Notas iniciais
Ok, eu dei uma boa parada na hora de escrever.

Passamos algumas horas treinando até que escureceu. A noite acima daquelas montanhas era a mais bela de todas... Incrível. Haviam várias estrelas amareladas no céu que iluminavam uma noite cansada, com uma grande esfera esbranquiçada — a Lua. Era tão bom ver tudo aquilo... Era uma ótima forma de descansar. Ao meu lado, Finn também estava deitado na grama, olhando os céus. Seus olhos brilhavam mais do que tudo que eu já tinha visto, incluindo as estrelas do céu noturno.

— E então, Finn? Onde vamos agora?

Ele não me respondeu, como se estivesse dormindo, mas de olhos abertos.

— Finn?

— O-O que!? — Ele deu um grito como se estivesse espantando. E será que não estava? — Ai... O que foi, Nathan?

— No que você está pensando? Por acaso é na...

— É!.. Eu não sei mais parar de pensar nela. Melhor irmos logo recrutar a Caroço, assim eu esquecerei disso tudo.

— Claro.

Nos levantamos. Finn entrou dentro da Casa da Árvore para buscar Jake que estava dormindo. Enquanto isso eu fiquei lá fora, olhando tudo aquilo. Até que achei estranho ver alguém chegando do horizonte a esse horário, mas parecia ser urgente já que essa pessoa estava correndo. O pior é que ela se aproximava de mim e eu não a reconhecia. Comecei a me assustar, obviamente, então peguei minha espada e comecei a ameaçar.

— Parado aí! Ou vou te perfurar em mil pedaços!

— Nathan! Abaixe a espada! — Reconheci a voz: era a Princesa Jujuba. Logo que ela chegou perto de mim consegui ver seu rosto.

— Opa, desculpa por isso. O que foi, Princesa?

— Tenho algumas notícias boas. Sabe aquele seu tênis cheio de gosma?

— Claro.

— De acordo com algumas análises, descobri que aparentemente sua família está viva.

— Que família?

— Como assim? Sua família?

— Eu não tenho família! — Fiz uma careta para evitar chorar naquele momento. Sim, eu não me lembrava da minha família.

— Não Nathan! Não diga isso! — Ela me abraçou, como se estivesse realmente preocupada comigo e minha família.

Finn abriu a porta e logo saiu junto com Jake, que estavam segurando várias latinhas de refrigerante. Finn olhou para a Jujuba, que estava quase chorando, e lhe deu um refrigerante.

— Obrigada..

— O que tá acontecendo?

— N-Nada... — Ela limpou os olhos e caminhou em direção ao seu Reino.

Jake se esticou e ficou maior novamente, e logo eu e Finn subimos nele. Fomos em direção ao que Finn dizia um "portal" para a Terra do Caroço. Passamos bastante tempo até chegar lá, e como o local era perto do Reino Doce, já demos uma carona pra Jujuba. 10 minutos depois, finalmente chegamos. Jake ficou menor e eu e Finn pulamos de cima dele. Não havia nenhum portal visível, apenas um sapo ao lado de um cogumelo. Finn olhando para o sapo, estranhando tudo aquilo. Não me parecia um portal (caso aquilo fosse). Mas logo o sapo disse:

— Finn, o humano. A Princesa Caroço lhe permitiu entrar na Terra do Caroço com dois.. não encaroçados?

— Sim!

— Senha?

— Tanto faz, DOIS MIL E NOVE!

Continua...