mortos... Quinze de quarenta e eu ainda não tinha visto nenhum.
- Você está melhor? – De fato, eu tinha quase me esquecido que ele tinha contato com o meu ponto de ouvido.
- Ah, que fofo, você se preocupou. – Meu cinismo um dia ia me matar engasgado. – Estou vivo, acho que já o suficiente.
Ele riu, parecendo realmente não se incomodar com a minha falta de educação.
- Eu descobri o que você me pediu, mas só te conto se for bonzinho comigo. – Nem preciso dizer que quis meter a mão na cara dele.
- Ok amorzinho, eu vou me comportar. Agora diz pra mim o que descobriu. – Nem terminei de falar e encontrei o primeiro player. Ele veio pra cima de mim, mas a incapacidade do player me deu a oportunidade de enfiar minha faca na sua garganta e menos de trinta segundos. O sangue espirrou quando acertei a carótida e em seguida a jugular, piscando para conseguir enxergar através do líquido escarlate que tinha caído no meu rosto. – Limpa meus olhos.
Falei e ele fez com que eu me movesse, limpando meus olhos com a máscara.
- O player do Kaeb mora em Tóquio e é a primeira vez dele como player, provavelmente seu amigo morre logo se o cara não melhorar muito. – Era o que eu imaginava... Um jogador de merda.
Agora eu ia ter que confiar nele. Era minha última chance.
- Agora presta atenção... Se você fizer o que eu estou pedindo, faço o que você quiser, e acredite, quando eu digo isso, não tenho restrições. – Deixei claro. Se ele me tirasse dali, eu faria o inferno por ele. Se não conseguisse, eu tinha dinheiro, guardado, e seria dele.
- Sou todo ouvidos. – Foi e resposta previsível do garoto.
- Matusumoto Takanori. Ele também mora em Tóquio. Quero que o encontre e diga que... – Tive que respirar fundo antes de ter coragem de dizer isso. – Takashima Kouyou precisa da ajuda dele. Eu preciso que você convença Takanori e assumir o papel de player do Kaeb. Diga que Akira ainda não morreu e que se ele fizer isso, pode ter uma chance de salvá-lo. Takanori sabe o número da minha conta bancária, ela tem todas as minhas economias. Use-a para convencer o player atual a abrir mão do char, o que sobrar é seu.
“Se ele pedir uma prova de que sou eu quem está pedindo isso, diga que eu sou o único homem que ele conhece cujo o filme preferido é Titanic de 1997. Ele é a única pessoa que sabe disso. Pode rir agora.”
Um silêncio se formou.
- É o meu filme preferido também. Não vou rir. – Foi a única coisa que ele disse.
- Acabou de subir um pouco no meu conceito. – Ele não era de TODO o ruim, mas ainda era um moleque mimado. Titanic era um filme bem antigo, de 1997, quase uma raridade alguém ter ouvido falar dele atualmente. Teve alguns remakes, mas eu gostava da versão com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, mesmo com a digitalização porca da época.
- E eu honestamente não preciso do seu dinheiro. – O moleque completou. – Quero outra coisa em troca de aceitar seu pedido... Quero que, se eu conseguir te tirar daí, você saia pra jantar comigo.
Ok, eu realmente não esperava por isso.
- Como quiser. – Falei. Ia ser só um encontro com um menino virgem e gordinho, bem menos do que achei que teria de pagar.
A arena era um campo aberto, com algumas arvores e um matagal alto. Você só conseguia ver alguém (se não quisesse correr o risco de acender uma lanterna) quando essa pessoa já estava na sua cara.
Péssimo, você tinha que estar sempre com a guarda mais do que alta. Mesmo que eu não pudesse mexer um músculo sem a permissão do menino.
E foi assim, de repente, que dei de cara com Akira.
Notas finais
Espero que não tenham me abandonado ainda.
Reviews?
Beijinhos :*
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