Notas iniciais
Vamos ao que interessa u.ú

GG The Nerd Assassin!

Prólogo:

— Corram! Corram! Não podemos deixar outro morrer.. – gritava desesperadamente um dos policiais, virando uma das esquinas daquele prédio que mais se parecia com um labirinto do que com um hotel.

Cansados, o grupo fazia uma rápida parada numa sala onde provavelmente era apenas um depósito, que continha coisas bem variadas, como produtos de limpeza, papeladas, máquinas e várias outras tralhas que foram jogadas ali.

Logo saíram daquele “mini-armazém” e seguiram correndo até o andar de cima, os elevadores não estavam funcionando. Subindo de andar em andar, eles logo chegaram ao quinto, que era provavelmente o destino deles, pois era o que continha na misteriosa carta enviada por um remetente misterioso, conhecido apenas por suas iniciais que eram “PF”.

— Pessoal, agora ajam com cautela. Lembrem-se: Nosso inimigo é nada mais nada menos que “The Big N” – Lembrara aquele mesmo policial de antes, balbuciando mais algumas coisas após estas palavras, eram números.

O grupo se dividiu em três, ficando numa formação triangular, uma pirâmide seria mais apropriado. Os dois grupos de trás entravam nos quartos, e o da frente seguia um pouco mais lento. Todos pararam ao ver um líquido prateado no chão, proveniente de um quarto de porta-dupla no fim do corredor. Os grupos, agora um só, passaram pelos outros quartos ignorando-os, com o interesse todo voltado para o quarto no final.

Voltaram à formação de pirâmide, sendo que dois ficaram na frente, e um só grupo ficou atrás. Cada grupo abriu uma porta, deixando uma grande quantidade daquele líquido pesado vazar para fora da sala. Tanto era que quase derrubava aquela imponente pirâmide.

Dentro do quarto eles tiveram uma visão nada agradável.

Um adolescente, já de seus quinze anos, com seus braços presos por seis correntes, três em cada braço. O jovem, também estava dentro de um grande aquário, afogado naquele líquido metálico, que perceberam ser Mercúrio. O jovem ainda tinha vida, e lutava como um animal para conseguir se libertar daquele cativeiro, ele conseguira fazer um grande buraco no vidro com um chute, mas era tarde demais, ainda tinha o grande cano que despejava mercúrio dentro do aquário, e era a razão deste estar transbordando.

Por um momento nada se viu, dentro daquela mistura entre mercúrio e sangue, até que, com um chapéu de um dos policiais, o cano foi tapado, e outros buracos foram feitos no vidro, quebrado posteriormente.

O adolescente não apresentava mais um único sinal de vida, apenas tinha alguns espasmos, alguns órgãos ainda funcionavam, mas seu cérebro não, muito menos o coração.

Quando foram retirar as algemas de seus pulsos, os peritos perceberam algo estranho, o jovem apresentava feridas no pé por causa do vidro do aquário, mas nenhuma, marca sequer que indicasse a tentativade libertação da parte do jovem.

Intrigados, eles vasculharam tudo no quarto, e fizeram vários testes com o garoto, no penúltimo teste, que foi feito em seus braços um exame de Raio X, o resultado era de que ele simplesmente não tinha ossos nos braços, apenas um microfone que ia desde o cotovelo até seu pulso, nos dois braços.

O policial, que na verdade era uma espécie de detetive, disfarçado, sentava-se sobre uma cadeira, apoiando seus cotovelos nas pernas, colocando sua cabeça em suas mãos, fechava os olhos, sem acreditar que falhara novamente. Após pensar mais um pouco, ele se levantou e deixou o quarto sem nem ao menos falar com nenhum dos verdadeiros policiais.

Saiu do prédio, trajando uma calça jeans surrada, juntamente de uma camisa negra com estampa da banda Queen. Caminhava num ritmo lento, enquanto via seu passado passar diante de si como um flashback, cerrava os punhos ao mesmo tempo em que começava à aumentar a velocidade, decidido de que não deixaria mais nenhuma morte acontecer, que iria parar aquele Serial-Killer conhecido como “ The Big N ”, que já tinha fama até fora da cidade por seus crimes.

Agora ele não mediria esforços, abriria mão de tudo e não iria descansar até prender aquele ser, que não poderia mais ser considerado humano por seus padrões. “ N ” poderia ser qualquer um, desde um mendigo até o presidente, ou quem sabe, até ele mesmo, possibilidade que havia sido descartada.. por ser meio óbvia a resposta.

O homem se virou e ficou observando à todos na rua, até ver um vulto entrando num beco mais à sua frente. O detetive sorriu e correu até o beco, entrando no mesmo. Ficou por vários minutos correndo não atrás do vulto, mas do barulho que aquela “sombra” fazia. Após um instante, o barulho parou, juntamente com o detetive, em frente à um poste quase sem iluminação, para sua decepção, ele havia corrido atrás de um gato de botas este tempo todo.

Ele chutou uma lata no chão e resmungou um ou dois palavrões, até olhar para o gato que estava se lambendo, e viu um papel enrolado dentro de uma das botas. Caminhou silenciosamente até o gato, e sem chamar muito sua atenção, pegou o papel. Nele estava escrito:

“ Muito bem Rijima, vejo que você tem uma ótima percepção, e é bastante inteligente, sinta-se honrado, pois eu “ The Big N ,” como vocês falam, lhe considero uma ameaça. Continue lendo, não armei nada contra você por hora, então pode “desativar” o seu “Sensor N”. Apenas olhe para a parede à sua frente. Isto é tudo. ”

Um pouco intimidado, Rijima levantara a cabeça lentamente, até conseguir ver com clareza algo escrito na parede, junto à dois objetos. Ele tinha que se aproximar mais, a parede estava longe e o poste não iluminava muito. Chegando próximo, ele viu uma corrente pendurada por um prego simples, em cada terminal da corrente, estavam presos alguns ossos que provinham de um braço, do cotovelo para baixo. Eram, sem sombra de dúvida, os ossos daquele jovem que morrera afogado em mercúrio.

Quando conseguiu se libertar de alguns pensamentos que o prendiam ao braço, ele leu o que estava escrito no muro. E era:

“ Tinha que devolver eles mesmo. Para o corpo ficar completo e poder ser exumado com sucesso. Rijima, estou lhe avisando com a maior clareza que eu consigo expressar, que, se você continuar procurando sobre mim, você vai encontrar, mas não vai ter muito tempo para decidir se gostou do que viu ou não, pois já será tarde.
Carinhosamente, o assassino a quem vocês chamam de “N”. ”

Notas finais
Reviews?