GG The Nerd Assassin!
2 Capítulo 1: The Begin.
Capítulo 1: The Begin.
Connecticut, 15 de Julho de 1995
Uma figura sombria, que não podia ser vista com clareza, sentava-se numa mesa próxima ao balcão de um bar, que era improvisado num galpão velho. O rádio estava ligado, sintonizado na estação de notícias, a única que existia por ali. O já enferrujado aparelho transmitia informações sobre a chuva que caía cada vez mais forte e intensa.
“É meu caro Johnny, você tinha razão.. essa seria uma semana chuvosa. Os meteorólogos afirmaram que a chuva que caiu nos últimos dias, já passou do triplo do esperado para cair durante o inverno inteiro, é muita água. Também puderam adiantar que as chuvas não irão parar tão cedo, o que é uma péssima notícia já que várias áreas daqui foram inundadas, devastadas pela água.”
A transmissão era cortada naquela parte, e do rádio saíam apenas chiados, nada mais. Um grande barulho foi ouvido, alertando a todos. Que foram averiguar, e viram que o rádio havia sido derrubado pelo homem suspeito, que se afastava do eletrônico com impaciência.
— Hey – o proprietário do aparelho apertara o ombro da figura, fazendo-a parar. – Não vai pagar pelo rádio?
— Pagar? – Agora contra a luz do sol era mais difícil ainda tentar observar algum traço de seu rosto.
— SIM! – Exaltado, o dono do rádio puxava o sujeito para trás, pelo ombro.
A figura não se dava nem o trabalho de se mexer, quando puxado, tirava um revólver do bolso do sobretudo, do lado do ombro em que era puxado. Prosseguia fazendo tudo com muita agilidade, e logo, o incorfomado dono do aparelho jazia morto no chão, com um tiro no coração.
O ser então, voltava à andar, por aquela cidade, até que, se afastando um pouco desta, chegava num matagal. Caminhando sempre no mesmo ritmo, logo chegava à uma velha cabana.
— Estou entrando – Esgueirando-se pela fresta deixada entre a porta e a parede, a figura entrava na habitação
— Vá embora, não precisa vir aqui! – Uma voz feminina bastante rouca gritava de algum cômodo da casa – Não me ajuda em nada, e ainda tenho que cuidar do menino, que acabou de completar dois anos, e você nem ligou quando ele fez um ano, nem agora.. – A mulher se virava, abria a porta do quarto e era empurrada para trás, tropeçando num triciclo, caia no chão.
— Cala a boca, mulher – O homem apontava dois revólveres para o rosto da mulher, que sorrindo se abaixava, enquanto duas balas passavam zunindo à cima de sua cabeça.
A mulher abria as pernas, afastando as do homem, que para manter o equilíbrio soltava um dos revólveres no chão, se segurando na parede para não cair. A mulher se sentava, girava no chão e pegava a arma caída, apontando-a para a testa do homem no mesmo instante em que ele deixava a mira no coração de sua oponente.
— Cheque Mate.. – a ruiva sorria, percebendo que deixara o oponente sem ações, muito calmamente ia se levantando. Ao se levantar, sua expressão mudara completamente – O que você veio fazer aqui?
— Eu vim ver o...
O homem estava no meio de sua frase, até ouvir o choro de um bêbê, vindo das profundezas da casa.
— Ele – A figura caminhava na direção do choro.
— Parado aí! – Com tom de autoridade, a mulher ordenava ao ser que parasse, com o revólver em seu pescoço – Mais um passo,e eu atiro.
— Você teve sua chance mulher... – O sujeito erguia as duas mãos.
A porta do lugar era chutada, as duas janelas laterais arrombadas, por cada lugar da “residência”, entrava um homem diferente, todos armados, mantinham suas miras a lazer na cabeça da mulher.
— Seu cretino! – A mulher olhava para os homens, com os olhos esbugalhados e a boca bastante aberta – Não pensei que você faria isso.
— Parece até que não me conhece – O sujeito dava de ombros.
Um dos homens abaixava a mira, segurando a arma com uma mão, alisava o braço com a mão livre.
— Seu idiota! Não estou lhe pagando para abaixar a mira, e sim para mante-la e atirar! – Explodia o sujeito.
— É, está nos pagando, e muito mal, devíamos receber o triplo disso..
Rapidamente um sorriso surgia na face da mulher, no momento em que o sujeito ia começar à caminhar na direção da criança.
— Quanto vocês recebem? – A ruiva perguntava com um ar de imensa curiosidade
— Bom, recebemos um pouco menos de mil euros, cada um de nós três.. – os outros dois homens assentiam com a cabeça.
— Não escutem ela, seus idiotas!
— Agora queremos ouvir a mulher falar – Um dos outros dois que estavam calados, levantava a voz
— Fiquem tranqüilos meninos, não preciso falar, apenas preciso de um tiro — A mão direita da mulher se moveu com tamanha velocidade, que não deixou os cúmplices nem pensarem sobre sua frase, e escolher se deviam deixar ela fazer algo. Ela atirava numa tábua do teto, que se desprendia, junto de várias outras, junto com as tábuas, caíam intermináveis cédulas de quinhentos Euros.
O trio entendia facilmente, tirando as miras da cabeça da mulher, e colocando-as na cabeça do sujeito.
— Nesse jogo, dois jogam – a mulher zombava do homem – Foste muito tolo em me subestimar assim, Henry.
— E quem disse que eu lhe subestimei? Marieth, por quê você acha que paguei um baixo salário à estes homens? – Henry estendia uma mão na direção da janela – Acalmem-se cavalheiros – Ele soltava a arma – Viram? Não posso fazer nada contra vocês, desarmado como estou, e com três miras em minha cabeça.
— Escuto um barulho.. rapazes, atirem!
Os três homens atendiam ao pedido de Marieth, atirando ao mesmo tempo. O homem se inclinava desumanamente, enquanto via três enormes balas, com cortes em suas pontas, passarem acima de sua cabeça. Um último tiro era disparado por Mary. O tiro acertava a cintura do homem, junto de mais dois tiros realizados pela mulher, que perfuravam violentamente a pele, e em seguida os ossos, articulações e cartilagens da cintura dele, uma bala em determinado momento arrastou uma veia consigo, que se partiu.
Henry rugiu de dor, coisa que não sentia à muito tempo. Esticou o braço até segurar em uma corda, presa à um helicóptero, que subia rapidamente, arrastando o homem consigo.
— Vocês conseguem atingir o motor? – Marieth desesperava-se, ao ver o helicóptero se aproximar um pouco mais da casa, com Henry já em cima, outra corda era jogada, por onde um homem descia.
Os três miravam no mesmo lugar e instante. Então atiraram, os tiros foram disparados com precisão, acertando no motor da aeronave, que rangia, enquanto girava junto da hélice, tremendo no ar, começava a cair numa ribanceira perto dali. Desgovernado, ao tocar no chão o helicóptero capotava, e à medida que ia rolando, peças dele iam se soltando.
O veículo só parou ao bater em uma árvore, que ajudava o fogo a se alastrar, e em pouco tempo, o mesmo entrava em contato com o combustível, causando uma grande explosão.
— Muito bem.. – Marieth se virou e foi até o quarto da criança, seu filho, deixando o trio na sala, que catavam dinheiro do chão feito loucos – Meninos, vocês podem me levar à um lugar?
— Claro que sim, para onde?
— Nevada.
Nevada, 18 de Dezembro de 2003
— Cala a boca Nerd maldito! – um garoto loiro aplicava uma tapa na testa de outro garoto, este era gordo, usava óculos e seu rosto era cheio de caroços.
— Você com sua atitude violenta só irá me causar traumas
— Para de falar assim! – Um garoto negro chuta a cadeira do Nerd – Grano, você é muito chato
— Já disse que meu nome não é Grano! É Gaspar! – explodia o Nerd, revoltado se levantara da cadeira e empurrava o negro, que caia sobre outra cadeira.
— V-Você está louco?!? – O garoto “acidentado” se levantava com as mãos nas costas
— Aí galera, o Grano quer briga – o loiro se pronunciava
— Pega o gordo, pega o gordo, pega o gordo, pega o gordo! ( Nota do autor: \\o/ ) — Todos começavam à gritar.
Vários alunos se ajuntavam ao redor de Grano, que levava uma rasteira nas pernas e caia pesadamente no chão, ali, todos os garotos começavam à chutá-lo. Depois passaram também para os murros, e o espancamento prosseguia até que o diretor do colégio chegava na sala, jogando um giz na cabeça de um garoto.
— Que confusão é essa aqui? Vamos, todos para a coordenação!
Aquele fora um péssimo dia, e o último de Gaspar naquele colégio, pois ele iria embora dali junto com o diretor, que fora seu padrasto por ter se casado com sua mãe, quando ela morreu, o homem, que já tiver se apegado bastante ao garoto, continuou com ele, e agora eles eram uma família.
— Gaspar, eu já lhe disse várias vezes para não deixar ninguém lhe insultar!
— Sim pai, e eu revidei, mas eu não tenho amigos, e “eles” são muitos..
No resto, a viagem permaneceu silenciosa, eles não trocaram nenhuma palavra sequer até chegarem num posto de pedágio, onde eles tinham que descer do carro e serem revistados.
— Certo.. o garoto está limpo, agora vamos ver o homem..
Os homens então passam o aparelho sobre o diretor, e ao passar pela perna esquerda, constataram que havia algo metálico ali.
— Tire as calças – ordenou um dos homens
— Não, meu pai não é criminoso – Gaspar protestava, enquanto era afastado pelos homens. O garoto sentava-se no chão, assistindo à tudo aquilo aterrorizado.
O diretor então, tirava as calças, e para a surpresa do homem, ele não havia escondido nada, eles passaram novamente e o bipe soou mais uma vez.
— Escondendo armas na perna, seu salafrário!
— Não é isso, é uma prótese que tenho na perna
— Oras.. não me venha com essa – um dos guardas chutou o rosto do diretor.
Gaspar sentia um estranho calor percorrer seu corpo, sua visão estava começando à se tornar vermelha, ele levantava, com um estilete em uma mão, e um galho bastante grosso na outra mão.
— Eu... – o diretor fazia uma pausa para cuspir sangue – estou falando sério.
— É Rayke, ele pode estar falando sério... – Outro guarda se pronunciava
— Veja, veja se é mesmo – Rayke chutava novamente o diretor, apontava uma pistola para a perna esquerda do diretor e atirava.
O sangue espirrava tão longe que batia no rosto de Gaspar, que de cabeça baixa caminhava na direção do padrasto.
— Se tem sangue, é porque não é falsa – Rayke e mais dois guardas chutavam o diretor, que ficava em posição fetal no chão.
Um estrondoso grito podia ser ouvido atrás deles, era um dos quatro guardas, que tinha um estilete cravado no pescoço por Gaspar, que empurrava o corpo morto do cidadão para fora de seu campo de visão, puxando o estilete do pescoço dele.
— Oras.. seu garoto mald–
Rayke não conseguira completar a frase, Gaspar lançara o estilete em sua direção, atingindo seu pescoço e o derrubando. Os outros dois guardas estavam paralisados. Até que um deles desferiu um golpe em Gaspar com sua tonfa, Gaspar se defendia com a clava de madeira, deixando-a na mesma posição no ar, ele girava com dificuldade por conta de seu peso, e dava um chute no soldado, que cambaleava para o lado, e em seguida levava um poderoso golpe na cabeça e ao cair no chão, batia com o crânio numa pedra, vindo à falecer.
Restava um.
O último guarda jogou a tonfa no garoto, enquanto que atirava descontroladamente nele. Gaspar por sua vez desviou a tonfa com um golpe, jogou a clava nos pés do oficial, o garoto, se jogava para o lado, caindo no chão, girava para o lado, até ficar ao lado do carro, ele ouviu o guarda gritar, e um estrondo no chão, então ele levantou-se e caminhou na direção do padrasto, no caminho chutou o corpo do último oficial.
— Pai.. vamos... – ele ajudou o pai à se levantar e ambos caminharam cansados para o carro.
De repente, dois disparos eram feitos.
— Pai! — Gaspar olhava seu pai cair ao seu lado, sem mais nenhum minuto de vida, então olhou para quem atirou e viu que foi o último guarda, que também caía sem vida.
Chorando, Gaspar foi mancando da perna esquerda pelo resto daquele maldito caminho, com aquela bala cravada em seu pé, após dois dias de andança ele chegou num orfanato.
Aquela nova vida (se é que poderia ser chamada de vida) não prometia nada de bom, e Gaspar sabia disso, mas ele tinha que continuar, tinha que continuar vivendo, tinha que seguir em frente. Quem sabe o que o futuro guardava? Quem sabe o que o aguardava? Ninguém. E isso era algo que o motivava, ele agora estava sozinho, e assim queria ficar para o resto da vida.
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