Férias no Egito
4 Perdido no Cairo
As comidas disponíveis no menu do hotel eram todas locais. Por sorte, o grande Jean Pierre Polnareff estava disposto a provar coisas novas nesta noite. As boas horas de sono haviam sido revigorantes, e o deixaram de bom humor. Ele era um homem simples e de poucas necessidades, afinal.
Ele resolveu pedir o prato que tinha o nome mais estranho: Molokheya, uma sopa verde com carne e arroz. O prato era estranhamente gostoso, incluindo o caldo verde e pegajoso, mas nem perto da culinária francesa.
Depois de comer três pratos (nosso herói é um cara grande e precisa de energia, certo?) ele resolveu conversas com o homem na recepção.
—Olá, você conhece algum lugar legal por aqui?- o protagonista perguntou enquanto se apoiava no balcão, mas logo ouviu um estalo e recuou.
O recepcionista o encarou não entendendo muito bem o que ele quis dizer. Percebendo isso, Polnareff continuou:
—Sabe, alguma balada ou algo assim? Ou alguma coisa única da região? Sabe, é minha primeira vez aqui.
—Oh, o senhor quer saber onde ficam os bordéis?- disse o recepcionista, pensando ter finalmente entendido, com uma expressão muito desconfortável.
—Não não nÃO! Um lugar legal... um lugar para um novato na cidade se divertir?
—Humm... não sei...
—ARGH! Esqueça! Esqueça...
Nosso herói resolveu dar uma volta pelo quarteirão, sem se afastar muito do hotel. Infelizmente seu senso de direção era horrível, então logo ele estava perdido nas ruas do Cairo. Havia fluxo de pessoas suficiente para que ele não entrasse em pânico e achasse que iria ser assaltado e morto e então seus órgãos seriam vendidos no mercado negro, mas ele ainda assim estava um pouco nervoso por não saber como voltar para o hotel, já que ele havia deixado o celular no quarto.
Porém, a cada passo que dava ele se perdia cada vez mais, e logo estava numa ruela muito suspeita. Ela estava deserta, e Jean Pierre não sabia se aquilo era melhor ou pior.
Sua salvação veio quando ele se virou para tentar voltar as ruas mais movimentadas, quando Polnareff viu um letreiro piscando:
“Mohamed Avdol- Leitura de mão, Tarot, trabalhos de energia, massagens, etc.”
O marombinha tinha um pouco de medo do oculto, mas em seu pânico, ele acabou entrando no lugar.
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