- MANTENHAM OS PORTÕES FECHADOS! ARQUEIROS FIQUEM EM SUAS POSIÇÕES! BRUXOS, À UMA DISTÂNCIA SEGURA! O Templário-Chefe berrava suas ordens à todos que podia liderar nesta hora crítica... sua cidade estava sendo atacada. Eles não podiam ver quem era, mas pelo barulho que causava e o estrago que fazia mesmo de longe, imaginavam que não seria nada menos que um exército inteiro. - AGORA! Ouviu-se milhares de vozes gritando: - TIRO CERTEIRO! De repente, o céu escureceu. Os defensores levantaram uma saraivada de flechas contra os atacantes. Eram tantas que o céu momentaneamente se perdeu de vista, e só se ouvia o barulho mortal de milhões de flechas voando na direção daqueles que certamente sofreriam uma morte horrenda e dolorosa. Elas se perderam de vista atrás da muralha, e um silêncio repentino se fez, à espera dos gritos de dor. Então, o chão tremeu violentamente. Várias pessoas e guerreiros ali perderam o equilíbrio e caíram, mulheres gritavam indefesas e soldados ficavam desnorteados... somente o Templário continuou em pé, a tempo de ver algo aterrador: as flechas atiradas anteriormente estavam sendo rebatidas por algo que ele não podia ver... Alguma barreira havia sido criada... como, ele não sabia. Mas não havia tempo para pensar. - BRUXOS, A FRENTE! MAGIAS DE LONGO ALCANCE! AGORA! O ar ao redor se condensou. Uma atmosfera mágica e mortífera se fez, as pessoas ao redor sentiram o medo do desconhecido... uma escuridão inexplicável começava a tomar conta da cidade... e os bruxos soltaram seus dons. - IRA DE THOR! NEVASCA! CHUVA DE METEOROS! FÚRIA DA TERRA! Do outro lado da muralha, um barulho ensurdecedor foi ouvido... Meteoros desciam do céu, pedras de gelo caíam em alta velocidade, raios mortais saíam das nuvens e atingiam o chão, a terra ficava revolta e lançava montes pontiagudos em quem quer que ali estivesse. O emaranhado de magias seguiu por alguns segundos, e os bruxos do castelo já começavam a se gabar de seu poder... ninguém resistia à eles. Ninguém. Então, uma nesga de sol surgiu no céu, e desceu vagarosamente na direção do exército inimigo. E o Templário finalmente entendeu. - TEM ALGUÉM USANDO AMPLIFICAÇÃO MÁGICA! É UM ARQUIMAGO! — Berrou, já em pânico. — TIREM TODOS DAQUI! E o caos se fez. Todos corriam em todas as direções, perdidos, sem ter para onde ir. Pessoas eram pisoteadas, crianças eram perdidas, berros por todos os lados, ordens dispersas eram soltas pelos chefes, tentando acalmar a situação... mas era em vão... o terror já havia se instalado. Um trovão se ouviu. O céu começava a movimentar suas nuvens, escurecer. Algo gigantesco estava para acontecer. Mas o Templário-Chefe não podia perder sua razão. Precisava chamar o socorro, aquele mais poderoso, a lenda... o Escolhido. Correu para a cabana dos animais, a tempo de ver todos guinchando em pânico, mas não tinha tempo. Montou em seu Grand Peco e atiçou o animal para correr à toda velocidade. Num átimo, alcançou o outro lado da cidade, chegando enfim à um casebre escondido no canto mais escuro do lugar... Mas antes que pudesse descer da montaria, desesperado, uma luminosidade começou a crescer no interior da cabana... sim, o Escolhido já estava preparado! A porta se abriu, e um rapaz trajando uma longa bata branca apareceu, envolto em uma aura de gigantesco poder. - Grande Mestre Loon! — ajoelhou-se o templário — A cidade está sendo devastada, e temo que estejamos sendo cruelmente atacados por ninguém menos que O Poderoso Margard! A expressão no rosto de Loon se fechou. \"Então finalmente chegou a hora do confronto final...\" - Roger, pode seguir na frente. — Falou o mestre, com uma voz tranquila porém firme — Preciso fazer uma preparação rápida. Para o Templário-Chefe, era a ordem final. Sem olhar para trás, montou em seu Grand Peco e seguiu correndo em direção à entrada da cidade, a tempo de ver o que se seguiu. O céu, que antes estava praticamente límpido, agora estava apinhado de nuvens carregadíssimas... o ar ficou carregado de eletricidade, e então um berro se ouviu ao longe: - IRA DE THOR! De repente, milhares de raios e muito mais poderosos que os anteriores atingiram o chão. Os raios alcançavam tudo e todos, deixando apenas pó por onde passavam: pessoas, casas, animais, alimentos... deixavam crateras gigantescas no chão, e apenas destruição e sangue por todos os lados. O massacre elétrico continuou por alguns segundos... E então outra nesga de sol desceu do céu. No interior da cidade, acontecera um genocídio... homens, mulheres, idosos, crianças jaziam no chão, eletrocutados, queimados... pedaços de animais, partes de tijolos e cimento por todos os lados. Mas não houve tempo para descanso. O solo começou a tremer novamente, tão forte que derrubou o resto de casebres que ainda se mantinha em pé... outra magia poderosa estava chegando. - FÚRIA DA TERRA! E então, do nada, centenas de grandes montes de terra e pedra surgiram do chão, destruindo a muralha e os portões, derrubando alguns gatunos escondidos na encosta e abrindo total caminho para o inimigo. E lá estava ele. Era somente um. Com uma luminosidade negra e pesada ao seu redor, trajava uma bata vermelho-sangue e tinha longos cabelos brancos e lisos. O rosto traía uma expressão assassina e inconsequente, e as mãos levantadas sinalizavam que outra grande magia estava por vir. Porém, surgindo do nada, dezenas de Algozes apareceram ao redor do Arquimago, segurando suas Katares e Adagas, correndo em direção ao mago, prontos para matar. Mas antes mesmo que pudessem fazer algo, o bruxo fez um movimento floreado com as mãos e gritou: - ESCUDO MÁGICO! Uma barreira roseada subiu do chão e cercou o mago, impedindo a entrada dos algozes... e logo em seguida, inexplicavelmente, eles começaram a congelar, um a um. - ELE ESTÁ USANDO A HABILIDADE DE CONGELAR! — Berrou um dos algozes. - RELÂMPAGO! — gritou o mago, de dentro da barreira. Flechas de eletricidade apareceram e eletrocutaram os congelados... um dos algozes estava imune ao congelamento, e conseguiu sair correndo a ponto de ficar fora do alcance dos relâmpagos... porém ao longe se ouviu: - TROVÃO DE JÚPITER! Um carga elétrica saiu da barreira e, certeira, alcançou o algoz fugitivo, fazendo-o virar pó. O escudo se desfez, e o arquimago apareceu, com um sorriso demente e convencido no rosto. Ergueu aos mãos para o céu e falou baixinho: - Poder mágico. Um raio de luz do céu desceu novamente e alcançou o mago, fazendo sua aura maligna crescer... e ele começou a avançar em direção à cidade destruída, pronto a terminar o que havia iniciado. Porém, neste momento, uma enorme Barreira de Gelo se fez na frente de Margard, bloqueando sua visão e sua caminhada. E então ele soube do que se tratava. Por entre o gelo, ele viu, ao longe, um rapaz envolto em aura branca. - Loon... finalmente. — falou o maligno. Lentamente contornou a barreira até ficar de frente para a cidade novamente. Num movimento que lembrava um empurrão, rapidamente Margard castou uma magia. - BOLA DE FOGO! No outro lado, Loon movimentou seus dedos em direção ao inimigo e berrou: - ESFERAS D\'ÁGUA! Ao que as duas magias se encontraram, houve uma grande explosão e uma gigantesca nuvem de vapor subiu aos céus. Estava para se iniciar uma batalha lendária.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.