Gaiola das Quimeras

1 Capítulo 1 Relações


Notas iniciais
Não tenho muito oque dizer pois quero que vcs é que me digam suas opiniões sobre essa historia. Desde já agradeço. Aos poucos a historia ira melhorando :v

Abra os olhos disse uma voz rouca. Um suspiro de impaciência ecou. Abra os olhos. Vamos abra os olhos, insistido a voz rouca. Aparentemente a insistência não surtiu efeito, mesmo sem vontade de querer. Abriu os olhos para observar quem seria o ser de voz irritante, piscou, esticou o rosto, movimentou o pescoço na esperança de escutar um estalar. Logo veio o bocejo.

—mãe, ele acordou- disse a garota de voz rouca.

—sai do meu quarto desgraça!- a voz saiu, baixa, ainda com sono recém-desfeito.

—claro que sim, só porque você pediu com gentileza- falou de forma sarcástica e provocativa, enquanto saia do quarto.

Os livros em cima da escrivaninha já estavam com buracos de diversos tamanhos, obra nada sutio das traças, e do lado o celular, duas chamadas perdidas, quando o rapaz pegou, e aproximou o celular do rosto para observa, três letras, "Ana" então jogou o aparelho na escrivaninha caindo em cima dos livros, que mais pareciam "queijos suíços ".

ela esta mais carente do que de costumes ele murmurou baixinho.

Da cozinha a mãe se certifica: você esta doente? Ou á aquela velha preguiça de sempre em? Nenhuma reação aconteceu, nenhum sinal ou resposta saio do quarto do garoto.

— Isaac !! Vamos, você já esta atrasado o bastante não!? O colégio não vai criar pernas e vir andando ate a que- subindo as escadas ate o segundo andar a mãe gritava. Um passo, um estalo seco, aquelas escadas já não eram mais as mesmas, já estavam velhas e desgastadas, eram de uma madeira excelente, mas infelizmente já estavam velhas e seu rangido quase sempre podia ser ouvido da casa toda. Três batidas na porta do quarto a mãe se adiantou e pegou na maçaneta fria, mas antes de aplicar uma base para girar aquela peça de metal ela girou sua mão e a porta abriu.

— já estou saindo, não estou doente ou com preguiça, só com sono " Melissa " ate logo- Isaac falou rispidamente, com a mochila em mãos, desceu as escadas. Tac tac, as escadas pareceriam reclamar das passadas do garoto. Pegou o dinheiro em cima da mesa e saio de casa. " Melissa " queria que pelo menos um dia ele me chama-se de mãe, mesmo que me xinga-se com palavras fortes, só queria que mãe saísse da boca daquele garoto. Pensou a madrasta de Isaac.

Isaac (sobrenome) move se tão lento quanto uma folha ao vento, o fato de esta atrasado não altera o passo ou a sua velocidade. Chegar atrasado já era rotina para Isaac mas conhecido como "Zac" pelos seus amigos mais íntimos. O caminho era sempre o mesmo todo dia, os mesmos prédios e casas, mesmas árvores, as ruas sempre chatas e sem graça. Em sua mente Zac imaginava ser um terrorista com um charuto e uma metralhadora, atirando para todo os lados, rindo a toa, pelo menos assim poderia haver um movimento diferente naquelas ruas. Zac já estava a poucos metros do colégio mas virou em outra direção indo para uma esquina meio suja de lixo e entupida de caixas de papelão, ele se jogou de costas e ficou sentado, puxou o celular e uma carteira de cigarros do seu bolso, ascendeu um cigarro e respirou a fumaça calmamente, isso também já era rotina. Faz duas semanas que Isaac terminou com sua namorada, porque ela deu em cima de seu melhor amigo, na verdade seu melhor amigo deu em cima dela, e ela acabou se endereçando por ele, já que Zac não estava dando total atenção e cuidado para sua namorada, ela decidiu pular a cerca, então quando Isaac descobriu tudo só restou cortar relações com os dois " Dave e Amy" o ex-melhor amigo e a ex-namorada. Até que formam um belo casal, falou enquanto via uma foto no celular, os três juntos alegres no parque da cidade. Um dedo escorrega e tapa Zac na foto, sobrando os outros dois, o casal. Aquela esquina já estava familiarizada com a presença de Zac, ate parecia que ela o dava um bom dia quando ele chegava e sentava entre as caixas. Havia varias caixas, algumas amassadas e outras riscadas. Felizmente não se sentia um odor desagradável ali, era ate mais perfumado que o quarto de Zac. Trés tragos no cigarro. A fumaça era tão branca quanto a neve, mas não era tão fria assim. Seus pensamentos moviam-se oscilando entre sentimentos e razões como a fumaça do seu cigarro.

Isaac não é um exemplo de adolescente de 17 anos. Fuma escondido dos familiares, só faz bagunça no colégio e por isso é distantemente suspenso por suas brincadeiras de malvisto, fala palavrões constantemente e sua cabecinha em desenvolvimento não anda nada bem já que esta na fase mais perturbada da sua vida, a maldita adolescência.

Terminou seu primeiro cigarro, jogou a bituca no chão e puxou outro matador de pulmão da carteira. O celular tocou, "Ana" era o nome que estava na tela do celular. Zac atendeu.

— oi, gostosa! Não me diga que quer dar pra min hoje ?- disse Isaac.

— Um dia que sabe Zac, se você for fã de necrofilia estarei a sua disposição- disse Ana do outro lado da linha.- preciso ver você hoje, o presente que você me deu já acabou, precisão de mais alguns.

— certo, mas dessa vez não vai sair de graça- falou Isaac enquanto se erguia e saia da esquina.

— sim, claro.

— estou indo para o colégio agora, me encontre no lugar de sempre, tenho q pegar as suas anotações e te entregar seu amado presentinho.

Zac encerrou a ligação e foi em direção ao colégio. Essa era a sua rotina a algum tempo perdia a maioria das aulas, pois não se sentia a vontade com sua ex-namorada ali, por isso tentava ficar o minimo de tempo no mesmo lugar que ela, mas sem prejudicar seu desempenho como estudante. Seu ex-melhor amigo era o pior de se evitar, já que os dois eram bem parecidos no que faziam e em sua rotina, Zac teve que mudar suas atividades diárias no colégio com a intenção de não mais cruzar caminho com Dave.

Isaac passou despercebido pelo portão principal, aproximou-se de uma árvore e começou a escalar, tinha musgo em varias partes de suas galha e tronco, mas nada que pode-se atrapalhar uma escalada, em poucos segundos ele já se encontrava no topo, um pequeno salto e pronto, já estava dentro do colégio, a janela que ele pulou era grande o suficiente para passar varias pessoas, ou uma única com sobre peso. Passos normais e viradas de rosto nos quatro cantos do corredor, sempre se certificando se ninguém o havia visto. Cruzando o corredor ele vira a direita onde tinha um pequeno corredor com duas portas de cada lado, ele bateu três vezes na porta da esquerda, então em um intervalo de um piscar de olhos a porta abrisse, e então entra rapidamente sem exitar.

Aquela sala era uma dispensa para os materiais de artes. Havia pinturas nas paredes de alunos que provavelmente nem se lembram que fizeram aquela bagunça de cores e formas em um quadro. papeis, pinceis, tintas e quadros por toda parte, mesmo sendo uma bagunça visual para qualquer um, náo é nada quando comparado com o quarto de alguns adolescentes por ai.

Ana havia aberto a porta para Isaac, ela estava em silêncio como se naquele lugar não ouve-se oxigênio e o som da sua boca não pode-se se propagar em qualquer direção. Ele também em silêncio sentava-se em uma cadeira e soltava a mochila no chão. A garota de cabelos negros, e pele tão pálida que quase podia-se ver o sangue circulando em suas bochechas, quebra o silêncio.

Notas finais
Xaplauuu Desculpe por qualquer erro... Sou de primeira viagem.