Gêmeas
33 Que os jogos comecem
Notas iniciais
Thayla parou para pensar, as engrenagens viraram e se encaixaram, então a resposta veio como uma bomba.
— Caralho – Thayla soltou baixinho – Ela gosta do Nico.
Thalia abriu a porta e passou direto pela sala, onde Zeus a mandou voltar, o que ela não fez. A menina abriu a porta do quarto e parou ao ver a cara de choque da irmã e Afrodite com uma cara de ''Acho que ela se tocou''.
Zeus entrou logo atrás da menina, a empurrando um pouco para frente para começar o discurso.
— Antes de você começar a falar, você não sabe de nada! Sua filhinha querida que começou, porque não sabe se controlar – Thalia levantou a mão, pedindo silêncio da parte do Zeus.
— Pai, não brigue com ela – Thayla pediu – Eu também fui a culpada.
Thalia franziu o cenho para a irmã, não acreditando que ela estava parcialmente defendo ela. Mas apenas deu de ombros, ignorando isso.
— Thayla, cale-se – Zeus pediu – Eu sei que a Thalia te provocou.
— Na verdade, foi ao contrário – Thayla tentou novamente e Thalia cruzou os braços, vendo onde essa conversa iria parar.
— Zeus, vá esfriar a cabeça – Afrodite pediu – Vou conversar com as meninas.
Zeus colocou a mão nas têmporas, caminhando para fora do quarto e fechando a porta, deixando Afrodite sozinha com as meninas.
— Thalia…- Afrodite começou, mas foi cortada lindamente por Thalia.
— Não quero saber, não vou pedir desculpas e não me interesso por nada que você vai dizer licença.
A garota entrou no banheiro, antes que sua tia a alcançasse e fechou a porta, se trancando ali.
— Dá uma chance para sua irmã – Afrodite bateu contra a porta, levemente.
— Não, ela fez cagada, não fez? – Thalia se encostou na porta, deslizando até sentar no chão.
— Mas…Thalia – Afrodite bateu novamente.
— Vai embora – Thalia resmungou, se encolhendo.
Por alguns segundos tudo ficou quieto, mas então Thalia escutou a movimentação dos saltos de alguém, duvidava entre ser da Afrodite ou da Thayla, mas se levantou e abriu a porta, dando de cara com Thayla, que ia começar a falar, mas foi cortada.
— Vai pedir desculpas pra surtar quando eu ficar com o Connor amanhã de novo, poupe sua voz. Eu não me importo – Thalia sorriu sarcástica.
— Ela descobriu, Thalia – Afrodite fechou a cara, adquirindo um semblante sério.
— Descobriu o que? Não tem nada para descobrir – Thalia deu de ombros, mas no fundo ela sabia do que estava falando.
— Ela descobriu que você gosta do Nico – Afrodite esclareceu, mantendo-se séria.
Thalia gargalhou sinistramente.
— Você quer que eu goste dele, isso não vai acontecer porque o mundo não gira em torno de como Afrodite Grace quer e eu não vou gostar de um idiota imaturo que nem ele, então me poupe de discurso de paixonite de algo que você finge que existe, você não me conhece, nem a Thayla então me deixem e sigam suas vidas porque eu estava bem melhor sem nenhuma das duas.
Então a porta fechou brutalmente, fazendo um barulho alto. Deixando Afrodite e Thayla sem palavras.
A irmã mais nova procurou respirar, já que tinha prendido a respiração para não socar a cara da Thalia, já que ela era uma total idiota por proferir aquelas palavras.
Afrodite suspirou, prende a raiva dentro dela.
— Calma, ela só está com raiva, vai passar.
— Eu duvido muito – Thayla resmungou, saindo de perto da porta e se sentando na cama – Mesmo se a gente fazer as pazes e tudo, se ela ficar com o Connor de novo…eu não vou aguentar.
— Já que a Thalia está assim, eu vou sugerir que você jogue o mesmo jogo que ela – Afrodite se sentou ao lado da Thayla novamente, a observando com um micro sorriso nos lábios.
— Como assim jogar o mesmo jogo que ela? – Thayla franziu o cenho.
— Bem, você gosta do Connor, ela está com ele. Ela gosta do Nico…e você tem o Nico – Afrodite esclareceu, fazendo a Thayla arquear a sobrancelha, aparentemente gostando da ideia.
— Não sei…isso parece sacanagem – Thayla murmurou meio incerta.
— Faça o que quiser – Afrodite se levantou e deu um beijo no topo da cabeça da garota – Mas se for começar esse jogo, a partir do momento que ela sair do banheiro…o jogo começa.
Thayla respirou fundo e deu de ombros.
— Vem, vamos assistir alguma coisa na sala, pra ver se passa essa tensão toda – Afrodite pegou em uma das mãos da garota, a levando consigo para fora do quarto. – Sente-se querida, vou pegar alguma coisa pra gente comer.
Afrodite caminhou até a cozinha, encostando o quadril no balcão e colocando as mãos sobre o rosto.
— Amor? – Ares chamou a esposa, vendo que ela estava estranha, a abraçou – O que houve princesa?
— A Thalia me falou umas coisas e eu me sinto mal – Afrodite foi direta, derramando algumas lágrimas que caíram sobre sua mão.
— Você sabe que ela é bem parecida comigo, fala merda quando está estressada – Ares afagou o cabelo da mulher, que se acomodou mais.
— Sim, mas é irritante ouvir esse tipo de coisa – Afrodite resmungou, com sua voz um pouco mais rouca – Eu só não bati nela, porque não sou burra.
Ares soltou Afrodite lentamente, que limpou as lágrimas e caminhou até o armário, vendo se tinha alguma coisa pra comer. O homem caminhou até o quarto das irmãs, entrando e fechando a porta, ficando sentado sobre a cama da Thalia, até que a menina saísse do banho.
Thalia saiu do banheiro e deu um leve pulinho ao ver o tio ali, até porque, não era todo dia que Ares entrava no seu quarto…e pela sua cara, ela sabia que ele queria conversar. A garota se sentou ao lado dele.
— Quem foi o idiota que te ensinou a lutar mesmo? – Ares perguntou, se virando para a menina.
Ela deu uma risada e socou o braço do tio.
— Meu tio bem aqui – ela sorriu e Ares riu.
— Por que vocês brigaram – Ares olhou pra ela, que suspirou e revirou os olhos.
— Eu estava ficando com o Connor e ela veio cheia de raivinha pra cima de mim – Thalia resmungou.
— Connor não é o menino do jantar de ontem? – Ares franziu o cenho.
— É ela deu um pé na bunda dele aí eu fiquei com ele – Thalia disse simplesmente.
— E ela e nem ninguém não fez nada pra você ficar com raiva e ficar com o garoto? – Ares prosseguiu a conversa, observando cada mudada de expressão.
— Não, eu fiquei com ele porque quis – Thalia arqueou uma sobrancelha, esperando o rumo dessa conversa.
— E o Nico? – Ares perguntou e observou a base da Thalia tremer.
Thalia engoliu em seco.
— O que tem ele? – Ela franziu o cenho.
— Você e ele – Ares insistiu.
— Não temos nada e nunca tivemos – Thalia deu de ombros.
Ares suspirou e passou um dos braços pelos ombros da garota, a puxando para um meio abraço. Ele sabia dos sentimentos da menina por ele, mas resolveu não comentar nada. Ele levou a mão até o pescoço da garota, retirando o colar cuidadosamente e entregando para a menina, que o olhou confusa.
— Se quer fazer o que vai fazer, de 100% de certeza a todos que nunca sentiu e nem sente nada pelo garoto, inclusive a ele – Ares começou.
— O que você acha que eu vou fazer? – Thalia o olhou.
— Thalia eu já tive 17 anos e te conheço, guarde isso – Ares encarou os olhos elétricos da menina.
— Joga fora isso, eu não me importo – Thalia deu de ombros.
— Se importa, por isso nunca se desfez dele e se for pra alguém fazer isso faça você mesma quando você tiver 100% de certeza que não gosta dele – Ares fechou a mão da Thalia em cima do colar, a olhando nos olhos.
Thalia assentiu e se levantou, caminhando até o banheiro e parando na porta. Ela parou no arco, observando a lixeira e a gaveta, ficou alternando o olhar entre os dois, por um longo período de tempo, até que cedeu e jogou o cordão dentro da gaveta, o fechando ali.
Ela se virou sobre os calcanhares e viu Ares com um sorrisinho de lado no rosto.
— Calado – Thalia o repreendeu, olhando para cima meio constrangida.
A campainha tocou e Thalia franziu o cenho, abrindo a porta e caminhando para fora do quarto.
Assim que a garota ousou sair do corredor, ela viu Nico ali e deu a meia volta. Porém, bateu contra um peitoral forte, que passou o braço ao redor dos ombros dela, a levando de volta para a sala.
— Sua tia aconselhou a Thayla começar a jogar, espero que comece também…não quero te ver apanhando – Ares cochichou no ouvido da garota, que começou a ferver de raiva.
— Oi Thalia – Thayla sorriu para a irmã, que colocou a mão na cintura e sorriu também.
— Olá Thayla – Thalia alargou seu sorriso – Como vai, Nico?
Nico encarou a garota, estranhando totalmente a reação dela.
Afrodite se virou lentamente para Ares, que tinha um sorrisinho em lábios.
— Ah, Tia – Thalia disse como se tivesse se lembrado de algo – Me desculpe pelo o que eu disse, estava de cabeça quente e tudo.
Thayla arregalou os olhos, assim como Afrodite e Nico.
— Agora se me derem licença – Thalia se desenroscou do Ares e caminhou até a cozinha, pegando um salgadinho e voltando com ele na mão, se sentando no braço do sofá, ao lado do Ares, que estava ao lado da irmã e Afrodite. Fazendo Nico ficar em pé, encostado na parede.
— E vocês dois? – Ares apontou para Thalia e depois para Nico, que engoliu em seco – Depois desse jantar, ela foi dormir na sua casa…vocês vão namorar? Ficar? O que que vai ser?
— Não vamos fazer nada e nunca fizemos, porque eu ficaria com alguém que eu não me interesso e que não acho nada demais? Ele só é mais um garoto normal que eu sou obrigada a conviver por causa da minha irmã – Thalia disse com naturalidade.
Nico a encarou cada segundo durante a frase, mas procurou manter sua expressão normal no rosto, como se não ligasse nenhum pouco para o que a menina tinha dito, por não ter notado o sinal da menina que sempre fazia quando mentia. Ele já estava acostumado a ouvir essas coisas, mas hoje era diferente, ela falou de um modo tão natural que Nico se encheu de raiva e tristeza.
O celular da Thalia tocou e ela franziu o cenho, o pegando, vendo que era Connor que estava ligando pra ela.
— Preciso atender – a menina anunciou, saindo do braço do sofá e jogando o salgadinho em Ares, que xingou a menina. Ela caminhou até o quarto, fechando a porta.
— Eae – Thalia atendeu.
— Pequena tá fazendo o que? – Connor perguntou.
— Pequena o cacete – Thalia respondeu – Vou dormir ai, to indo, tchau – a menina desligou e pegou a mochila, jogando umas trocas de roupas lá e saindo do quarto.
Assim que ela entrou na sala, viu uma cena um tanto nojenta. Nico estava deitado no sofá e Thayla estava em cima dele. Os dois estavam se beijando calmamente.
Thalia deu de ombros e caminhou até ali, pegando a chave na mesinha de centro e parando do lado do sofá. A morena deu um tapa forte na bunda da irmã – descontando um poquinho da raiva -, que parou de beijar Nico na hora.
— Ai! – Thayla gritou.
— Lembre-se de meter com força – Thalia sorriu para Nico e deu as costas para os dois.
— Onde você vai? A gente está te incomodando? – Thayla murmurou, ainda com a bunda ardendo.
— Estou indo na casa do Connor, vou dormir lá. Fiquem à vontade para transar, já que a Thayla faz isso com todo mundo mesmo – Thalia deu um sorriso e saiu de casa, fechando a porta descentemente e descendo pelo elevador, já que estava com preguiça de descer vários lances de escadas.
Alguns minutos antes…
Ares percebeu o clima esquisito que ficou no ar, então resolveu puxar a esposa para a cozinha, onde Zeus estava apoiado na janelinha que tinha ali, tentando tomar um ar.
Nico se jogou ao lado da Thayla, que encarava um ponto na parede tentando extravasar a raiva que sentia da irmã, sem ser socando ela. O garoto não estava muito diferente, ele queria socar tudo que visse pela frente.
— Quer conversar? – Nico perguntou, tentando manter um semblante inexpressivo.
— Ela me esculachou – Thayla disse apenas – Falou várias coisas, pra mim e pra Afrodite, ás vezes acho que ela nasceu com um parafuso a menos.
— Eu também briguei com ela, a gente estava na piscina e rolou uns negócios, ai ela ficou puta, despejou um caminhão de palavras em cima de mim, fiquei tão puto. Se eu pudesse nunca mais olharia na cara dela – Nico contou e Thayla só notou agora, que o menino estava meio pra baixo no telefone na noite passada.
— Ela tem essa capacidade de transformar tudo em um jogo – Thayla resmungou – O que você acha de começar um também?
— Você pretende me incluir nisso? – Nico arqueou a sobrancelha e Thayla quase deu um tapa na cabeça do menino, mas se controlou.
Thayla explicou rapidamente o que Afrodite tinha dito e Nico ouviu atentamente.
— Então, topa? – A garota jogou a cabeça para o lado e escutou a porta do quarto se abrindo.
Nico a segurou pela cintura e a deitou sobre si, colando os lábios no da morena.
Os passos calmos da Thalia, era a única coisa que eles prestavam atenção. Mas se mantinham focados no beijo, vai saber se não beija o nariz sem querer, não é?
Thayla sentiu uma dor forte na bunda e descolou os lábios dos de Nico o mais rápido possível, vendo a irmã com um sorrisinho ali.
— Ai! – Thayla resmungou. Ela viu a mochila nas costas da irmã e resolveu provoca-la um pouco, até porque, o que era um jogo sem um pouco de adrenalina?
— Lembre-se de meter com força – Thalia sorriu para Nico, que se esforçou o máximo possível para não revirar os olhos.
— Onde você vai? A gente está te incomodando? – Thayla sorriu discretamente, se apoiando em Nico para observa-la melhor.
— Estou indo na casa do Connor, vou dormir lá. Fiquem à vontade para transar, já que a Thayla faz isso com todo mundo mesmo – Thalia deu um sorriso e saiu de casa, fechando a porta descentemente.
— Eu odeio essa garota – Thayla se sentou no abdômen do Nico, que resolveu não ligar para a atitude.
— Não, você não odeia – Nico a corrigiu – Você só está com raiva, assim como eu.
— Ela é uma idiota – Thayla cobriu o rosto com as mãos, desejando que um ônibus atropelasse a irmã – Ela foi dormir na casa dele, Nico.
— Foda-se – Nico disse simplesmente – E você vai dormir comigo.
***
— EU ATEN…Thalia? – Luke gritou, mas se interrompeu ao perceber que era a menina ali.
— Oi, Connor está? – Thalia cruzou os braços e arrumou a mochila nos ombros.
— Sim…- Luke iria falar alguma coisa, mas Thalia o cortou.
— Beleza sai da frente – Thalia empurrou Luke para o lado e entrou na casa, mandando um aceno para Travis e subindo direto para o quarto, onde tinha certeza que Connor estaria.
Thalia abriu a porta sem ao menos bater, não se importava e lá estava Connor, apenas de cueca a encarando.
— Bater é bom – ele lembrou e riu.
Thalia deu uma risadinha e jogou a mochila na cama dele, sendo puxada para um abraço.
— Você não se seca quando sai do banho? – Thalia perguntou, sentindo a humidade do seu abdômen infiltrar em sua blusa.
Thalia engoliu em seco, pedindo para os hormônios dentro dela se acalmarem, já que aquele puta homem estava apenas de cueca e a abraçando.
— Sim, eu me seco – Connor respondeu e seus lábios foram tomados por um beijo, que ele fez questão de responder. Sua mão escorregou pelo corpo da menina, puxando uma perna dela para cima.
— Deita ela na cama né mano? Vai comer a menina em pé? – Octavian disse em voz alta, fazendo Thalia levar um leve sustinho, mas não se separar do Connor.
O menino levantou o dedo do meio para Octavian e descolou os lábios dos dela, por falta de ar. Thalia se virou e cumprimentou Octavian, ignorando Luke, que estava mexendo em algumas gavetas despreocupado.
A morena tirou da mochila uma troca de roupa e colocou ali na cama, tirando a blusa e a saia, colocando a roupa escolhida logo em seguida.
— Eita – Octavian avaliou a menina de cima abaixo, que riu – Que corpão, vou aderir.
Ela gargalhou.
— Eu não vou falar nada pra você – Thalia embolou as roupas e jogou em cima da mochila, que tacou no chão e se jogou na cama.
— Nossa em, que poderosa – Octavian comentou.
— Para de falar, menino – Luke resmungou, empurrando ele pra fora do quarto.
— Tchau poposuda – Octavian mandou um beijinho para Thalia, que riu alto, mas mandou outro.
— Esse daí é o pior – Connor comentou e se deitou ao lado dela.
— Ele é legal – Thalia deu de ombros com um sorrisinho.
— Eu sei, por isso ele é meu amigo – Connor roubou um beijo da menina.
— Ladrão – ela deu um tapinha nele.
— Aham – Connor concordou e deu risada, beijando ela novamente. Só que dessa vez ela retribuiu.
As mãos do Connor deslizaram pelo corpo da garota, apertando levemente algumas áreas e só afagando as outras. Thalia arranhava o abdômen nu do menino levemente, enquanto mantinha seus lábios grudados.
Connor se virou na cama, ficando por cima dela e começando a beijar o pescoço da menina, que deu uma risadinha, pois ele estava passando o nariz por ali e ela sentia cosquinhas.
— E essas marcas, Grace? – Connor perguntou e Thalia fechou a cara.
Thalia deu um sorriso e foi puxada para mais um beijo, que foi retribuído, assim como todos os outros que o menino dera nela.
— Ei – Connor a chamou – Acho melhor pararmos hein, porque senão vou acabar tirando a virgindade da outra Grace.
Thalia riu e deu um tapa forte no braço do menino.
— Vai se fuder, trouxa – ela sorriu e lhe deu um selinho – Estou com fome.
— Eu me surpreendo, pra onde vai a comida? Deve ser pra bunda – Connor resmungou, saindo de cima da garota.
— Eu ouvi isso – Thalia se queixou — Eu não tenho uma bunda flácida ela é durinha.
— É pra ouvir – Connor deu um tapinha no quadril dela – Vai, vamos descer pra comer.
Thalia resmungou de preguiça, mas acabou por se levantar preguiçosamente e se espreguiçar, descendo ao lado do Connor até a cozinha. A primeira coisa que a menina viu, foi Travis com um pacote de cookie na mão, então fez a coisa mais sensata que ela poderia fazer.
— QUERO – Thalia se jogou em cima do menino, roubando alguns cookies do pacotinho.
— Por um momento vi Tarzan, mas né – Travis murmurou, tirando o pacote da vista da menina – Você vai dormir aqui?
Thalia assentiu, se levantando e tirando as migalhas de cookie da sua barriga.
— Nossa pensei que nunca mais ia te aturar depois que você terminou com o Luke – Travis resmungou e recebeu um tapa da garota.
— Vamos voltar pro quarto – Connor apareceu com umas guloseimas nas mãos, chamando a garota.
— Agora só falta se pegar comigo pra pegar todos os Stolls – Travis comentou e Connor fez uma careta.
Thalia riu e revirou os olhos, seguindo Connor de volta para o quarto.
Connor sentou na cama com as costas apoiadas na cabeceira quando um panda voou em cima dele, em busca de biscoitos. O garoto girou Thalia, abrindo as pernas e a colocando ali, passando o braço em sua cintura e colocando o pacote de bolacha em cima da perna da garota, para que ambos tivessem acesso.
Os dois começaram a conversar sobre coisas banais, enquanto apreciavam o gosto do biscoito, de vez em quando Connor roubava um selinho da menina, que ás vezes retribuía e as nas outras xingava ele.
Quando o garoto notou que o pacote tinha acabado, ele fez um bico e o colocou sobre a mesinha que ficava do lado da cama, virando a garota e a puxando pra si, colando seus lábios em um beijo de verdade.
A porta foi aberta por Hermes, que encarou a cena meio confuso, o homem pigarreou chamando a atenção dos dois, que se separaram e olharam para a porta.
— Oi pai – Connor deu um sorrisinho.
— Você não tá namorando o meu outro filho? – Hermes se referiu a Thalia, que deu uma risadinha.
— Não – Thalia respondeu – E já faz um tempinho.
— Ah…é – Hermes fingiu saber – Então, vai querer comer?
— Eu quero – Thalia respondeu.
— Você acabou de comer – Connor arregalou os olhos, olhando para a garota – Literalmente nesse instante.
— O que? Eu to com fome – Thalia disse meio manhosa.
— Senhor – Connor se virou para o pai – Ela quer.
— Tudo bem, vou pedir uma pizza – Hermes sorriu e fechou a porta, saindo do quarto.
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