GaLe - Acampamento Escolar
24 Vai Cuidar Da Sua Vida!
Notas iniciais
Gajeel POV’s on
Acordo quando o ônibus para de andar. Já tínhamos chegado? Por quanto tempo eu dormi? Que horas são? Onde estamos? Cadê a comida? Era tantas perguntas que fizeram minha cabeça doer. Até tentei voltar a dormir, mas a barulheira e Natsu e Gray brigando me impediu.
Senti algo remexer em meus braços e logo depois meu braço suavizar, como se não estivesse mais segurando peso. A baixinha acordou.
Olhei para ela. Estava com olheiras leves, o cabelo pouco bagunçado e esfregava os olhos. A nanica não parecia completamente desperta, pois ainda não percebera que estava dormindo abraçada comigo há minutos atrás.
Ela bocejou e parou de esfregar os olhos para me fitar. Como ela era bonitinha. Não, bonitinha não. Linda. Senti-me sorrir involuntariamente.
A pequena me olhou confusa e, por um momento, me perdi em seu olhar até que ela parecer recobrar a consciência e notar onde estava.
– O que está fazendo aqui? – perguntou com a voz ainda grogue – A Lisanna que estava nesse lugar! Por que está sorrindo e me olhando desse jeito? E por que estávamos dormindo abraçados? – ufa, pelo menos ela esqueceu que está com raiva de mim.
– Calma aí, uma pergunta de cada vez. – falei – Eu troquei de lugar com a Lisanna porque sim, eu estou sorrindo porque você está engraçada e não sei porque dormíamos “juntos” – menti na última parte, de certa forma.
– E por que trocou de lugar com a Lis? Por que estou engraçada? E, o pior, por que estamos conversando? – espera, o quê?
– Ahn? – foi a única coisa que respondi.
– Não se faça de desentendido – ela disse firme e depois baixou a voz e falou tristemente – Você não esqueceu que eu ainda estou brava com você, não é? – “Sim, eu achei” pensei, mas não disse nada.
A baixinha parou de me encarar, pegou a bolsa/mochila (seja lá o que isso for), levantou-se e seguiu para sair do ônibus.
Eu fui atrás dela, mas o idiota/imbecil/trouxa/irritante/cego/esquentadinho do Natsu, me empurrou e eu cai no chão.
– Olha por onde anda, tochinha’ – falei, me levantando.
– É o Gray! – acusou o outro – Foi ele quem me empurrou primeiro!
Esses caras me irritam muito e eu acabei por entrar na briga. Uns sete minutos depois (ou algo assim) o diretor veio nos interromper e mandar que nos retirássemos do ônibus, falando que já era tarde demais e tanto o motorista quanto nós, tínhamos que ir embora.
Desci do veículo praguejando.
Olhei ao redor e, ao ver Lucy conversando com a Lisanna, me fez lembrar que eu ainda não me desculpei com a baixinha.
Sem perder tempo, pego meu celular e mando uma mensagem de texto para a anã enquanto me dirigia à casa dela.
Levy POV’s on
Embaraçoso, embaraçoso e embaraçoso! E ele ainda tem a cara de pau de dizer que não sabe por que dormíamos abraçados! Não basta ter falado merda de mim, tem que me fazer sentir pior.
Abro a porta do apartamento e entro, jogando minha mochila em qualquer canto e me tacando no sofá. É, eu ainda estava com sono.
Sinto o celular vibrar no meu bolso. Um aviso dizia: “Mensagem de Gajeel”. Hesitei, mas mesmo assim abri.
– “Continua lendo se quiser.
Olha baixinha, eu ia me desculpar com você, mas você não me deu oportunidade de explicar nem o que tinha acontecido. Posso POR FAVOR ter uma chance de falar?”
– “Seja breve” – ok, eu não soube o que responder diante disso.
– “Rogue estava me provocando e eu não ia falar pra ninguém que eu acho você legalzinha. Eu odeio esse idiota, e não você. Agora pare de ser chata e fresca. Desculpe-me, ok?”
– Gajeel, não precisa mentir, eu sei que não gosta de mim.
– Não estou mentindo. Por que acha que eu usaria as palavras “por favor” e “desculpa” em um mesmo contexto?
– “Oras, quer saber? Acho melhor você ir cuidar da sua vida e me deixar em paz.”
– Tudo bem. – Foi a última mensagem dele. Aquilo realmente me fez sentir mal. Sei lá, não espera uma resposta curta, grossa e objetiva como essa foi.
Eu admito que, mesmo depois do incidente na quadra, eu ainda me sinto completamente apaixonada pelo Gajeel. É algo que eu não posso negar nem deixar de sentir. Mas ele é estúpido ao ponto de não perceber isso? Acho que até o Natsu já percebeu e ele não.
Gajeel POV’s on
É incrível a capacidade do mundo se virar contra você quando está com pressa, sendo de carro ou não. Assim eu nunca vou alcançar a casa da baixinha.
Primeiro pego uma rua interditada para pedestres e carros; depois uma rua lotada de gente que te empurrava para todos os lados; além disso, não tinha como cortar caminho como na maioria dos lugares que vamos a pé; tudo isso sem contar que eu peguei todos os sinais de PEDESTRES fechados. Que maravilha! Está acontecendo isso porque eu nunca fiquei tão furioso (com o Rogue) e ansioso ao mesmo tempo.
Andei mais alguns metros até chegar num prédio vermelho e branco com detalhes em bege. Toquei o interfone.
– Apartamento? – escutei dizerem
– Er... 104
– Nome?
– Gajeel Redfox
– Um minuto que vou interfonar
– Não! – quase gritei.
– Como não?
– Estou aqui para fazer uma surpresa para a Levy.
– E como eu vou saber se ela te conhece?
Ótimo. Agora mais um empecilho para demorar e me impedir de encontrar com o projeto de gente.
Levy POV’s on
Certo, eram 21h30 da noite e eu estava comendo pipoca, pois não tinha outra comida a não ser congelada. Vou precisar ir ao mercado amanhã.
Enquanto ligava a TV, escutei a campainha tocar. Quem será numa hora dessas? Ainda mais depois de o quê? Dez minutos que eu voltei do acampamento?
Deixei a pipoca na mesinha de centro, coloquei meu chinelo e fui abrir a porta.
– Gajeel???!!! – estava surpresa. Ele estava na minha frente, ofegante, suando e com uma expressão de cansaço. Por um momento, esqueci a raiva e a “tristeza” pelo ocorrido mais cedo. – O que faz aqui?
– Ué, o que você pediu. – ele diz, sorri e me encara. Eu não respondi, pois eu realmente não tinha entendido o que ele quis dizer com isso até ele concluir – Vim cuidar da minha vida.
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