Notas iniciais
Esse é apenas o prólogo, agradeceria qualquer crítica e saber se esse é um caminho que a maioria gosta.

MAPA DO CONTINENTE

A história se passa no país de Kemora, o mais rico das cinco potências.

Era um dia chuvoso, beirava os dez graus na província de Oxhll, o único som que se ouvia vindo de fora era o prazeroso som da chuva gelada batendo na madeira do teto das edificações. Forzéti Diclap acabara de pagar 12 denars para ficar hospedado naquela taverna, o preço exorbitante se deve ao fato dessa ser uma das melhores tavernas que se encontraria na província, mesmo todos os edifícios sendo de madeira, essa se destacava por seu telhado revestido com pedregulhos, coisa que impedia- quase completamente- a criação de gotas de água.

Forzéti se preparava para deitar e adormecer quando escutou um grito vindo de fora, um grito de algo ou alguém indefeso, não parecia ser de garoto ou garota, mas sim de algum animal gritando por socorro. Graças à sua maldição, não teve escolha a não ser fazer algo a respeito, desceu as escadas segurando sua enorme espada, chamava a atenção de todos pois mesmo que um homem com uma espada seja algo “normal” por lá, aquela espada irradiava uma estranha energia que provocava uma sensação estranha em qualquer um que olhasse.

Ignorando completamente qualquer um que estivesse olhando à ele, continuou seguindo seu caminho a fim de acabar com a dor que a esse ponto já dominava completamente seu corpo a incessante queimação em seu peito, ô impedia de pensar em qualquer coisa que não fosse “onde foi que eu ouvi aquele grito”.

Chegando no mesmo lugar que sua janela apontará, viu um garoto sendo pressionado contra a parede por dois bandidos.

—-ENTÃO, MONSTRO, SEU TEMPO ESTÁ ACABANDO.

Forzéti com seu artefato de Jiklin, um artefato que ele sempre carrega consigo pendurado em seu ouvido, muitas vezes confundido com um brinco, percebeu que não eram assaltantes, o padrão de modificação na voz detectado pelo seu artefato foi um padrão de ódio, coisa que difere completamente de um assalto. Estes não queriam roubar algo, eles tinham ódio por aquele menino que, cada vez com mais medo, ficava mais e mais pressionado contra a parede molhada.

—-M...m-mas eu não fiz nada.

Sussurrou o garoto que a esse ponto já estava sofrendo de hipotermia, uma doença que só seria descoberta a cura 10 anos a partir deste momento.

Um dos bandidos tirou o garoto da parede, segurou os seus braços e falou

—-ARREBENTA ESSE MOLEQUE!

O braço do comparsa se levantava e preparava para desferir um soco na boca do estômago do menino, porém, ao começar a se levantar, algo o impediu, não parecia ser físicamente, não tinha nada segurando seu braço, mas por algum motivo, seu braço não respondia a ele, como se alguma presença mexesse com seu lado mais selvagem e instintivamente o seu braço se recusasse à obedecer.

—-Posso saber o que está acontecendo aqui?

Uma outra pessoa apareceu do outro lado do corredor onde os bandidos estavam, uma pessoa que vestia branco e, por algum motivo, não se molhava com a chuva.

—-M...mestre Joan?

Uma voz que odiava, agora é uma voz medrosa, os bandidos soltaram a criança e tentaram se ajoelhar perante o grande mago da corte Joandrei. O bandido que está com o braço imóvel teve uma dificuldade para se ajoelhar, seu braço doía e parecia ser esmagado por alguma coisa, seu braço acabara ficando reto enquanto ele se ajoelhava com dificuldade.

—-Você, criança, venha comigo.

Falou enquanto estendia a mão para o menino que, muito assustado, o seguiu sem questionar. Logo após o menino sair, Forzéti foi falar com os homens que estavam ajoelhados na chuva.

—-Vocês precisam de ajuda?

Ao mesmo tempo que falava, rodeava um dos seus anéis, o anel que estava no dedo indicador.

Ignorando o frio, os dois se levantaram com dificuldades, o peso que afligia o braço do bandido, agora não mais ô incomodava.

—-Você acha que precisamos de ajuda?

Perguntou em tom satírico ao grande guerreiro que agora se encontrava em sua frente.

—-Bom, vocês estão molhados e, provavelmente, com frio, sim, acho que vocês precisam de ajuda. Vocês precisam de ajuda?

Repetiu em tom calmo, coisa que espantou em muito os homens molhados, um homem daquele tamanho normalmente não é tão educado. A não ser que ele fosse um cavaleiro. Assustado com esse pensamento e sabendo das possíveis consequências se isso fosse um fato, os olhos de um dos homens que agora estão cansados por causa do frio percorreram precisamente pelo corpo do guerreiro, não tinha muitas forças então seus esforços foram apenas para tentar achar o brasão de Kaipou, coisa que não estava a vista, menos aflito por saber que não estava lidando com um cavaleiro, o homem se virou para tentar falar com seu comparsa, ele se assustou, normalmente seu comparsa tem tanta resistência quanto ele, ou até mais, porém, por algum motivo, seu amigo estava deitado com os olhos fechados, abraçando seu braço esquerdo, assustado com o que estava acontecendo, Jail tentou gritar, mas antes de colocar suas cordas vocais para funcionar, a escuridão tomou conta dos seus olhos e o mundo todo ficou preto.

Notas finais
xd
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.