Férias na Austrália
7 Capítulo 7
Notas iniciais
boa leitura =3
Comecei o dia com um humor tão bom — por que será? — então resolvi voltar à lanchonete para mais um dia na praia — espero que bem sucedido. Fomos nós três à praia, mas, chegando lá, uma surpresa:
– Angélica! Tudo bom? — aquela voz doce, me assustava.
– Tudo sim, Nathan.
– Ficou tudo bem com você desde quarta-feira? (chegamos lá na segunda, e o meu 3° dia foi quarta — hoje seria sexta)
– Sim, ficou. — respondi ainda meio assustada com a presença dele lá, sem dar muitos detalhes.
– Eu faço questão de que vocês se sentem conosco — ele e mais uns amigos dele.
Contei para as meninas e elas resolveram aceitar, — booa gentee! — então nos sentamos à mesa com eles. Confesso que fiquei um pouco sem jeito, mas fiz o possível para não demonstrar isso.
Cody veio nos atender e..
– Oi, Angélica, tudo bom? Resolveu voltar aqui na lanchonete?
– Ol...
– Quem você pensa que é para tratar uma cliente com tanta intimidade? — disse o Nathan.
– Mas eu só...
– Você não aprendeu boas maneiras, não? — Nathan continuou.
– Quem VOCÊ pensa que é? Você não sabe da minha vida e o que eu faço não te diz respeito! — dessa vez quem perdeu a paciência foi eu. — Ele é meu amigo e eu não admito que você o trate assim!
Nessa hora, acho que o Cody deve ter gostado de me ver defendendo ele, mas ele resolveu falar.
– Deixa pra lá, Angélica. — e saiu, com a cabeça baixa e com uma lágrima nos olhos.
Acabei ficando sem ação, mas fui interrompida pelo Nathan, que não parecia o mesmo menino gentil de quarta-feira:
– Quem você pensa que é? Eu te salvei garota, se não fosse por mim você nem estaria aqui hoje. — sussurrou no meu ouvido. — Agora, você vai concordar com tudo o que eu disser, estamos entendidos?
Eu tinha certeza somente que eu não conhecia aquele menino que estava na minha frente, mas acabei concordando com o que ele exigiu para evitar maiores discussões.
– Queria dizer uma coisa a todos. — dessa vez ele falou alto, pra todo mundo escutar. — Essa menina aqui comigo, vai receber uma notícia, e eu quero que todos aqui escutem!
Fiquei com vontade de dar uma porrada na cara dele, mas, como eu sou educada, achei melhor não.
Logo, ele tirou um anel do bolso e colocou no meu dedo:
– Angélica, você aceita namorar comigo?
Depois, me abraçando, sussurrou no meu ouvido novamente:
– Não se esqueça do que eu te fiz, você agora tem uma dívida comigo.
Quem me viu, achou que eu estava emocionada, — mas eu não estava feliz não, porque, no fundo, eu achava que ele era quem estava certo — e, com muito receio do que pudesse acontecer, eu acabei dizendo que sim.
Nesse momento, o Cody, que estava em pé, do lado do balcão, derrubou sua bandeja no chão e, ficou olhando pra mim como se não tivesse entendido nada — e não entendeu mesmo -. As minhas amigas também não entenderam nada, mas depois eu lhes contei o que havia acontecido.
Imediatamente, depois do meu inesperado sim, ele me puxou e me mandou avisar as minhas amigas que iria me levar num restaurante à altura, o mais chique da cidade e que eu comeria lá todos os dias — ainda bem que o Cody ouviu isso.
Bom, o resto da tarde naquele restaurante chato ninguém vai querer saber, então, vou pular essa parte...
Mais tarde, quando eu fui embora daquele restaurante chato, o Nathan combinou de se encontrar comigo no outro dia cedo, às nove da manhã, — um saco — mas eu não podia deixar o Cody na mão, então eu fui até a lanchonete.
Quando cheguei, ele estava lá na calçada me esperando, mas eu fui direto ao ponto:
– Cody, como você pode ver hoje, eu estou namorando o Nathan e...
– Como, Angélica, se ele te tratou daquele jeito? — Cody parecia indignado.
– Ele me disse que... Como ele me salvou de me afogar, eu devo um favor a ele, então, eu estou o pagando.
– Angélica, você não deve nada a ele, ele só fez a obrigação dele, que estava lá, de te ajudar. E... Por que você tirou a pulseira que eu te dei?
– O Nathan me mandou tirar.
Qualquer um conseguiria ver a cara de indignação do Cody, que por pouco se continha.
Nesse momento, deu uma vontade de voltar no tempo, e não aceitar o pedido do Nathan para ir dar aquele mergulho, mas eu não podia, eu fui até lá para fazer isso, então..
– Cody, acho que nós não nos veremos mais, então... Eu queria lhe dar o convite para você ir à festa e, convidar uma garota que pode te fazer feliz mais do que eu.
– Mas Angélica, eu...
– Desculpe Cody, tenho que ir.
Saí correndo e sem olhar para trás, comecei a chorar. Chegando ao hotel, fiz de tudo para as minhas amigas não perceberem nada, e eu acho que deu certo.
Acho que a minha primeira sexta-feira na Austrália foi o pior dia de todos.
Notas finais
espero reviews ;*
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