Gamefreak

1 Prologue


Notas iniciais
Mais curto que os próximos capítulos, isso eu vos garanto.

“Eu só lembro de algumas coisas, bem poucas, para ser sincero. Mas vou tentar contar tudo, de acordo com o que eu sei e com o que os meus pais me contaram, ok?

Foi em 2013. Na época eu tinha lá os meus 13 anos de idade. Eu estava muito viciado nesse Pokémon: X/Y, e devo admitir que não foi um vício ruim, já que ele me afastou de alguns muitos problemas com minha socialização na escola e em algumas muitas brigas entre meus pais naquele tempo. E eu tinha um ritual extremamente sagrado que se constituía na ideia de depois do jantar, quando eu fosse para a cama, eu precisava jogar um pouco – o suficiente para vencer pelo menos duas batalhas com outros treinadores. E eu era foda nesse jogo. É sério. Uma galera da minha escola queria batalhar comigo e com o meu time, mas todos falharam ridiculamente. E logo depois de vencer as brigas de Pokémon no DS, eu assistia o episódio mais recente de Arrow. Era a época de vagabundear, certo? Então, eu fazia isso com muita frequência, como pode ver. HAHAHA. Mas sério, era muito bom o seriado na época, eu juro.

Ok, voltando. Nessa madrugada em especial, eu só fiquei jogando mesmo, já que não tinham lançado nenhum episódio. E era sexta-feira, então significava que eu não tinha o inferno no dia seguinte. O que então, significava também que, eu não precisava fazer nada a não ser jogar. Basicamente, foi isso que eu fiz. Só que estava chovendo. Tipo pra caralho. Pra um senhor caralho. E claro, naquele mês, o para raio do meu prédio estava quebrado. E uma porra de um raio acertou logo o para raio. E com a força de descarga elétrica que teve, aparentemente meu DS era o único aparelho ligado e em funcionamento na hora, porque aquele mesmo raio conseguiu estourar meu DS e me estourar junto.

No hospital, o médico que me atendeu disse que a descarga elétrica ativou alguns genes meus que estavam adormecidos, mas que não era algo preocupante, que era capaz até mesmo da atividade do meu cérebro ser um pouco mais elevada que a de outros, que nem aquele filme Lucy, manja? A diferença é que eu não virei um pen-drive, e sim que eu consigo entrar em um”.

— Tá, cara. Mas como que você faz isso? – Enrico perguntou.

Matheus olhou ao seu redor naquele beco e suspirou. Precisava encontrar um aparelho que pudesse entrar e causar qualquer tipo de danificação interna sem que isso atrapalhasse a vida de alguém em pleno 2019. Difícil pra porra. Outro suspiro escapou de seus lábios e ele olhou com pesar para o seu amigo.

— Você vai trocar seu celular quando?

— Amanhã, porque?

— Segura ele firme então. E pelo o amor de Deus, não deixa essa merda cair no chão.

Enrico não teve tempo o suficiente para responder àquilo, já que em um piscar de olhos, Matheus tinha desaparecido. Mais especificamente, se escondendo em seu celular. O moreno arregalara os olhos quando vira o rosto de seu melhor amigo na tela do antigo iPhone.

— COMO VOCÊ FEZ ISSO, BIXO? – Ele gritou, hesitado com a ideia de largar o celular.

— Fazendo, cara. Depois daquela descarga elétrica do capeta, eu consigo entrar em qualquer eletrônico que emita imagens e etc. – E logo após tal comentário, ele se materializara para fora de seu celular novamente.

— Mas... em uma chuva daquelas... mais alguém deve ter sido atingido por um raio daqueles, não? – Enrico indagou, curiosíssimo.

— Bom, meu médico disse que uma outra pessoa foi atingida, mas não especificou em nada.

— Cara, sabe o que isso significa?

— Ahn... não...?

— VOCÊ É O NOVO SUPER-CHOQUE! – Enrico exclamara. – Loiro, é claro. E caucasiano. E um pouco mais da hora do que ele, porque você consegue entrar em vídeos e etc. MANO DO CÉU. ME DIZ QUE TU PODE PARTICIPAR DO FILME DE STAR WARS!!!

— Enri, cala a boca, cara. – Matheus riu.

— Não, é sério! Imagina: tu pode lutar contra o Kylo Ren, cara!

— Não viaja, dude.

— MEU DEUS VOCÊ PODE PEDIR TANTA COMIDA ONLINE DO KFC QUE ELES PODEM ATÉ NÃO TE COBRAR!!!

E Matheus tomou o caminho em direção à av. Paulista com Enrico especulando inúmeras ideias ao seu lado a respeito do que ele considerava ser uma anomalia do seu corpo. Esconder aquilo de seu melhor amigo era errado, até então. Pelo menos, ele tirou isso da consciência.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.