Gains and Losses
6 Paris!
Notas iniciais
Paris
Rapunzel acordou com a súbita mudança de música em seu celular. Piscou para tentar ajustar os olhos depois de um longo sono.Por quanto tempo durmi?Desbloqueou a tela, checou o horário.6:15.Após desligar o mp3, ela virou-se para a visão do centro de Paris.
Os pequenos edifícios eram encantadores. As vitrines das lojas apresentavam suas novas coleções de roupas, sapatos ou simples e delicadas bonecas de pano e porcelana. Os funcionários dos restaurantes estavam armando as mesas e cadeiras de madeira na passarela. Os restaurantes maiores permaneciam fechados. Provavelmente devem abrir apenas á noite. O cheiro de chocolate e pães assados emanava próximo á uma esquina. Devem ser tão bons quanto o cheiro. Rapunzel sonhava com os salgados, doces e outras iguarias locais. Ela fez um lembrete mental de pedir á Merida para acompanhá-la em um café da manhã. Embora já tivesse uma noção do horário que Merida acordava quando ela a visita, já que Elinor não queria acabar acordando Rapunzel ao acordar a filha (que também se aproveitava de sua estadia para ficar acordada até mais tarde) mesmo sabendo que a loira era acostumada a acordar cedo.
Rapunzel acordou de seus devaneios ao perceber que o taxi chegou á uma rua menos movimentada. Onde grandes portões brancos e dourados decoravam a entrada das mansões. Algumas possuíam muros altos e eletrificados, mas essas eram a minoria. Afinal, o bairro era calmo, chique e sem a ameaça de assaltos. Onde parecia que todos se conheciam. Rapunzel odiava admitir, mas sentia inveja de Paris. Uma cidade linda, encantadora, romântica, onde até as pessoas “de elite” eram mais gentis, menos rudes e estressadas. As ruas eram pacíficas de dia e á noite. As pessoas se cumprimentavam e se conheciam. Ela sempre quis viver em Paris. Ela se lembra de quando era criança e sempre que tinha que voltar para casa de uma de suas curtas estadias na casa de sua prima, perguntava para a mãe o porquê dela não comprar uma casa na cidade. E ela sempre explicava que por causa da empresa e da sua escola, a mudança era inconcebível.
–Hey, moça?- chamou o motorista do taxi se virando para a loira.- É aqui?
–Oh. Sim sim. Muito obrigada senhor.-disse enquanto saía do veiculo.
Após pagar o motorista e pegar suas malas, ela parou em frente á um portão de bronze de um casarão antigo e imenso que mantinha seu mesmo brilho desde a infância da jovem. Suspirou o ar puro com um leve cheiro de pinheiro e soltou o ar firmando uma postura mais confiante.
Aproximou-se do portão e apertou o interfone que estava começando a ser engolido pela planta que crescia ao redor do muro de pedra. Identificou-se para a empregada Modie que lhe atendera e que gritou ao saber que quem estava do outro lado da linha era a loira de olhos esmeralda. O mordomo se aproximava para abrir o portão mas sua tarefa foi interrompida quando uma ruiva de cabelos ruivos como fogo o atropelou, literalmente.
–PUNZIE!!!!-a ruiva deu de cara no portão propositalmente colocando os braços para fora , dando um abraço na amiga sem se importar com a presença das barras de ferro que as separavam de um abraço de urso legitimo. A loira retribuiu o abraço sem dificuldade de passar os braços magros pelas aberturas.
O mordomo então se recompôs e tocou o obro de Merida para que ela abrisse o caminha para abrir o portão. A ruiva se desculpou passando a mão na nuca. Assim que a passagem foi aberta, o mordomo presenciou algo que não via á muito tempo: o abraço de urso superespecial que as primas só compartilhavam entre si e com mais ninguém. E como fazia anos que as jovens não se viam, ele sentiu uma pontada de satisfação, alegria e nostalgia ao ver a demonstração de afeto.
–Que saudades garota!-exclamou a ruiva se afastando.
–Eu também estava morrendo de saudades de você!De TODOS vocês!!-respondeu direcionando-se ao mordomo que observava a cena de olhos brilhando.
–Por quê resolveu vir mais cedo?Não que eu não quisesse que você viesse antes!É que você sempre faz uma programação para suas viagens e sempre tenta cumpri-las e tals.
–Bem,é meio complicado.Te explico mais tarde.-disse a loira abaixando a cabeça.
–Hey.Vamos entrar logo e falamos sobre isso depois. Porque agora eu não quero te ver deprimida não loira.-exclamou Merida enquanto pegava uma das malas do chão.
–Obrigada. Estou feliz em estar aqui de novo.Depois de tanto tempo...
–Pois é. Esse lugar nunca foi,não é, e nunca será a mesma coisa sem você aqui.-a mais velha disse com orgulho como se estivesse falando com alguém da realeza, fazendo a loira sorrir.-Bem vinda de volta Punzie.
–Obrigada...Rida-respondeu a loira dando uma piscada para prima por chama-la pelo seu antigo apelido.
E seguiram adiante uma ao lado da outra,com sorrisos calmos e olhares de duas crianças sonhadoras.
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