Gótica de Cidade Pequena
7 Capítulo VII
Notas iniciais
Já faz algum tempo que elas chegaram no ponto de ônibus. Essa tarde passou num piscar de olhos! Quando elas perceberam, já estava quase anoitecendo. Assim, a convite de Amy, Cris foi acompanhar as duas, enquanto o ônibus não chega.
—Gostei das tranças! — disse Cris, enquanto Amy estava ajeitando o cabelo, sem prejudicar o visual.
—Pensei muito em fazer, porque queria mesmo era comprar uma bota, mas acho que valeu o gasto.
— Tá pensando em virar cybergoth? — perguntou Cris e continuou dizendo: — Eles usam esse visual.
— Até que não é uma má ideia. Mas tô usando as tranças por outro motivo, achei a causa muito legal.
A certa distância delas, ainda reunidos na praça, curtidos pelo encontro de sábado, alguns integrantes da cena parecem estar falando sobre elas. Olhando e comentando entre eles. Essa movimentação chamou a atenção delas, sentadas no banco do ponto.
—Gente, olha discretamente, acho que eles estão falando alguma coisa sobre a gente.
—É ... parece mesmo. — disse Melissa, ao perceber eles olhando pra elas e comentando alguma coisa.
—Eu tenho certeza! -confirmou Cris, após dizer o nome de cada um, contina: — Eles são assim mesmo! Não podem ver gente nova.
A certa distância, um deles acena ao perceber o olhar discreto delas. Vendo isso, Cris continua:
— Só fingir que não viu; — vendo o caminhando na direção delas, diz: — mas acho que é tarde demais.
Antes deles chegarem perto delas, sendo ajudado pelo editor, o ônibus para no ponto. Assim, elas gastam estes curtos minutos se despedindo da Cris e, em seguida, embarcam no ônibus, rumo a cidadela, um lugar no meio do nada.
O crepúsculo, cobrindo a terra de sombras, já está preparando a chegada da noite, trazendo seus luzeiros para iluminar a batalha dos anjos. Enquanto as duas conversavam sobre a galera reunida na praça, Cris é interrogada pela galera.
Aos poucos o ônibus vai deixando a praça da Igreja matriz, enquanto inicia o percurso pela estrada velha, rumo a cidadela. Os sons noturnos da mata estão a cada metro mais alto, revelando alguns mistérios nos sons naturais e alguns sussurros na escuridão.
— É — iniciou Amy, meio cansado, sentada do lado dela. — Vai fazer alguma coisa mais tarde?
— Depois de me conectar com a Cris. Tô pensando em fazer algumas pesquisas na rede social.
— Vai dizer que você vai tentar encontrar o perfil daquele garoto da camisa da série Camelot?
Ouvindo isso, ela pega o celular na bolsa e oferece um fone pra amiga. Era melhor ouvirem Éowyn do que responder esse tipo de pergunta, destas certeiras que não exigem respostas. Assim, aos poucos, as colinas foram revelando a cidadela.
Às 20h, Melissa, sentada na mesa de estudo, aguarda o computador inicializar — esta avida pra contar uma novidade, compartilhar na rede social. A última hora dessa noite, ela recebeu uma grandiosa surprese ao entrar no quarto.
Segundo os pais, Lord Legion estava passando pela rua, quando ouviu um barulho no quintal do terreno do lado da casa delas. Ao olhar pelo muro, encontrou o Salém, todo sujo de folhas secas, tentando pular o muro e voltar pra casa.
A semana não poderia ter iniciado melhor! Agora, ela faz parte da cena underground do vilarejo, mesmo estando morando na cidadela histórica entre colinas, e também tem um gato pra fazer companhia nesse lugar especial no meio do nada.
Assim que o computador inicializou, ela entra na rede social e compartilha uma selfie deles na página do evento com a seguinte legenda — Achei o meu gato — Salém! Os novos amigos, a galera underground do vilarejo, vendo a foto, finalizando o dia, curtiram!
Depois de algumas mensagens, ela ficou sabendo que eles estavam falando mesmo sobre elas. Ficaram sabendo que elas eram meio que cristãs. Por isso, estavam tentando trocar uma ideia, sem preconceito, porque a irmãzinha deles também é ...
O chat levou noite toda. Quando ela olhou no relógio, no canto da janela do navegador, já passava das 23h. Assim, ela decide se despedir da turma, porque amanhã bem cedo vai reiniciar a semana de estudo. É melhor descansar algumas horas.
Depois de faze o ritual da noite, se preparar pra dormir, ela deixa a caixinha tocando baixinho uma playlist da banda Flyleaf e, na companhia de Salém, aos poucos, ela vai retornando pra terra de Avalom, o sagrado da terra de Cam...
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