Gains and Losses
3 A tarefa
Notas iniciais
Eram mais ou menos 18:00. A tarde estava nublada. Jack caminhava seguindo uma trilha de pedras que vinham de um parque e que o levaria ao seu destino. Ele andava enquanto observava o movimento das árvores com o vento. Observava suas cores,seus contrastes.O clima era frio, porém o rapaz nunca se incomodou com o frio. Sua pele sempre foi assim, pálida e fria. Por isso, não se importava com o clima.
Se passaram 4 anos desda o seu primeiro encontro com Elsa. Ele já estava acostumado a ter sido considerado o mais novo na equipe, afinal, começar um trabalho desse porte com apenas 16 anos, era novidade aos outros, mas não á ele.
Um leve chuvisco iniciou-se. As gotas caíam no seu rosto e assim como as folhas que voavam com o vento, foram despercebidas pelo jovem. Afinal, para ele aram apenas "trabalhos" da natureza. Ele não podia fazer nada para impedi-los, mesmo que quisesse. Então só lhe restava contemplar ou ignora-las.
Parou sua caminhada ao avistar seu destino. Era uma pequena igreja que estava aberta para visitas. Adentrou o local, que estava vazio, e sentou-se em um dos bancos de madeira. Seus olhos percorreram todo o local. O que mais o chamou a atenção, eram seu vitrais. Não eram as imagens que o fascinavam, e sim as cores. Elas pareciam expressar o que ele estava sentindo. Elas contrastavam entre si. Não eram chamativas, mas eram de se admirar.
O som da grande porta de madeira sendo aberta e fechada foi ouvido. Passos um pouco apressados, em um salto alto foram se aproximando. A loira sentou ao lado do garoto que não desviava seu olha, que mirava as obras do local. Se sentou e retirou seu óculos pretos. Ela estava bem vestida como sempre. Trajava uma jaqueta de inverno preta e botas de salto fino. Sua postura era sempre elegante.
–Por que o atraso?-perguntou o garoto em um tom de desânimo, sem desviar seu olhar.
–Está ansioso para sua próxima tarefa, Frost?-perguntou a loira com um tom irônico.O garoto apenas bufou em sinal de que não iria respondê-la. Ela seu sorriso um pouco debochado.Achava engraçado o jeito do rapaz disfarçar interesse.
–Bom,sua próxima tarefa será um tanto diferente.
–Como assim?
–Você já deve ter ouvido falar em um empresário chamado Charles Evanescence. Dono da empresa Corona's.
–Já ouvi falar.
–Ele faleceu á alguns meses atrás. Sua fortuna é de valor inestimável.
–Deixe-me adivinhar, ele deixou a herança para alguém inexperiente ou algo assim?
–Na verdade, não se sabe quem é que irá ficar com a fortuna ou a empresa.
–E eu vou ter que descobrir quem é?
–Certamente. Até onde sei, a única pessoa que sabe quem é o herdeiro, é a sua esposa Gothel Corona. Mas ela não vai simplesmente nos contar.-a loira falava e o jovem ainda não a encarava.-Por isso, você poderá ter uma ajuda.
–Como assim "ajuda"?-perguntou finalmente olhando para a mulher.
–Charles tem uma filha, e para que você consiga a informação,vai precisar da ajuda dela.Mas terá que convence-la primeiro.
–Quem é essa garota?
–Seu nome é Rapunzel Corona.
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