Gakuen Hetalia: Uma Nova Aventura
19 Entenda meus sentimentos!
Notas iniciais
Boa leitura!
França continuava investindo contra Sérvia, ele havia conseguido tirar o blazer azul dela e agora levantava o colete e a blusa, a moça se debatia violentamente, mas ele a pressionava contra a parede com as pernas e usando uma das mãos segurava as dela. Ela chorava, pedia, implorava, mas França estava em transe.
- Eu te amo, você é minha. – Ele dizia insistentemente, intercalando suas falas com beijos lascivos, mordidas e carícias. Ele desiste de tentar deixar os grandes seios de Sérvia para fora da camisa e passa sua atenção imediatamente para a saia dela, ele com um puxão forte e violento arranca a roupa de baixo da moça que gritava ainda mais alto por ajuda. – Agora, vamos selar nosso amor, meu docinho balcã e vamos começar de novo! Não vou deixar a Seychelles ou mesmo o Alemanha tirarem você de mim!
No momento em que França retirava o sinto de sua calça e a abria, um estrondo é ouvido na sala, a porta do local havia sido arrombada com um chute, assustando o francês.
- V-Você... – França estava com o rosto pálido.
- RÚSSIA! – Sérvia grita por ele que em um movimentando rápido dá um soco no rosto do francês, o jogando no chão, ele também o chuta, fazendo o corpo do loiro se arrastar pela sala até encontrar a parede do outro lado.
- Sérvia... – Rússia abraça a garota assustada, trêmula e seminua. – Não vou deixar que aquilo se repita, foi o que te prometi na casa do Turquia.
- S-Sim... – Ela abraçava Rússia com força. – Eu... Eu estou tão assustada!
- Vá para a Academia, não espere pelos outros saírem. – Aconselha Rússia.
- O-o que você vai fazer com o França? – Pergunta ela preocupada e o russo sorri.
- Ele está desacordado, irei levar ele para a Academia e aplicar uma devida punição.
- Não faça nada que vá te prejudicar, por favor. – Pede Sérvia e Rússia dá um beijo na testa dela. – Rússia...
- Eu não vou desistir de juntar todos nós novamente. – Ele responde a ela.
Por fim a apresentação acaba e a Orquestra da Academia é ovacionada por sua competência e profissionalismo, todos que assistiam e mesmo as pessoas que trabalharam nos bastidores aplaudiam de pé. O maestro dá um abraço em Áustria e por fim um abraço demorado em Eslováquia que surpreendeu todos com a sua Canon in D, totalmente inesperado do que havia sido ensaiado.
- Foi brilhante, Eslováquia! – Comenta o feliz maestro enquanto recebiam os aplausos do público – Acredito que o Suécia tenha se impressionado ao ponto de não querer mais esperar e levar você para tocar na casa dele.
- Obrigada, maestro. – Ela responde sem graça e pensava se Áutria havia entendido seu recado, seria a última declaração de seus sentimentos. Já o austríaco estava imóvel, sentado em seu piano, seu coração palpitava e ele estava um pouco nervoso, ansioso.
- “Eslováquia...” – Ele pensa. – “Acho que isso só complicou as coisas...”
Os membros da Orquestra da Academia receberiam os cumprimentos pessoalmente no hall principal do teatro, mas o maestro e Eslováquia foram para o gabinete especial para se encontrarem com Suécia, muito impressionado com as habilidades de Eslováquia.
Os alunos iam saindo do auditório onde havia sido realizado o concerto, estavam muito encantados com os colegas que compunham a Orquestra. República Tcheca conversava com América e China, ela esperava a irmã e se perguntava onde estaria Sérvia, o que começa a preocupa-la.
Alemanha era outro inquieto com o sumiço de Sérvia, ele decide procura-la e Japão e Itália o acompanham, a busca durou em torno de meia hora e eles não sabiam mais onde procurar, até que ouviram barulho de passos apressados no corredor, os passos se aproximaram e para a surpresa dos três era Sérvia, mas ela estava diferente, tinha o rosto aflito e marcado por um choro intenso, seus cabelos estavam desgrenhados e ela usava um blazer masculino do uniforme da academia, o blazer era cumprido, mas era visível que seu uniforme estava parcialmente rasgado e que ela possuía alguns machucados nas pernas.
- A-ALEMANHA!!! – Ela grita ao ver o loiro no corredor e vai até ele aos prantos, jogando-se em seus braços. A expressão no rosto dele demonstrava que estava assustado e ao mesmo tempo preocupado.
- Sérvia-san o que houve com você? Sumiu de repente e agora está assim. – Japão pergunta também preocupado.
- Ficamos te procurando! – Itália diz.
- Sérvia, acalme-se, por favor. – Pede Alemanha apertando-a levemente em seus braços. – Conte-nos o que aconteceu e de quem é esse blazer?
- ...É que... – Ela dizia entre lágrimas. – Estou com tanta vergonha, f-foi o França..ele, ele tentou...tentou fazer a força e..e..
Sérvia voltou a chorar e escondeu o rosto no peito de Alemanha que passou de assustado e preocupado para nervoso e incrédulo.
- Não precisa dizer mais nada! – Alemanha tinha o tom de voz mais sério do que o comum. – Aquele desgraçado...
- Eu não posso acreditar no que ouvi. – Japão estava atordoado.
- Irmãozão França... – Lamenta Itália.
- O Rússia...me salvou... – Comenta Sérvia entre soluços.
- O blazer deve ser dele então. – Conclui Itália. – Alemanha, o que vamos fazer?
- Vamos escoltar a Sérvia, nem mesmo República Tcheca pode vê-la assim, vai dar muita confusão. Vocês dois levem a Sérvia que irei acertar as contas com aquele louco do França.
- Eu acho que você não deve, está bem nervoso Alemenha! – Itália temia pelo pior se o amigo encontrasse França.
- Mas, isso é imperdoável! – Reclama Alemanha, mas Sérvia o abraça ainda com mais força, chamando a atenção dele. – S-Sérvia...
- Não me deixe... Por favor... – Ela pedia com um fio de voz, aquilo desarma o alemão e junto com Itália e Japão seguem para o ônibus que os levaria de volta para a Academia.
- República Tcheca, onde está sua irmã? – Áustria aborda a moça que estava acompanhada de América e China, eles já estavam para embarcar no ônibus.
- E por que eu deveria te dizer? – Responde ela de forma ríspida, constrangendo o músico.
- Ela vai voltar depois, parece estar conversando com o maestro e um outro homem. – Responde América que recebe um olhar furioso de República Tcheca.
- O-Obrigado. – Responde Áustria se retirando.
- Não deveria ter contado, América. – Resmunga República Tcheca.
A conversa entre Eslováquia, o maestro e Suécia estava sendo longa, mas já tomava seu rumo final com o acertamento da proposta feita à Eslováquia. Ela sabia que aceitando a proposta, sua irmã e Sérvia seriam contra, mas não havia nada que fizesse com que ela mudasse de ideia, afinal, não tinha mais interesse em ficar ali. Terminada a conversa a data é acertada e Eslováquia estaria indo para a casa do Suécia. Áustria consegue achar a moça, em tempo de ouvir da própria que não ficaria muito tempo mais na Academia.
- O que você quer dizer com isso, Eslováquia? – Pergunta Áustria confuso.
- Áustria... – Ela se vira assustada para encarar o pianista, mas antes que pudesse responder, Suécia entra na frente dela e encara Áustria.
- Quer alguma coisa, pianista? – Pergunta o homem sério.
- N-Nada, com licença... – Áustria desiste de falar com a violinista e volta para o ônibus da Academia.
- Então, te espero no aeroporto no dia marcado, senhorita. – Suécia faz uma breve reverência e se retira.
- Obrigada pela oportunidade, Suécia. – Agradece Eslováquia.
- Mas até lá, manteremos contato.
- Sim.
Terminado a conversa e com a saída de Suécia, o maestro leva Eslováquia até ônibus da Academia, naquele momento havia apenas os membros do clube de Música esperando por Eslováquia. A chegada à Academia foi rápida e boa parte dos alunos dormiu no caminho de volta.
- Por aqui, Sérvia. – Assim que o ônibus chegou e os alunos começaram a descer, rapidamente Alemanha, Itália e Japão levaram Sérvia até o quarto do Alemanha.
- ... – A moça se senta na cama do alemão e fica em silêncio, esperando que o Eixo decida o que fazer com ela, por fim fica decidido que ela ficaria ali mesmo, por segurança.
- Eu vou falar com a República Tcheca e pedir que ela mande uma muda de roupas para você e o que precisar. – Itália avisa pouco antes de sair do quarto de Alemanha, acompanhado do Japão.
- Sérvia, pode tomar um banho e ficar a vontade, eu vou dormir no sofá, daí você fica mais confortável. – Diz Alemanha e Sérvia faz um sinal de positivo com a cabeça.
Ainda no dormitório masculino, Rússia seguia para seu quarto e encontra Inglaterra o esperando na porta, aquilo deixa o russo um pouco insatisfeito. Inglaterra pede para conversar com ele e os dois vãos para o jardim do dormitório masculino, ficando um pouco afastado dos demais alunos que estavam entrando no local.
- O que você deseja Inglaterra?
- Eu vou direto ao assunto. – Inglaterra parecia um pouco nervoso, já que sua voz tinha uma certa tremura. – Quero que você deixe a República Tcheca em paz, eu sei de tudo que ela passou em suas mãos e não posso permitir mais que ela sofra!
- Ora, então andou bisbilhotando a vida alheia? – Rússia tinha um sorriso sínico.
- Não deixarei que force República Tcheca a qualquer ato libidinoso com você!
- Bom, mas você não pesquisou completamente sobre o que houve entre eu e ela, Inglaterra. Saiba que muita das vezes que aconteceu a própria Tcheca se ofereceu.
- Você está mentindo, Rússia! Ela nunca...
- Procure saber melhor, Inglaterra. Sua amada não é tão inocente assim... Agora, não é você que vai se opor a mim, cuidado onde você se mete, inglês, pode se arrepender. – Rússia dá uma advertência e Inglaterra fica um pouco medroso, pois podia ver uma aura maligna rodear o russo.
- E-Eu não tenho medo! Vou defender a minha namorada, não duvide da minha magia!
- Estarei esperando, Inglaterra. – Responde Rússia antes de sair.
Itália explicou tudo para República Tcheca do ocorrido no teatro e teve que segurar a moça para ela não ir bater no França, ela ficou abismada com a atitude dele, aquilo era imperdoável. No quarto de Sérvia, República Tcheca separou algumas coisas para Itália levar para ela e em seguida, esperou pela irmã Eslováquia que até então não havia voltado.
Pouco tempo depois, Eslováquia chega ao seu quarto e se depara com a irmã lhe esperando, elas conversam e República Tcheca conta do que houve entre Sérvia e França, deixando Eslováquia furiosa. Passada a raiva, Eslováquia conta para a irmã da proposta que aceitou e aquilo deixa a mais velha um pouco surpresa. As duas conversam por longas horas e finalmente República Tcheca decide por não se opor, e garante que Sérvia também não, se Eslováquia já estivesse mesmo decidida em deixar a Academia. Ao final, elas se despedem e República Tcheca segue em direção ao seu quarto, já era altas horas da madrugada.
Na manhã seguinte, Alemanha acorda bem cedo e se depara com Sérvia ao seu lado, ela dormia profundamente e parecia ter se acalmado, ele precisou dormir com ela na cama, pois no meio da noite ela teve pesadelos e acordou chorando. Era a segunda vez que ele se deitava na mesma cama que ela, ele ficou um pouco nervoso e precisou segurar os desejos de seu corpo, mas tudo deu certo e nada aconteceu. Alemanha fica observando Sérvia e seu coração dispara, finalmente havia tomado conhecimento de seus verdadeiros sentimentos por ela, mas nunca achava o momento certo para dizer, na verdade ele tinha medo da reação dela.
Parecia que França pediu licença da Academia por uns dias, sem dar qualquer satisfação, mas o Eixo, Eslováquia, República Tcheca e Rússia sabiam bem dos motivos do francês querer sumir por uns tempos, aquilo deixava Seychelles irada, ela colocava toda a culpa em Sérvia que passou a ficar todos os dias na companhia de Alemanha, aumentando o vínculo que tinham um com o outro. Eslováquia e Áustria não se falavam, ou evitavam e Inglaterra decide falar com República Tcheca, prevendo já a reação dela, mas não tinha outra alternativa. Ele chama a moça para conversar e ela aceita, os dois vão para a estufa de flores da Academia.
- O que você quer Inglaterra? – Pergunta secamente a moça.
- Eu sei que você ainda deve estar com raiva do que eu fiz, mas preciso falar com você. Principalmente sobre o que houve entre você e o Rússia.
- Inglaterra, você quer mesmo insistir nisso?
- Eu sei de tudo agora, Tcheca, não precisa mais esconder...
- Tudo? Como assim tudo? – Ela parecia um pouco nervosa e apreensiva.
- Do passado que envolve você, sua irmã e sua amiga. De como foram treinadas para servir ao Rússia e também como sofreram com isso.
- ...Sua curiosidade é surpreendente, Inglaterra. – Responde a moça secamente. – E agora que você sabe tudo, o que você quer saber?
- Eu fui encarar o Rússia e ele me disse que você não é tão inocente assim...o que isso quer dizer?
- ... – República Tcheca vira o rosto para Inglaterra. – N-Nada...
- Me olhe nos olhos, República Tcheca! – Inglaterra pega a moça pelos braços e a sacode levemente. – Eu estou fazendo isso pela gente, você sabe que desejo ficar com você!
- Isso...Foi tudo para sobreviver, não podia fazer outra coisa, não havia outra saída.. – Ela responde ainda sem encara-lo. – Mas, mas não posso te dizer Iggy, você... Você não vai entender!
- O que é, fale! Estou disposto a ouvir e entender, seja lá o que for... – Ele insiste.
- Eu me deitei outras vezes com o Rússia, por que eu quis... – Ela responde com a voz embargada, as palavras dela atingem Inglaterra com tamanha força que ele solta República Tcheca e a olha incrédulo.
- Então... Quer dizer...
- Ele me estuprou sim, é verdade, mas depois eu mesma ia atrás dele. – Ela responde com a voz trêmula. – Por isso eu disse que você não podia saber do meu passado, por isso escondi com todas as minhas forças de você e de quem quer que fosse...
- ...Eu não sei o que dizer... – Responde o inglês confuso e aquele foi o sinal para a moça sair correndo daquele lugar. – Tcheca, espere!
- Desculpa Iggy, desculpa! Mas você não merece alguém como eu!
Foram as últimas palavras dela antes de sumir da vista do inglês que tinha o coração apertado e os olhos trêmulos, aquela revelação da própria República Tcheca foi demais para ele. Ele precisava se acalmar agora e pensar no que fazer, e o mais importante era tentar entender as ações da moça. Mas uma coisa ele já tinha certeza, que a amava e não a perderia.
Notas finais
San - É usado para mostrar respeito por outra pessoa.
Obs: Meu Deus, o glossário foi nada! xD
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