Gabriella
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Estávamos parados, encarando um ao outro, era realmente um choque, levei o dedo indicador aos lábios e fiquei sem reação, diferente de mim, ele abriu um sorriso meigo e cruzou os braços.
Ah, como eu me lembro desse sorriso, parece até que foi ontem, que estávamos sentados no chão da sala conversando sobre besteiras, e me envergonho de falar tanta idiotice para um rapaz mais velho que eu treze anos, mas o mais divertido era que ele sorria quando eu falava coisas bestas da minha antiga escola e sempre que podíamos nos encontrávamos em algum shopping, restaurante ou até mesmo em uma praia isolada, mas o que me fez ficar louca por ele, foi o fato dele está ao meu lado ser sempre um homem puro.
Porém, teve um dia que por problemas de família precisei me mudar para outra cidade, e jurava que poderia morrer só de pensar em ficar longe daquele cara.
Em nossa despedida, nos surpreendemos com um beijo que aconteceu, como era o meu primeiro beijo, eu senti tantas borboletas no estomago, que parecia que iria vomitar, mas quando nossos lábios se selaram, eu jurava está no espaço flutuando, sentia apenas seus braços em volta da minha cintura e o gosto de café em sua boca.
Mas quem diria que eu iria encontra-lo ali, no corredor de uma das didáticas dessa universidade?
–Gabi? –Quebrou o silêncio fazendo com que eu saísse daqueles pensamentos distantes de quando eu tinha apenas treze anos.
Assenti e abri um sorriso desajeitado, olhei para o rapaz e ele se aproximou.
–Não consigo acreditar nisso... Quanto tempo, não? –Perguntou sorrindo.
Eu sei, eu sei... Deveria ser um momento para que eu pudesse pular de alegria, porém, meu coração se sentia pequeno, minha garganta estava amarrada, eu queria ir até o banheiro e chorar, isso era um choque para mim.
–Três anos... –Sussurrei.
–Pareceu uma eternidade, foi algo estranho perder o contato com você, não pensei que me apegaria tanto a uma menininha. –Sorriu e acariciou meu rosto. –Minha menininha. Ainda minha menininha? –Questionou e eu soltei uma risada estranha.
–Sempre sua menininha! –Jurei como jurava há muito tempo atrás.
–Já está tarde, suas aulas já devem está acabando, quer que eu lhe leve embora? –Perguntou e eu aceitei, já que estava prestes a ir embora mesmo por causa da minha dor de cabeça.
***
Ao entrarmos no carro me posicionei no banco da frente e coloquei o cinto, não sei descrever, mas aquela sensação de pernas bambas, borboletas no estômago estava de volta, como poderia isso?
Ele entrou no carro e dessa vez reparei bem, ele continuava com seus cabelos castanhos claros, e mesmo depois desse pequeno tempo para alguns e um longo tempo para mim, em três anos ele não mudara nada, apenas sua pele que estava bronzeada, e seus olhos castanhos estavam um cor mais clara, ou era apenas impressão minha.
Mas nesses três anos e tinha mudado um bocado, meus seios que eram pequenos estavam fartos, porém minha bunda não estava tão grande, mas eu pouco me importava com isso e graças a academia agora eu possuía um corpo bem bonito.
–Seu cabelo era tão curto três anos atrás, agora vejo que os prefere grande, a garotinha que reclamava do calor, mudou muito.
–Continuo a mesma por dentro. –Afirmei olhando em sua direção.
Ele sorriu e ligou o carro.
–Morando na casa de antes? –Questionou e eu assenti.
–O que estava fazendo ai, nessa universidade? –Perguntei, pois ao vê-lo naquele corredor essa foi uma das perguntas que tomou conta de mim.
–Sou diretor dessa Universidade. –Respondeu e eu fiquei desacreditada.
–Uau... –Isso foi apenas o que eu consegui dizer.
O silencio tomou conta do carro, talvez ele se sentisse como eu, em choque com isso tudo.
–Como vai sua mãe?
–Está bem, porém continua triste de não poder vim para cá.
–Por que ela não pode vim?
–Ela tem a vida dela ganha lá, como ganhei bolsa nessa universidade, ela não teve outra ideia a não ser deixar sua filha voltar a sua antiga casa.
–Pelo menos ela deve ter deixado alguém para cuidar de você.
–Não. Eu moro naquela casa sozinha até eu completar os estudos, ter um trabalho fixo e arranjar a minha própria casa.
–Que mãe legal. –Sorriu me encarando. –Deve fazer várias festas, não?
Neguei e ele fez uma cara de quem não acreditou.
–Não tenho tempo para isso, e não curto muito festas, ainda mais se for para eu limpar depois.
Ele soltou uma risada gostosa e eu juro que aquilo era música para os meus ouvidos.
**
Conversamos várias besteiras até chegar em minha casa, e claro que na hora despedida ali foi difícil, mesmo sabendo que nos encontraríamos mais vezes, porém ele se ofereceu para entrar e claro que eu não neguei.
–Saudades de vim para cá e conversar com você.
Assenti e comecei a sorrir só de lembrar tudo aquilo.
–Mas a única coisa que não esqueço por nada, foi o nosso beijo aqui nessa casa.
–Um bom momento. –Sorri e ele me encarou.
–Gabriella, me explique, como depois de tanto tempo você ainda me fascina?
–Estou me perguntando o mesmo.
Logo o rapaz se aproximou de mim e colocou suas mãos em meu rosto e uma algo gritava dentro de mim para beija-lo e com um breve momento nos encarando ele me deu um selinho, mas seus lábios eram macios, sua boca tinha gosto de menta e eu não hesitei e selar nos lábios e iniciar um beijo que misturava saudades, vontade, desejo e confusão.
Depois de três anos tentando esquecer o Rafael, esse beijo foi a prova viva que ele seria algo eterno dentro de mim, quando eu afastava nossos lábios ele sorria e me beijava novamente.
–Estou me sentindo vivo! –Murmurinhou em meu ouvido, que me fez arrepiar e desceu seus lábios ao meu pescoço e cada beijo eu soltava um gemido baixinho.
–Essa será sua primeira vez? –Perguntou e eu assenti, ele sorriu puxou minhas pernas para sua cintura, e aos tropeços e beijos ele me levou até o quarto e me colocou na cama delicadamente.
Não vou mentir, estava com medo, mas eu queria fazer isso, então deixei minha vontade de amar o Rafael mais alto e espantei o medo que tomava conta do meu corpo.
–Eu prometo ser carinhoso e atencioso nesse momento.
Eu afirmei e ele engatinhou minha direção e me deu um beijo calmo que logo acelerou me deixando sem fôlego, quando se afastou, o rapaz levantou meu vestido e passou mão em meu sexo levemente e soltei um gemido baixo, abri mais minhas pernas e o rapaz baixou minha calcinha e senti seus dedos gelados em minha parte e soltei outro gemido baixo.
Seus dedos acariciavam meu clitóris de uma forma estimulante, que fazia meu corpo inteiro estremecer quando senti seus dedos adentrarem em minha intimidade soltei um gemido sôfrego e caloroso, com apenas um dedo Rafael me manipulava calmamente, ele parecia se divertir ao meu ali gemendo e encarando ele com um olhar de querer mais, quando tirou seu dedo indicador, ele colocou o mesmo mais o dedo no meio na boca e quando adentrou em mim novamente agarrei o lençol soltando um gemido ao meio de uma respiração descompassada, ao iniciar com mais força eu revirei os olhos e uma tensão se acumulava no meu ventre, eu parecia está no ápice, mas quase chegando lá, Rafale retirou seus dedos e passou seu língua em minha vagina e eu me sentia flutuando com seus movimentos em meu sexo, eu gemia alto, mas tentava me controlar e quase chegando novamente ao ápice, ele parecia querer me torturar.
–Ra-Rafael... –Gemi seu nome esquecendo a frase ao senti sua língua com movimentos cada vez mais rápidos.
Ele retirou sua boca e me olhou desafiador e se esfregou em meu corpo e eu podia sentir seu órgão alterado.
Passei minhas mãos sobre sua calça e ao chegar a barra, retirei seu cinto e desajeitada tentei retirar sua calça, mas com tanta dificuldade nisso, o rapaz pareceu compreender e retirou por completo e sua cueca foi junto.
Ele me colocou por cima e eu fui em direção ao seu pênis, peguei seu órgão e acariciei com as mãos e ele soltou um gemido, era minha vez de fazer o cara sofrer.
Fiz movimentos lentos e ele parecia gostar, mas eu não levaria ele até a boca agora, masturbei o garoto de vagarosamente, ao chegar em movimentos rápidos ele parecia chegar lá.
–Não me torture... –Gemeu e eu sorri manhosa.
Levei seu órgão a boca e fiz movimentos bem devagar, senti o rapaz acariciar meus cabelos e eu lambia seu órgão e fiz movimentos rápidos, mas algo me dizia que ele poderia chegar ao seu orgasmo antes do tempo, então parei e o encarei.
Ele me puxou, e se deitou sobre o meu corpo, antes de tirar minha puridade por completo passou seus dedos levemente em minha entrada, eu gemi baixinho, e ele me olhava sorrindo, quando eu menos esperava senti seu órgão no meu, mas era apenas o começo, soltei um gemido alto e arqueei.
Passei minhas mãos em sus costas, enquanto ele pressionava todo o seu pênis em mim, soltei um gemido em seu ouvido e ele fez uma enorme cara de prazer, arranhei suas costas enquanto sentia aquela dor de prazer.
–Ra-ra-Rafa... –Ao gemer seu nome incompletamente, o rapaz aumentou seus movimentos, aplicando mais rapidez e força.
Apertei com força os travesseiros mais próximos enquanto meu corpo arqueava.
Dessa vez a tensão no meu ventre aumentara e eu saberia onde iria chegar, soltei um gemido que foi perdido quando minha voz sumiu, ao sentir chegar que estava quase lá, arranhei as costas do rapaz com mais força e ao chegar ao fim, senti minhas pernas bambas e um friozinho na barriga.
Ele saiu de mim e sorriu me dando um beijo calmo, acariciei seus cabelos e o rapaz se deitou ao meu lado, me dando alguns beijinhos na nuca.
–Espero que cada vez que nos encontremos seja assim. –Sorriu e me abraçou por trás.
–Quem sabe... –Sorri.
Me aconcheguei em seus braços e fiquei me sentindo nas alturas depois desse ocorrido, era uma sensação tão boa que eu não e preocupei com a camisinha, pra quê existe pílula do dia seguinte, não é mesmo?
O rapaz me abraçou mais forte e eu acabei adormecendo e não precisava ter sonhos, por que tudo que ocorreu hoje era um sonho que eu esperava há muito tempo.
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