Gêmeas

63 Raiva com uma pitada de sexo


Notas iniciais
E aí pinguinos? Capítulo programado dia 01/05/2018 Boa leitura!

Thalia respirou fundo antes de abrir a porta dos fundos de casa, passando os olhos por todo o perímetro antes de se abaixar, encostando os joelhos no chão para logo depois as mãos, fingindo ser um cachorro e começando a ir cautelosa em direção à sala, onde temia que seu namorado estivesse acordado e com a promessa de matá-la ainda em mente.

Soltou um “au-au” baixo, que pareceu ecoar pelas paredes de vidro, dando a certeza que não havia ninguém ali. Mas, não iria arriscar seu focinho no momento, então dobrou suas pernas e se sentou como um cachorro, olhando desconfiada para as escadas, que era ausente graças a escuridão do lugar – e ser de vidro.

A Grace voltou a ficar de quatro, adentrando mais na sala quieta demais para seu gosto, pensando se deveria ou não acender a luz da sala, mas logo chegou à conclusão que seria a coisa mais idiota que poderia fazer no momento.

Enquanto ela passava cautelosa na frente da escada, só conseguiu segurar um grito em sua garganta quando sentiu seu corpo suspenso no ar e um aperto forte em sua cintura. Em seguida a luz acendeu, a fazendo arregalar os olhos ao dar de cara com Nico a sua frente com uma cara psicopata.

Ele passou o nó dos dedos por seu rosto, retirando o cabelo negro que insistia em cair nos olhos delas. Thalia, por sua vez, segurava sua respiração evitando qualquer movimento brusco – ou até qualquer movimento.

— Por onde devemos começar? – o Di Ângelo questionou, sua voz tão rouca que a Grace não conseguiu esconder que seu corpo se arrepiou.

— Pela parte que você me solta, me deixa ir e eu durmo em paz com nossos filhos, ok? – respondeu, mesmo que gostasse dessa parte do garoto.

— Eu pensei que você deixaria eu te fuder – Nico foi direto, o que a fez arquear as sobrancelhas surpresa.

Thalia entreabriu os lábios sem saber responder, fechando a boca e abrindo por alguns segundos, até que apertou os olhos desconfiada.

— Qual o sentido de fuder?

Em um movimento rápido, ele levantou o vestido que a garota usava e abaixou sua calcinha, introduzindo dois dedos em seu interior, a fazendo dar um pulo de susto e soltar um gemido surpreso, o fazendo sorrir de canto malicioso.

— Deixei claro? – o Di Ângelo arqueou as sobrancelhas, começando a fazer movimentos de vai e vem.

— Deixou sim – ela retrucou, inclinando seu corpo para selar seus lábios com o dele.

Mas seu movimento foi interceptado por uma mão em seu pescoço, que a empurrou de volta para a parede.

— Hoje não vai ser assim, minha querida.

Ótimo, ele vai me matar enquanto nós transamos. Quem nunca? Thalia questionou consigo mesma, começando a ficar mais apreensiva, mas também excitada com tudo aquilo, o que dificultava seu cérebro.

Nico tirou seus dedos de dentro dela e aproveitou a deixa para rasgar seu vestido, cujo pano era leve e fácil demais de se romper, abrindo um sorriso quando o jogou longe e a virou de costas para si.

Deu um tapa estalado em sua bunda, não medindo sua força e só percebendo que foi forte demais quando ela soltou um grito alto, estando debatendo consigo mesma se gostou ou não disso.

Ele começou a tirar sua camisa, chamando atenção dela por cima do ombro, que o observou com cautela durante todo o processo, transbordando malicia e sensualidade. Até que o moreno tirou sua roupa por completo, a puxando de leve para trás e fazendo com que seu corpo estivesse meio inclinado, empinando sua bunda para ele.

Foram direto ao ponto, sem preliminares e sem hesitação de nenhuma das partes.

Nico segurou os cabelos dela com uma das mãos, puxando com um pouco de força, mas com cuidado para que não a machucasse de verdade, começando a investir, arrancando gemidos altos dela.

O moreno começou a reduzir a velocidade, até o ponto que parou, recebendo um olhar desaprovador vindo de Thalia. Aproveitou o contato visual para levantar as sobrancelhas sugestivamente, esperando que ela pegasse a referência, o que não aconteceu tão cedo, já que ela entreabriu os lábios pronta para dar um sermão nele, que apenas deixou um tapa em sua bunda, deixando mais claro o que deveria acontecer.

A Grace começou a ditar os movimentos, finalmente tendo o prazer em ouvir um gemido sair dos lábios de seu namorado. E a cada vez que ele quisesse que ela aumentasse a velocidade, um tapa era deixado em sua bunda, as vezes tão forte que a fazia gemer alto.

Assim que o Di Ângelo percebeu que ela ia chegar lá, segurou em sua cintura e saiu de dentro dela, a fazendo xinga-lo em voz alta:

— Seu filho da puta!

Nico sufocou uma risada no fundo de sua garganta, mantendo sua pose séria ao prensar novamente o corpo dela contra a parede, ainda de costas para ele. Levantou a perna dela devagar, encaixando seus corpos e roçando suas intimidades.

— O que foi, Grace? – questionou rouco, em seu ouvido.

— Nico... – ela murmurou manhosa.

— O que você quer?

— Só termina logo isso.

Como um reflexo, ele se afastou totalmente dela.

— Nico! – Thalia fez menção de fazer mais manhã, o fazendo soltar uma leve risada pelo nariz.

O Di Ângelo se aproximou novamente, colando seus corpos e apoiando seu queixo de leve no ombro nu da namorada.

— O que foi, Grace? Eu só estou fazendo o que você mandou.

— Nico... – ela prolongou a última silaba, quase como uma suplica.

Ele fez menção de provoca-la de novo, roçando suas intimidades sem querer apenas para ouvi-la suspirar.

— Grace, você precisa ser bem mais clara do que você quer.

Thalia se virou de frente para ele em um movimento rápido, tentando selar seus lábios em um beijo, o que foi interceptado de novo, mas dessa vez Nico segurou seus pulsos e prendeu-os em cima de sua cabeça.

— Você não faz ideia do quanto eu te odeio – a Grace resmungou entredentes.

— Você só precisa pedir, Thalia – o Di Ângelo abriu um sorriso malicioso.

Ele desceu seus olhos por seu corpo, debochado.

— Aliás, seu corpo diz o contrário.

Thalia, dessa vez, foi para cima dele com intenções de arrancar uns dentes com socos, mas ele, depois de se assustar levemente, prendeu seu corpo contra a parede usando seu próprio corpo.

— Grace... – ele chamou sua atenção, olhando em seus olhos azuis elétricos dilatados de desejo – é só você pedir, em alto em bom som.

— Di Ângelo – ela fez uma pausa, sabendo que mais tarde poderia se arrepender – anda logo com isso e me fode.

— Foi muito ruim engolir seu orgulho? – Nico deu um sorriso malicioso, quase rindo da pose derrotada que ela assumia aos poucos.

Sem aviso prévio, ele a penetrou, segurando a risada quando ela teve um sobressalto e levou as mãos aos ombros dele, o xingando baixo. Os movimentos se tornaram rápidos, precisos e fortes, o que os levou a chegar lá em não muito tempo, arrancando um gemido alto de ambas os lados.

Ele finalmente saiu de dentro dela, porém não esperava que quando se afastasse, levasse um belo tapa estalado no abdômen.

— Aí! – resmungou de imediato.

— Você mereceu seu filho da puta – Thalia retrucou, pensando em dar mais tapas até que ele lhe implorasse para parar.

— Ue? Eu só queria ter certeza que o sentimento era mútuo – Nico se fingiu de sonso, dando de ombros.

Nico começou a rumar em direção a escada, até que ouviu ela o chamar novamente com uma voz manhosa.

— Nico...

— O que foi dessa vez?

— Me leva? – questionou, fazendo um bico digno.

O Di Ângelo, mesmo depois de reclamar mentalmente que nunca mais deveria fazer algo na sala, e sim no quarto ou no sofá, voltou ao lado dela e a pegou no colo, sentindo-a se aninhar em seu peito enquanto subia a escada até seu quarto.

Depois que eles já estavam deitados, abraçados e quase pegando no sono, Thalia se lembrou de algo que queria mencionar durante o que fizeram lá embaixo, não perdendo a deixa, pois sabia que ia esquecer.

— Ei, você descontou a raiva em mim, não foi?

Nico riu, abrindo os olhos levemente apenas para observa-la de cima.

— Não tanto, eu queria mesmo ficar com você, fiquei com medo que fizesse o que a Bianca está fazendo com o Leo, coitado! Está com tanta greve de sexo que hoje se ofereceu pra fazer um boquete no Connor...e eu não estou nem brincando!

Thalia arregalou os olhos, sem saber como reagir a tanta informação junta.

— Oi? – murmurou boquiaberta – O que, diabos, vocês conversam para chegar nesse ponto?

— No caso foi seu áudio que o Connor deixou reproduzir em alto e bom som sem querer, e todo mundo sabe do segredinho da sua irmãzinha agora...sinto pena do Connor.

— O que? Vai dizer que vai querer fazer um boquete nele também? Tudo bem que meio que seria uma visão do paraíso porque são dois machos que eu amo, mas né?

— Que? Não! Eca!

— Poxa, nem pra me agradar?

— Você tá pedindo que eu transe com seu melhor amigo na sua frente? É isso mesmo que eu estou entendendo? – o Di Ângelo franziu o cenho incrédulo, sentindo uma repulsa grande de pensar na bunda de Connor perto de si.

Inconscientemente ele começou a imaginar a cena que havia dito, arregalando os olhos traumatizado com seus próprios pensamentos enquanto sacudia a cabeça para se livrar deles. O que essa menina tá fazendo comigo?

— Na teoria eu entraria no meio, e meio que a Thayla também porque ela não iria deixar o namorado dela com o meu..., então meio que seria uma suruba...pera, que? INCESTO NÃO PODE, DEIXA – Thalia começou a se desesperar, arrancando risadas de seu namorado.

— A que nível chegamos? – ele questionou – Então quer dizer que se a Thayla não fosse sua irmã, uma suruba entre nós quatro estaria tudo certo?

— Meu amor, depois que você me trouxe para esse lado malicioso da vida, eu to aceitando qualquer sexo, só vem porra!

— Só vem o caralho, o que você está pensando? Não vai sair dando a perereca pros outros não, querida!

— Aliás, eu posso fazer uma coisa que estou querendo a um tempinho? – Thalia questionou com um meio sorriso que Nico julgou ser travesso.

— Pode...? – respondeu meio hesitante, avaliando qualquer movimento que ela poderia ser capaz de fazer.

Mas relaxou assim que seus lábios se tocaram em um beijo casto e calmo.

— Desculpa, eu realmente esqueci da carta, não foi intencional – a Grace se desculpou, fazendo um bico.

— Está tudo bem – ele deu um sorriso leve – o áudio que você mandou pro Connor abafou o assunto da carta, mesmo que elas tenham ficado em cima do criado-mudo por toda a festa.

— Que bom, não?

— Mas, um assunto que veio depois foi o das fotos, que ainda está me incomodando, sabe?

— Nico...

— Olha, eu só quero que você não tire mais as fotos com ele e com ninguém mais que possa ver seu corpo nu, apenas eu. Eu não sou tão ruim de foto, sabia?

— Qual o problema? É só o Percy! E ninguém mais vê a foto.

— Mas mesmo assim, ele é homem, eu não quero saber que outros caras estão tirando fotos de você nua. Muito menos na situação que só tá vocês dois e você está pelada.

— Mas não aconteceria nada...é o Percy!

— Como você pode ter tanta certeza? Você é gostosa pra cacete!

— É. O. Percy! – Thalia disse calmamente, mas não estava gostando para onde estava indo o assunto.

— Idai?

— Nico! Não vai acontecer nada, novamente: é o Percy! E eu sou sua namorada.

— Por esse motivo que você deveria ficar longe dele nua!

— Não vai acontecer nada, são só fotos! Nunca daria certo, nunca aconteceria, é o Pers!

— Se você afirma com tanta convicção, é porque já aconteceu, né? Vocês já tentaram?! – o Di Ângelo se afastou dela ao ver que Thalia travou ao responder, hesitando por tanto tempo que ele deduziu que, sim, já havia acontecido algo entre eles. Porém, assim que foi abrir a boca para tirar satisfação, ela o cortou:

— Nico, se você for brigar comigo para acabar comigo machucada e chorando em um canto, você me avisa que eu vou sair do quarto e não vou voltar até você se acalmar. Se preciso eu vou sair de casa.

— Sai – disse ríspido.

Thalia engoliu um nó que cresceu em sua garganta, se levantando e pegando a primeira roupa que viu dentro de seu closet, vestindo uma calça de moletom e uma regata básica, saindo dali o mais rápido possível sem nem olhar na cara de seu namorado – ou quem sabe ex.

Pegou seu celular e ligou direto para Connor, que estava em uma situação muito envolvente com Thayla, mas teve que parar o que fazia ao reconhecer o toque especifico de sua amiga, atendendo.

— O que o Nico fez? – questionou prático. Para ela ligar plena duas da manhã é porque tinha dado treta.

— Eu preciso de você agora, ele descobriu uma coisa e está muito bravo comigo – Thalia mordeu o lábio inferior, forçando sua voz para que ela não vacilasse.

— Não pode ser daqui a alguns minutos, sabe? Estou meio ocupado agora.

— Nico descobriu que eu fiquei com o Percy.

— Estou chegando aí – Connor desligou o celular, deixando um beijo em Thayla enquanto se levantava o mais rápido possível e começava a se vestir.

— Claro, sempre minha irmã em primeiro lugar – Thayla rolou os olhos, puxando o lençol para cobrir seu corpo despido.

— Não, nem vem! Não vamos brigar agora, eu te amo, você é o amor da minha vida e se quiser a gente casa em Las Vegas com uma banda famosa tocando bem na nossa frente em vez de um padre, mas só cala a boca e não vamos brigar, ok? Eu amo você, pode usar o banheiro se quiser, se mantenha aquecida e se Travis entrar aqui joga o abajur nele que tá tudo certo – discursou rápido, mandando um beijo no ar e saindo do quarto, escutando-a rir abafado.

Em menos de cinco minutos ele se encontrava entrando pela porta da frente sem ao menos pensar em tocar a campainha, se assustando ao vê-la em pé no meio da casa.

— Eu nunca mais entro nessa casa com esse breu! – resmungou, mesmo que já estivesse se aproximando preparado para o pior.

Thalia abriu os braços pedindo por um abraço, que foi aceito, se aninhando ao peitoral de Connor que comprimiu os lábios ao notar que a pequena chorava, baixo, mas chorava.

— Ele não tem confiança, sabe? Fica tranquila, isso é coisa passageira, meu amor – o Stoll afagou seus cabelos, repousando seu queixo no topo de sua cabeça. – Vocês vão ficar bem, vai ficar tudo bem.

— A gente transou, eu pedi desculpa pela carta, estava tudo fofo, então brigamos – resumiu tudo, a voz embargada enquanto se tocava que não havia dito a Connor que não era mais virgem.

Por sua vez, o Stoll tinha arregalado os olhos e estava perplexo com a revelação bem na sua cara.

— Só pra checar, essa foi a primeira vez de vocês?

Thalia negou, parecendo chorar mais depois do ato.

— O problema é que ele não tinha o direito de ficar bravo, quando eu fiquei com o Pers eu não estava nem pensando em namorar ele, eu estava namorando com o Luke, então nem motivos ele tem e de repente ele me mandou sair do quarto porque eu pedi que ele fizesse isso se a gente fosse brigar – desabafou, apertando a camisa dele entre os dedos com força.

— Oi? – Connor arregalou os olhos cada vez mais perplexo com as coisas que a pessoa que dizia sua melhor amiga escondeu dele. – Thals...

— Sai daqui, pode ir para a sua casa de novo e terminar o serviço com minha irmã. Eu acho que eu preciso ficar sozinha – Thalia se afastou dele, o empurrando de leve pra não ferir o ego do garoto.

— Sozinha seu cu, já basta ter me feito vir até aqui, eu vou ficar com você e te consolar porque amigos são pra isso. Ou você quer que eu chame outra pessoa? Bianca? Percy? – o Stoll se xingou ao notar que ela desandou a chorar mais ainda quando mencionou o moreno de olhos verdes-mar. – Thals!

Ela rumou até a cozinha, sentando em uma das cadeiras e debruçando sobre a mesa, escondendo seu rosto em seus braços cruzados e ouvindo Connor andar de um lado para o outro, abrindo armários e os fechando, provavelmente preparando algo para que ela comesse.

Notas finais
Kisses com Trovoadas das Gêmeas ♥