Já havia alguns dias que Gandalf tinha partido na missão de recuperar Erebor com a companhia de Thorin, Escudo de Carvalho composta por; Balin, Dwalin, Fili, Kili, Dori, Nori, Ori, Óin, Glóin, Bifur, Bofur, Bombur e claro, não podemos esquecer do pequenino hobbit Bilbo Bolseiro, morador do Condado, escolhido por Gandalf para ser o ladrão do tesouro de Smaug, O Terrível.
Orcs já estavam vigiando-os quando finalmente os atacaram, assim que Radagast, O Castanho encontrou Gandalf, os 13 anões e o hobbit para contar que uma energia sinistra estava invadindo a floresta verde, na qual o mago castanho morava, e que ele havia seguido as aranhas gigantes (que quase adentraram em sua cabana) até Dol Guldur, local do qual os aracnídeos saíram. O medo tomou conta de todos, principalmente do hobbit que nunca em sua singela vida havia enfrentado nada e nem ninguém. Correria, suor e um pouco de luta. Ora procurando um melhor caminho para correr e fugir dos Orcs, ora lutando e matando alguns deles. Thorin pode então provar da força e da qualidade da espada forjada em Gondolin pelos altos elfos da primeira era. Espada essa que encontrou na caverna que servia de esconderijo para os trolls que viraram pedra assim que o dia amanheceu, depois de Bilbo Bolseiro ganhar tempo enrolando-os para que não comessem os anões. Gandalf inteligentemente conduziu a caravana dos anões para uma das entradas escondidas de Valfenda, fazendo com que todos escapassem do ataque dos Orcs, e claro, com a preciosa ajuda de um grupo pequeno de exército elfico que protegia a entrada. Nem Thorin e nem o resto da companhia sabiam que estavam adentrando num reino elfico. Depois de caminharem por alguns metros em um espaço apertado entre duas montanhas, finalmente chegaram em uma clareira e avistaram o esplêndido horizonte que cintilava Valfenda. -O vale de Ladris. Na língua comum é conhecido por outro nome. Disse Gandalf apoiando seu cajado no chão enquanto parava ao lado de Bilbo. -Valfenda! Exclamou Bilbo maravilhado com a paisagem. -Esta é a última casa amiga a leste do mar. Explicou o mago aos anões. -Esse era o seu plano desde o início? Buscar refúgio com o nosso inimigo? -Você não tem inimigos aqui Thorin, Escudo de Carvalho. O único pensamento ruim que encontrará nesse vale será o que trouxer consigo. -Você acha que os elfos darão sua benção a nossa missão? Eles tentaram nos impedir. Gandalf olhou para o chão, contou até três para recuperar a paciência, pois se tinha algo que tirava a calma do mago cinzento era teimosia misturada com rancor, e isso Thorin tinha de sobra. -É claro que tentaram! Mas temos perguntas que precisam de respostas. Thorin ponderou o que Gandalf havia dito e abaixou o olhar como forma de consentimento. Ele mais do que qualquer outra pessoa em toda a Terra-Média queria desvendar todos os segredos que poderiam existir no mapa que Gandalf guardou junto com a chave de uma porta secreta que estava em algum lugar da Montanha Solitária. Abrir essa porta era a única chance que Thorin tinha para retomar um reinado em Erebor. -Se queremos êxito, essa situação deve ser lidada com tato e respeito e com uma grande dose de simpatia. E é por isso que vocês deixaram que eu fale. Finalizou o mago cinzento olhando para cada anão.
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