Gêmeas
12 Qual é a da meia?
Notas iniciais
O trailer finalmente parou no destino e Thalia agradeceu, não estava mais aguentando ficar dentro de um trailer com as pessoas lhe olhando com um pouco de receio ainda, por ela ter esfaqueado seu antigo seu celular.
Thayla foi a primeira a sair, puxando Nico pela mão e saltitando em direção ao penhasco que tinha ali, para observar lá embaixo. Thalia saiu logo em seguida, observando onde a irmã estava e indo em passos apressados para o lado contrário, sentando na pedra que tinha ali e suspirando, querendo arrancar aquela meia que usava para esconder as marcas em seu corpo.
O povo desceu e Zeus se colocou a frente, chamando a atenção com um pigarreio.
— Quero uma foto de todos vocês – Ele anunciou e todos caminharam até a frente do penhasco, fazendo poses estranhas e sorrindo. – Vem Thalia.
Thalia levantou a cabeça com tédio e negou.
— Então vem tirar a foto – Ele a chamou e ela se levantou, caminhando lentamente até o mesmo, pegando a câmera e esperando Zeus correr com os chinelos grandes dele até perto da galera que ali estava e tirou a foto. – Agora, você vai tirar uma foto com a sua irmã, sem reclamar.
Thalia revirou os olhos e o povo saiu da foto, indo para trás de Zeus para observar as irmãs. A menina caminhou lentamente até Thayla, que sorria de lado.
— Preciso falar uma coisa, olha pra Hera— Thayla murmurou e quando Thalia parou ao seu lado, olhou para a mulher que descia do trailer olhando para baixo para ver se tinha algum bicho a esperando.
— Que que tem a vadia ? – Thalia respondeu cruzando os braços.
— Ela com essa roupa, acho que vai garantir a herança com Zeus, quem sabe um filho? – Thayla se virou para a irmã e começou a rir, levando Thalia junto.
Thalia se apoiou em Thayla, quase caindo de rir e Thayla colocou a mão no rosto fingindo ser um pensador e nessa hora, Zeus bateu a foto, saindo uma foto bem natural.
— Até que elas são parecidas – Percy falou e recebeu os olhares de compreensão de todos.
— Pronto, agora eu preciso avisar a vocês uma coisa – Zeus tomou a frente novamente. – Eu comprei duas casas, uma para mim e Hera e outra para vocês, a de vocês fica daquele lado e se eu precisar sair da minha casa para ir reclamar de algo com vocês, vocês terão problemas!
— Iih, vai ter filho mesmo – Thalia comentou com Thayla, que caiu na risada novamente.
Zeus e Hera pegaram suas respectivas malas e saíram caminhando até uma casa grande que estava ali, por mais que eles só fossem dois, a casa era gigante.
Thalia segurou nos ombros da irmã levemente e as duas saíram andando até a casa desse jeito, fazendo as pessoas notarem o quanto elas eram bipolares.
— Jason, pega as minhas mochilas – As duas gritaram em uníssono e o garoto levantou a cabeça apressadamente, saindo do meio das malas.
— Mas o que? – Ele perguntou e se viu sozinho nessa, assim que os meninos caminharam atrás das mesmas, que agora estavam dentro da casa.
Thayla chamou o povo para ver o quarto, que era personalizado muito mal. Só tinha um em toda a casa e o mesmo era forrado de colchões presos ao chão, um colchão de casal ficava separado de lado e outros três de casal juntos um ao outro no outro canto do quarto deixando apenas um corredor que dava passagem a dois banheiros.
Thalia sentou no canto do colchão grande e encostou as costas na parede, vendo Nico se aproximar com uma cara nada boa.
— Eu queria esse lado – Ele clamou indignado.
Thayla encarou os dois e imaginou a pré-briga que isso ia dar, pensando: Por que o indivíduo não sentou do outro lado na outra parede?
— Problema é seu, cheguei primeiro – Thalia se aconchegou mais ainda, mostrando a língua.
— Não se eu fizer isso – Nico segurou o pé da menina, ignorando a saia que ela usava e a puxou pra fora do colchão.
Thalia se agarrou no colchão, começando a gritar coisas como:
— SEU FILHO DA PUTA EU TO DE SAIA, DESGRAÇADO MINHA PERNA PORRA, VOCÊ SÓ VAI ME TIRAR DAQUI SE ESSE COLCHÃO SOLTAR DO CHÃO!
— A visão tá ótima daqui – O menino disse baixo, para que apenas ela ouvisse.
Thalia chutou o menino, que a soltou, fazendo com que o corpo da mesma quicasse no colchão.
— Por que vocês brigam tanto? Vocês são tão parecidos – Thayla disse inocentemente, vendo que eles estavam usando praticamente a mesma roupa.
Thalia e Nico pararam a briga por alguns segundos e olharam para Thayla, com um olhar fuzilante.
— Não. Somos. Parecidos – Eles falaram em uníssono e Thalia pulo no pescoço do Nico.
— Ninguém entende o por que eles brigaram, um dia eles eram melhores amigos e no outro dia, eles estavam assim – Piper disse apontando para Nico, que agora estava sendo estrangulado por Thalia.
Nico conseguiu segurar a cintura da menina, a virando com facilidade e a empurrando para frente, fazendo-a cair de volta no colchão. Thalia se agarrou novamente ao colchão com todas as forças.
— É MEU! – Ela gritou, arrancando risadas de todo mundo que assistia a cena.
— Gente – Leo chamou a atenção de todos, empurrando Connor para o lado e entrando no quarto – Não tem comida e eu estou com fome.
— Tinha que ser o gordo – Piper resmungou e olhou para Leo que sorriu para a mesma.
— Então vamos sair pra comer – Annabeth concluiu e todos comemoraram.
— Ai meu Deus eu vou ter que largar o colchão – Thalia disse apreensiva.
Todos resolveram trocar de roupa, as meninas ficaram dentro do quarto e os meninos se trocaram fora do quarto, em algum lugar da casa. As meninas começaram a se despir enquanto conversavam e colocavam as outras roupas, enquanto Thalia estava sentada no colchão olhando para a coxa, que não poderia ser exposta.
— Thalia, não vai se trocar? – Piper perguntou vendo a brisa que a menina se encontrava.
— Sim...mas primeiro preciso ir no banheiro...- Thalia inventou a melhor desculpa que conseguiu e pegou as roupas, enrolando uma na outra e indo rapidamente para dentro do banheiro se trancando lá, para não ter risco de uma delas abrirem a porta.
Thalia se trocou e colocou a merda da meia, cobrindo o local roxo e saindo do banheiro, encontrando todos jogados no colchão, esperando a mesma. A primeira coisa que Thalia viu, foi Nico, que estava no seu lugar, lançou um olhar fulminante para o mesmo, o alertando que se continuasse ali, não sairia vivo daqui. A segunda foi Thayla, que resmungou algo como: ‘’Caramba menina, você demorar mais do que eu pra se trocar! ’’
— Qual é a da meia, Thalia? Tá mo calor – Jason murmurou, passando a mão na bermuda branca que usava.
— Eu to com frio tá? Eu sou anormal, me deixa – Thalia jogou as roupas em cima das mochilas e resmungou – Vamos logo!
O único empecilho era falar com Zeus, avisando que iriam sair. Todos jogaram essa responsabilidade em cima das gêmeas, que resmungaram muito, mas caminharam até a enorme casa mais à frente.
— Eu bato e você fala – Thayla concluiu enquanto chegavam perto da casa.
— Não, eu bato e você fala – Thalia respondeu e bateu na porta, antes que a irmã pudesse falar alguma coisa.
— O que é? – Zeus abriu a porta e Thayla travou. – Ah, são vocês.
— Tamo saindo – Thalia apontou para o trailer e ia dar meia volta, senão fosse Thayla dar um tapinha discreto na mesma.
— Papai, estamos indo comer, quer que eu traga algo para o senhor? – Thayla falou educadamente e Thalia revirou os olhos, impedindo a irmã de continuar.
— Da dinheiro? – Thalia perguntou.
Foi a vez de Zeus revirar os olhos, mas pegar a carteira de algum lugar do lado da porta e dar o cartão para a mesma, que sorriu minimamente para a irmã que olhou para o cartão com um brilho no olhar.
Thalia se virou, ignorando a conversa da irmã com o pai e viu que Nico olhava pra ela, mas não necessariamente para seu rosto e sim para suas pernas, o mesmo subiu o olhar para o dela e deu um sorriso malicioso de lado e Thalia engoliu em seco, torcendo que a lerdeza de Nico não tivesse o deixado perceber que ela só estava assim por causa dele.
— Thayla vamos logo – Thalia puxou a irmã, que mandou o tchauzinho para o pai, mesmo sendo arrastada pela ogra da irmã.
***
Thalia se surpreendeu ao chegar ainda no mesmo dia em casa, por que com Jason dirigindo era uma coisa bem impossível de se acontecer.
— Aleluia – Ela clamou ao encostar os pés nas pedras do chão.
— Não exagera – Jason passou por ela, com os braços em volta dos ombros de Piper.
— Jason, uma tartaruga passou por você – Thalia disse indignada e saiu andando atrás do mesmo.
Assim que colocou as mãos no bolso, não sentiu o celular e avisou para Jason que ia voltar para o trailer para buscar, assim que voltou rodou o trailer todo mas não achou o aparelho. Revirou os olhos pensando que teria que comprar outro, mas assim que saiu do trailer resmungando, viu nada mais nada menos que Nico Di Ângelo encostado na porta fechada da casa, com seu celular em mãos e um sorriso no rosto.
— Puta merda – Ela resmungou consigo mesma e começou a caminhar até o menino. – Como você colocou a mão no meu bolso, pegou meu celular e eu não senti?
— Você já deve estar acostumada com mãos na sua bunda, Grace – Nico respondeu e Thalia fez uma cara de ‘’COMEQUIÉ?’’.
A mesma respirou fundo e colocou uma das mãos nas têmporas.
— Nico, apenas devolva meu celular – Ela pediu, tentando não atacar o menino com um golpe.
Nico levantou o braço acima da cabeça.
— Vem buscar – Ele sorriu.
— Tá de sacanagem né? – Ela olhou pra ele com uma cara de tédio.
— Se você quer o celular, vem buscar – Nico sacudiu o celular lá em cima e Thalia pensou que se desse um chute no meio das pernas dele, ele largaria o celular.
Ela tentou chutar, mas Nico com a outra mão empurrou a perna para baixo e ela lembrou que ele não era Luke nem Jason, era o Nico.
Ela ficou na frente dele e deu um pulinho, que não chegou nem perto da mão dele.
— Essa foi sua tentativa? – Nico debochou com um sorriso.
— Eu vou te matar – Ela resmungou e pegou impulso, pulando novamente, mas Nico puxou o celular para trás, fazendo-a falhar novamente. – Que droga, Nico! Devolve logo a merda do meu celular.
Ele abaixou um pouco.
— Vem pegar, ue – Nico sorriu branco e Thalia não viu outra saída, além de ter que escalar ele novamente.
Ela se aproximou mais ainda e Nico, que não era nada bobo, a puxou pela cintura e a jogou contra parede.
— Puta que pariu, de novo não – Ela resmungou colocando as mãos na frente do corpo, impedindo Nico de se aproximar.
Nico colocou o celular no bolso e prensou a garota contra a parede, a mesma arfou, pois tinha acabado de comer e o menino estava pressionando sua barriga. Nico pegou as mãos da garota, que estavam encostando em seu peitoral e as empurrou para baixo.
Thalia notou para onde as mãos estavam indo e arregalou os olhos.
— Tirei, tirei, tirei – Ela quase berrou e tirou as mãos da frente do corpo, fazendo com que Nico grudasse mais ainda nela.
A mãos ágeis de Nico, desceram para sua perna e a puxou para cima, igual o dia no corredor, ele colocou os dedos dentro do tecido e roçou em sua coxa, fazendo-a se arrepiar contragosto. A meia calça foi puxada lentamente para baixo e Thalia só tinha um pensamento em mente: ‘’Filho da puta’’, quando a marca estava um pouco exposta ela revirou os olhos e observou o rosto de Nico próximo do seu, que estava olhando para a marca com um sorrisinho.
Ele deixou a meia calça abaixada e subiu a mão acariciando a marca, olhando no fundo dos olhos da Grace, que rapidamente cortou o contato visual, olhando para o lado.
— Sabe o que é engraçado? É que você não ficou puta, não tentou se debater, me bater, você está aceitando na boa! Você quer ganhar outra marca, Grace? – Nico sussurrou em seu ouvido, fazendo a garota ficar totalmente puta.
Ela se virou para olha-lo e ele se aproximou, dando um beijo no canto da boca da mesma, que gritou alto. Fazendo Nico levar um susto e empurrar ela para baixo, pois sabia que todos da casa tinham ouvido e começou a rir logo em seguida.
Thalia não se preocupou de ter caído, mas sim de subir a meia calça o mais rápido possível, o que fez Nico rir ainda mais da garota.
A porta fora aberta e Thayla foi a primeira a sair.
— Thalia, você tá bem? – Thayla apressou-se em dizer e ajudar a irmã, que aceitou a mão para se levantar.
— Tá ótima, ela só caiu – Nico respondeu entre risos.
— Como isso? – Connor perguntou e Thalia olhou sem reação para Connor, sem saber o que falar.
— O que foi? O gato comeu sua língua Grace? – Nico perguntou tentando conter o riso que estava dentro dele.
A menina olhou para o mesmo e fez um barulho esquisito, como um grito e empurrou todo mundo, voltando para dentro de casa.
— O que você fez, Nico? – Thayla olhou pra ele com um ar um pouco preocupado.
—Nada – Ele respondeu com um sorrisinho suspeito e entrou na casa.
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